Introducing
Agora vou falar dos meus pais.
Um belo dia, o super sensual Edward Johnson, mais conhecido como pai, se apaixonou pela Sue, mais conhecida como mãe, eles começaram a namorar, e se mudaram para o Brasil. Ficaram juntos por um tempão - tipo uns cinco anos - aí decidiram se casar lá mesmo, já que já tinham nacionalidade brasileira também (ainda não entendo muito bem essa história). Logo, Sue engravidou de uma bela menininha, a qual chamou de Isabela, que sou eu.
Cresci no Brasil até meus nove anos, quando meus pais decidiram voltar pra Essex. Aí nós ficamos na casa da Sam até meus pais comprarem uma casa.
E essa é a história de como vim parar aqui.
------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Lá estava eu, largada na minha cama, no meu quarto, no meu apartamento, pensando na vida. Eram duas da madrugada e eu não conseguia dormir. Decidi ligar pra Flor.
- ACORDA PRA CUSPIR!
Oi. Sou Bela Johnson, mas isso o mundo todo sabe desde quando eu tinha 14 anos e comecei minha carreira de cantora. Na verdade, nessa época, eu ainda não era internacionalmente conhecida.
Atualmente, sou cantora e "atriz". Tenho 17 anos e minha vida é bem legal. Moro em Londres, Inglaterra, UK.
Pode-se dizer que sou uma pessoa de sorte. Muita sorte. Desde que comecei minha carreira, não me faltaram oportunidades. Talvez seja por isso que eu estou onde estou hoje. Me sinto realmente muito honrada.
Ah, tem o McFLY. Eles são meus melhores amigos desde... Desde muito tempo. Eles também são famosos desde cedo, mas, er... Eu tenho um problema com eles. Na verdade, com um deles. E não é um problema pequeno. Quem dera se fosse. Eu odeio, odeio, aquele imbecil.
Ah, tem o McFLY. Eles são meus melhores amigos desde... Desde muito tempo. Eles também são famosos desde cedo, mas, er... Eu tenho um problema com eles. Na verdade, com um deles. E não é um problema pequeno. Quem dera se fosse. Eu odeio, odeio, aquele imbecil.
O fato é que eu tô em crise há quase um ano e meio. Fui convidada para fazer um filme adolescente. Um musical... E adivinha só quem também foi convidado para estrelar? Sim, eles. Fizemos um filme juntos que virou febre e agora teremos que fazer uma turnê. Estou há dois meses "sem vê-los" (não é exatamente assim, tem as raras vezes que os encontro na escola), e isso está sendo como férias pra mim. Daqui a aproximadamente três meses será a turnê e eu não tô nem um pouco animada.
Minha animação é trabalho das minhas amigas. Elas fazem isso pra mim, e graças a Deus, porque se não fossem elas, eu tava perdida.
Thalia é minha "empresária". Nos conhecemos na escola, eu tinha 12 e ela 13. Sempre foi boa com essas coisas. Está na faculdade e, junto com sua mãe, ocupa esse cargo importante na minha vida.
Soph, conheci por acaso. Sua mãe era amiga de trabalho da minha mãe, e ela sempre ia nas minhas festas de aniversário desde os dez anos. Um dia resolvemos ficar amigas e isso durou até hoje. Ela tá cursando a faculdade de moda e agora conseguiu um trabalho na starbucks. Não sei o que tem a ver com o que ela estuda, mas ela sempre disse que um dia ia trabalhar na starbucks, nem que fosse por um mês... E lá está ela!
Sammy é minha amiga mais antiga. Sua mãe também é amiga da minha. Na verdade, sua mãe é como minha madrinha, e seu irmão, como meu irmão também. Eu tinha quase dez anos quando a conheci. Foi logo quando eu cheguei do Brasil. Sim, eu nasci lá. Fiquei hospedada na casa dela - justamente por nossos pais já serem amigos de longa data - até comprarmos uma casa próxima. Atualmente, Sam é "fotógrafa" amadora, e não larga sua câmera. Até que ela ganha um bom dinheiro com as fotos exclusivas que ela consegue. Divide um apartamento tecnicamente simples com o Kaio (irmão dela).
Florence era a minha maior fã na face da terra, e um dia ela ganhou uma promoção na qual ela iria passar o dia comigo. Acabei percebendo que nós tínhamos muito em comum, e como eu não era muito experiente nesse negócio de ser famosa, acabei fazendo uma amizade com ela. Trocamos telefones e tudo mais, mantivemos o contato e... Isso durou até hoje.
Nós cinco somos como “melhores amigas para sempre”. Até temos uma tatuagem em comum. Todas têm escrito “not alone” no pulso direito, e isso é incrivelmente irônico porque Not Alone é uma música do McFLY. Inacreditável, não? Pois é.
Agora vou falar dos meus pais.
Um belo dia, o super sensual Edward Johnson, mais conhecido como pai, se apaixonou pela Sue, mais conhecida como mãe, eles começaram a namorar, e se mudaram para o Brasil. Ficaram juntos por um tempão - tipo uns cinco anos - aí decidiram se casar lá mesmo, já que já tinham nacionalidade brasileira também (ainda não entendo muito bem essa história). Logo, Sue engravidou de uma bela menininha, a qual chamou de Isabela, que sou eu.
Cresci no Brasil até meus nove anos, quando meus pais decidiram voltar pra Essex. Aí nós ficamos na casa da Sam até meus pais comprarem uma casa.
E essa é a história de como vim parar aqui.
------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Lá estava eu, largada na minha cama, no meu quarto, no meu apartamento, pensando na vida. Eram duas da madrugada e eu não conseguia dormir. Decidi ligar pra Flor.
"Oi, aqui é a Florence. Acabei de mudar minha mensagem da secretária eletrônica e tô achando isso o máximo. Na verdade só fiz isso porque eu tô tendo que viajar de urgência pro Alasca com a minha mãe porque parece que a prima da tia-avó dela morreu e ela tá mó triste. Então deixem seus recados lindos que depois eu respondo. Beijos no coração."
Como ela viaja e não avisa a ninguém?! Que louca! Enfim, depois eu surto. Próxima opção.
- Alô. - escutei a voz da Thalia completamente embolada do outro lado da linha.
- Lia? Te acordei?
- Não, não. Eu tava aqui pulando corda e dançando Hannah Montana às duas da manhã de quarta feira. - Ela foi irônica e eu ri.
- Jura? Nossa, que disposição, hein?
- Ah, vai te catar, Bela.
- Sério, eu não consigo dormir.
- Toma suco de maracujá.
- Não adianta.
- Então vai encher o saco da Sam.
- Nossa, valeu, amigona. - Ironizei e ela desligou o telefone. Eu tava acostumada com esse show de delicadeza grátis quando ela estava com sono. Normal.
- Quê. - Sam atendeu o telefone bem nesse estilo "Sou mal educada. Foda-se".
- Acordada?
- Agora eu tô, né.
- Sam, me ajuda. Não consigo dormir.
- Liga pro Tom que a voz dele te acalma. - Ela disse e logo depois gargalhou.
- Ah, claro. Vou fazer isso sim.
- Bela, vou te ensinar como se faz: fecha o olho. Pensa em um cara muito gostoso tirando a roupa. Fica sonhando com ele aí você dorme. Ou pensa nas aulas de geografia.
- Escolho a segunda opção. Vou dormir mais rápido.
- Então tchau. - Ela disse, e desligou. Eita, quando eu preciso, ninguém me acode. Obviamente me restava a Soph. Eu não esperava que ela atendesse o telefone. Nunca dormia perto dele. Mas não custa tentar.
- Huuum. - Escutei um mugido e deduzi que fosse ela atendendo o telefone.
- Oi, Soph!
- Huuuum. - de novo o mugido.
- Tem um boi na sua cama?
- Fala logo o que tu quer.
- Quero que me ajude a pegar no sono. Não consigo.
- Que? Tá me zoado, né não?
- Não. Eu tô falando super sério.
- Tô com cara de mãe?
- Aaaaah, Soph! Me ajuda, vai. Por favor.
- Cara, fecha o olho que o sono vem. Quer que eu cante uma cantiga de ninar?
- Aham.
- Ok. Nana, neném... Que a cuca vem pegar. Mamãe foi na roça, papai foi trabalhar. Lalalalala, lalalalalala, lalalalala. Nananananana, nanananannana (...) Alô? Bela? Alô? BELA! - O grito me fez despertar.
- O que?!
- Você dormiu?
- É, quase isso.
- Anh, ok. Agora já está com sono suficiente?
- Acho que sim...
- Então vê se não me enche mais o saco. Boa noite, e... ME VISITA AMANHÃ LÁ NA STARBUCKS!
- ok, ok, ok... Tchau.
Dormi. Não sei se foi a cantiga, mas só sei que alguma coisa me deu muito sono e aí eu dormi. Agradeci mentalmente à Soph por aquilo. Realmente ajudou, diferente das outras pilantras que me deixaram na mão.
- ACORDA PRA CUSPIR!
- AH! - Pulei da cama assustada. - O que é isso?!
- Invasão de domicílio, honey.
- Thalia, você quase me matou.
- E eu aposto que você quase esqueceu da coletiva e da noite de autógrafos do álbum do Ordinary fantasy. Mas sei que, como você é uma pessoa muito responsável, tinha plena noção de que era hoje.
- NÃO ACREDITO. Como assim hoje?!
- Pois é. Hoje. E a Sam vai fotografar o evento.
- A Soph vai?
- Ela falou que aparecia de noite, mas não sei da Flor.
- Ela foi pro Alasca.
- Han?! - Ela não entendeu nada. Mas é realmente estranho quando se fala pra alguém que uma pessoa com quem você fala todo dia simplesmente foi pro Alasca.
- É. Parce que uma mulher da família da mãe dela morreu e ela teve que viajar pra lá. Depois eu ligo pra ela.
- Entendi. - ela murmurou, apesar de estar com uma cara de "não entendi merda nenhuma".
- E que horas termina a tarde de autógrafos?
- Sei lá, umas dez.
- Ai, que saco. - bufei e jogou as costas pra trás, deitando-me novamente na cama. Qual é? Vou ter que vê-lo e fingir que gosto dele a tarde toda? Isso me consome.
- Anda, levanta. Temos que chegar cedo na coletiva.
- Tá.
Não sou uma pessoa que costuma demorar com as coisas. Me arrumei em uma hora e logo saímos de casa. Sam já estava lá, e assim que cheguei as lentes de sua câmera apontaram para mim.
- Para com isso, Sam.
- Ué, não posso tirar fotos da minha própria amiga?
- Não quando sua própria amiga está que nem uma ameba.
- Amebas normalmente são mais bonitas que você, com esses óculos maiores que meus seios. - Ela disse e nós três gargalhamos. Entrei numa espécie de camarim que tinha no local e fiz o cabelo e maquiagem para a coletiva de imprensa. Depois de pronta, Sam tirou a primeiro foto séria. Eu não sou do tipo que fica normal nas fotos. Sempre faço alguma careta, principalmente quando é a Sam quem as tira, e dessa vez não foi diferente.
Saímos do camarim e no corredor, dei de cara com eles. Lindos e arrumados, como (quase) sempre.
- Bela! Quanto tempo! - Danny exclamou, vindo na minha direção com os braços abertos.
- É! Muito! - nos abraçamos. - Tudo bem meninos? - Lancei o meu melhor sorriso. Eu estava mesmo com saudade deles.
- Aham! - eles concordaram com a cabeça.
- Você tá bonita. - Tom disse, com uma cara indiferente, analisando minha calça rasgada.
- Não precisa fingir pra ninguém daqui que você gosta de mim, Fletcher. - Disse, ainda sorrindo.
- Você que inventou isso, e você que não gosta de mim.
- Ah, e até parece que você me ama. - revirei os olhos e ele riu com descaso.
- Pois é. Não amo. Mas também não tenho tanto ódio assim. - Nessa hora, Danny começou a rir e Harry socou o braço dele. Não entendi.
- Também não tenho tanto ódio assim, isso é drama seu. - Mentira, eu o odeio demais.
- Não é o que parece.
- Ok, Fletcher. Ok. - respirei funo - Vamos logo antes que a gente se atrase. - Disse, cortando as discussões.
- Antes, uma foto. - Sam pediu e nós concordamos. Fiquei estrategicamente ao lado do Dougie pra colocar chifrinho nele... HEHEHEHEHE! Ela bateu umas três fotos e depois nos liberou.
Chegamos na sala onde seria a coletiva, nos acomodamos nas cadeiras atrás da mesa cumprida e as perguntas afobadas começaram.
- Qual vai ser o primeiro país da turnê?
- Vamos para a América do Sul. Brasil. - Harry respondeu.
- Bela! Já está planejando seu próximo álbum?
- Bom, eu... Eu estou indo devagar com as coisas. Já tenho algumas músicas mas antes estou me concentrando apenas em Ordinary Fantasy. - Respondi e recebi um sorriso da Lia que me observava de longe.
- Vocês vão viajar sozinhos, só os cinco, na turnê ou o elenco de Ordinary Fantasy vai junto?
- Na verdade, as músicas de Ordinary Fantasy vão ser como uma participação especial da Bela na nossa turnê. Por isso só vamos nós cinco. - Tom respondeu, bebendo um copo de água logo em seguida.
- O que têm a dizer sobre os rumores de que Bela e Tom estão juntos?
O QUE?! Da onde essas pessoas tiram isso?! A gente nem sai juntos, nunca andamos juntos pela rua... Estamos há um tempão sem nos ver... Como podem inventar uma coisa dessa?!
São nessas horas que eu tenho que colocar meu lado atriz em prática e não fazer a maior cara de “WTF?!” do mundo. Tenho que me manter indiferente e apenas responder com segurança.
- Bom, rumores são rumores. Somos só amigos. - Ou bem menos que isso. Quase completei.
- É. - ele concordou.
- Danny, o que diz sobre seu término recente?
- Foi melhor assim. Eu e Georgia estamos bem, e, ao contrário do que andam pensando, continuamos amigos.
A coletiva foi bem chata. Demorou demais pra acabar e eu estava louca pra ir pra casa, mas aquilo tudo só estava começando. Assim que terminou fui correndo para o carro, e fui levada até um loja de CD’s onde seria a tarde de autógrafos. A fila na porta da loja era assustadoramente quilométrica.
- Wow, quanta gente. - Sam comentou de dentro do carro.
- Pois é... - Lia concordou.
- Sam, você vai tirar mais fotos?
- Não. Fiquei de fotografar só a coletiva, mas se você quiser, eu...
- Não. Sem problemas. Eu só queria saber quais seriam minhas opções de conversa enquanto eu estivesse lá sozinha com eles.
- Hum... Eu vou ficar lá dentro com a Lia e aquele tal de...
- Fletch. - Lia a ajudou a lembrar.
- Isso. Fletch. Nós três estaremos lá dentro.
- OK...
- Bela, desencana. É só ignorar o Fletcher... - Lia tentou me animar.
- É, ignora o Fletcher, cara. Nem o Danny, nem o Doug e nem o Harry tem a ver com sua implicância sombria contra o Tom. Eles são seus amigos e por causa dessa briga misteriosa com o dito cujo, você se afastou muito dos coitados. - Sam acrescentou.
- É, eu sempre fico pensando nisso... - suspirei - Não precisava me afastar de todos eles, sinto muita falta de tudo...
- Você é muito burra.
- Cala a boca, Sam. Agora eu tenho que ir, meninas.
- Tá, a gente vai estacionar o carro. - Lia disse, enquanto um segurança vinha abrir a porta do carro pra que eu saísse. A multidão berrava meu nome, levantava cartazes e eu achava aquilo muito fofo. Sorria descontroladamente e acenava para todos os lados durante o pequeno percurso até a entrada da loja. La dentro já tinha a mesa preparada com os cinco lugares, quatro deles já ocupado pelo McFLY.
Me sentei ao lado do Tom, pra variar, e minutos depois as portas se abriram. As pessoas - meninas, em sua grande maioria - entraram apressadas e assim começou a primeira parte da minha longa noite.
Autografei até minha mão cair (mentira) e depois chegou o momento privado. A loja foi fechada, garçons serviam bebidas e petiscos, o DJ controlava as músicas animadas que tocavam e várias pessoas do elenco e da produção circulavam e se divertiam por ali.
- Alô? - atendi o celular, sem prestar atenção em quem estava me ligando. Já deviam ser umas dez horas da noite.
- Oi, Bela!
- Soph! Cadê você?
- Parada igual a uma idiota do lado de fora da droga da loja. O segurança não quer me deixar entrar.
- Ah... Calma aí que eu vou resolver isso. Passa o telefone pra ele.
- Ok, toma aí, guardinha. - Escutei sua voz dizer, e ri. - Alô... - a voz grossa do homem penetrou em meus ouvidos de uma forma engraçada. Acho que eu tava com o ouvido entupido ou algo do tipo. Chegou a doer.
- Oi, aqui é a Bela. - eu disse - Johnson. - depois completei .
- Bela Johnson?
- Isso. Ela mesma.
- É sério?
- Er... É sim. Pode deixar minha amiga entrar? Ela foi convidada.
- Ok. Desculpe o transtorno, senhorita Johnson. Só estou exercendo meu trabalho. - Nossa, foi fácil.
- Por nada! Está mais que certo. Não tem problema nenhum. Obrigada, erm...
- Waltter. - ele se identificou para que eu pudesse chamá-lo pelo nome.
- Waltter. - disse, e logo depois desliguei, começando a rir por ter escutado algo como “viu, seu guarda fedido?!” do outro lado da linha.
Olhei ao meu redor, analisado a festa e pude observar Thalia e Sam conversando animadamente com Harry, Dougie, Tom e Danny.
- Ei, Bela! Vem aqui! - Sam me chamou e eu fui. Me sentei com eles, tomando um gole de qualquer coisa que estava no copo da Lia.
- E aí, Bela, quando começamos os ensaios? - Quase me engasguei quando ouvi a pergunta do Harry. Ensaios? Já?
- Mas ainda falta muito! - eu disse rindo, pra não parecer antipática ou qualquer coisa do tipo.
- Cara, vocês vão ter que ensaiar bastante. Bastante mesmo. Acho bom começarem logo. - Lia disse.
- Creio que seja mesmo melhor ensaiarmos muito... Nunca fizemos shows juntos e a set list vai ter que estar preparada com muita antecedência... - Tom filosofou, coçando o queixo.
- Ok, ok. Lia, quando começamos?
- Pode ser nessa segunda, não pode? - Ela me olhou e eu dei de ombros.
- Oi, gente! - Soph chegou, acenando e sentou na mesa. - Nossa, hoje meu dia foi demais. Trabalhar na starbucks é muito legal!
- Você trabalha na starbucks?! - Dougie perguntou empolgado.
- Aham! E você? Trabalha aonde? - ela perguntou e depois riu da própria piada. - Tô brincando! Mas... é, eu trabalho lá!
- Wow, deve ser o segundo melhor emprego do mundo, só perde pro meu. - Tom disse enquanto se ajeitava na cadeira.
- Pois é. Bom, na verdade, é meio cansativo, mas até que é legal sim. E... vocês não sabem o que aconteceu. Eu contei que sou amiga da Bela, e conheço vocês... E as meninas de lá não acreditaram! Elas ficaram falando coisas do tipo “ah, tá! E eu conheço o papai Noel.” e “aham, e eu vou casar com o príncipe Harry”.
- Porque você não mostrou uma foto, ou a sua lista de contatos? - Sam perguntou e eu concordei.
- Mas a lista de contatos não prova nada. - Harry afirmou e eu novamente concordei.
- Ah, sei lá, eu me esqueci de mostrar as coisas. Só sei que quando a Bela aparecer lá elas vão rachar a cara. - Soph disse como se fosse uma criança de 12 anos e nós rimos.
Eu era a mais calada entre as quatro. Não gostava de ficar perto dele. Me sentia como se não estivesse entre amigos. Como se eu estivesse sendo avaliada por cada coisa que eu falasse. Não parecia a mesma Bela de todos os lugares.
- Ei, gente. Vou encher a cara, ok? Dá licença. - Sam disse, afastando sua cadeira da mesa, e quando estava prestes a levantar, me olhou. - E você vem comigo. - ela pegou minha mão e me puxou pra que eu também levantasse.
- Quer me levar pro mau caminho? - perguntei quando nos debruçamos no bar.
- Até parece que você não quer.
- É, quero. E muito. Só o álcool pra fazer eu me divertir hoje.
- Você tá insuportável com isso, Isabela. Eu hein, se toca. O Tom não tem nada, nada contra você. Você que tá dando uma de nojenta. Para com essa mania de perseguição! "ninguém me ama, ninguém me quer"! - ela falou, meio (meio?) indignada.
- Sam. Não é mania de perseguição, ele não gosta de mim! Se gostasse, não teria feio o que fez.
- Você e seus mistérios.. - ela rolou os olhos enquanto eu pegava meu copo de sex on the beach (meu preferido) - Tô achando que isso é amor, hein.
- Ah, é. - fui irônica. - Muito amor. - revirei os olhos e ingeri o conteúdo do copo todo de uma vez, sentindo minha garganta queimar abruptamente.
- WOW. Quer brincar de "vira"?! - ela perguntou entusiasmada.
- Nããão. Nem tanto assim.
- Poxa. Broxei. - ela fez biquinho e eu ri.
- Olá, meninas lindas! - Lia se aproximou, sorridente, junto com a Soph.
- Viemos ficar loucas com vocês, já que hoje tem motorista. - Soph informou, debruçando-se sobre o balcão.
- Tem? - eu perguntei.
- Ué, tem... Não tem? - Soph devolveu a pergunta, confusa.
- Ah, deve ter! - Sam deu de ombros e tomou seu coquetel de maçã. Rimos, e todas tomaram seus drinques também. Bom, menos eu, já que tinha acabado com o meu num gole só. Estava esperando que o barman me trouxesse logo o próximo.
Não que eu gostasse de encher a cara. Longe disso. Na verdade, eu quase nunca bebia. Qual é, tenho dezessete anos ainda e não quero ser um mau exemplo para as pessoas. Mas todo ser humano tem seus momentos de fraqueza, e, cara, esse é um dos meus. Então, é, eu enchi a cara.
Se eu falasse que eu não lembro de mais nada que aconteceu, será que acreditariam? Quando acordei, eu não estava em casa, isso é um fato. Aquele não era meu teto. Aquela não era minha cama. E isso não é meu quarto. Mas eu conheço esse cheiro de algum lugar.
Levantei as costas, sentando na cama e tudo girava. Minha cabeça doía e eu usava um blusão de homem. Uma blusa do homem-aranha. Tá, o que que é isso?
Fui até o banheiro - que era lindo - me olhei no espelho e a maquiagem quase tinha resistido intacta àquela noite, a não ser pelo lápis meio escorrido e o blush que se tornara quase invisível.
- Ok, Bela. Aonde-você-está? - me perguntei, saindo do banheiro e vi, sobre uma poltrona que ficava no canto do quarto, todas as minhas coisas. Minha roupa, minha bolsa e o sapato. Tudo dobradinho e organizado. Troquei de roupa, colocando a mesma da noite passada, peguei minha bolsa e calcei o sapato, depois saí do quarto, vendo um corredor com algumas portas e uma escada. Tudo era bonito. Pigarreei antes de falar:
- Tem alguém aí? Oi? Oláá?
Fiquei no vácuo. Meu Deus, onde eu tô?
- Oláá? Tem alguem em casa?! - dessa vez, quase gritei.
- Tem. - escutei um voz vindo de trás de mim e me virei, quase que num pulo.
- Fletcher! O que tá fazendo aqui?!
- Erm... Aqui é minha casa, e ontem eu fiz a enorme caridade de deixar você dormir aqui. Suas amigas estão lá em baixo tomando café da manhã.
- Por que não me levou pra casa?
- Porque eu não queria te largar sozinha em casa bêbada.
- Hm, ótimo. Obrigada. Tchau. - virei as costas e fui correndo até a escada. Desci e me deparei com minhas amigas rindo e conversando com o resto dos meninos.
- Bom dia, Bela! - Danny gritou.
- Bom dia, Danny e... Todo mundo.
- Dormiu bem? - Sam perguntou. - Aposto que sim. Me chutou a noite toda.
- Sério? Nossa, eu não lembro de nada. Parece que eu morri e ressussitei.
- É, nem eu! - Soph exclamou como se isso fosse super legal. Eu odeio esquecer as coisas.
- Nossa, que fracas. - Sam disse, se gabando. - Eu lembro de quase tudo. Na verdade, as únicas coisas que eu esqueci foram as que aconteceram depois do meu terceiro shot de tequila... - ela disse e todo mundo gargalhou.
- Eu lembro. - Dougie disse. - Lembro de vocês lá, muito loucas. Dançaram em cima da mesa e tudo.
- HA HA HA. Nem se eu tivesse tomado doze garrafas de absinto eu faria isso. - Lia falou, mordendo um pedaço de torrada.
- Claro, você estaria morta. - eu comentei e escutei gargalhadas exageradas do Danny.
- Mas a parte de vocês quatro em cima da mesa é verdade. - Harry afirmou.
- Sem chance de vocês enganarem a gente, playboys. - eu disse.
- Ok... Vocês não se conhecem mesmo... - Harry lamentou e Dougie concordou.
- Erm... Meninas... É verdade. Vocês dançaram If it's loving that you want em cima da mesa. - Danny comentou de uma forma que me preocupou. Parecia tão inocente que era impossível não acreditar.
Ficamos completamente sem graça e aí - é sério, foi do nada - eu lembrei que tinha visto meu celular na cômoda ao lado da cama. Não vivo sem ele. Subi correndo para pegá-lo, e lá no segundo andar, cruzei com o Tom. Nos olhamos e eu segui em frente como se não o conhecesse.
Ficamos completamente sem graça e aí - é sério, foi do nada - eu lembrei que tinha visto meu celular na cômoda ao lado da cama. Não vivo sem ele. Subi correndo para pegá-lo, e lá no segundo andar, cruzei com o Tom. Nos olhamos e eu segui em frente como se não o conhecesse.
- O que tem de tão errado comigo, hein? - ele falou de repente, entrando no quarto em meu encalço e fechando a porta.
- Nada, por quê? - fui intolerante.
- Nossa. Imagina se tivesse...
- Fletcher, viu meu celular? Eu juro que ele estava em cima da cômoda. - desconversei e ele revirou os olhos.
- Não, não vi.
- Onde ele deve estar? Será que eu deixei no banheiro? - Pensei alto e caminhei apressada até o banheiro. Ele foi atrás de mim e entramos no banheiro juntos. - O que você quer?! Virou minha sombra?
- Não. Me diz porque você me odeia.
- Eu não te odeio, Fletcher. Para com isso. - tentei não ser grosseira.
- Óbvio que me odeia!
- Ok. Então eu te odeio. Pronto, tá feliz?
- Não! - ele disse, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. - Por que eu estaria?!
- Porque você também me odeia.
- Bela...
- Isabela. - eu corrigi, mesmo não gostando que me chamassem assim.
- Ok. Isabela. Olha só, eu não odeio você. Não tenho absolutamente nada contra você.
- Ok. - eu disse simplesmente, dando de ombros e procurando meu celular pela pia. Qual é? É óbvio que ele tem algo contra mim... Ninguém normal faz, com alguém que gosta, o tipo de coisa que ele fez comigo.
- Ei, Tom, Bela! - Harry apareceu na porta do banheiro - Vamos dar um tempo pra vocês ficarem amiguinhos, Beleza? - ele disse e depois fechou a porta, trancando pelo lado de fora. QUE MERDA DE BRINCADEIRA É ESSA?!
- Harry, abre a porta agora! - eu gritei, indo correndo até a porta e batendo escandalosamente nela. - Fletcher! Por que essa merda dessa porta não tem tranca por dentro?! Toda-porta-de-banheiro-tem-tranca-por-dentro! Como essa não tem?!
- Sei, lá! Não pensei nisso!
- Ah, que saco! Harry, abre a porta! - fiquei gritando e reclamando por uns dois minutos, sem parar.
- Dá pra você parar? - Tom pediu calmo e eu ignorei. - Dá pra parar?! - dessa vez, falou mais alto, então decidi olhar.
- Que foi? Eu quero sair daqui! Tenho mais o que fazer.
- Quanto mais você bater mais eles vão demorar a abrir. - Tom disse calmamente. Ele estava sentado no chão, olhando para um ponto fixo da parede, com cara de tédio. Então eu fiz o mesmo. Sentei ao seu lado e encarei a parede branca em minha frente.
- Morrendo de fome. Cansada. Com dor de cabeça. Presa. Num banheiro. Com Thomas Fletcher. Tem algo pior?
- Tem. Isso tudo mais suas reclamações consegue ser pior.
- Você é bem irritante.
- Você já me disse isso uma vez.
- É, devo ter dito. - suspirei - Pode me fazer um favor?
- Depende.
- Me diz tudo que aconteceu noite passada?
- Tudo?
- Aham. Tudo.
Tom's POV
Flashback on (noite passada)
Elas foram beber e nós, meninos, ficamos lá na mesa.
- Cara, eu acho que elas são muito gostosas. - Harry comentou.
- Concordo plenamente. - Dougie disse.
- Eu também concordo. Acho que devíamos pegar elas. - Danny disse e nós gargalhamos. - É sério. Não devíamos deixar passar.
- É... - Harry comentou as olhando. - Tá calado porque, Tom?
- Sei lá, tava aqui no mundo da lua.
- Aham. Sei bem o nome disso. Se chama mulher. E, mais especificamente, se chama...
- Harry, nem tudo é mulher, sabia? - o cortei antes que ele falasse demais.
- Sabia, cara, mas isso aí que você tem é.
- Você falando desse jeito parece até que mulher é alguma doença - Dougie disse e deu uma risada tosca. Danny ficou olhando sem nenhuma expressão e depois gargalhou, então olhamos pra ele sem saber o motivo daquele riso atrasado.
- Você falando desse jeito parece até que mulher é alguma doença - Dougie disse e deu uma risada tosca. Danny ficou olhando sem nenhuma expressão e depois gargalhou, então olhamos pra ele sem saber o motivo daquele riso atrasado.
- Que foi? - perguntou sem entender nosso olhar sobre ele.
- Por que você só riu agora? - Dougie questionou.
- É que eu não tava entendendo porra nenhuma, aí você riu e eu achei a sua risada engraçada. - explicou indiferente e, dessa vez, nós gargalhamos.
Depois disso, decidimos beber e dançar também, até que começou a tocar aquela música da Rihanna, “If it's loving that you want”. As meninas gritaram e se entreolharam rindo, como se fosse alguma piada interna. Do nada elas subiram - as quatro - numa mesa qualquer e começaram a dançar sensualmente aquela música. Uma rodinha se formou envolta da mesa, e sorte delas que era proibido filmar ali dentro. Todo mundo ficou olhando elas rebolarem e cantarolarem apenas alguns trechos já que estavam bêbadas demais pra lembrar da letra. Eu já tava ficando puto com aquele bando de tarado...
Quando acabou, elas quase caíram descendo de lá. Depois vieram ao nosso encontro.
- E aí? Gostaram do nosso showzinho? - Soph perguntou.
- E como... - Dougie comentou baixo.
- Eu te acho bem gostosinho, Dan. - Sammy comentou, apoiando o cotovelo no ombro de Thalia (que só ria), e analisou o Danny de cima a baixo.
- Você também é. - ele respondeu com o "sorriso do caçador".
- Uuuuuh, então vem cá pra gente conversar. - Sam foi andando para outro canto com ele e eu olhei sugestivamente pro Harry, que riu. Obviamente eles se pegaram. Eu não vi, mas tenho certeza.
- Parece que tá todo mundo se resolvendo por aqui. - Bela comentou, com um sorriso no rosto.
- Todo mundo quem? Só a Sam. - Lia decidiu responder, parando, finalmente, de rir.
- Você e Harry, Soph e Dougie e... - ela me olhou e gargalhou. - Sobramos! - ela concluiu e todo mundo gargalhou. Nem foi tão engraçado, mas o fato dela estar completamente bêbada nos fez rir. E, é claro, o fato de eu ter ficado nervoso pra cacete também. O tempo foi passando e o estado delas foi piorando. No final estavam completamente bêbadas.
- Vamos levá-las pra casa... - Dougie comentou.
- É, mas que casa?
- Pra sua! É lá que é o point. - Danny disse e eu não pude negar. Era o melhor lugar pra deixá-las. Saímos de lá umas duas da manhã, só depois de ter a certeza que ninguém estaria nos fotografando ou abordando por um autógrafo.
Quem dirigiu foi o Harry porque ele era o mais sóbrio. Eu tinha bebido mais do que eu gostaria e tive que ir no banco de trás. Na verdade, viemos em dois carros. No do Danny e no meu.
Danny dirigiu seu carro, o que foi meio perigoso porque ele não tava tão sóbrio assim... E com ele foram Sam, Sophia e Dougie.
Danny dirigiu seu carro, o que foi meio perigoso porque ele não tava tão sóbrio assim... E com ele foram Sam, Sophia e Dougie.
Quando chegamos lá em casa, elas estavam apagadas. Completamente apagadas. Tivemos que levá-las no colo. Troquei a roupa da Bela e...
Flashback off
- PERA AÍ. VOCÊ O QUE? - ela perguntou, e parecia que ia me matar com os olhos.
- Eu troquei sua roupa.
- QUEM TE DEU ESSA LIBERDADE? QUAL É O SEU PROBLEMA? EU NÃO TE DEI PERMISSÃO PRA ME VER NUA!
- Cara, eu só te vi de calcinha não foi nada demais... - falei como se aquilo não tivesse a menor importância pra mim.
- MESMO ASSIM! E O SUTIÃ? COMO EU ACORDEI SEM ELE? QUEM TIROU? EU É QUE NÃO FUI.
- Dá pra você ficar calma? Eu só queria ajudar. Queria que você dormisse confortável. Não precisa de tanto escândalo.
- MEU DEUS, FLETCHER, VOCÊ VIU MEUS SEIOS! - ela tava surtando... - VOCÊ-VIU-MEUS-SEIOS!
- Não vi, Bela...
- DUVIDO QUE VOCÊ TENHA FECHADO OS OLHOS.
- Eu sou uma pessoa habilidosa e conseguir tirar seu sutiã depois de ter colocado minha blusa em você. - sorri sem mostrar os dentes (me lembro dela sempre dizer que isso a matava de amores, hahahahaha). Ela rolou os olhos e cruzou os braços, de pirraça - Tá vendo? Não precisava desse surto todo.
- MEU DEUS, FLETCHER, VOCÊ VIU MEUS SEIOS! - ela tava surtando... - VOCÊ-VIU-MEUS-SEIOS!
- Não vi, Bela...
- DUVIDO QUE VOCÊ TENHA FECHADO OS OLHOS.
- Eu sou uma pessoa habilidosa e conseguir tirar seu sutiã depois de ter colocado minha blusa em você. - sorri sem mostrar os dentes (me lembro dela sempre dizer que isso a matava de amores, hahahahaha). Ela rolou os olhos e cruzou os braços, de pirraça - Tá vendo? Não precisava desse surto todo.
- Ah, sim, claro. Me desculpa se eu fico incomodada pelo fato de um cara me ver semi-nua enquanto eu estou bêbada. Me desculpa, isso é mesmo muito anormal. - ela disse, olhando pro teto, completamente sarcástica.
- Dá pra parar?
- Com o que?
- De reclamar de tudo.
- Não. Eu não gosto de você, e agora você só piorou tudo. Não tem como ser legal.
- Quer saber? Você também conseguiu me fazer desgostar de você. Eu tava tentando me controlar mas você é insuportável. Parabéns. - eu disse, com raiva. Obviamente não é verdade, mas, porra, ela está praticamente implorando pra que eu a odeie (não que isso seja possível...).
Continuamos lá presos no banheiro, em silêncio durante um bom tempo.
Continuamos lá presos no banheiro, em silêncio durante um bom tempo.
Tom’s POV off
Ok, talvez eu esteja mesmo exagerando um pouco. Talvez já esteja na hora de me desligar pelo menos um pouco desse passado horroroso e ser menos... Chata com ele. Não que ele mereça, mas eu posso ser uma pessoa menos insuportável, eu acho...
Então é isso. Vou tentar.
Sam’s POV
- Mas vocês acham que eles vão se resolver mesmo? - Danny perguntou com uma cara de dúvida e eu ri.
- Conheço a Bela. Ela é uma pessoa bem boazinha. Claro que ela vai fazer as pazes com ele. Principalmente porque é o Tom. É como se fosse uma conversa entre anjinhos. - eu respondi confiante. Bom... Eu acho que conheço a Bela o suficiente pra saber que ela nunca vai brigar sério com ninguém. A não ser comigo, é claro.
- É, é verdade. A Bela não consegue ficar brigada com as pessoas. - Lia acrescentou.
- Que bom. Eu tenho medo deles se matarem lá dentro. - Harry disse e nós rimos.
- Mas então, que tal vocês nos contarem da noite passada, hein? - eu disse.
- Ah, não aconteceu nada demais. - Dougie falou indiferente. - Vocês ficaram bêbadas, dançaram em cima da mesa, aí você pegou o Danny, aí...
- COMOÉQUEÉ?! - Eu quase vomitei as palavras, interrompendo-o incrédula.
- Você e o Danny ficaram. - Harry afirmou, também indiferente.
- Nossa, que fácil, hein, Sam? - Soph disse rindo.
- COMO ASSIM FIQUEI COM O DANNY JONES DO MCFLY QUE ACABOU DE TERMINAR COM A GEORGIA HORSLEY, ATUAL SUPERMODELO E EX-MISS INGLATERRA?! COMO ASSIM? COMO ASSIM? - Espera aí, eu acabei de falar isso em voz alta mesmo? Merda. Deve ser por isso que tá todo mundo me olhando com essa cara de “ai meu Deus do céu, essa mulher é louca”. MAS EU TÔ LOUCA! É ÓBVIO QUE EU TÔ LOUCA! EU FIQUEI COM O DANNY E NEM LEMBRO! Não sei se isso é uma merda enorme ou uma coisa maravilhosa. Não, não. É uma merda enorme. Com certeza é uma merda enorme. Eu não posso ser “aquelazinha bêbada que o super Danny Jones pegou depois de estar carente pelo término com a super Georgia Horsley”. Eu tenho que ser “aquelazona que é super amiga da super Bela Johnson, e tira super fotos exclusivas que são super legais e cobiçadas”! Até porque é claro que é assim que todo mundo me vê por eu andar com a Bela, não é? Er... talvez. Ai, cara, eu não devia ter ficado com o Danny...
Todos continuavam me olhando com aquela cara assustada e eu não fazia a menor ideia do que dizer. E quando eu digo “a menor ideia” eu realmente quero dizer “A MENOR IDEIA”.
- Wow, tenso. - Soph comentou e Lia lhe deu tapa estalado no braço.
- Cala a boca, cara. - Thalia falou em repreensão.
- O que eu quis dizer, gente, foi que... Bom... é que... - PENSA, PENSA, PENSA. - Eu não queria ter ficado com o Danny. Eu estava totalmente chapada. - disse e vi que ele ficou completamente sem graça.
Aquele não era o tipo de conversa pra se ter quando todos os seus amigos estão envolta.
- Dá licença, gente. Eu tenho que ir pra casa. - Eu disse, me levantando do sofá e puxando a Lia comigo. Soph veio atrás e nós saímos daquela casa no mesmo instante. Abri minha bolsa a procura de algum trocado para o táxi e fiz sinal para o primeiro que passou. Entramos no veículo que nos conduziu até a casa da Lia.Sam’s POV off
Danny’s POV
Isso foi a coisa mais estranha que eu já vi na minha vida.
Estava tudo bem, aí do nada ficou um clima completamente ruim e elas simplesmente foram embora! Do nada! Sem ao menos um “obrigado” por termos cuidado delas.
Só não foi mais estranho do que o fato de eu ter me sentido mal pela Sam ter falado que não queria ter ficado comigo. Por ela não ter gostado de saber disso. Por que isso me incomodou tanto? Estranho...
- Nossa. Eu nem terminei de contar. Imagina só quando elas se tocarem que a gente trocou a roupa delas... - Dougie disse e Harry riu. Dessa vez eu não ri, mas não por não ter entendido, e sim por que eu tava incomodado.
- Vamos dar uma festa amanhã?! - Harry disse como se tivesse descoberto a eletricidade.
- VAMOS! Assim a gente tem um motivo pra ver todas elas de novo. - Dougie respondeu e eu continuei lá, quieto, pensando sozinho e contando os segundos pra um deles vir implicar comigo por eu estar calado.
- Danny, tá quieto por quê? - Harry perguntou.
- Dois segundos.
- O que? - ele não entendeu, obviamente.
- Demorou dois segundos pra vocês começarem a implicar comigo.
- Ah, entendi. Mas, enfim, por que você tá quieto?
- Sei lá, não gostei do que a Sam disse.
- ÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃN - ele e Dougie sacanearam em coro.
- É sério gente. - eu disse num muxoxo e eles riram.
É. Ficou nisso. Eles me zoaram um pouco mais e depois começaram a falar da tal festa enquanto eu continuei lá, largado no sofá pensando no porquê dela ter desgostado de ter ficado comigo.
Danny’s POV off
Aquele silêncio estava me matando. Ele não falava nada e muito menos eu. O que dava pra escutar eram nossas respirações e alguns barulhos vindo das variadas partes daquela casa enorme. Escutamos passos se aproximando, até que escutamos a chave girando na fechadura. Danny abriu a porta e eu me levantei do chão instantaneamente. Saí do banheiro, peguei minha bolsa e olhei para o Danny que dava espaço para que Tom passasse e saísse do quarto, batendo os pés, irritado.
- Onde estão minhas amigas?
- Já foram...
- Como assim, já foram?! Me deixaram aqui sozinha?!
- Eu te deixo na sua casa de carro. Não tem problema. - Ele disse de um modo fofo e eu sorri.
- Obrigada, Dan. Você é um amor. - ele sorriu e fez um gesto com as mãos pra que fossemos.
Deixamos o quarto e descemos as escadas. Caminhamos até seu carro, que estava estacionado na frente da casa, para, então, tomarmos o caminho até minha residência.
Dougie’s POV
- E então, vamos ligar pro Fletch pra ele resolver essa festa pra gente. Estamos mesmo precisando de uma pra marcar o fim das nossas férias.
- Férias? Que férias? Pra mim, Férias seria viajar pra um lugar e não ter que fazer nada, tipo, sem entrevistas, sem sessão de fotos, sem tarde de autógrafo e sem apresentação acústica.
- Cala a boca, cara, você nem participa das apresentações acústicas.
- Eu sei, mas eu quero dizer férias pro McFLY, onde nenhuma parte do McFLY fizesse nada.
- Ah, sim. Entendi agora. Mas, enfim, liga logo pro Fletcher.
- Pra mim? - Tom apareceu na sala, e eu me assustei.
- Eu quis dizer Fletch. - Me consertei.
- E aí, Tom, como estão as coisas com a Bela? - Harry disse, ignorando minha ordem.
- Uma merda. - ele disse sem olhar pra nós e indo direto pra cozinha. Segundos depois saiu com um saco de cookies, voltando para o corredor que dava para a escada. Eu e Harry nos olhamos, confusos, sem entender muito bem o que tinha acontecido.
- Ué, A Sam não disse que a Bela com certeza iria fazer as pazes com ele? - ele disse e eu concordei com a cabeça.
- Parece que a Bela só conseguiu fazer ele ficar irritado...
- Wow, acho que não fizemos bem em trancar os dois no banheiro.
- Briga com a Sam, foi ideia dela. - eu disse dando de ombros e ele riu.
Depois, ele decidiu finalmente ligar para o Fletch que reclamou um pouco, mas logo se convenceu de que seria legal fazer uma festa. Ele ficou de arrumar uns convidados legais, e comida, e bebida, e DJ e... É, tudo. A festa ia ser aqui mesmo, na casa do Tom. Não que ele tivesse deixado, mas... Sabe como é. A casa dele é nossa casa também.
- Resolvido. - Harry disse, desligando o telefone. - Já que o Fletch não vai convidar as meninas, melhor a gente fazer isso logo.
Thalia’s POV
- Alô.
- Oi. Thalia?
- Harry? Como conseguiu meu número?
- Ontem você me passou...
- Hum.
- E aí, tudo bem?
- Até agora sim. Estamos só esperando a Bela chegar pra nos dar um esporro enorme por termos saído sem ela...
- Ah, sim. Mas quando ela saiu daqui, não parecia estar irritada nem nada... Na verdade, ela falou com a gente normalmente... Só parecia estar meio triste.
- Triste? Ué?... Estranho...
- Bom, eu liguei só pra saber se você não quer ir pra festa que a gente vai dar aqui, amanhã.
- Aqui aonde?
- Na casa do Tom.
- Hum... Vou ver com elas... Depende de como estiverem as coisas amanhã.
- Como assim?
- Esquece, vou ver com elas e depois te ligo, ok?
- Aham.
- Que horas vai ser?
- Umas oito.
- Ok. Obrigada pelo convite, Harry.
- Por nada. Vê se vem, tá?
- Tá bom... - Eu disse rindo e escutei Sam gritar meu nome - Tenho que desligar. Beijo. - eu disse, desligando em seguida. Fui lá ver o que Sam queria. Pra variar, ajuda com o macarrão que ela tentava cozinhar.
- Quem era? - Soph disse ao entrar na cozinha.
- Harry. Ele nos chamou pra uma festa amanhã, na casa do Tom.
- OBA! Festa! - Sam falou, dando pulinhos de alegria.
- Menos, Sam. Não sabemos se a Bela vai querer ir, né. Harry disse que ela saiu de lá parecendo chateada.
- Chateada? Mas por quê? - Soph perguntou.
- Não sei. Vamos esperar ela chegar pra perguntar.
- Anta, quem disse que ela vem pra cá? Ela nem sabe que a gente tá aqui. - Sam disse colocando a mão nas cadeiras.
- Sabe sim, eu mandei uma mensagem pra ela. - eu disse.
- Ela não tinha perdido o celular? - Soph lembrou e eu estagnei. Tinha esquecido completamente de que ela não tinha achado o celular. Que droga.
Thalia’s POV off
- Hum, então é aqui que eu fico. - eu disse pro Danny e ele sorriu. - Obrigada por tudo, Dan.
- De nada! - ele disse e eu o abracei antes de sair do carro. Entrei no meu prédio e subi até minha cobertura modestamente legal. Eu estava me sentindo confusa. Meio triste, mas pronta para começar a nova etapa.
- Alô.
- Oi, Thalia?
- BELA! Por favor, desculpa a gente, é que a Sam passou por um pequeno probleminha e teve que sair correndo, aí ela acabou arrastando a gente junto, e eu esqueci que você tava sem celular, aí...
- Tá, tá, tá bom. Calma. - A cortei antes que seu monólogo explicativo ficasse grande demais. - Tá tudo bem, depois me conta o que aconteceu com a Sam. Mas agora eu preciso de vocês. Preciso conversar...
- O que houve?
- Bom... Cara, é que... Sei lá, acho que eu... - quer saber? Acho melhor não contar nada pra elas agora... Melhor eu manter meus planos em segredo. Talvez envolver gente demais dificulte as coisas.
- Acha que você...? - ela me incentivou a continuar.
- Deixa pra lá. Vou sair pra comer. Depois a gente se fala. Tchau! - desliguei antes que ela perguntasse coisas demais. E também porque eu odeio ficar falando no telefone da minha casa.Tô tão acostumada com meu celular que sempre acho estranho falar no telefone residenci... AI, MEU DEUS. Meu celular! Deixei na casa do Tom! Eu preciso pegar de volta.
Nem pensei duas vezes antes de pegar o interfone e mandar Wilson - o porteiro mais legal do planeta - chamar um táxi urgente pra mim. Desci correndo o elevador e caminhei até a portaria. Não demorou para que o táxi chegasse e eu o indicasse o caminho até a casa do Tom.
Sophia's POV
- Então quer dizer que ela nem nos chamou pra almoçar com ela?! - eu estava indignada. Não com ela, mas, sei lá... É, era com ela sim.
- Pois é, acho que ela tá muito chateada... E é com a gente. - Lia disse, se jogando no sofá.
- Mas só porque a gente a deixou sozinha na casa do cara que ela odeia? Que motivo mais idiota. - Sam disse, limpando sua boca toda suja de molho de macarrão. A olhamos com aquela cara de "tem certeza que isso é um motivo idiota, Sam?" (Sim, nós sabemos fazer essa cara).
- Sammy, eu nem vou falar nada, ok? - Lia disse, revirando os olhos logo em seguida.
- Gente, acho que a Bela tá bolada mesmo é pelo fato de ter ficado trancada com o Tom... Sei lá. Algo me diz que é isso. - eu disse, pensativa.
- Algo te diz? Tá na cara que é isso. - Sam falou erguendo as sobrancelhas. - E então... Não podemos deixar ela triste com essas coisas, e nem o Tom, ou seja: temos que fazer algo. - tamborilou os dedos na mesa.
- É, temos. A Bela não pode ficar ensaiando toda triste porque vai ser a mesma coisa que nada. Tempo perdido. E tempo é dinheiro. Não gosto de perder dinheiro. - Thalia concluiu, e isso me fez pensar numa coisa bem ousada. Foi como se um lâmpada tivesse acendido sobre a minha cabeça.
- E que tal se a gente tentasse juntar os dois?!
- Como assim? - Sam fez cara de desentendida.
- Tipo juntar. Fazer um casalzinho fofinho de super estrelas do rock. O que acham?!
- Acho muito dez! - Sam saltou da cadeira com um sorriso enorme.
- Super apoio! - Lia disse, sorrindo quase do mesmo jeito.
- Então fechou! Temos que fazê-la ir na festa completamente sensual.
- Isso, e deixar os dois juntos o máximo de tempo possível. - Lia concordou, bem alegre.
- Aham, imaginem só quando eles ficarem juntos, como vai ser legal! - Sam falou com os olhos brilhando - Vai sair em todas as revistas e aí...
- E aí o show vai ser muito mais divertido! - Lia a interrompeu - Imagina os dois namorando, juntos, num show?!
- Nós temos que correr contra o tempo. Transformar raiva em amor não é uma coisa simples. E vamos ter que contar com os meninos também. - Eu disse e elas assentiram com a cabeça, sorridentes. Fizemos um "high five" e depois voltamos pra realidade cruel: tirar a mesa e lavar a louça do almoço, já que hoje a empregada da Lia tirou folga. Droga.
Sophia's POV off
- Oi, Tom. Desculpa aparecer aqui assim, de novo, mas é que eu não posso mesmo nem pensar em ficar sem meu celular.
- Hum. Ok. - ele disse seco, sem muito contato visual.
- Erm... Vou até o quarto que eu dormi, ok? - perguntei sem jeito e ele assentiu com a cabeça, sem me olhar, sentando no sofá e assistindo a qualquer coisa na TV. Os meninos nem estavam mais lá. Bom, não que eu estivesse vendo, então estávamos sozinhos em casa. Não que aquilo significasse algo, mas... Sei lá, eu poderia arriscar alguma coisa pra chamar a atenção dele... Não queria que ele ficasse irritado comigo.
Ok, mas o quê? Subi as escadas pensado no que fazer e... Ué, aquele ali não é meu celular?! Não acredito! Ele estava caído no primeiro degrau da escada, perto da porta de um dos quartos. Estiquei o braço para pegá-lo e acabei me desequilibrando e caindo de mal jeito, fazendo com que a porta do quarto, que estava encostada, se abrisse e derrubasse uma mesinha que estava perto (bem perto mesmo) do batente. Isso tudo resultou num barulho assustador e um vasinho com uma flor dentro espatifado e destruído no chão.
Talvez tivesse doído um pouquinho na hora, mas nada que me fizesse reclamar por mais de dez segundos. O fato é que aquele era um momento perfeito pra eu chamar a atenção do Tom e o fizesse de enfermeiro. Aquilo podia melhorar nossa relação... Assim eu esperava, né...
- OUTCH! - gritei, na esperança de que ele escutasse.
- Bela? Tá tudo bem aí? - O escutei perguntar.
- Erm... Acho que sim... Na verdade, nem tudo!
- O que houve? - a voz dele vinha da sala, mas eu podia escutar seus passos. Ele subiu as escadas com uma leve pressa até me encontrar sentada no chão. - O que houve? - ele repetiu, me avaliando.
- Bom... Eu meio que caí.
- Se machucou?
- Meu braço tá doendo. - menti. - Muito.
- Erm... Deixa eu ver. - ele se agachou analisou meu braço. Para a minha sorte ele estava meio vermelho. - Melhor colocar gelo - ele disse num tom atencioso. Espera, o que é isso? São borboletas no meu estômago? Por causa do Tom? Será mesmo?! Não pode ser. De novo não...
- Ok. Valeu. - eu disse, me levantando do chão. Ele rapidamente se dispôs a me ajudar, estendendo-me suas mãos. As usei de apoio e imediatamente senti uma ardência forte na palma da mão direita. Quando fui ver, a mão do Tom que eu havia segurado estava toda ensanguentada. Sangue, esse, proveniente de um corte bizarro na minha pequena mãozinha.
- Nossa, isso aí foi feio! - ele disse, olhando o corte nojento. Era grande e bem fundo, mas nem tava doendo. Só tava sangrando bastante.
- É. Nada que um gelinho e um band-aid não resolva, né? - eu disse, rindo.
- Tem certeza? Acho melhor um médico ver isso. Tá muito grande... - ele disse, preocupado.
- Acha mesmo?
- É, acho.
- Ok. Vou ligar pro táxi. A propósito, achei meu celular. E me desculpa pelo incidente.
- O quê?! Não! Não foi nada! Não precisa se desculpar. E nem pense em ligar pra um táxi, eu te levo no médico. Deixa eu só pegar a chave aqui no meu quarto. Vê se não mexe a mão. Vou pegar alguma coisa pra botar aí em cima. Pera aí. - ele disse e eu fiquei sorrindo timidamente. Aquilo era uma cena realmente rara entre nós dois.
Não demorou pra que saíssemos de casa e chegássemos numa clínica ali perto. Estava vazia, por isso fomos rapidamente atendidos e eu tomei seis pontos na palma da mão.
Tive que implorar pra que Tom não entrasse junto comigo no consultório e me visse num estado deplorável, me remoendo de dor pelos pontos mal anestesiados, mas foi em vão. Ele ficou junto comigo e eu tive que me conter pra não demonstrar meu desespero ridículo por causa da dor.
No caminho de volta, almoçamos juntos e acredito que nossa relação foi do 'péssima' para o 'aceitável'.
- Não sei se eu quero ir, Sam.
- Ah, Bela, deixa de bobeira!
- Eu já disse que ontem eu passei um tempão com o Tom e ele não disse nada de festa nenhuma. Aposto que ele não quer que eu vá. Cara, ele me odeia. Eu já disse que odeia. Além disso minha mão tá doendo.
- Olha aqui, égua, aquele foi o calor do momento. Ele não te odeia. Tom não odeia ninguém... Você o conhece. E dane-se sua mão!
- Dane-se nada! Tá doendo!
- E daí?! A gente tem que ir pra essa festa.
- Eu acho que a gente podia ficar em casa assistindo a um filminho.
- Eu vou te bater.
- Que medo. - eu disse sem animação e ela mostrou o dedo do meio.
- Vou lá escolher uma roupa pra você e depois a gente vai, ok?
- Por que acha que eu vou?
- Não acho. Tenho certeza. - ela disse e depois virou as costas, entrando no meu closet. Escolheu uma roupa indecente, que eu hesitei antes de aceitar colocar e então, fui me maquiar. Nada muito forte, já que a roupa já era bem ousada.
- Nossa, você tá linda! Muito linda! Vou pegar minha câmera, calma aí! - ela disse, indo correndo até sua bolsa. Eu gargalhei enquanto ela tirava várias fotos literalmente espontâneas. Não deu tempo de fazer pose pra nenhuma.
Depois da 'sessão de fotos', descemos até o estacionamento e então, mesmo sem poder - por causa da mão - eu dirigi até a festa. Já eram umas nove e meia, estávamos meio atrasadas e as meninas já estavam lá.
A casa tava cheia. Muito cheia.
A casa tava cheia. Muito cheia.
- Bela! - escutei uma voz conhecida me chamar e virei, dando de cara com Rebecca. - Que saudade!
- É! Muita! - a abracei. Rebecca era minha companheira de elenco. Fez Ordinary Fantasy junto comigo e era uma pessoa muito legal. Uma das minha melhores amigas de trabalho.
- Que bom que você veio! Eu queria aproveitar hoje pra te convidar pro meu casamento!
- Casamento?! Jura?! Mas já?!
- Já? Bela, estamos noivos há quase dois anos. Tá mais que na hora, né?!
- Pois é. - eu disse rindo. - Quando vai ser?
- Mês que vem, dia quinze. E... Eu queria que você fosse madrinha!
- Sério?! Ai, Becky! Obrigada! Vai ser uma honra! Muito obrigada! - a abracei de novo.
- Por nada, Bela. Tô feliz que tenha aceitado. Ah, tô vendo que você chegou agora também. Eu acabei de chegar e ainda não vi ninguém. Josh já sumiu por aí... Enfim, se encontrar com o Tom, avisa que eu quero falar com ele.
- Tá bom. Aviso sim. - eu disse sorridente.
- Vou lá procurar o Josh. - ela disse, também sorrindo, e logo em seguida caminhando por entre as pessoas. Aquilo estava realmente cheio.
Danny's POV
Será que ela não vem? Por que ela não apareceu até agora?! Será que ela não veio por causa de mim?!
- Danny? - Escutei sua voz doce me chamar, o que fez meu coração bater mais forte.
Me virei encarando seu rosto com uma maquiagem escura e sua roupa completamente perfeita (uma calça preta colada, uma bota de cano curto também preta, uma blusa cinza e solta de renda por cima de uma outra branca, colada, que marcava seus seios de uma forma muito sexy... Ai, meu Deus).
- Danny, ontem eu sei que pareceu que eu tive um mega nojo de ter ficado com você mas... Não foi nada disso, tá? Eu só fiquei meio constrangida, aí... Acabei falando demais.
- Tudo bem...
- O que eu quero dizer é que... Eu gostei de ter ficado com você... Apesar de não me lembrar muito bem.
- Eu também gostei de ter ficado com você.
- Então a gente bem que podia, sei lá... Erm...
- Ficar de novo?
- Ah, pode ser, já que você insiste... - ela disse, dando de ombros e eu ri. Imediatamente a segurei pela cintura e beijei seus lábios quentes que logo deram passagem pra minha língua. Gostava do fato dela ser rápida e direta. Era divertido.
Todo aquele cu doce que as meninas costumam fazer as vezes me desanimam. Com certeza, com a Sam não ia ter aquilo... Além dela ser completamente linda e fazer o meu estilo.
Suas mãos acariciavam minha nuca e seu beijo mostrava o quanto ela era experiente com aquilo. Sua boca tinha gosto de pasta de dente e acho que aquilo significava que ela ainda não tinha comido ou bebido nada desde que saiu de casa. E também que ela era uma menina que escovava os dentes.
Danny's POV off
- E aí, eu finalmente pesquei meu primeiro peixe de verdade na vida.
- Wooow, que legal, hein. - Thalia disse sem animação e eu ri.
- Que foi? Pra mim é legal, tá?
- Ei, Ei, Ei! Aquela ali não é a Bela?
- É.
- Então! Para de contar suas histórias de infância e vai fazer o favor de deixar ela e seu amiguinho juntos!
- Ok, sim senhora, madame. - brinquei, a fazendo rir de leve e logo depois fui falar com a Bela.
- Nossa! Tá bonita, hein!
- Você também não tá nada mal, Judd. - Bela respondeu com um sorriso engraçado.
- Obrigado. Mas e aí, quer beber algum coisa?
- Tem toddynho? - ela perguntou e eu gargalhei.
- Não. Esquecemos de comprar!
- Aaaaaaaah, poxa vida! - ela se lamentou e logo depois gargalhou junto comigo.
- Bela, acho que Tom mandou te chamar lá no quarto dele.
- Tem certeza? - ela estranhou. Fiquei com medo dela recusar, afinal, odeia o coitado.
- Tenho sim. Vai lá! - eu disse, confiante. Havia mandando-o esperar lá, que logo uma surpresa iria entrar e o fiz prometer que iria fazer aquele momento valer a pena. Ou seja, Bela entraria lá e eles iam se entender.
Tom's POV
Ok. Eu estava lá sozinho no meu quarto esperando a tal surpresa, quando escuto alguém bater na porta. A olhei da cabeça aos pés e, sim, ela era bonita. Até que dá pra aproveitar. Mas... Por que o Harry me fez esperar aqui como se eu não pudesse pegar uma garota sozinho?
- Oi, Tom... - ela disse com uma voz sensual. Aquela roupinha de "eu tento ser a Britney Spears" me enjoava um pouco, mas a ainda assim, era bonita. Aquele vestido rosa pink clichê, aquela bota branca combinando com jaqueta, e um brinco brilhoso, do tamanho do mundo... Não gosto desse estilo, mas dane-se. Vou aproveitar assim como eu prometi para meus amigos.
- Oi, Katy. - eu disse e ela sorriu maliciosamente. Sentou no meu colo, segurando minha nuca, e começou a me beijar. Katy era uma menina que me conhecia há bastante tempo e eu sempre soube que ela gosta de mim. Fico com ela de vez em quando mas nunca senti nada demais.
Ela me beijava com tanta vontade que parecia querer me engolir. Do nada, ela puxou minha blusa pra cima, tirando-a, e começou a arranhar minhas costas. Aquela dor incomodava. Ardia e não me dava nenhum prazer - nunca gostei desses aranhões que as garotas dão nas minhas costas, pode me chamar de homossexual, gazela, que seja... Eu simplesmente não gosto - apesar do fato de estarmos naquela posição, na minha cama, nos beijando, me excitar um pouco. Num impulso libidinoso, abaixei seu vestido tomara que caia, encarando seu sutiã sem alça, e depois voltei a beijá-lá. Ficamos assim por mais alguns segundos até alguém bater na porta.
- Vou lá ver quem é. - eu disse, parando de beijá-la.
- Ai, nãão! Deixa bater...
- Não, eu já volto.
- Ok, deixa que eu vou lá. - ela disse, se levantando do meu colo e levantando o vestido de um modo mal feito, como se quisesse dizer "tá na cara que eu tava sem isso há dez segundos atrás". Ela caminhou até a porta e abriu, mas não deu pra eu ver quem era.
- Posso ajud... Bela Johnson! - Katy exclamou e eu gelei. A Bela veio pra festa?! Eu pensei que ela não viria! O que ela tá fazendo aqui no meu quarto?!
Levantei correndo da cama, indo até a porta e ela me olhou de cima à baixo, meio assustada.
- Erm... Me des-desculpa. Eu não quis atrapalhar. - ela disse, sem jeito, depois virou as costas e fez menção de sair.
- Espera! - eu chamei e ela virou de volta. Deus, como ela tava linda com aquela roupa (#)... . - Erm... Você... - pensei em qualquer coisa pra falar. - Você veio fazer o que no meu quarto? - perguntei tentando não parecer grosseiro.
- Ah, bom, o Harry que me mandou vir aqui. Falou que você estaria me esperando mas acho que você só estava brincando comigo. E eu sou muito idiota mesmo. - ela disse rindo sarcasticamente e meu coração parou. - Achei que você estaria realmente me esperando. Nossa, que vergonha de mim.
- Não, eu... - A BELA QUE ERA A SURPRESA, E NÃO A KATY! Que merda! - Eu tava esperando você!
- Erm... Tem certeza? Eu não curto muito ménage à trois. - ela disse, rindo sem vontade, depois voltou a virar as costas e dessa vez foi embora de verdade. Eu não sabia o que dizer. Eu não queria que ela tivesse pensado que...
Eu queria que Bela gostasse de mim. E como eu queria...
Eu queria que Bela gostasse de mim. E como eu queria...
- Nossa, que estranha. Você tava mesmo esperando ela, Tommy? - Katy perguntou, fazendo uma careta.
- Tava. - eu disse simplesmente, e depois entrei no quarto para pegar minha blusa. Vesti correndo e fui a procura da Bela, largando a Katy com uma cara de bunda, assistindo à toda a cena, sem entender.
Tom's POV off
Eu sou muito babaca mesmo. Muito. Não sei como posso ser tão ingênua. É óbvio que o Tom mandou me chamar só pra eu ver ele agarrando aquela piranha com corpo de palmito - Sem cintura, rolissa, com um peito desproporcionalmente grande e branca que nem uma folha de papel. O que que ele acha bonito nela? Nem o cabelo, que tinha tudo pra ser bom, era bonito. Parece uma palha grudada na cabeça. Isso porque ela tinha cachinhos e começou a fazer chapinha.
Tá legal, ela tem uma perna grossinha, um peito grande e um rosto bonito, mas isso não quer dizer nada. Tem bem melhores por aí. E quando eu digo "bem melhores", eu realmente quero dizer que ela não é NADA perto das garotas que o Tom vive convivendo e conhecendo por aí. Mas eu não vou desistir. No way. E vou me tornar uma pessoa legal com o Tom. Juro que vou.
Desci as escadas decidida e fui direto pra cozinha, onde tinha bebida. Assim que entrei lá, vi Danny e Sam se engolindo, o que, de algum jeito, me causo certo impacto. Saí de de fininho sem que eles percebessem, e na saída, dei de cara com ele.
Soph's POV
- Caramba, já estou cansada desse jogo, galera. - eu disse, levantando do chão. - Desse jeito eu vou beber até começar a sair álcool pelos meus orifícios. Eu perco todas! - Falei em protesto ao fato de eu não saber responder nenhuma das perguntas que eles faziam e por consequência ter que beber goles e mais goles de tudo que eu podia imaginar. Quem estava jogando era eu, Dougie, um estranho, outro estranho, uma estranha, outro estranho, e uma outra estranha.
- Ah, para com isso, amiga! - uma das meninas disse. - A gente pode acabar se divertindo no final das contas!
- No final das contas eu vou estar no hospital, em coma alcoólico. - eu disse e Dougie gargalhou. Levantou junto comigo e então fomos andando pela casa lotada.
- E aí, já viu se a Bela chegou? - ele perguntou.
- Acho que ela não veio. E isso é uma merda porque ela tinha que estar aqui.
- Gente, gente, gente! Não deu certo! - Harry veio gritando até nós.
- O que?! - eu exclamei, sem entender.
- Acabei de descobrir que a Katy entrou no quarto minutos antes da Bela, aí o Tom pensou que ela fosse a surpresa. Depois a Bela chegou e viu que eles estavam se pegando e ficou irritada! - ele disse, afoito.
- Ué, a Bela já tá aqui? - Dougie perguntou.
- Não, não, foi um holograma que brigou com o Tom. - Ele foi irônico e eu gargalhei.
- Caraca! Adorei essa do holograma! - continuei rindo e Dougie me olhou meio afetado. - Ok, parei. Agora... Plano B. Trancá-los no quarto de novo, só que, dessa vez, a gente faz a Bela dormir aqui.
- Soph, tem certeza que essa história de trancar os dois no quarto vai dar certo? Não deu certo da última vez... - Harry comentou preocupado.
- Cara, eles só têm que passar o máximo de tempo juntos. - eu disse olhando pro lado e vendo Tom e Bela se encararem na porta da cozinha. Wow.
- Ok, então tá bom. - Harry disse, puxando Dougie pelo braço e me largando ali sozinha.
Fui andando em direção à Thalia que tava dançando (toda se querendo, diga-se de passagem) no meio da sala, onde ficou sendo uma pista de dança improvisada.
- Lia. O Harry disse que não deu certo!
- É, ele me falou e disse que ia te avisar. O Harry é rápido, né?
- E você tá aqui assim? Toda feliz? A gente tem um propósito, uma missão, ok? - Ignorei sua pergunta, bombardeando-a com mais perguntas.
- Eu sei, eu só tava dançando um pouquinho! Já pensou em alguma coisa?
- Já. Vamos fazer a Bela ficar a noite inteira com o Tom, e só com o Tom. Vamos ver no que dá.
- Não vai dar em nada. Até parecem que você não conhece a Virgem Maria.
- Sua pervertida, eu não tô falando nesse sentido. To falando no sentido deles pelo menos aprenderem a conversar civilizadamente.
- Aaaah. É que eu tô meio bêbada. Aí eu fico safada.
- Aham. Sei bem como é.
- E como a gente vai fazer? Vamos dormir aqui também?
- Sei lá. Acho melhor sim. Não vamos dirigir bêbadas e também não vamos largar a Bela aqui sozinha de novo.
- Concordo. Então tá bom. É só avisar quando for pra prender os dois que eu ajudo.
- AGORA! É pra ser agora!
- Pra que agora?! Deixa eles curtirem a festa!
- Não! Vai que ele pega outra ou ela pega outro... Não vai ser legal.
- Hum. Tá bom. E o que a gente faz?
- Bom, só segue minha lábia. Vem.
Fui andando até a Bela que agora já tinha desviado e ignorado completamente o coitado do Tom, que também ficou aparentemente raivoso. Lia estava em meu encalço e aposto que estava curiosa pra saber o que eu ia fazer.
- Oi Bela! Te achei! - eu disse, encenando.
- Oi... - ela não fez questão de esconder seu desânimo.
- O que houve? - Lia também começou a colocar suas habilidades de atriz em prática.
- Minha mão ta doendo. Esses pontos incomodam muito. - Parece que Bela também quer fazer parte do clubinho de encenação da tia Soph...
- Hum, por que não deita um pouco? - eu disse.
- Que?! Aqui?! Não! Sem chance! Vou pra casa.
- Pra casa? Dirigir com essa mão? Não mesmo. - Lia repreendeu e concordei.
- É, Bela. Você tem é que descansar.
- Descansar de que? É só minha mão que tá cortada, eu não operei a coluna, não, tá?
- E daí? Vem com a gente. Esse calor daqui debaixo deve fazer mal. - Lia disse, a puxando pela mão (não a machucada, é claro). Bela revirou os olhos antes de aceitar ser puxada escada acima. Fomos até o quarto do Tom e ela sentou na cama.
- Não quero ficar aqui, gente. É o cúmulo. É muito abuso.
- Por quê?! Nós somos todos amigos! - eu disse.
- Mas acontece que eu e T...
- ... aí eu pesquei meu primeiro peixe e... Meninas? - Harry disse espantado, como se nada daquilo fosse combinado, ao entrar no quarto com Dougie e Tom. Todos entrando no clube de encenação da tia Soph, que lindo!
Sophia's POV off
- Ah, oi gente. É que a Bela tava passando mal, com muita dor na mão e a gente decidiu fazer com que ela descansasse um pouco. - Soph disse, dramatizando completamente a minha leve dorzinha no corte.
- Ah, então é melhor a deixarmos em paz, né? - Harry disse.
- Pois é. - Dougie assentiu.
- Vamos embora gente. Deixa ela quietinha aí. - Lia disse levando Soph pela mão para fora do quarto.
- Ah, espera! Tom, pega ali o que eu pedi!
- Harry, eu já disse que tá na segunda gaveta da cômoda.
- Não vou mexer nas suas coisas, cara.
- Como não?! Você sempre mexe!
- Por favor, Tom! O que custa fazer esse favor pra mim? - Harry disse e Tom bufou, voltando a entrar no quarto. Ele foi até a cômoda e quando já estava longe o suficiente da porta, os meninos a fecharam num movimento rápido, nos trancando juntos, de novo.
- O que foi isso? - Tom perguntou sem entender.
- Parece que eles estão gostando dessa coisa de trancar a gente.
- E qual é o objetivo deles?!
- Sei lá... Implicar? - eu sugeri e ele resmungou em resposta. Sentou a um quilômetro de distância de mim, do outro lado do quarto, e ficou olhando pro nada, assim como eu. Fiquei pensando no que fazer quando sua voz interrompeu meus devaneios.
- E a mão?
- Dolorida. Mas nada insuportável.
- E como está seu braço?
- Anh? Braço?
- É. Ontem quando você caiu, falou que tinha machucado o braço.
- Ah, sim! Acho que só doeu na hora mesmo.
- Hum... Que bom.
- É.
Depois disso, outro silêncio. Dessa vez ele foi enorme. Enorme mesmo. Talvez uma hora inteira sem nos falar. Durante esse tempo, fiquei tentando ligar pra elas ou pra Rebecca, mas ninguém atendeu. Que bom, porque se fossemos salvos, eu perderia uma chance... Mas... O que fazer nesse tempo? Vai ser silêncio até eles resolverem nos destrancar?
Resolvi que se não seria por meio de palavras, seria por meio de atitudes. Vamos ver como ele reage a isso.
Tom estava sentado na poltrona, de frente pra cama, onde eu me encontrava, também sentada. Me levantei repentinamente e me virei de costas pra ele, mantendo a distância entre nós. Joguei meu celular na cama e comecei a tirar minha blusa.
Tom's POV
O-que-a-Bela-está-fazendo?! Meu. Deus.
Bela tinha acabado de de levantar e virar de costas pra mim, aí começou a tirar a blusa devagar, como se estivesse fazendo um show de Streep. Jogou a blusa na cama, depois começou a tirar a saia. Fiquei encarando aquela cena, atônito. Não parecia realidade. Bela Johnson se despindo bem na minha frente? Meu Deus.
O sapato, ela já havia tirado antes. Estava apenas usando uma calcinha completamente provocante e convidativa, e o sutiã o qual eu ainda não tinha conseguido ver. O que ela tava tentando fazer?! Por que ela tá fazendo isso comigo? Será que ela sabe que se ela continuar eu não vou mais responder por mim?
Rapidamente, quando ela virou de frente, eu fingi estar olhando para outro ponto, completamente indiferente à toda aquela cena. Puro fingimento.
- Tom, posso te perguntar uma coisa? - ela perguntou e eu fiz que sim com a cabeça, sem fazer contato visual com aquele corpo, só pra não ficar igual a um retardado, babando. - Mas antes, quero que prometa que vai ser imparcial e sincero, e também que não vai me levar a mal.
- Tá.
- Acha que eu tenho que engordar? Ou emagrecer ou... Sei lá. O que acha do meu corpo?
- Perfeito... - falei e nem eu me me escutei. Acho que minha voz não saiu. Que sorte.
- O que? - ela perguntou por não ter escutado.
- Erm...sei lá... Seu corpo é... Normal. - menti.
- Normal?
- É...
- Ah. Obrigada. - ela deu de ombros. - Me empresta uma blusa?
- Tem no closet.
- Tá. - ela entrou no closet e eu me segurei pra não ir atrás dela e falar a verdade.
Meu Deus, o que foi aquilo?! Normal? Quem eu penso que sou pra falar que o corpo dela é normal?! Eu sou muito babaca. Puta que pariu.
Tom's POV off
Normal?! Eu fico quase pelada na frente dele, fazendo pose e empinando a bunda pra ele dizer que meu corpo é normal? É, ele me odeia. Ele ao menos olhou pra mim enquanto eu estava QUASE COMO VIM AO MUNDO diante dele. Agora eu fiz papel de puta-idiota. Que raiva!
- OUTCH! O que é isso?! - uma caixa caiu em cima da minha mão machucada quando eu abri uma das gavetas, machucando-a ainda mais. - OUTCH! OUTCH! Isso dói!
- Bela? - escutei ele me chamar, preocupado.
Outch, o que é isso? Sangue? Ai, merda.
- Tom! - exclamei. Foi meio inconsciente. Tava doendo demais, por isso minha reação foi chamá-lo. Segundos depois ele apareceu na porta do closet e olhou meu curativo ensanguentado.
- O que houve?!
- Acho que eu me machuquei. De novo.
- Você é muito estabanada. - ele disse, rindo e caminhando até mim. No momento, eu estava com vergonha de estar exibindo meu corpinho "normal" para ele, já que ele gostava tanto das rolissas. - Vem, vamos lavar isso ali no banheiro. - ele segurou com cuidado minha mão, desfazendo o pequeno curativo encharcado de sangue, e olhando de novo o corte aberto.
- Wow, legal. Abriu de novo. - eu disse, também avaliando o corte. - OUTCH! - gritei quando coloquei minha mão debaixo da água. Deus, como aquilo ardia!
Depois de lavar, secar, passar remédio e fazer um outro curativo, voltamos para o quarto e sentamos um de frente pro outro em sua cama, ainda mantendo certa distância. Tom me olhou de uma forma engraçada e eu fiquei sem entender.
- Que foi?
- Você quase me matou por eu ter te visto de calcinha e sutiã e agora tá desfilando assim pelo meu quarto... - ele disse e eu gargalhei.
- Ah, é que antes eu te odiava... - falei sem pensar muito.
- E agora não me odeia mais?
- Só um pouquinho- eu disse e ele riu.
- Posso te perguntar uma coisa?
- Pode.
- Por que me perguntou sobre o seu corpo?
- Porque eu fiquei chocada quando eu vi que você pegou a Katy com aquele corpo de palmito dela. Aí eu queria saber se você gostava mesmo daquilo. E também porque eu vou fazer um ensaio de fotos de biquíni, e eu não sou muito confiante com essas coisas de corpo. - eu falei e ele começou a gargalhar alto. Alto mesmo. Como se eu tivesse contado a melhor piada do ano. - Que é?
- N-nada... - ele mal conseguia falar de tanto que ria.
- Não entendi a graça. Mas enfim, vou te dizer uma coisa, Tom. Não que meu corpo seja bonito. Eu nem sei se é. Mas o corpo da Katy... É uma bosta! Como você consegue?! Cara, tem meninas muito melhores por aí! - eu falava enquanto ele gargalhava.
- Tipo quem? - ele perguntou, contendo o riso.
- Tipo a... A...- fiquei pensando quando ele me interrompeu.
- Tipo você? - ele perguntou e o encarei. O QUE QUE EU FALO, O QUE QUE EU FALO? O QUE QUE EU FALO?
- Não. Eu tenho um corpo normal demais pra ser comparado com o da Katy. - Fui sarcástica e ele voltou a rir. - Tom!
- Quê?!
- Dá pra parar de rir?
- Sabe o que eu percebi, durante esse tempo todo? - ele ignorou minha pergunta, fazendo uma outra.
- Não.
- Que você não me chama mais de Fletcher e que... Deixa pra lá.
- Ah, não! Fala!
- Não, deixa.
- FALA! - eu disse, pulando em cima dele e apertando suas costelas, fazendo com que ele gargalhasse mais. - FALAAAA! - ordenei, também rindo. Eu estava mesmo em cima do Tom? Na cama dele? Gargalhando junto com ele? Wow.
- Você não vai gostar de ouvir! - ele exclamou em meio aos risos.
- Quem disse? Eu sou imprevisível, ok?
- Tá, tá, tá! Para de fazer cócegas que eu falo! - ele implorou eu parei, saindo de cima dele.
- Pronto, já parei. Agora diz qual foi a outra coisa que você percebeu.
- Tá bom, mas depois não reclama.
- Fala logo, Thomas!
- Eu percebi que...
Sam’s POV
Ficamos nos beijando na cozinha e eu confesso que nem percebi que toda hora alguém entrava lá pra alguma coisa. O beijo tinha ficado intenso demais então decidimos parar e subir. Tinham vários quartos na parte de cima da casa e com certeza algum estaria vago. Poderíamos continuar aquilo mais confortavelmente e livremente, se é que me entende...
Subimos e abrimos a porta de um quarto. Opa, ocupado. Um casal já se pegava ali. Abrimos a porta de um outro quarto. Também ocupado. Terceiro quarto (que era a sala de TV). TAMBÉM OCUPADO. Mas que merda! Só restava o quarto do Tom. Não custa nada arriscar, né?
Caminhamos até a porta do quarto dele e giramos a maçaneta.
Sam’s POV off
Alguém girou a maçaneta, interrompendo o que Tom ia dizer. Olhamos ao mesmo tempo pra porta, e ouvimos a voz do Danny vindo de lado de fora:
- Tem alguém aí dentro?
Aquela seria a chance perfeita para sairmos dali... Era só pedir pro Danny, que provavelmente não sabia que tinham nos prendido ali (por estar muito ocupado com a Sam) e aí ele nos "salvaria". Isso se quiséssemos ser salvos.
Pra falar a verdade, eu achei que Tom ia sair correndo pra pedir que Danny pegasse a chave da porta, mas não. Apenas nos olhamos e rimos baixinho, ignorando a pergunta dele.
- Está trancada. Deve estar ocupado. Parece que todo mundo teve a mesma ideia que a gente! - escutei Sam dizer e gargalhei (quase parindo um filho de tanto esforço que fiz pra não emitir som).
Danny's POV
- Banheiro? - sugeri, meio desesperado pra continuar com aquilo e ela riu.
- Banheiro. - ela concordou, abrindo a porta do banheiro e me puxando pra dentro, pela camisa. Sem demorar nem mais um segundo, a beijei afoito e ela correspondeu à altura.
Danny's POV off
- Parece que estão usando seus quartos pra copular. - eu disse e ele gargalhou.
- Isso me enoja um pouco. - foi sua vez de me fazer rir. - Sabia que eu pensei que você estivesse desesperada pra sair daqui? Pensei que assim que Danny terminasse de falar você ia correndo pedir pra ele tirar você daqui.
- Não, eu não ia... Seria bem estranho se ele abrisse a porta e me visse assim, quase pelada, não é? Pensaria besteira...
- É.
- Mas... Sabia que eu pensei o mesmo de você?
- Há uma hora atrás eu pediria pra ele abrir, mas não agora. - ele disse, me fitando, e eu fiquei sem jeito. Olhei pra baixo sorrindo contidamente, e ele riu fraco.
- Acho melhor eu colocar uma roupa... - eu disse, fazendo menção de levantar da cama mas ele logo me interrompeu.
- Não! Não precisa! - ele exclamou e eu fiz cara de interrogação. - Quer dizer, se isso for por que você tá com vergonha, não precisa, eu não ligo...
Nossa! Valeu pelo desprezo, Tom! Muito legal saber disso! Fiquei mais sem jeito ainda e a cada segundo minha vergonha - por estar daquele jeito e ter feito aquela pergunta - aumentava mais.
- Não, eu... Eu realmente preciso colocar uma roupa. Não precisa me emprestar, eu uso a minha.
- Ok... - ele disse sem animação e eu levantei da cama, peguei minha roupa do chão e imediatamente sentindo uma dor terrível na mão.
- OUTCH! - eu exclamei, soltando a roupa.
- Que foi?
- Nada... É que dói um pouco quando vou segurar as coisas.
- Ah... Quer ajuda? - ele ofereceu e eu (quase) arregalei os olhos.
- Ajuda? Vai me vestir como se eu fosse uma criancinha? Não, valeu! - eu disse e ele riu. Tentei pegar a roupa de novo, mas aquilo doía muito, então tentei fazer só com uma mão. Resultado: outro tombo. Tom ria descontroladamente na cama e, de repente, se levantou, vindo em direção a mim, que também ria da minha própria burrice.
- Deixa que eu te ajudo, Bela. - ele disse, parando finalmente de gargalhar, mas ainda com aquela cara de riso. Nos levantamos e ele foi subindo a saia pelas minhas pernas e... Ok, meu coração acelerou e as borboletas vieram. Mas não podemos esquecer que, mesmo que eu esteja me esforçando pra ser legal e tudo mais, eu ainda não gosto dele, ok? Fletcher, no fundo, ainda é um ser detestado por mim!
Fechou o zíper e me olhou nos olhos. Nossos rostos estavam a centímetros de distância e eu não sabia o que fazer. Só o que saiu da minha boca, sem que eu tivesse qualquer tempo pra pensar antes, foi:
- Falta a blusa... - sussurrei com a voz tremula e ele ignorou meu comentário. Continuou imóvel, me olhando, e mantendo a distância que minha minha imaginação insistia em dizer que estava diminuindo. Imaginação? Será? Então por que eu estou quase sentindo sua boca encostar na minha? Porque sua boca está encostando na minha?! Ai meu Deus, ele fechou os olhos! Ai meu Deus, vamos nos beijar!
Numa atitude idiota, imbecil e não pensada, eu desviei o rosto antes que aquele toque-de-lábios virasse um beijo propriamente dito. Pigarreei e senti um nó enorme na garganta antes de falar.
- T-Tom, eu disse que faltava a blusa! Pode me ajudar com ela?
Bela’s POV off
O relógio marcava duas da manha e a festa ainda parecia longe de chegar ao final. Ali, havia jovens completamente bêbados, parcialmente bêbados, outros se pegando intensamente, outros dançando como se quisessem provocar qualquer projeto de vida que cruzasse seu caminho... Nenhum completamente normal.
Depois de saírem do quarto acompanhadas dos meninos, Thalia e Soph decidiram voltar a dançar e fizeram durante uma hora.
- Woe, chega! Preciso sentar e beber alguma coisa! -Lia disse, segurando a amiga pelos ombros.
- É! Somos duas! - Sophia concordou ao sentir a secura na sua garganta. Logo as duas se dirigiram até a cozinha, pegaram suas bebidas e quando iam sair, trombaram com Harry e Dougie.
- Essas pessoas não querem ir embora. - Dougie reclamou e as meninas riram.
- Não é pra rir! Precisamos arrumar um jeito de acabar com essa festa. Estamos muito cansados e toda hora a gente se caga de medo de alguém chegar com uma câmera, tirar várias fotos e publicar. Imagina se isso acontece?! - Harry falava olhando fixamente para as duas.
- Estaremos perdidos e Fletch vai comer nossos órgãos. Inclusive o intestino. - Dougie completou, fazendo com que as meninas voltassem a rir. Elas achavam o jeito dos quatro completamente adorável. Como era possível não gostar deles? Só tinha uma resposta: não era possível.
- Sabe, eu sei um jeito de acabar com uma festa. - Soph comentou, achando sua ideia brilhante, apesar de simples. Os três a olharam curiosos e ela sorriu, saindo da cozinha decidida.
Danny segurava firme a cintura de Sam enquanto os dois se beijavam intensamente no banheiro, e isso, de alguma forma, fazia com que a garota sentisse prazer. Seus braços estavam enroscados no pescoço dele e seus corpos, completamente colados. Os beijos começaram a ficar mais profundos, e Sam tinha certeza que não eram beijos vazios. Ela sabia que neles havia sentimentos.
Prosseguir era uma grande dúvida na cabeça dela. Ela sabia o fim óbvio de tais afagos e por mais que Danny merecesse, não queria se entregar tão facilmente. Principalmente porque nunca fora com a cara daquela Georgia Horsley, por isso não queria ser somente a que supriria as carências deixadas por ela.
Sam’s POV
Flashback on (três anos e onze mêse atrás)
- Gente, gente! Festa da Georgia, festa da Georgia! - uma garota gritava pelo pátio espalhando panfletinhos por todo lado. - Vai ser a festa do século! DJ Rupper, bebida liberada, iluminação artística e quartos disponíveis por todo o local! - ela gritava e as pessoas pareciam formigas atrás de uma bala, formando um círculo tumultuado ao redor da moreninha. Ela parecia ser uma veterana do terceiro ano, e isso convencia as pessoas de quererem ir à festa.
Confesso que eu fiquei louca pra ir; por isso, eu, Bela, Flor e mais umas meninas que estavam com a gente, decidimos nos aproximar.
- Hey, queremos um panfleto. - Flor disse, quando a menina finalmente nos deu atenção.
- Oh, claro! Será no dia dezessete de setembro, próximo sábado, às oito, sem hora pra acabar. O endereço tá aí.
Quase caí dura no chão.
A festa da Georgia seria no mesmo dia que a minha festa de aniversário. No mesmo dia do meu aniversário, e eu já tinha convidado quase a metade da escola, que pareceu esquecer completamente disso e desviar toda a sua atenção para a festa da vaca loira.
O pior é eu tinha convidado a Georgia. Ela sabia do meu aniversário e, mesmo assim, marcou a merda da putaria que ela chama de festa no dia do meu aniversário tão sonhado de 14 anos.
Eu só convidei aquele poço de futilidade porque o Danny é caidinho por ela e ele ficaria mal se eu não a convidasse, porque se não fosse por isso, eu provavelmente nem gostaria que ela soubesse da festa. Eu mal a conhecia. Nem sabia onde ela estudava ou o que fazia. Só sabia de sua existência por causa do Danny, e é bem provável que os meninos não apareçam na minha própria festa só pra ir na festa dela. Piranha.
Dia da festa...
Eu estava tensa. Muito tensa. Nervosa e triste. Minhas amigas, obviamente, não iam à festa da Georgia e já estavam chegando na minha.
Eram sete e meia e minha festa estava marcada para começar às oito. Poucos minutos se passaram quando a campainha da casa dos meus avós (que era grande o suficiente para dar uma festa) tocou. Fui correndo atender na espera de que fosse algum convidado, mas eram só... Elas.
Não que a presença das minhas amigas me incomodasse ou me desagradasse, mas eu só queria que minha festa de quatorze anos não fosse um fracasso total.
A cada vez que a campainha tocava meu coração se enchia de esperança. Mas no final, só quem veio foram Lia, Bela, Flor e Soph; Tom, Doug, Harry e Danny; um nerd idiota da minha turma de química que era apaixonado por mim e minhas primas de Essex.
Fiquei o tempo todo sentada no sofá olhando para o nada, até que Danny sentou do meu lado e me olhou de um jeito apreensivo.
- Er... Sam...
- Hm.- murmurei, fechando os olhos e apoiando minha cabeça no encosto do sofá.
- Você sabe que eu te adoro e tudo mais, não é? - apenas balancei a cabeça positivamente, sem olhá-lo. - é que eu prometi pra Georgia que quando desse dez horas eu iria na festa dela... Eu e os caras... - o olhei incrédula.
- O QUE?!
- Desculpa, Sam... Mas a Georgia é...
- O amor da sua vida. - falei com desdém.
- Eu ia dizer 'minha amiga também'.
- Ah, claro. - bufei e olhei para o outro lado. Já eram dez pras dez.
- Feliz aniversário, Sam. - ele me abraçou de lado mas eu me esquivei. Ele pareceu se incomodar, mas não disse nada. Apenas levantou-se e avisou aos meninos que era pra eles irem logo.
- Tchau, Sam. - Harry me abraçou, mas eu não retribuí, continuando de braços cruzados.
- Sam, seu aniversário foi muito legal! - Dougie tentou me consolar me abraçando em seguida, e eu mantive minha reação fria. Tom veio me abraçar por último, e me apertou forte contra si.
- Não fica triste, Sam. A gente te ama. - depois me deu um beijo na bochecha.
- Será que amam mesmo? - comentei, sarcástica, e fui batendo os pés para o meu quarto.
Minhas amigas dormiram comigo e até que a noite nem foi tão chata.
MAS UM ÓDIO TERRÍVEL CONTRA AQUELA DESALMADA MEDÍOCRE HAVIA SURGIDO EM LABAREDAS ARDENTES DENTRO DO MEU CORAÇÃO.
Flashback off
Ok. Minha implicância com a Georgia não surgiu do nada. Urgh! Não vou ser a substituta dela! Não mesmo! Sem chances!
Sam’s POV off
- Danny... - Sam sussurrou e o garoto parou de beijá-la para prestar atenção no que ela iria dizer. Obviamente ele esperava algo como “ei, você está com camisinhas no bolso, né?!” ou “Danny, vamos logo com isso!”. - Desculpe, mas... Não posso continuar. - ela completou, fitando o chão.
O garoto sentiu uma frustração imediata e não entendeu sua reação. Ela não estava gostando? Ela não estava arrependida de ter falado que não devia ter ficado com ele? Por que isso agora?
- O que houve?
- Nada, eu só... Eu só acho que estamos indo um pouco longe demais. Vamos procurar os outros? Eles devem querer alguma ajuda pra juntar o Tom e Bela... Não ajudamos em nada hoje. - Ela rapidamente mudou de assunto ao ver a expressão confusa do menino. Ele deu de ombros e ambos saíram do banheiro, indo em direção às escadas.
É claro que ele não estava indiferente àquilo. É claro que ele se incomodou. E muito.
Sam’s POV
Maldita Georgia.
Sam’s POV off
Bela’s POV
Tom me ajudou a colocar a blusa em silêncio. Não disse nada depois de eu ter interrompido o nosso quase-beijo. O que eu vou fazer? Simples. Contar toda a verdade e não ter vergonha de ser idiota.
Estávamos sentados na cama, mas bem distantes um do outro. Ele mexia no iPhone e eu encarava o nada, enquanto pensava no que dizer.
- Tom. - o chamei e ele me olhou. - Desculpa.
- Pelo que?
- Você sabe... Não me obrigue a dizer. - disse e ele riu baixo.
- Tudo bem. Não tem problema.
- Tem sim! É claro que tem...
- É sério, Bela. Não tem problema.
- Tom. É claro que tem problema. Você não entende... - gesticulei, me aproximando dele, até estar sentada na sua frente, a alguns centímetros de distância. - Eu não... Não queria ter... Eu queria... - eu não sabia como abordar aquilo. Estava sendo mais complicado do que parecia. Então, decidi não me explicar.
Respirei fundo, fechei os olhos e aproximei nosso rostos rapidamente, selando nossos lábios. Segurei, sem jeito, sua nuca, e senti suas mãos nas minhas costas, me puxando pra mais perto.
Bela’s POV off
Assim que Bela o beijou, os dois sentiram algo como uma corrente elétrica percorrer por seus corpos e ela só se intensificou quando a menina cedeu passagem à língua de Tom.
Tom’s POV
Era incrível como eu queria aquilo. Era como se eu tivesse esperado uma eternidade por aquele beijo. E eu, de fato, estava esperando. Nunca tinha me sentido daquele jeito. Tão... Completo. Eu não precisava de mais nada além de um simples beijo dela pra me sentir... Realizado. Era ela. Ela era perfeita.
Tom’s POV off
Estavam se beijando concentradamente. Isso porque não havia mais nada no mundo que merecesse mais atenção do que aquele momento. Aquele tão esperado “beijo perfeito”. O mundo poderia acabar agora que os dois estariam satisfeitos.
Bela já estava ficando ofegante. Era um simples beijo. Intenso, mas sem muitas outras intenções. Mesmo assim, a garota estava tão elétrica com aquilo, que o ar parecia rarefeito demais. Ela, então, diminuiu a intensidade do beijo, mas ao mesmo tempo, chegou mais para frente, de forma que ficasse em seu colo, e abraçou seu pescoço, desprendendo-se de seus lábios.
Tom a abraçou com mais força, enquanto sentia as lufadas de ar da menina em seu pescoço, já que a mesma havia descansado sua cabeça ali. Ele sorriu involuntariamente com aquilo. Nunca se sentira tão bem quanto agora. Era ela. Sim, era Bela, e simplesmente ela, a menina de seus sonhos.
- Desculpa. - ela sussurrou em seu ouvido e ele ficou sem entender.
- Pelo que? - ele perguntou, no mesmo tom.
- Por ter sido tão idiota por tanto tempo. Eu gosto de você, Fletcher. - ela disse e ele riu. Aquilo pra ele não era só mais uma frase. Era tudo que ele podia querer escutar.
- Eu gosto de você, Johnson. - Tom sussurrou com os lábios grudados em seu ombro, e a menina sorriu largamente. Gostou de ter ouvido aquilo, mesmo que pra ele, aquilo não fosse nada comparado ao que ele realmente sentia.
- Tom...
- Hm.
- É impressão minha ou a música parou? - ela perguntou, se desvencilhando do abraço apertado, e o encarando com uma expressão engraçada.
- Acho que a música parou... - Tom confirmou, apurando a audição para conferir se estava certo.
- Que horas são?
- Umas três... Sei lá.
- Já?! Ai, meu Deus! Tenho que dormir! - exclamou, se levantando do colo dele ficando de pé.
- Posso saber por quê? - Tom quis saber, curioso, encarando-a com a sobrancelha erguida.
- Porque eu gosto de dormir cedo. - explicou, dando de ombros e ele gargalhou. - Onde tem colchas e essas coisas pra fazer uma caminha no chão? - perguntou inocentemente, andando em direção ao closet.
- O que?! Só pode estar brincando, né?
- E por que eu estaria brincando?
- Porque não vou te fazer dormir no chão.
- E quem disse que a caminha no chão era pra mim? - Bela comentou em tom de obviedade, colocando as mãos na cintura e ele gargalhou mais uma vez.
- Ah, sim, então tudo bem. - Tom concordou dramaticamente a fez gargalha.
- É sério, onde tem?
- Vai me fazer dormir no chão mesmo?
- Não! Claro que não, Fletcher. Eu simplesmente amo dormir no chão. Não precisa se preocupar com isso.
- Bela, você não vai dormir no chão.
- Eu já disse que vou. Decretei, na verdade. Só estou esperando você dizer onde é que tem as coisinhas pra eu fazer minha cama. - ela disse, e Tom se levantou da cama, caminhando em sua direção. Chegou bem perto dela, a olhou nos olhos e segurou sua cintura.
- Minha casa, minhas regras. Você fica com a cama. - ele disse e depois deu-lhe um selinho.
- Ok, senhor Rei-da-Cocada. Só acho que você não deveria dormir no chão... Talvez não seja bom pra sua coluna.
- O que te faz pensar que eu vou dormir no chão? Tem espaço suficiente pra nós dois naquela cama.
- Tom... Isso seria perigoso... Sou uma lutadora feroz de MMA quando estou dormindo.
- Acredite, eu sobrevivo.
- OK, já que insiste... - ela deu de ombros. - Me empresta uma roupa?
- Aham... Mas dessa vez, deixa que eu pego, não queremos mais nenhuma hemorragia no meu closet... - comentou e Bela gargalhou alto.
No andar de baixo, as pessoas iam embora periodicamente já que a porta da cozinha foi trancada e a música desligada. O pensamento de Sophia foi simples:
Festa - (bebida + música) = nada de festa.
- Wow, grande jogada, senhorita “estraga-festas”. - Dougie disse e ela riu.
- Obrigada, senhor “estraga-essa-festa-pra-mim?”. - Foi a vez dele rir. - Cadê todo mundo?
- Sei lá... Será que as meninas foram embora?
- Não, claro que não. Vamos ficar por aqui.
- Sério?! - ele não conteve a animação e ela estranhou.
- Sim... E vocês?
- Nós sempre ficamos por aqui.
- Hum, sei... Tem quartos suficiente?
- Não sei... acho que não.
- E AGORA? Vou ter que dormir nesse sofá sujo de esperma?! - ela reclamou e ele gargalhou.
- SUJO DE ESPERMA? - repetiu, ainda gargalhando.
- É... Sabe-se lá o que aconteceu ali... Não duvido nada que todas as camas existentes nessa casa estejam sujas de esperma.
- Eu diria que todas as coisas dessa casa estão sujas de esperma.
- Eca. Talvez estejamos exagerando...
- Talvez?
- Ok, Poynter. Estamos mesmo exagerando. - ela concluiu e ele riu antes de pegar sua mão e a conduzir até a escada.
- Pra onde estamos indo?
- Ver se os quartos já estão livres.
- PRA QUÊ? - opa, duplo sentido detected.
- Só pra saber como vamos dividir os quartos, ora.
- Ah, sim.
Soph’s POV
Não vou contar pra ninguém que quando o Poynter pegou minha mão eu fiquei arrepiada. Ninguém vai saber disso.Nunca. Até porque ele é o Dougie Poynter do McFLY, e eu sou aquela ali que trabalha na starbucks e desenha vestidos e bolsas maneiras na faculdade.
Obviamente não vejo nenhum futuro pra minha relação com ele, além de nos beijarmos por estarmos alterados pela bebida. Isso não aconteceu, mas é o máximo que aconteceria. Dougie gosta de garotas... Garotas... Sei lá, mas não deve ser garotas como eu.
“Soph, querida, se concentre em como dividir os quartos e não em o quanto você quer que ele peça pra ficar num quarto junto com você. Pare de pensar em besteiras.”
Sim, eu ouvi minha mãe dizer isso na minha consciência. Estranho, né? Mas eu tenho essas coisas. Acho que minha mãe é minha consciência. Eu sempre escuto ela! É tão frustrante.
Soph’s POV off
Dougie abriu a porta de um dos quarto e encontrou uma cama bagunçada e usada.
“Como as pessoas se comportam mal em festas...” . Sophia pensou ao analisar as evidencias.
- Wooow, Isso aqui deve realmente estar sujo de...
- Credo. - ela o interompeu e ele riu. - Quem vai ficar com esse quarto?
- Eu sempre ficava...
- Pode ficar com ele se quiser. Divide com o Harry que eu divido o outro com a Thalia.
- Não estamos esquecendo do Danny e da Sam?
- Ah, aposto que eles vão arrumar um lugar pra dormir.
- Não sei não. Desde que eles desceram, ficaram meio que separados.
- Er... É.
- E agora?
- Ah. Um dorme na sala e outro na...
- Tem o estúdio. Lá tem espaço pra um deles dormir.
- Então tudo bem. Danny fica com a sala e a Sam pode dormir no estúdio.
- Mas também tem a sala de TV.
- Wow, quantos lugares tem aqui dentro, não?
- Pois é.
- Ok. Me lembre de nunca convidar vocês pra irem lá pra casa. Vão se sentir no gueto. - a menina disse e ele gargalhou alto. Incrível como aquela gargalhada a fazia sorrir também. Sorrir de um jeito sincero.
- Erm... Dougie...
- Oi - ele respondeu, parando de rir e olhando-a nos olhos.
- Cadê todo mundo?
- Sei lá. Harry e Thalia sumiram por aí desde que a música parou e acho que Sam e Danny fizeram o mesmo.
- Aposto que eles também devem estar procurando por nós dois. Ou seja... Vamos descer. - aquela ideia não foi a melhor de todas para ambos, mas foi o que fizeram, no final das contas.
Harry chamou Thalia para um lugar mais sossegado aproveitando a ocupação dos amigos. Ele precisava de alguém e ela era perfeita para seu plano. Ele sabia disso.
- Pra onde estamos indo, Harry? - ela perguntou enquanto ele a levava até a parte de trás do jardim, onde jurava que não teria ninguém.
- Pra um lugar quieto. Pronto. Aqui tá perfeito.
- Fale.
- Bom... Thalia... Eu preciso de... De alguém como você.
- Para?
- Pra apresentar pra minha família como minha namorada.- ele foi direto e a menina gelou. Se engasgou com a própria saliva e consequentemente começou a tossir. - Thalia? Tá tudo bem?
- Ah sim, sim! - tossiu mais algumas vezes. - Não! Na verdade, não! Como assim sua namorada?!
- Thalia, é uma namoro de mentira, é só... Faixada.
- E por que isso?
- É que... Bom, minha mãe disse que se eu não arranjasse uma namorada decente em dois meses ela mesmo arrumaria uma pra mim.
- O que?! Por quê?! Você tem quantos anos mesmo? Doze?
- Eu tô falando sério! Thalia, é sério. Se eu deixar ela arrumar uma namorada pra mim, eu tô perdido. Vou sair nas revistas com uma mulher que usa vestido de freira.
- Sair nas revistas?! Harry, isso não tá me parecendo nada bom. Não tá me convencendo.
- Ok. É o seguinte. Teve uma época em que o Tom, o Doug e Danny começaram a namorar, aí minha mãe disse que eu também tinha que arranjar uma namorada e eu falei que não queria. Mas ela me subestimou. Disse que eu não namorava porque era um galinha e nenhuma mulher parava na minha mão, e eu falei que era mentira, é claro. Aí ela me deu dois meses pra arrumar alguém senão ela mesma arrumava...
- Ok, mas isso que ela disse é verdade?
- O que?
- Que você é um galinha e nenhuma mulher para na sua mão?
- Erm... Talvez.
- Harry! - ela exclamou indignada, dando um tapa em seu braço.
- OUTCH! Lia! Por favor! Preciso disso!
- Sem chances. Tô fora. Nada de sair em revistas com o galinha do Harry Judd.
- Thalia, pelo amor de Deus! Não posso ficar com a freira que a minha mãe vai escolher.
- Por que você não diz a ela que você não quer e pronto? Qual é Harry, você já tá bem grandinho pra mamãe monitorar sua vida amorosa.
- Lia... Acredite... Você pode subestimar qualquer mulher... Menos a mamãe. Eu tenho medo dela. Pergunta pro Danny! Ele se caga de medo da minha mãe. Se eu digo isso pra ela... Pode mandar fazer uma lápide: Aqui jaz Harry Judd, baterista do McFLY... - ele fez sua melhor cara de cachorrinho pidão.
- Chama a Soph. Ela vai gostar. Ou melhor... Chama a Bela!
- Vai ser crocodilagem com o Tom. - Ele disse e a menina o olhou com cara de interrogação. Imediatamente ele arregalou os olhos e concluiu que quem o assassinaria não seria sua mãe, mas sim o Tom. Certamente ele seria espancado por isso.
- Como assim?
- Nada! Nada não. Enfim, tem que ser você. Por favor!
- Harry, eu já disse que...
- Duas semanas. - ele a interrompeu. - Só por duas semanas.
- Duas semanas?
- Isso.
- É muito. Dez dias.
- Ah, Lia! Por favor! Só duas semanas! - ele implorou com as mãos juntas e ela bufou, cruzando os braços e revirando os olhos.
- Duas semanas e nem mais um segundo.
- ÉÉÉÉÉ! - ele disse, partindo para um abraço caloroso e espontâneo. - Brigado, brigado, brigado, brigado!
- Tá, Harry. Menos. - ela disse, saindo dos seus braços e virando as costas para ir de volta a parte interna da casa.
O garoto estava extasiado e, sobretudo, aliviado. Não teria mais que namorar com Milla Carter; porque provavelmente ela seria a escolhida por sua mãe. Uma menina de cabelos longos, negros e lisos, branca, com sardas no rosto, e um corpo normal. Nem magra e nem gorda. Não era feia, apesar do aparelho e óculos de grau, mas era esquisita. Nerd. E se vestia como se nunca pudesse mostrar o que estava acima das canelas... Além de ter a estranha característica de não conseguir ficar sem sorrir. Não como uma pessoa sorridente. É como alguém que não pode fechar os lábios! Era muito estranho... Enfim, Harry estava elétrico por se livrar disso.
Thalia, por sua vez, se manteve indiferente. Na verdade, achava aquilo ruim, mas não era o fim do mundo. Pelo menos o garoto era bonito.
À noite, todos se aconchegaram conforme o combinado. Sam não ficou muito feliz por ter ficado sozinha no estúdio, mas passou a noite bem. Danny nem ligou de ficar na sala. Sophia e Thalia dividiram a cama de casal de um dos quartos de hóspede, enquanto Harry e Dougie ficaram no quarto onde havia duas camas de solteiro. Na verdade, tinham três camas naquele quarto. Uma bicama e uma cama normal, mas uma delas havia sido quebrada pelo Danny e Tom ainda não sabia disso.
A noite no quarto de Tom foi... Ótima. Os dois praticamente não dormiram. Ficaram naquela troca incessante de carinhos até umas quatro e meia quando finalmente pregaram os olhos. Apaixonados? É. Talvez os dois estivessem... Apaixonados. Mas Bela negaria até a morte. Em sua cabeça, aquilo fora somente um momento bom. Bom até demais...
Mas por quanto tempo? Com certeza pra eles aquilo estava só começando.
Contar que agora estavam 'meio que juntos' era uma ideia que passava pela cabeça de ambos. Certamente iriam fazer isso pela manhã, assim que encontrassem os amigos. Pronto. Simples. Rápido. Perfeito.
Mas por quanto tempo? Com certeza pra eles aquilo estava só começando.
Contar que agora estavam 'meio que juntos' era uma ideia que passava pela cabeça de ambos. Certamente iriam fazer isso pela manhã, assim que encontrassem os amigos. Pronto. Simples. Rápido. Perfeito.
Nenhum comentário:
Postar um comentário