Bela’s POV
Tum. Tum. Tum. Tum.
Pisquei com força, na vã tentativa de atenuar o
latejar da minha cabeça.
Não era uma dor monstruosa. Eram apenas pancadas
ritmadas, exatamente com 'tum-tum-tum's, que acometiam-me à medida em que eu
forçava meus olhos a se abrirem.
- Filha?! – A imagem da minha mãe focalizou-se a
minha frente. – Como está se sentindo?! – perguntou e exasperada.
- Bem. – minha voz, rouca pelo desuso, soou melhor
do que eu esperava. – O aconteceu?
- Céus... Você não... Lembra? – seus olhos se
arregalaram ao mesmo tempo em que eu franzia o cenho.
Como assim?
Meu Deus, do que eu deveria lembrar?!
Bela’s POV off
Sam's POV
Estávamos todos no hall do hospital. No inicio,
era uma galera enorme. Depois, os pais de Bela foram enxotando o excesso de
pessoas aos poucos, de forma disfarçada, educada.
Bela tinha passado a noite desacordada. Antes de o
médico vir nos dar um parecer, estávamos muito preocupados. Ela parecia mal e,
da última vez que isso aconteceu, lesionou a parte do cérebro responsável pela
memória.
"Ela
está bem." Foi a primeira coisa que o doutor Dylan, o mesmo que a
atendera da outra vez, disse. "Mas
só poderemos avaliar melhor quando Bela estiver acordada. A pancada foi forte."
Desde então, ficamos mais tranquilos. Veja bem,
não disse que estávamos calmos, mas, comparado ao estado catatônico de antes,
parecíamos mais normais.
Já passava das oito da manhã quando a tia Sue
apareceu, sua feição não era animadora.
- O que houve?! – Tom despejou as palavras em
jatos. Meu coração palpitava forte.
- Ela... Não se lembra.
E não foi só que comecei a chorar.
Sam's POV off
Bela’s POV
- E-eu... Eu vou chamar o médico. – minha
mãe saiu quase correndo da sala, com lagrimas nos olhos.
Como assim não me lembro? Será que eu já tenho 35
anos, sou casada com um maloqueiro, tenho vários filhos e pelancas?!
Instantes depois, dr. Dylan adentrou o quarto com
o semblante pesado.
- Doutor Dylan! Do que eu deveria me lembrar?!
Quantos anos eu tenho?!
- Quantos anos acha que tem?
- Dezoito?
- Sim, você ainda tem dezoito. – sorriu
minimamente, aproximando-se do meu leito. – Qual é a ultima coisa de que se
lembra?
- Er... A tour, a festa na casa do Tom...
- Oh, – ele suspirou. Parecia aliviado. – Então
sua memória está aparentemente boa.
- Ah, graças a Deus. – compartilhei de seu alívio.
– Eu perguntei à minha mãe o que tinha acontecido e ela quase morreu. E quase
me matou de preocupação também... Quero dizer, eu só queria saber o que tinha
acontecido comigo no quesito saúde, mas ela me fez achar que eu havia perdido a
memória. De novo.
- Ah, sim. – ele sorriu novamente. – Bom, sobre o
que aconteceu com você: aparentemente, nada demais. Nenhum exame mostrou algo
grave ou mesmo fora do normal. Vamos fazer mais alguns para ter certeza, mas me
parece que poderei te dar alta amanhã, senão hoje mesmo. – concordei com a
cabeça. – Como se sente?
- Muito bem, fora a dor de cabeça e o sono.
- Certo. – ele tomou ar pra falar mais alguma
coisa, entretanto, foi interrompido por alguém batendo na porta.
- Filha? – meu pai entrou no quarto seguido de
minha mãe.
- Oi, pai. – sorri. – Estava aqui falando com o
Dr. Dylan que não perdi a memória coisa nenhuma. Lembro direitinho da minha festa de nove anos
ontem. – brinquei, ele riu.
- Que bom!
- Ah, graças a Deus! Eu tive tanto medo! Céus, eu
não deveria ter me precipitado! Estão todos chorando lá embaixo!
- O que?! Mãe! – repreendi.
- Desculpa, foi sem querer. – ela sorriu amarelo.
Rolei os olhos. Meu pai continuava rindo.
- Você tem que parar de cair por aí, Bela. – ele
disse. – Antes que acabe causando um estrago de verdade.
- Com certeza. – dr. Dylan concordou sorrindo. –
Vou adiantar algumas coisas para seu exame, Bela, já volto.
- Mãe chame-os aqui. – pedi. – Mas tente não falar
que eu estou morrendo nem nada do tipo, ok? Tom deve estar muito preocupado...
- E está! Vou chamá-los.
- Vou com ela, preciso comer. – meu pai anunciou.
- Ok. Até mais. – dei um tchauzinho, me ajeitando
na cama.
Devo ter esperado cerca de cinco minutos ou menos.
Foi o suficiente pro meu cérebro perverso começar a trabalhar.
- Bela! – Sam berrou, correndo pra me abraçar.
- Hey! – sorri. – Oi gente e... Oi, Fletcher. –
disse com o maior nojo possível.
Todos, sem exceção, arregalaram os olhos.
Foi um silêncio sepulcral.
Terrível para meu autocontrole. Eu estava quase
explodindo de vontade de rir.
- V-você... Você não... V-você...
Rolei os olhos.
- Tão neandertal que não aprendeu nem a falar. O
que você faz aqui afinal, hein? Quem foi que te convidou?
- Bela... Vocês... São namorados.
- HAHAHAHA, Judd, conta outra! Nem se eu tivesse
sob tortura nazista. – desdenhei. Thomas continuava com os olhos arregalados.
- Bela, não é possível, você... Qual é a ultima
coisa de que se lembra? – Thalia perguntou, cautelosa.
- Er... Acho que... Pera aí... Ah, Flor! Você não
estava no Alasca?!
- Essa não. – Dougie bateu com a mão na testa.
- Eu já voltei há alguns meses, Bela...
- Meses?
- É.
- E... Meu Deus, o que aconteceu nesses meses? –
fiz minha melhor expressão de pavor.
- Muita coisa. – Harry disse.
- Muita mesmo.
– Danny enfatizou, ainda meio estupefato.
- Falem!
- Não dá, Bela... Foram muitos acontecimentos... –
Soph usava um tom de voz manso, lotado de pesar. Eu queria muito rir.
- Então resumam! Por favor!
- Eu namoro o Danny. Soph namora o Dougie. Thalia
está pegando o Harry, mas eles já namoraram antes.
- A gente está namorando de novo, Sam. – Lia a
interrompeu, todos ficaram levemente chocados (inclusive eu, de verdade) –
Contaríamos na festa, mas ela... – apontou pra mim.
- Bom, é... Então Lia e Harry namoram agora. – ela
suspirou.
Tentei parecer o mais incrédula possível.
- E você namora comigo. – Tom falou pela primeira
vez, ressentido. Ele parecia tão triste, magoado, ferido, que eu quis parar com
a brincadeira.
Mantive-me chocada.
- Isso é impossível, Fletcher! Eu nunca chegaria
perto de você.
Ele recuou, exaurido.
Eu estava quase parando de brincar...
- Você o ama, Bela. – disse Sam, ao meu lado no
leito – Até perdeu a virgindade com ele.
- O QUE?!
- Pois é, e vocês fazem sexo igual dois coelhos.
- Sam! – Flor a repreendeu.
- Que é?! Eu to tentando fazê-la lembrar! Essas
coisas a gente não esquece, sabe?
- Você não se lembra de nadinha, Bela? – Dougie
perguntou, esperançoso.
- Eu me lembro de... Uma chave!
- Chave? Chave! A chave de ontem! – Soph exclamou
e todos parecer subitamente interessados.
- E do que mais?! – Tom quis saber.
- Er... Um... Porco! Um porquinho lindo!
- O Garry! – Sam berrou.
- Caralho, ela se lembra do Garry mas não lembra
de você, cara... – Harry comentou olhando para Tom e eu precisei muito rir, mas
não o fiz.
- Não fode... – Fletcher murmurou carrancudo.
Lindo. – E o que mais, Bela?
- Hm... Deixa eu ver... Eu me lembro de um...
Porão... E eu estava usando uma fantasia sexy de Natal... E dançando e... Meu
Deus, o que eu estava fazendo lá?!
- Cara, ela se lembra da noite do porão! – Danny
vibrou.
- Não se lembra de quem estava lá com você? – Tom
perguntou vidrado.
- Er... Ashton Kutcher?
Tom bufou.
- Óbvio que não! – rebateu. Danny riu.
- Quem era, então? Você? – disse com desdém.
- Sim!
- HAHAHA, faça-me rir, Tom!
- Tom? Desde quando você o chama de Tom? – Soph
ergueu uma de suas sobrancelhas.
- Desde quando eu quero, ora.
- E por que você quereria isso?
- Lembrei de outra coisa! – quase a interrompi com
minha exclamação, mudando o rumo da conversa
- O que?! – Sam perguntou rápido.
- Que meu nome está tatuado na próstata do Tom!
Todos ficaram em silêncio, me olhando como se eu
fosse fezes de chipanzé. Até que Tom abriu a boca com o olhar de incredulidade.
- Sua... Filha da puta, você não perdeu memória
nenhuma, não é?!
- Ei! Não me chama de filha da puta!
Ele veio correndo me abraçar.
- Eu deveria estar muito puto, mas to tão feliz!
- Eu sou má, né?!
E então, todos pareceram cair na real e me
xingaram até a morte.
Depois das broncas, começamos a conversar mais
civilizadamente.
- Bela, você tem que parar de tacar essa cara no
chão, nas paredes, em todos os lugares... - Sam alertou.
- Meu pai disse isso mais cedo.
- Não consigo o imaginar dizendo isso. – Flor
comentou, alguns concordaram.
- Ele não usou exatamente essas palavras. – sorri.
– Agora, mudando o assunto, quer dizer que você e Harry estão namorando?! –
falei feliz.
- É! Explica essa história direito, Lia! – Soph
ajeitou-se ao pé da "cama" (aquilo estava longe de ser confortável
como a minha cama).
- O que tem pra explicar? Nós voltamos, ora.
Simplesmente isso.
- Foi romântico? – Flor quis saber.
- Sim! – Harry respondeu. – Eu nunca serei tão
romântico na vida quanto fui naquele dia...
- É bom que você aprenda a ser. – Lia o olhou,
durona.
- Tá bom, sargento.
- Judd! Já falei pra parar de me chamar assim! –
ela reclamou e eu gargalhei.
- Ótimo apelido, Harry! – tive de comentar.
Mais tarde, naquele dia, fiz alguns outros exames
pra que pudéssemos ter certeza sobre minha saúde e, tudo dado como bem, ganhei
alta para o dia seguinte. Pedi que Tom passasse a noite comigo no hospital e
ele concordou com prazer. Eu sabia que concordaria. Aposto que ele fazia mais
questão que eu de passar a noite ali comigo. Ao longo da tarde, recebi ligações
e visitas, o que acabou deixando meu dia mais cheio que o normal. Tive sossego
depois das nove, quando acabou o horário de visitas.
- To morto. – Tom murmurou, ajeitando-se ao meu
lado naquela coisa minúscula. – Passei a noite em claro.
- Eu imaginei...
- Eu te amo.
Sorri, o observando. Estávamos um de frente para o
outro. Os olhos dele, pesados, mal conseguiam abrir. Acariciei levemente seu
rosto, sentindo-o corresponde ao meu afago com uma leve caricia em minha
cintura.
- Sei disso. – falei. – E eu sei que você também
sabe o quão recíproco é.
- Tenho uma leve noção. – sorriu, ainda de olhos
fechados.
- Esses meses foram tão loucos, né?
- Os mais loucos da minha vida.
- E os melhores também.
- Os melhores, com certeza – concordou, puxando-me
para mais próximo dele.
- Sabia que minha memória daquela semana que a
gente meio que voltou a se falar nunca ressurgiu?
- Nadinha? – me perguntou, agora de olhos abertos.
- Tive alguns insights, mas nada muito concreto.
Eu te contei, lembra?
- Sim, de você tirando a roupa!
- E você dizendo que meu corpo era normal! Eu
esperava no mínimo um "Wow, nossa,
espetacular, musa, maravilhosa, perfeita, vem cá agora, sua linda!"
Ele gargalhou lindamente.
- Acredite, na minha cabeça se passava muito mais
que isso na hora. – confessou.
- Eu me lembro de ver fotos suas secretamente no
meu quarto, entre meus 15 e 16 anos, e depois apagar o histórico! Era ridículo.
– rimos juntos. – Eu sempre estive tão apaixonadinha...
- Eu sou um cara de sorte, Bela Johnson é apaixonada por mim...
- Eu
sou uma garota de sorte. Fala sério, meu namorado é meu ídolo da adolescência,
meu melhor amigo, um rockstar perturbadoramente gostoso e apaixonado por mim!
Ninguém tem mais sorte que eu.
- Eu posso dizer exatamente o mesmo.
- Somos perfeitos, não é?
- Muito.
- Você acha que vamos acabar juntos no final?
- Acho que sim. Seria covardia se não acabássemos,
não acha?
- Seria. Seria mesmo. Também acho que vamos acabar
juntos.
- Bela...?
- Hm?
- Vamos dormir?
- Sim...
- Mas... Bela?
- Hm?
- Quem você acha que vai ser o primeiro casal a
casar de nós quatro?
- Soph e Dougie.
- É, com certeza.
- Eles já estão quase fazendo bodas de ouro, pra
mim.
- É...
Depois disso, caímos no sono.
Juntos.
Assim como eu tinja certeza, de alguma forma, que
permaneceríamos por toda a vida.
Juntos.
Bela's POV off
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UPSHOT
Revista Faces -
London, UK
A cantora
Bela Johnson comemora seu aniversário de 20 na cidade de Tromso, Noruega, para ver
a Aurora Boreal. "Foi a coisa mais emocionante da minha vida",
confessou durante um vídeo gravado por ela (a disposição em seu canal no YouTube),
"Eu nunca vou esquecer".
- Está gravando?
- Sim!
- Er, ok. Oi! Sou Bela Johnson e eu estou aqui
em Tromso, uma cidade incrível... Hoje é meu aniversário e meu namorado me deu
de presente essa viagem, pra que eu realizasse um dos meus sonhos e eu to um
pouco emocionada. Vim ver a aurora boreal e...
- Olhe para trás!
- Oh! Nossa! Está roxo! É tão... Oh, meu Deus...
- Não chora, amor!
- Não ria! Apenas filme isso... É tão...
- É a segunda vez que você diz "é tão..."
- Shh... Aprecie o espetáculo, Thomas.
(...)
Tom fora bem recompensado naquela noite. Seria
uma viagem inesquecível para ambos. Ela nunca esqueceria, pois realizou seu
sonho de ver a Aurora Boreal. Ele nunca esqueceria, pois além de terem tido um
momento especial sob as luzes coloridas no céu, transou com sua namorada na
piscina aquecida do hotel e foi absurdamente incrível, a melhor parte da
viagem, sem comparação. Pra ele.
E! news -
London, UK
Aos 22
anos, Harry Judd anuncia seu noivado com a empresária Thalia Hoppus, com quem
namora desde os dezessete.
- Não tem receio por se casar tão cedo, Harry?
- Eu teria, se não estivéssemos falando dela –
apontou para a noiva que ria ao seu lado – Não adianta, fui fisgado. Pra valer.
- Cara... É hoje. – Harry apareceu de manhã, sem
aviso prévio, na casa de Tom. O amigo atendeu a porta, descabelado, trajando
apenas suas boxers largas de caranguejo.
- É hoje o que, Judd?
- Que eu peço a Thalia em casamento.
Fletcher arregalou os olhos, surpreso.
- Assim, do nada?
- Posso entrar na sua casa, pelo menos?
- Ah, pode. Foi mal. – Tom deu passagem.
- Bom, eu estou mais certo que tudo... ELA VAI
SER MINHA MULHER!
- Porra, não grita, a Bela está dormindo!
- EU ESTOU FELIZ, FODA-SE O SONO DA BELA!
- É ISSO AÍ, CARA! PORRA, VOCÊ VAI SE CASAR!
- EU VOU ME CASAR!
De um modo estranho, pulavam abraçados pela
casa.
- Pra onde está me levando, Harry?
- Estação de trem.
- Estação de trem? – Thalia arregalou os olhos.
– Vamos viajar?
- Sim, passaremos dois dias em Paris.
- Sério?! – ela sorriu largamente. Sorrisos como
esse eram o combustível dele – Por que isso?
- Surpresa.
- Ok... Gosto de surpresas. – deu-lhe um selinho
animado.
- Pode tirar.
Assim que Lia desamarrou a venda que cobria seus
olhos, um sorriso de admiração tomou-lhe os lábios.
- Disney
Paris? Está brincando?!
- Eu sabia que você ia gostar. – balançou os
ombros, modesto. Ela o agarrou num abraço apertado, distribuindo selinhos onde
seus lábios alcançavam.
O dia foi maravilhoso. Foram em todas as
atrações possíveis, todos os brinquedos e montanhas russas, tiraram foto com os
personagens da Disney e comeram besteira. Tiveram que parar para alguns
autógrafos, mas nada que pudesse comprometer a qualidade daqueles momentos.
- Amor, vamos ali no castelo. – Harry apontou,
tentando parecer calmo.
- Vamos! Dizem que é mais lindo à noite.
- Sim, é.
Deram as mãos e caminharam até lá, mas Thalia
sentiu-se momentaneamente desapontada quando viu que o entorno do castelo
estava sendo isolado.
- Ah, não vamos poder entrar... Vai ter aquele
show de fogos, acho que os fogos saem do castelo, então vamos ter que deixar
pra próxima. – ela não soube esconder a frustração.
Harry sorriu.
- Vem cá. – novamente, deram as mãos e Harry a
conduziu para a direção da entrada do castelo, mesmo estando bloqueado.
- O que está fazendo, Harry?!
- Shh...
Thalia franziu o cenho quando um dos guardas
cumprimentou seu namorado. "Mas o
que é que tá acontecendo?"
Seu coração parou quando viu uma mesa iluminada
por um belo candelabro. A mesa estava posta para dois. Havia vinho, pétalas de
rosa e uma musiquinha da Disney ao fundo.
- Surpresa! – ele a olhou sorridente.
- Vamos... Vamos... Jantar aqui dentro?!
- Sim. E ver os fogos de um ângulo especial. –
apontou para a enorme janela.
- Meu Deus, amor, que lindo!
Lia o beijou com ternura. O jantar estava sendo
maravilhoso, ela sentia-se em êxtase.
E então os fogos começaram.
Era quase mágico.
Tão lindo, tão especial.
- Eu te amo tanto... – Harry sussurrou ao pé de
seu ouvido. Abraçando-a por trás. Lia sorriu.
- Eu te amo mais.
- Eu... Eu... – percebendo seu nervosismo
atípico, Thalia virou-se de frente para ele.
- O que foi?
- Lia... A gente tá junto há tanto tempo... E, quando eu paro pra pensar, parece muito mais... Muito, muito mais. Mas ainda
assim, não é o suficiente pra mim... – suspirou. – E isso vai ser muito
complicado, eu sei... Mas... Você é a mulher da minha vida e eu não saberia
viver meus dias, minha rotina, sem ter a certeza de que eu vou chegar em casa e
te ver me esperando. Não quero nem me arriscar a descobrir. – sorriu. – Não consigo
imaginar outra mulher sendo mãe dos meus filhos, nenhuma parece mais certa do
que você. Não quero passar o resto dos meus dias com mais ninguém além de você,
porque, de alguma forma, eu simplesmente sei que você foi feita pra mim. Não
importa o quão clichê isso soe, não é porque é batido que não possa ser
verdade: Você é minha alma gêmea. – ele falou rindo, vendo os olhos dela
mareados.
- Sim, eu sou. – fungou, já começando a chorar
enquanto ele ajoelhava-se a sua frente.
- Então... – tirou a caixinha de veludo preta do
bolso – Será que você não faria o favor de casar comigo?
- É um favor enorme, não acha? – ela limpou as
lágrimas, extremamente nervosa.
- É, acho... Mas eu vou dar bons genes aos
nossos filhos. Fala sério, sou lindo!
- Tomara que eles herdem apenas sua beleza e não
esse ego inflado que mal cabe nesse castelo.
- Vai dizer logo "sim" ou vou precisar enfiar esse
anel no seu dedo na marra?
Ela gargalhou, sentindo outras lágrimas
escorrerem.
- Ok, Judd... Eu faço o favor de me casar com
você.
Thalia fora uma linda noiva, oito meses depois,
com sua barriguinha de quatro meses nada disfarçada no vestido. A maquiagem à
prova d'água de Sam não suportou o volume de lágrimas enquanto Bela cantava
durante a entrada das alianças. O casamento foi inspirador.
Glam week
– London, UK
O astro
Tom Fletcher, guitarrista e vocalista da banda McFLY, confirma seu término com
Bela Johnson. A cantora foi vista chorando ao lado da fotógrafa e amiga de
infância, Sam Bradley, no evento beneficente para o orfanato St. Marcus de
crianças deficientes, na última sexta-feira. Desde então, os rumores de que o
casal estava separado depois de quase sete anos de namoro começaram a se
espalhar e foram confirmados hoje, no Twitter.
"Sobre Bela e eu, sim, decidimos terminar.
Algumas coisas não deram certo, mas ainda somos amigos"
- Dois idiotas. – Soph comentou com Thalia que
acolhia em seus braços o pequeno Ben adormecido.
- Sim. Vinte e quatro anos na cara e ainda agem
como se tivessem quinze. Estão parecendo até o Danny e a Sam.
- Falando neles, estão brigados?
- Sim. Danny não respondeu as mensagens dela por
três horas – Lia rolou os olhos e
Soph gargalhou.
- Mas... Bela não quis contar por que terminou?
- Não. Não me disse nada. Só ficou com essa cara
de morta, chorando lá em casa o dia todo.
- Estranho... Foi a coisa mais improvável do
mundo.
- Daqui a pouco eles voltam... – Lia riu.
- Com certeza.
Todos estavam na festa de aniversário de Sue
Johnson, em Southend. O dia estava calmo, o almoço muito agradável, a casa
cheia. Todos em completa harmonia. Exceto por dois.
- Minha mãe não tem dó de mim. – Bela falava
sozinha, pegando os engradados de cerveja no isopor. – Por que ela não pediu a
algum homem?
- Ainda com essa mania de falar sozinha?
- Ah, oi, Fletcher. – Lhe sorriu brevemente. – Óbvio
que eu ainda to com essa mania, não é como se não nos víssemos há anos...
- Foram só duas semanas. – ele disse, a ajudando
com as cervejas.
- Duas semanas e três dias.
- Na verdade, a gente se viu quase todos esses
dias. – ele riu brevemente.
- Ah, você entendeu.
- Entendi...
- Quando vocês vão voltar, Bela? – Flor
perguntou sem rodeios, assim que cruzaram-se. – Odeio ver vocês separados!
- Não sei se vamos voltar. – ela respondeu, sem
tirar os olhos da mesa de doces.
Flor a olhou descrente e Bela rolou os olhos,
admitindo o óbvio:
- Ok, ok, não sei quando vamos voltar. Não
depende só de mim. A gente brigou sério.
- Entendo... Como foi?
- Ele gritou "VOCÊ É SEM NOÇÃO E
HIPÓCRITA", eu gritei "ENTÃO VÁ SE FODER E DEIXA A HIPÓCRITA AQUI EM
PAZ", aí ele disse "EU VOU MESMO" e eu disse "OK,
TCHAU".
- Sério?
- Aham.
- E por quê?!
- Por besteiras! Na verdade, não foi essa a pior
parte. A pior parte foi depois, quando ele me mandou uma mensagem dizendo
"não vou conseguir morar na mesma casa que a minha ex namorada". E eu
estava tão puta, mas tão puta que respondi "não precisa se preocupar. Sua
EX namorada está indo pra Southend e não pretende voltar"... – Bela
suspirou, entristecendo ao lembra-se da história.
- Nossa... Que pesado.
- Foi bem tenso. Mas estamos nos tratando
decentemente, como você pode ver.
Isso foi num sábado.
Eles se viram de novo no domingo, e conversaram sobre iogurte.
Na segunda, Bela foi passar uns dias na casa de Soph. O encontrou de novo, na social que eles fizeram.
Na terça, os nove combinaram de alugar o campo de paintball. Tom e Bela ficaram no mesmo time e tiraram fotos juntos, coloridos pela tinta. "Ganhamos, somos invencíveis!" Foi a legenda que ela colocou na foto em que os dois estavam abraçados, comemorando.Quarta feira, Tom os chamou para casa dele para que os nove passassem o dia juntos. Como sempre. Danny levou fotos antigas.
Eles se viram de novo no domingo, e conversaram sobre iogurte.
Na segunda, Bela foi passar uns dias na casa de Soph. O encontrou de novo, na social que eles fizeram.
Na terça, os nove combinaram de alugar o campo de paintball. Tom e Bela ficaram no mesmo time e tiraram fotos juntos, coloridos pela tinta. "Ganhamos, somos invencíveis!" Foi a legenda que ela colocou na foto em que os dois estavam abraçados, comemorando.Quarta feira, Tom os chamou para casa dele para que os nove passassem o dia juntos. Como sempre. Danny levou fotos antigas.
"Agarrados
desde sempre" foi a legenda que Tom colocou na foto que postou dos
dois quando crianças, acenando na casa da árvore. Uma fã sortuda comentou
"tem certeza que estão separados???
Hahaha amo vocês" e ele fez questão de responder "Também não sei"
Bela viu. E sorriu.
- Ei, Lia... Me dá aqui nosso filho. – Bela
pegou Ben no colo, o afagando em seus braços. – Lindão. Vamos lá falar com o
tio Tom.
- Oi, pigmeu! – Fletcher, que estava do lado de
fora conversando com Dougie, acenou para o bebê sorrindo. – Você está tão
grandão...
- Claro que não, Tom! Ele é tão pequenininho!
- Vem cá com tio Dougie, Ben! – Poynter roubou a
criança do colo de Bela, que fez uma careta. O pequeno Judd começou a chorar.
- Tá vendo, essa criança me odeia! – Dougie
reclamou ao som das risadas e Tom e Bela, sentados lado a lado no gramado. –
Vou levá-lo pra mãe dele.
- Ai... Eu quero um pra mim! – suspirou Bela,
encantada com o sobrinho. Tom sorriu, abraçando-a pelo ombro.
- Podemos providenciar isso. – disse entre
risos.
- Podemos, é? – ela o encarou, desafiadora.
- Se dependesse de mim, já estaríamos
providenciando há muito tempo.
O coração dela acelerou.
- Quem mandou terminar comigo por mensagem e
ainda me expulsar de casa?
- Você é que entende tudo errado, como sempre.
Eu não quis terminar tudo com a mensagem, eu quis consertar... Eu disse
"como morar com minha ex?", ou algo do tipo, porque queria me
certificar de que você não era minha ex, entende? Era pra soar como “Nós temos
que voltar porque a gente mora junto”.
Ela o olhou incrédula.
- Claro! Como vou saber dos seus desejos
obscuros nas entrelinhas? O que custava ser mais explicito? Eu estava
estressada, nunca entenderia dessa forma. – riram. Ele se aproximou e deu-lhe
um selinho. – Eu chorei igual uma idiota, sabia?
- Eu chorei também. – Tom confessou, ouvindo
Bela gargalhar.
- Somos imbecis.
- Somos imbecis!
- Imbecis e lindos. – ela brincou, pulando para
o colo dele.
Se beijaram pela grama como se não houvesse
amanhã.
- Vocês voltaram? – Dougie perguntou a Tom, no
Sábado.
- Estamos apenas ficando, sem compromisso.
- Ah, cara, vá tomar no cu. – Harry lhe deu um
tapa na nuca.
- Outch! To brincando! É obvio que voltamos,
porra.
- Por que ela não voltou a morar aqui, então? –
Danny questionou, esticando-se no sofá.
- Ela nunca deixou de morar aqui. Ela só pegou
meia dúzia de roupa e fingiu que foi embora. – deu de ombros. Os três riram,
quase não escutaram a campanha tocando ensandecidamente.
- Já vou! – Tom gritou. Atendeu a porta, vendo
Bela de mala e cuia. Ele apenas olhou pra trás, sorrindo para os amigos ao
murmurar: – Não disse?
- Não quero saber o que você disse, Fletcher, só
quero que me ajude com essa mala. Tá pesada. – o cumprimentou com um selinho. –
Oi, meus homens! – ela acenou. – Dougie, tire os pés da minha mesa! Eu odeio
quando ficam marcas de dedos do pé nessa porra desse vidro, vou fazer você
limpar com a língua! – ameaçou e depois se juntou a eles nas gargalhadas.
Era bom estar de volta.
Glam Week
- London, UK
Novamente
pelo Twitter, Tom Fletcher anuncia seu novo status amoroso, na última
segunda-feira: "Sinto muito informar, rapazes, mas @belajohnson voltou
para seu dono". Bela também fez questão de entrar na brincadeira,
publicando: "Pois é, pessoal, @tommclfy não sabe viver sem mim... Sentiu
falta das minhas massagens noturnas"
Latest
rates (.co.uk) - London, UK
Milhões de
pessoas acompanharam ao vivo, ontem, o pedido de casamento mais diferente da
atualidade. O astro Danny Jones (26) pediu sua namorada de longa data Sammy
Bradley (26) em casamento, via Twitter, enquanto viajava em turnê na América do
Norte.
"@sambradley estou com saudades..."
"@dannymcfly também tô, príncipe! Volta
logo!"
"@sambradley quer casar comigo?"
"@dannymcfly haha, bobo"
"@sambradley não, amor, sério.
Aceita?"
"@dannymcfly para, Dan..."
"@sambradley não estou brincando, eu amo
você mais que tudo. Casa comigo!!!!!!!"
"@dannymcfly ME LIGA."
...
"OMFG, era verdade!!! Estou noiva!
@dannymcfly é um louco, haha! Te amo, noivo! X"
"@sambradley TE AMO MAIS, NOIVA!"
- Sam, calma!
- CALMA? NÃO É VOCÊ QUE ESTÁ ESPERANDO SEU NOIVO
RESPONDER A DROGA DA MENSAGEM QUE EU MANDEI DESDE ONTEM!
- Sam, ele estava na despedida de solteiro...
- POR ISSO MESMO, JOHNSON! Se ele estiver com alguma
cachorra...
- Sam! Ele estava com os meninos! Deve ter
bebido até cair... Nada demais.
- BEBIDO ATÉ CAIR?! E SE ELE NÃO CHEGAR PRO
CASAMENTO?!
- Bradley, calma, porra!
- Chegamos! – Thalia abriu a porta da sala da
noiva, entrara com Ben vestido em seu micro terninho.
- Olha minha roupa! – Ben gritou, apontando para
si mesmo. – Papai disse que eu vou ter muitas mulheres.
- Papai disse o que?! – Thalia perguntou durona
e Ben levou as mãos à boca com uma cara marota. – O Harry só fala besteira pra
essa criança... – ela suspirou.
- Tia Sam, fiz um desenho pra você. – ele era
tão adorável! Tinha pequenos olhinhos azuis e as bochechas rosadas. Flor dizia
que o menino era cópia da mãe com os olhos do pai. Ele mal tinha completado
quatro anos e já era um prodígio. Tinha que ser filho do Harry...
- Own, obrigada, meu amor! Que lindo! Guarde ali
em cima, por favor.
- As madrinhas mais lindas chegaram! – Soph
cantarolou, entrando junto com Flor.
A partir de então, todas se dedicaram a acalmar
Sam, antes que ela vomitasse no próprio vestido.
Enquanto o reverendo falava, Sam olhou pra Danny
de esguelha. Ele retribuiu o olhar.
- Onde você se meteu? – ela sussurrou.
- Estive na casa do Tom, mas meu celular caiu na
banheira. – respondeu no mesmo tom, ainda olhando para o reverendo.
- Banheira? Que banheira, quem estava com você
na banheira, Daniel Alan David Jones?!
- Algum problema? – foram interrompidos pelo
reverendo.
- Claro que não. – Sam sorriu sem graça.
Ben levou as alianças, ele ficou tão
envergonhado que todo o seu rosto enrubesceu intensamente; no entanto, como os
pais, permaneceu sorridente e autoconfiante. Todos acharam uma graça. Fora a
única parte da cerimônia que Thalia chorou.
Já Bela, Flor e Soph tiveram seu momento de lágrimas
num outro instante: quando, no fim da cerimônia, Danny cantou I've got You,
vestindo, por cima do terno, a mesma blusa antiga que vestira uma única vez aos
dezoito anos, que agora mal o servia, repetindo a cena de quando a pediu em
namoro, oito anos antes. Foi emocionante. Especialmente para a noiva.
The Sun –
UK
O
surpreendente show de Bela Johnson na arena de Wembley deixou marcas. A
surpresa que recebera antes de sua última performance mudou sua vida para
sempre. Um show inesquecível para uma legião de fãs ao redor do mundo e, sobretudo,
um show inesquecível para um casal apaixonado.
O Show tinha sido incrível. Estava sendo
gravado, tornaria-se, em breve, um DVD. Ela se sentia extremamente bem. Era um
momento especial pra ela, havia convidado seus pais e seus avós, seus sogros e
cunhada, e todos os seus amigos... Mas o nervosismo que sentiu no início se
dissipou logo na primeira música, como sempre.
Ela costumava deixar as músicas pra ele no final. Essa última, uma que
havia sido lançada há pouco tempo era uma predileção de Tom, por isso, era uma
predileção de Bela também.
- A música que vou cantar agora é muito
especial. – ela disse, caminhando até o piano de calda e sentando sobre ele.
Seu pianista tocava alguns acordes leves enquanto ela falava – Escrevi em um
momento especial, e fala sobre amor. – os gritos eram altos ao final de cada
frase. – Mas, mais do que uma mais uma canção de amor dentre milhares, essa
musica fala de uma história verdadeira, a história do meu amor... E eu quero
ouvi-los cantar comigo.
Mas a melodia mudou de repente.
E todos gritaram como loucos.
Bela olhou pra trás sem entender e, no telão de
efeitos especiais que ficava atrás do palco, varias fotos antigas começaram a
passar. Fotos deles dois. E, de um segundo para o outro, Tom apareceu no palco.
- Little
Joanna's got big blue eyes... – ele sorriu ao cantar, caminhando até ela. –
Coconut cream and coffee coloured
thighs...
Bela, boquiaberta, não sabia se olhava pro telão
ou para ele. Cada foto lhe remetia um momento especial. Os mostrava crescendo
juntos, sempre tão amigos e agarrados (exceto por um pequeno desvio de curso
nebuloso no passado), sempre tão apaixonados...
Ao terminar a música, o pianista continuou com a
melodia. Tom tinha muito o que falar.
- Escrevemos essa música juntos, devíamos ter uns
dez anos... – ele sorriu, olhando para ela. Hipnotizado. – E desde então
escrevemos muitas outras... Mas essa foi a primeira. E a usarei toda vez que
tiver em um momento especial. – riram juntos, assim como todo o publico – Bela
Johnson é minha sina desde que a vi. Literalmente. As marias-chiquinhas, a
mochila verde com estampa de sapos, o seu jeito delicado pra espirrar, mas
estabanado para todo o resto. – riram. – Me lembro de puxar minha irmã pra
mostrar Bela a ela. Eu perguntei "ta vendo aquela ali?". Ela
respondeu que sim e então eu disse "ela vai ser a mãe dos meus
filhos". – Thomas gargalhou. – E eu só tinha uns doze anos. A conhecia há
algum tempo e já tinha uma das maiores certezas da minha vida. Acho que já
vivemos por quase tudo que um casal poderia viver. E nesse momento, estou
consolidando mais um passo adiante. O meu amor por você é o mais puro e
essencial possível, daqueles que poucos têm a felicidade de encontrar. Sorte a
minha, o encaixe do meu quebra-cabeça esteve comigo desde o início e agora
quero me certificar de que sempre estará. Até o final. Você iluminou meu coração... – em meio às
lagrimas, Bela riu com a analogia à sua musica –... e tudo que há de melhor em
mim. Eu quero que saiba que sempre vou me dedicar a você, o que eu tiver de
mais nobre será seu. Por completo. Pra sempre. – Thomas sorriu, tirando do
bolso uma caixinha de veludo em forma de cocô. Bela começou a chorar
histericamente. – Então, agora, aqui na frente de todo mundo, quero me redimir
por meu pedido de namoro ter sido uma merda... – todos riram juntos. – Por isso
estou tentando ser o mais romântico possível. Mesmo que você diga que acha sem
noção e cafona, – nesta hora, ele rolou os olhos – sei que gosta. – suspirou. –
Johnson, quer ser a Sra. Fletcher?
Bela arremessou-se contra o namorado (agora
noivo), agarrando-lhe pescoço e chorando copiosamente. Ela sentia que, a
qualquer momento, um líquido brilhante podia escorrer de seus poros, ela
transbordava de puro êxtase. Não conseguia acreditar. Aquele momento
definitivamente superou a aurora boreal.
- Certo, tem toda aparte chata de trocar meus
documentos e você vai estragar meu nome artístico... Mas acho que pode dar
certo.
Bela e Tom casaram-se num jardim em Southend,
grande o suficiente para a pequena cerimônia deles, diferente do de Sam. Sob a
luz do sol, a sombra das árvores e a benção de Deus, casaram-se.
O discurso de Tom, o mais original possível, foi
em forma de música e encantou as pessoas de maneira inesperada. Bela, levemente
alcoolizada, quis discursar descalça, sentada sobre uma mesa e falou coisas
bonitas. Tom, mais uma vez, sentiu-se presenteado.
- Eu sempre tive uma meta. Todas as pessoas têm
uma. E a minha foi alcançada assim que disse “aceito”. Vivi minha vida, até
hoje, moldando-me e ansiando por este dia e uma vez li que, quando se alcança
um sonho, você deve se focar em outro. Tom sempre foi meu sonho e agora que
consolidamos o início de uma história juntos, ele não poderia deixar de ser. Se
tornou ainda mais, aliás. Ele sempre será a minha meta. Sempre tive muitas
paixões. Paixões são como sonhos, minha avó me disse uma vez, e eu concordo.
Minha profissão é uma das maiores paixões da minha vida. Um sonho que realizo
todos os dias. Minha família é uma outra grande paixão. Meus amigos, meus
tesouros, são mais um exemplo de paixão que carrego comigo. Mas a maior delas
sempre será fazer feliz o homem com quem me casei. Fazê-lo feliz tanto quanto
ele me faz. Meu sonho agora é ser a esposa que ele merece, uma mulher de quem
ele sinta orgulho, uma boa mãe para os nossos filhos, essa é minha nova meta, e
eu serei eternamente apaixonada pela minha nova vida, por esses meus novos
objetivos. Estou apaixonada por essa nova fase na qual estou mergulhando de
cabeça, me entregando de corpo e alma, abdicando de mim mesma pra pô-lo em
primeiro lugar. E a certeza de que eu serei feliz, não importam as
circunstancias, é meu corrimão. Eu não poderia querer nada melhor pra mim. Não
poderia querer pais melhores, não poderia querer uma família mais perfeita. Não
poderia querer amigos mais invejavelmente adequados... E, principalmente, eu
nunca ousaria almejar, mesmo porque nunca existirá, um marido mais sublime...
Somos perfeitos um para o outro, Fletcher, vem cá me dar um beijinho, meu
linduxo!
- Estão vendo como eu casei com a melhor garota
do cosmos?
Na noite de núpcias, não fizeram sexo. Mas amor.
Sem penetrações, sem preliminares. Apenas longos, afáveis beijos, outrora
acariciando-se ternamente, deitados no gramado do quintal e vendo as estrelas
até o Sol nascer. Foi uma noite diferente. Talvez nunca tivessem experimentado
um estado de amor tão palpável, tão visível quanto naquele momento. Foi raro.
Único. Dois corpos que exalavam suas próprias auroras boreais, envolvendo um ao
outro para nunca mais soltar. Nunca mais. Para todo o sempre, eles sabiam.
More
Gossip – London, UK
Hey, pals!
Hoje a fofoca é especial, assim como toda vez
que falo sobre nossos boys do McFLY. Vocês sabem que tenho uma equipe atrás
deles o tempo todo para obter as informações de primeira mão.
Sophia Harrison, que foi minha amiga na
faculdade, namorada de Dougie Poynter desde aqueles tempos, não parece estar em
bons lençóis no que se diz respeito a relacionamentos...
Numa entrevista para o TMI, no momento em que o
assunto "Love's in the air" foi abordado, Harry falou maravilhado
sobre sua pequena família Judd, Danny comentou sobre o quão feliz está a sua
vida depois de casado e Tom quase expeliu glitter pelos olhos ao falar de sua
recente união matrimonial com Bela Johnson. Já Dougie, afirmou com categoria
que casamento não está nos seus planos por enquanto. Ele parecia nem cogitar
essa ideia. Será que as coisas andam bem para o lado da minha ex-colega?
Mantenham-se conectados!
Até a próxima.
Xoxo Z.
- Olha isso, Poynter! OLHA ISSO! OLHA O QUE
ESTÃO FALANDO DAQUELA BOSTA DE ENTREVISTA QUE VOCÊ DISSE QUE NEM IAM REPARAR!
- Calma, Soph... Nós podemos ajeitar isso.
- NÃO PODEMOS AJEITAR NADA COM VOCÊ NA FRENTE
DESSE XBOX SEM NEM OLHAR PRA MINHA CARA.
- E a gente achando que os dois seriam os
primeiros a casar... – Tom sussurrou no ouvido de Bela, aconchegados no sofá,
sob o cobertor quentinho da casa dos Judd.
- Mentes juvenis de dezoito anos... – ela
sussurrou de volta.
- O que estão cochichando aí? – Sam quis saber.
- Nada demais. – Bela respondeu, a briga entre
Soph e Dougie era plano de fundo.
- Querem parar de gritar?! – Lia pediu, também
aos berros. – Ben está dormindo!
- Quer saber?! – Sophia pegou sua bolsa com
força – Eu vou pra minha casa.
- Qual é o seu problema, Soph?! Pra que tanto
escândalo?! EU SÓ TENHO VINTE E SETE ANOS, NÃO QUERO CASAR! Tenho muito o que
aproveitar ainda!
- TEM MUITO O QUE APROVEITAR?! – ela riu
irônica, o clima foi ficando pesado. – Você tem razão. – seu tom de voz dizia o
contrario de sua afirmação. – Tem muito o que aproveitar. Pra que perder tempo
com um encosto como eu, que te impede de curtir a vida, não é? Pra que?! Perda
de tempo! Mas fica tranquilo, Poynter, agora você vai poder aproveitar muito
mais... PORQUE ESTÁ TUDO ACABADO ENTRE NÓS.
Foi completamente teatral. Ela soltou a frase
com as veias saltando do pescoço e o rosto vermelho. Chegou a cuspir algumas
gotículas de saliva, até. Mas antes de deixar a casa, Dougie sentiu o peso
daquela declaração o atingir como uma manada de búfalos. Tudo acabado entre eles? Mas... Como poderia ele viver sem Soph?
- Não! Não, pétala, não faz isso, vamos
conversar melhor.
- NÃO VENHA COM ESSA DE PÉTALA PRA CIMA DE MIM!
- Mas...
- OU A GENTE CASA, OU NÃO TEM PÉTALA, NÃO TEM
FLOR, NÃO TEM JARDIM, NÃO TEM PORRA NENHUMA!
- Ihhh... – Harry soltou alto demais para o
momento e acabou levando um tapa da esposa.
- Soph! – Dougie tentou sua melhor cara de gato
de botas. Não funcionou.
- VOCÊ OUVIU BEM, POYNTER!
- OK, VOCÊ QUER CASAR? A GENTE CASA! SE ASSIM
QUE VOCÊ QUER, ASSIM QUE VAI SER! TUDO TEM QUE SER SEMPRE DO SEU JEITO, NÃO É?
- É, TEM!
- ENTÃO TÁ, SOMOS NOIVOS! ESTÁ FELIZ AGORA?!
- ESTOU! Na verdade... Estou muito feliz! – ela
abriu um sorriso enorme e o abraçou.
- Quer saber, eu também estou! – ele sorriu
também, desfrutando da gostosa sensação de abraçá-la. Diferente do que Doug
achava, a sensação de que iria se casa com ela não lhe remeteu medo, pavor,
escravidão. Mas lhe remeteu uma forte alegria e um alívio sereno de que seria
ela a dormir com ele todas as noites.
Os amigos bateram palma e assobiaram, aos risos.
Foi uma cena hilária de se presenciar.
- Amo você, pétala.
- Também te amo, noivo. – trocaram alguns beijos
– Agora, com licença, tenho que publicar urgentemente no Twitter. Aquela vaca
vai se engasgar com o próprio veneno...
- Mas... – Danny coçou o queixo intrigado –
Vacas não são venenosas, são?
Kill News
– London, UK
Bela Johnson, agora Fletcher, vai ganhar
uns quilinhos! Sim! Depois de um ano e sete meses de casamento, aos 28, a
cantora anuncia estar grávida fazendo uma bonita homenagem ao mais novo papai.
- Amor, está pronta? – Tom chamou do andar de
baixo.
Bela estava no banheiro, olhando seu reflexo no
espelho. Ela lembrou-se do dia anterior quando, ao abraçar o marido perfumado,
sentiu-se levemente nauseada com o cheiro forte, que, em situações normais,
costumava amar. Há anos tomava anticoncepcional para, além de regular seu ciclo
menstrual, não engravidar. Entretanto, há alguns meses tinha deixado de tomar.
Agora, sua menstruação estava estranhamente atrasada.
Sorriu. Viu como estava radiante. Suspirou antes
de responder:
- Já estou descendo!
Algumas horas depois, já estavam na casa dos
Johnson para um pequeno almoço de família.
A conversa estava agradável e a comida,
deliciosa como sempre. Bela ajudou a mãe a recolher os pratos depois.
- Há algum motivo para esse sorriso interminável
desde que você pôs os pés aqui? – Sue perguntou à filha, com a sobrancelha
erguida indicando que estava desconfiada.
Bela alargou ainda mais o sorriso.
- Mãe... Eu acho que estou grávida. – o viço que
cintilava em seus olhos entorpecia qualquer um. Sra. Johnson soltou o ar
fortemente pela boca com os olhos arregalados e já mareados. Levou as mãos ao
coração, que batia forte. – Mas eu ainda não tenho certeza. – Bela se apressou,
antes que a mãe começasse a gritar e espalhar as boas novas aos quatro ventos.
- Mas então vamos agora fazer os testes de
gravidez!
- Tem testes aqui? – Bela questionou
estranhando.
- Não. Mas tem o telefone da farmácia.
Um tempo depois, Bela saiu do banheiro da suíte
dos pais com o teste em mãos. As lágrimas nos olhos e o sorriso que mal cabia
no rosto não a deixavam mentir. Sua mãe lhe abraçou com força e as duas
choraram juntas no quarto.
- Mãe, não quero que o Tom saiba por enquanto.
Quero contar pra ele de um jeito especial pra eu me redimir pelo noivado.
Sue acatou ao pedido sem dificuldade. Mais
tarde, naquela noite, Tom reparou em como ela estava diferente.
- Bela?
- Hm?
- Aconteceu alguma coisa que eu não sei?
- Er... Por quê? – perguntou ela, tentando não
deixar escapar nada.
- Você está estranha hoje. Tá meio no mundo da
lua, fica sorrindo para o nada... – ele abraçou sua cintura por debaixo do
cobertor.
- Não há nada de errado, amor. – sorriu, lhe
dando um selinho.
- Tem certeza? – ele sabia que não era verdade,
mas, de alguma forma, não sentiu-se mal. Bela estava feliz demais para ser algo
ruim. Tinha certeza que, mais cedo ou mais tarde, iria acabar sabendo.
- Tenho. – ela riu. – Nada errado. Vamos dormir
que eu tô cansada...
Exatamente uma semana depois, um Sábado nublado,
o McFLY terminava seu show na arena de Wembley. Bela teve sete dias para
preparar tudo.
Antes da ultima música, o telão chiou como se
estive dado defeito. Depois chiou de novo. E de novo. E então apareceu, por
alguns segundos, Debbie e Carrie pulando, comemorando com lágrimas nos olhos.
Outro chiado. O vídeo agora era de Thalia abrindo a boca devagar e depois
começando a gritar. Mais um chiado. No instante seguinte, Sam chorava abraçada
com Florence. Chiado. Soph batia palmas sorridente. Chiado. "Pra que você
está filmando, Johnson?", Thalia perguntou, curiosa. O rosto de Bela
apareceu no telão "Oi, amor! Lembra que você perguntou se tinha alguma
coisa errada, e depois perguntou por que eu estava saindo tanto essa semana?"
Chiado. "Oi, Tom!" A cara de Danny parecia maior que o normal naquela
tela "Prepare-se para chorar como uma gazela! Tipo o Harry!" A câmera
focalizou em Judd, que estava no canto do cômodo que parecia uma cozinha, com
os olhos vermelhos "É que vocês não conhecem a sensação, idiotas..."
Harry retrucou, Dougie e Danny riram. "Parabéns, cara, estamos muito
felizes!". O chiado seguinte foi o último. O telão se apagou; Danny,
Dougie e Harry olhavam sorridentes para a cara confusa de Tom e, de repente, uma
luz forte se acendeu no fundo do palco. Bela Johnson estava sob ela.
O piano soprou levemente as primeiras notas de
Little Joanna e Tom gargalhou. A plateia berrava, Harry estava emocionado
novamente.
Bela chorou enquanto cantava. Durante toda a
musica, sua mão estava sobre a barriga, mas não foi o suficiente para Tom
entender o recado. Ele estava emocionado com a surpresa, entretanto ainda não
entendia o real motivo dela.
- Como você disse, essa é a nossa música para
momentos especiais. – ela falou ao terminar de cantar. – E por isso eu a
escolhi como a trilha sonora desse presente que eu tenho pra lhe dar.
Tom a olhou franzindo o cenho.
O telão acendeu novamente, e toda a atenção
voltou-se para lá. Danny, Sam, Flor, Lia, Harry, o pequeno Ben, Dougie, Soph e
Bela estavam lá, na porta de uma loja de bebês. Bela contou "Um, dois,
três e...", então todos gritar juntos "HEY DADDY!". No vídeo,
Bela levantou a blusa e em sua barriga estava desenhado um coração. Os nove
pulavam, animados e sorridentes, ora beijando, ora acariciando a barriga que
estaria crescendo em breve.
Tom mal conseguia se expressar. Ele ficou
olhando hipnotizado para o vídeo por alguns instantes e depois olhou para Bela
como se precisasse confirmar aquela informação. Ela apenas sorriu. Ele sorriu
de volta, sem vergonha por estar chorando.
Abraçaram-se, beijaram-se. Thomas também beijou
a barriga de Bela antes de ser cumprimentado pelos outros três no palco. O mais
novo papai implorou pra que a esposa ficasse no palco até o fim do show, não
queria estar distante dela um minuto sequer.
Apesar de todo o estresse, Tom dizia,
incansavelmente, que foram os meses mais engraçados de sua vida. Bela foi uma
grávida hilária.
- Onde você está indo, amor? – ela perguntou,
erguendo-se no colchão até ficar sentada.
- Reunião. – ele respondeu simplesmente. Dando
uma última ajeitada no cabelo.
- Reunião? Já é a terceira da semana!
- É a primeira do mês, Bela. E já estamos no
final de Março!
- Então por que você saiu tanto essa semana?
- Amor, eu não saí.
- Mas você está tão distante que é como se
tivesse saído! Eu estou carente!
- Mas a Sam já tá vindo e eu não vou demorar.
Prometo ficar aqui na cama com você quando voltar. – Tom argumentou. Bela
estava pior que Sam.
- Thomas! E se eu sentir sede enquanto estiver
sozinha em casa, for descer as escadas pra tomar água e sair rolando? Eu estou
obesa, mal consigo enxergar meus pés e tenho muitas necessidades! Não posso
ficar sozinha! Quando você voltar, eu posso estar morta! Ou parindo! Já estou
com oito meses, você sabe.
- Aham, sei. – ele se aproximou dela,
selando-lhe os lábios demoradamente. – Por isso você vai ficar bem quietinha aí
na cama até a Sam chegar e tudo ficará bem. Tenho que ir.
Ela assentiu, depois soltou uma risada.
- Como você me aguenta? Eu estou insuportável! –
disse, divertida.
- Você faz de propósito que eu sei. – ele riu
também. Não, ela não fazia. Estava mesmo tendo surtos de bipolaridade. Não que
fosse sério, era pura manha de grávida... – Até mais. Qualquer coisa me liga,
já sabe.
- Beijo, amor, volta logo.
Exatamente cinco semanas depois, todos eles
estavam na casa de Danny, como faziam pelo menos três vezes na semana, para
passarem um tempo juntos. Soph dizia a Lia como ela queria que fosse seu
casamento – que ainda não tinha acontecido, Dougie a enrolava muito bem –, Sam
e Danny estavam abraçados na ponta do sofá, assistindo TV; Tom mexia no
celular, na outra ponta, ao lado de Bela que conversava com Dougie e Harry,
sentados no chão a sua frente. O pequeno Ben brincava com Florence e o
cachorro. Estava tudo muito bem... Até que Bela levantou-se para pegar
algo de comer na cozinha.
- Ah, não, Bela! Não acredito que você urinou no
meu sofá! – Danny reclamou. – Essa criança está comprimindo sua bexiga!
- O que? Danny, eu não urin... Céus. – Ela olhou
para baixo, seu moletom estava todo molhado. E não era de urina.
- ELA VAI PARIR! – Dougie gritou e a casa, de
repente, virou um caos.
Thomas sentia-se sufocado com aquela mascara em
sua cara. Mesmo assim, já havia tirado pelo menos cinco fotos com aquela roupinha
de médico para, futuramente, postar em todas as redes sociais possíveis. Mas
não pensava nisso agora.
A única coisa que passava por sua cabeça, aliás,
era a dor de Bela enquanto paria sua filha.
Sua filha.
Era inacreditável.
A mão de Thomas já estava dormente de tanto ser
apertada e seus ouvidos, acostumados com os gritos, não se incomodavam mais.
Ele suava frio. Seu corpo tremia de ansiedade.
Mas tudo parou quando as costas de Bela caíram
sobre o leito, o corpo mole e suado parecia inativo; o rosto, sempre tão ávido,
empalideceu, e os olhos, que antes se fechavam com força, estavam agora
fechados calmamente. A mão dela não o apertava mais. Sua respiração não era
mais ruidosa. Agora era calma e ritmada. Seu sorriso era bonito e a lágrima que
deslizou pelo canto de seu olho o fez sentir vontade de chorar também, enquanto
sentia o carinho da esposa em suas mãos antes esmagadas.
A pequena Joan havia nascido. Calada,
silenciosa. Mal ligava para o que estava acontecendo ao seu redor. Seu primeiro
choro apenas aconteceu quando ganhou uns tapinhas do obstetra.
- Eu achava que cair da escada doía... Isso
porque eu ainda não tinha parido... – Bela murmurou com a voz baixa, mas
completamente audível. Tom sorriu, sem conseguir falar diante de um momento tão
inexplicavelmente maravilhoso.
- Aqui está a mais nova Fletcher. Perfeita e
Saudável. – A enfermeira entregou a criança embrulhada nos panos da
maternidade. Tão pequena e indefesa. Tão linda. Tão deles.
- Oi, Jojo. – Bela sorriu com a visão turva. O
nariz extremamente entupido pelo choro mal a deixava respirar e nasalava sua
voz – Você é tão miudinha!
- Bem vinda, tampinha. – Fletcher acariciou a
bochecha da filha com o indicador.
- É tão estranho, não é? – Bela desviou o olhar
de Joan para Tom – Nossas vidas estão tão perfeitas...
Ele sorriu.
- Eu devo ser mesmo o cara mais sortudo do
mundo. – deu um selinho na esposa – Não acredito que ninguém tenha uma sorte
maior que a minha.
Bela negou com a cabeça.
- Errou. Eu tenho.
- Eu amo você.
- Eu também, Thomas. E amo a nossa filha com
cara de joelho...
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