Part 4


- Como vai ser hoje, vadia? - Sam perguntou, se jogando no sofá de Bela e abrindo o lacre de um pacote de Pringles.
- Hm... Não sei. O Tom vem pra cá mais tarde.
- Uuuuh, programinha de casal! Acho que vou embora, então. - ela zoou e Bela riu ironicamente, sentando ao seu lado no sofá.
- Melhor você ficar. Lia e Soph vêm pra cá à noite, a gente vai se arrumar juntas pra festa e você vai ser completamente excluída se não estiver aqui.
- Tá, então eu fico. - Bela sorriu vitoriosa - Mas que horas o Tom vem pra cá?
- Ele disse que vinha depois que ele acordasse, então daqui a pouco deve estar... - foi interrompida pelo barulho do interfone tocando. Elas riram e Bela se levantou para atender. Pouco tempo depois, lá estava ele.
- O que vocês duas estão fazendo?
- A gente tava aqui vendo Phineas e Ferb. É sério que você só acordou agora? - Sam perguntou incrédula, percebendo que já eram duas da tarde. Não que ela fosse de acordar mais cedo que isso. Na verdade, ela nem sabia porque tinha acordado tão cedo naquele Sábado. Foi algo como nove e meia, e como não tinha nada pra fazer, foi pra casa da Bela, acordá-la.
- Eu tava cansado, dá licença? - argumentou, e logo depois, se deitou (ou melhor: se arremessou) no sofá menor, que estava vazio, preenchendo-o por inteiro com seu corpo.
- Eu também ainda não teria acordado se certas pessoas não invadissem minha residência e jogassem água na minha cara. Por que minhas amigas desenvolveram essa característica de invadir minha casa pra me acordar? 
- Quem manda você dar cópias da sua chave pra elas? - Sam usou um tom de voz autoritário, mas não ousou desviar seus olhos da TV.
- Na verdade, minha mãe que me obrigou.
- Eu nunca tranco a porta da minha casa... - Tom comentou vagamente. - Acho que eu deveria começar a fazer isso.
- É, deveria mesmo. Vai que umas groupies malucas invadem seu condomínio e roubam seus pertences pra vender na internet? Além de te estuprar, é claro. - Bela palpitou com os olhos arregalados, levando uma de suas mãos ao coração o que fez os outros dois rirem.


Durante esse tempo, nada de bom aconteceu. Harry decidiu passar o dia no computador. Alguma atenção às fãs seria uma coisa legal. Um passatempo. "Pelo menos eu sei que tem gente no mundo que ama". 
Pensar nisso lhe fazia menos mal do que pensar que quem ele queria que o amasse, não sentia exatamente isso.


Danny foi visitar Georgia antes que ela desse um outro ataque de pelancas. Na cabeça verde-limão com purpurina dela, Danny estava tendo um caso com a Bela. Estranho? Com certeza.
Danny até achava graça dessa especulação, mas se fingia de bravo quando ela tocava no assunto só pra arranjar, mais futuramente, um motivo pra terminar. Aquela neurose dela, na verdade, não lhe incomodava nem um pouco.


Thalia quis tirar a manhã e tarde pra estudar e adiantar alguns trabalhos da faculdade, bem como arrumar algumas partes que já estavam ficando podres da sua casa (ou tentar contactar uma diarista - uma hipótese bem mais viável), fazer compras básicas de comida e passar no shopping pra comprar uma roupa pra ir à festa hoje. Ou seja: teria um dia relativamente cheio.


Dougie foi até a casa de Soph, e, bom... Até que o dia deles foi bem interessante.
- Er, Doug...?
- Oi.
- Acho que tenho que conversar uma coisa com você. - Soph entrou num assunto importante, apesar de estar hesitante quanto a essa conversa. 
- Pode falar.
Sim, ela teria que falar. Precisava. Depois de passarem a manhã juntos, se divertindo, se beijando, se agarrando, compartilhando biscoitos, vendo seriados de mulher, ela realmente precisava esclarecer o grande nó recém-formado em sua mente.
- Er... eu não sei como te perguntar isso, mas... O que nós temos afinal?
Dougie foi pego de surpresa. 
O que eles tinham? 
Ainda não tinha parado pra pensar nisso. Era óbvio que eles ainda não estavam namorando. Essa era uma de suas únicas certezas. Não porque ele não queria, mas porque ela, com certeza, não aceitaria algo tão apressado. 
Isso é o que ele achava
- Acho que nós estamos... Ficando? - arriscou e ela assentiu com a cabeça, sem ter certeza se aquela era realmente a resposta que queria ouvir.
- E... vamos contar isso aos outros?
- Não sei... O que você acha?
- Acho melhor mantermos em segredo por enquanto.
- Por quê?
- Sei lá... Acho que vai ser melhor pra nós dois. - "na verdade, é só porque eu to com medo de você me dar um lindo pé na bunda depois, e eu ficar com cara de milho." 
Doug não entendeu exatamente o que ela queria com aquilo, mas sua opção só lhe deu mais certeza de que ainda não queria ter nada sério com ele.
- Tudo bem, então a gente mantém em segredo.
- Obrigada, Doug. - ela sorriu fraco, mas ao mesmo tempo se odiou por ter quebrado toda a fofura do momento em que eles se encontravam antes da conversa.
Mas esse clima estranho foi completamente efêmero. Logo os dois já estavam normais. E quando digo normais, quero dizer se agarrando de dois em dois segundos.
Até que isso começou a ficar intenso demais.
Ele tirou a blusa dela, num desses beijos quentes, o que a fez estremecer. 
Transar ou não transar? Eis a questão.
Coloquemos as cartas na mesa: Ela estava ficando com Doug. Ela gostava de Doug. Ela não sabia se Doug também gostava dela. Ela achava o Dougie exacerbadamente gostoso. Dougie havia acabado de tirar sua camisa, dando sinais do que queria. Ela queria. Ela queria muito. Então por que não?
"Fala sério. Eu tenho 20 anos e não é a primeira vez que vou fazer isso com um cara que eu gosto. Pra que pensar tanto? Agora é a hora, mano. Eu-vou-transar-com-Dougie-Lee-Poynter. Se segura, sofá!"
E então ela fez o mesmo. Tirou a blusa dele, lhe dando passe livre pra que seguisse em frente.
Dougie desceu seus beijos para o pescoço da menina, sem poupar força. Na verdade, sua intenção era deixar marcas ali. Depois continuou sua trilha, escorregando até o colo da garota, e depositando beijos em seu decote. E que decote


Soph's POV


Arrepios. Excitação. Expectativas. Vontade. Desejo... Parecia que tudo se resumia àquilo. Dougie e seus toques eram basicamente tudo que me importava naquela hora. 
Deslizei minha mão por seu abdome até chegar ao cós de sua calça. Abri o botão da mesma e senti Dougie movimentando seu quadril contra o meu, de forma lenta, como se ele quisesse me mostrar o quanto já estava animadinho
Confesso que não fiquei muito surpresa com o volume, já que eu tinha plena consciência do meu estado naquela hora.
Nossos lábios voltaram a se encostar e logo nossas línguas tomaram o mesmo rumo. Senti suas mão abrirem o botão do meu short e o puxarem para baixo. Sabe, eu fui uma boa menina. O ajudei a se livrar da minha peça de roupa, tentando ao máximo não desgrudar nossas bocas.
Logo depois, Dougie tirou seu jeans, e lá estávamos nós, no meu sofá, apenas com as roupas de baixo. Me virei, ficando por cima dele e tomando o controle da situação. Comecei a beijar seu pescoço e senti suas mão passearem pelas minhas costas e bunda, até se fixarem sobre o fecho do meu sutiã e começarem a trabalhar em abri-lo.
Aquilo não era uma tarefa complicada, mas Dougie demorou mais que o necessário.
Uma vez sem o sutiã, sentenciei nosso momento. Havíamos chegado até ali, e creio que que não tinha mais como voltar. 
Ele levou sua mão até meu seio e explorou a região. Sorri disfarçadamente e eu mesma tirei minha calcinha. Depois fiz o mesmo com sua adorável boxer azul marinho. 
E agora lá estávamos nós, no meu sofá, peladões.
Era nossa primeira vez juntos, obviamente, e eu me senti ridiculamente insegura, como se eu fosse uma virgem. Não sabia exatamente o que fazer, eu estava por cima, então, tecnicamente, eu é quem estava no controle. Não sabia o que ele esperava de mim. Não sabia se ele queria partir pro que interessava logo, ou se ele gostava das preliminares.
Mas antes que eu pudesse começar a fazer alguma coisa, senti Dougie inverter novamente as posições, ficando por cima, e deslizando seus dedos até minha intimidade. O calafrios percorreram desde a ponta do meu frizz do cabelo até a ponta da minha unha do dedão.
Com movimentos ágeis e curtos, digamos que ele fez uma excelente preliminar. Não demorou nada pra que eu conseguisse ter o meu primeiro e maravilhoso orgasmo do dia.
Voltamos a nos beijar, e novamente, Dougie foi quem agiu. Esticou o braço, sem desencostar sua boca da minha e tateou o chão em busca da sua calça. Mais especificamente, de sua carteira. Mais especificamente, da camisinha.
Tomei o preservativo de sua mão, e com um sorriso nada bonzinho, fiz questão de colocar devagar no Doug, que retribuiu, de forma insanamente linda, o meu sorriso depravado.
E foi questão de segundos pra eu ser penetrada com toda força e rapidez por ele. Meu gemidos ficavam mais altos conforme sua velocidade aumentava e seus movimentos se intensificavam. Eu não era mais capaz de segurar um grunhido que fosse, ou mesmo respirar normalmente. Eu apenas bufava como se fosse um touro cansado.
E ele não estava muito diferente. Respiração densa, coração acelerado, gemidos oprimidos... Tudo basicamente igual. Enlouquecedoramente igual.
Alguns poucos minutos se passaram, e eu atingi meu segundo clímax, segundos antes de Dougie chegar ao seu. Ofegamos exaustos e ele jogou seu peso em cima de mim, me abraçando de uma forma terna e depositando um beijinho no meu pescoço.
Dougie foi incrível. Eu sei que é bem clichê, mas... o que eu posso fazer? Foi mesmo a melhor transa da minha vida.


Soph's POV off


- Porra, Fletcher, dá pra atender esse celular? - Bela reclamou.
- Não to afim de atender... - ele murmurou. - Não é ninguém de importante, acredite.
- Como você pode saber se você ainda não atendeu a nenhuma das setecentas mil ligações ou foi ver as novecentas milhões de mensagens?!
- Noooossa, calma, Bela. - ele disse com a voz tranquila.
- Ela está um saco hoje, Fletcher. - Sam comentou, com sua cara de "essas discussões estão extremamente tediosas. Acho que vou morrer" - Você tá menstruada, Isabela?
- NÃO É DA SUA CONTA.
- Está. - Sam deduziu, e Tom gargalhou.
O celular dele tocou mais uma vez.
- AAAAAAAAAAAARGH! EU VOU ATENDER! - Antes que Tom pudesse ter alguma reação e correr para impedi-la, ela já estava pegando o celular, num movimento muito rápido, quase ninja, e atendendo a ligação. - ALÔ!
- Er... quem fala?
- Bela.
- Bela? Bela Johnson?
- Isso. E você? ... Espera aí... Katy?
- Bela o que você está fazendo com o celular do meu Tom?
- Desculpe, querida, mas já está na hora de saber que ele não é seu, afinal, ninguém é de ninguém, não é? - ela forçou um bom-humor na voz - Mas, enfim, estou com o celular do Tom porque ele não quis te atender, aí eu fiz isso por ele...
- Como é que é? Quer morrer, garota? - Bela riu. As ameaças de Katy eram as mais engraçadas.
- Não, e você? Sabe, eu não conheço muitas pessoas que querem morrer. Isso deve ser uma vontade estranha, não acha?  - Ela estava falando tudo aquilo por pura provocação, até que sentiu uma presença atras de si, tentando pegar o celular de sua mão. Obviamente era Tom, mas ela não iria permitir que ele tomasse o aparelho dela. Não mesmo, então começou a andar apressada pela casa. Ele foi atrás, é óbvio.
- Eu não tô brincando. Eu não quero você junto com ele, ouviu? Tom está comigo, e é comigo que ele vai ficar.
- O que quer dizer com "Tom está comigo?". Não sei se entendi.
- O que eu quero dizer é que nós estamos namorando e muito felizes, por sinal.
- N-namorando? - ok, a brincadeira acabou. 
Bela parou de andar subitamente, ficando estática de frente para a porta de seu closet, então, Tom a alcançou e conseguiu pegar o celular de sua mão. Notou sua expressão chocada e nem se deu ao trabalho de falar com Katy pra saber que ela tinha dito alguma besteira que não devia. Simplesmente desligou a chamada e fechou a porta do quarto, buscando um pouco mais de privacidade.
- O que ela disse?
- Que v-vocês estão... namorando. - ela engoliu seco e tomou ar para continuar. - QUE MERDA, TOM, POR QUE VOCÊ NÃO ME FALOU ANTES?
- Falar o que?! A gente não está namorando! 
- INCRÍVEL COMO ISSO NÃO ME PARECE TÃO CONVINCENTE AGORA.
- Porra, eu não to namorando com ela! E nem nunca vou estar! Eu não gosto dela
- Ah, não? Então por que vocês ficam trocando mensagens, ligações, ficam se agarrando pelos cantos? Por quê? E por que você não gosta dela? Isso não faz nenhum sentido, Tom. Ou então você está sendo um babaca com a menina.
- Eu não odeio a Katy e, é, talvez eu esteja mesmo sendo um babaca por ficar com ela sem gostar, mas, mesmo assim, não precisa surtar desse jeito! Isso não é uma coisa anormal de se fazer! Qual o seu problema quanto ao fato de eu ficar com as garotas?! Desde quando isso fez alguma diferença pra você? Desde quando você tem que botar tudo a perder por causa disso?! - ele se descontrolou e não conseguiu evitar de tocar nesse assunto. - Eu te amo, e não quero que você fique achando que isso não importa pra mim, porque importa, e muito, e eu não quero ter que arriscar tudo que a gente tem por uma babaquice dessas. Eu nem gosto da Katy, pelo amor de Deus, por que a gente tem que brigar por ela?
- Ai, que ódio! - Bela bufou de olhos fechados, dando as costas e deixando seu quarto apressadamente. Ela passou correndo pela sala e se trancou na cozinha, como uma criança.
Ficou lá por alguns minutos até que destrancou a porta e abriu lentamente, com dificuldade pra não sujar toda a sua casa... 
- Bela, o que... - Sam ia dizendo quando virou-se para olhá-la e o que escapou de sua garganta foi um grito apavorado. Tão apavorado, que fez Tom chegar em segundos na sala e quase entrar em estado de choque com a imagem diante de seus olhos.
Bela estava com os braços sujos de sangue. Muito sangue. Muito mesmo. E segurava uma faca também suja na sua mão direita. Não havia uma lágrima em seus olhos, ou alguma expressão de melancolia, sofrimento, dor... Nada. Ela estava só com a testa franzida, como se quisesse forçar uma expressão de raiva, e os lábios friccionados como se tentasse não rir. Não rir? Que tipo de maluca era ela?

- B-BELA! E-EU, A-... V-VOCÊ ESTÁ... A-AI, MEU D-DEUS, V-VOCÊ... - Sam tentava formar palavras, mas simplesmente não conseguia. 
Tom não era capaz de piscar ou se mexer. E então, Sam gritou de novo.
Aí Bela não aguentou. Soltou uma gargalhada alta.
- Gente... isso... Isso aqui... - ela tentava falar, mas ria demais pra conseguir. - Gente, isso é Ketchup! - voltou a rir - Eu jurava que vocês não iam acreditar!
- SUA VADIA, CACHORRA, FILHA DA &@$#?@!, PROSTITUTA DO DEMÔNIO, VACA, VEADAAAA! - Sam disparou, tacando nela tudo que estava em seu alcance.
- PARA, SAM! Para! Vai sujar minhas almofadas! - Bela ainda ria, tentando se esquivar dos objetos arremessados.
- VOLTA PRO INFERNO, SUA ENDEMONIADA! VAI DAR SUSTO ASSIM NA TUA AVÓ, PIRANHA.
Sem mais nem menos, Tom também começou a gargalhar da situação. 
Até que ele achou engraçado, mas o que mais pesava era o alívio. Um alívio enorme.
"maluca..."
- Ai, ai... Essa foi boa. - Bela comentou, ainda se recuperando das risadas. - Da licença que eu vou tomar banho pra começar a me arrumar.
- Se arrumar? Já?! - ele estranhou.
- Já! Já são sete e quarenta, sabia? - ela respondeu e foi andando lentamente até seu quarto. - Er... Tom, pode vir aqui um instantinho? - o chamou quando já estava no meio do caminho. Segundos depois ele já estava lá com ela.
- Fala.
- Er... sabe, sobre a nossa conversa... Está tudo bem, tá? Eu acredito em você. E... me desculpe pelo meu show. Eu não tinha que ter feito aquilo. Desculpa.
- Tudo bem... - ele sorriu.
- Eu te abraçaria agora, mas estou meio suja pra isso... - falou, apontando pra seus braços imundos de ketchup.
- É, melhor deixar o abraço pra depois - riram - Acho que vou pra casa.
- Tá. A gente se vê mais tarde. - ela sorriu, ele retribuiu o sorriso e cada um foi para seu canto. 
Acontece que Bela havia mudado completamente de humor quando ele disse que a amava... Estava realmente irritada, mas nada como escutar o que o amor entre os dois é muito importante pra ele...
"Eu te amo, e não quero que você fique achando que isso não importa pra mim, porque importa, e muito, e eu não quero ter que arriscar tudo que a gente tem por uma babaquice dessas." Aaaai, Bela, ele te ama. Viu? Ele corresponde. Não tem mais nada que possa atrapalhar a nós dois, afinal de contas, ele mesmo disse que não gosta da Katy... Muahahahah, se ferrou, biscate! "
Foi tomar banho feliz da vida. Tinha altas expectativas para essa festa. E com razão... Porque muita coisa iria acontecer por lá...




E lá estavam elas. Lindas e maravilhosas. Todas no carro de Thalia, chegando na festa.
- Onde é a porcaria da casa? - Lia perguntou pela milésima vez, já irritada.
- Não sei! O Tom não explicou pra mim, ele explicou pra Bela! Pergunta pra ela! - Soph, que estava no banco do carona, respondeu com o mesmo tom de voz.
- Onde é a casa, Bela? - Lia manteve-se irritada.
- Cacete, eu já falei que é num condomínio perto daquele shopping, alguma-coisa-mall.
- Nossa, grande explicação. - ela  foi irônica. - Puta que pariu, se ninguém me explicar onde é a porra da festa, vou dar meia volta e voltar pra casa!
- GENTE, PORQUE VOCÊS NÃO LIGAM PRA UM DOS MENINOS?! - Soph deu um grito que foi seguido por um silêncio estranho.
Por que bulhufas elas não ligaram pra ninguém?

- AI, DEPOIS EU QUE SOU A BURRA. - Sam se pronunciou e recebeu alguns olhares feios.
- WHATEVER. Deixa que eu ligo. - Bela falou sacando o celular em sua bolsa. Os números mais que decorados por sua mente foram digitados de forma quase automática e não demorou para que ele atendesse.
- ONDE VOCÊS ESTÃO? - Tom atendeu falando alto por conta do barulho.
- Estamos... Lia, onde estamos mesmo?
- Perdidas em algum lugar da Oakley Street. - ela respondeu, ríspida.
- Ela disse que a gente está em algum lugar da Oakley Street.
- Hm... Vocês sabem se estão no começo ou no fim dela?
- Lia, a gente tá no fim ou no começo dela? 
- Não sei, mas a gente tá perto da King's.
- Ela disse que a gente tá perto da King's Road.
- Ah, então vocês estão chegando. É só entrar na King's, à direita, aí continuem até passar um shopping grande, depois entrem na primeira esquerda que vocês vão ver vários condomínios de casa. O condomínio dela é o terceiro. Aí, é só abaixar o vidro na portaria, mostrar sua cara, que eles vão deixar entrar.
- Beleza. Daqui a pouco a gente tá aí. Beijo.
- Beijo! - desligaram.
Depois disso, Bela explicou tudo muito mal explicado pra Thalia, que sofreu um pouco até finalmente conseguir chegar na casa da menina.

A casa era enorme. Enorme mesmo. Incrível como o pessoal daquela escola tinha dinheiro. A música era ensurdecedora e o aglomerado de pessoas, sufocante. Nada como uma boa festa para começar o fim de semana...
As duas sorriram antes de sair do carro.
Lia usava seu vestido novo (#) que, na sua concepção, era no limite de curto. Já Sam discordava completamente e achava que seu vestido (#) que tinha o tamanho ideal. Soph também tava achando sua roupa (#) meio curta, mas ainda assim, gostava muito dela. Bela usava uma roupa (#) que foi escolhida por Soph, que disse que era uma das únicas roupas descentes daquele closet gigante - mas ela estava brincando, é claro.
Pra Bela, aquela roupa nem era lá essas coisas. No caminho para festa, sem que Soph visse, ela arrancou o lacinho da saia e jogou pela janela. Claro, porque ninguém merece lacinhos... E, por mais que todas as outras contrariassem veemente, ela não achava que aquela saia era tão curta assim... Seu sapato (#) era um dos seus xodós, e, enfim, ela também usava alguns cordões e pulseiras para compor seu famoso visual.
Assim que colocaram os pés dentro da casa, receberam inúmeros olhares curiosos, espantados, invejosos e maravilhados. 
Elas estavam realmente lindas. Maquiagens impecáveis, cabelos impecáveis, roupas impecáveis. Lindas.


- Oi meninos! - Lia se aproximou, sentando no braço do sofá, ao lado de Danny, que estava abraçado com Georgia, que estava do lado de Dougie, que estava do lado de Tom, que estava do lado de Katy.
Todos se cumprimentaram devidamente, com toda aquela tensão entre Sam e Georgia, Bela e Katy, Lia e a não-presença de Harry, e, é claro, Soph e o fato de não poder contar pra ninguém que estava com o Dougie.
E também toda aquela tensão entre os meninos, algo como "nossa, como elas estão gostosas e perfeitas. Onde tem uma cama?"
- Er... Cadê o Harry? - Thalia decidiu perguntar, se roendo de curiosidade.
- Não sei, ele sumiu há alguns minutos. - Danny informou. - Acho que ele deve ter ido pegar alguém. Beber é que não foi, porque senão ele já teria voltado.
- Legal. - ela murmurou em resposta.
O estranho é que aquele silêncio entre todos eles estava se tornando cada vez mais estranho e incômodo. As vezes, Katy cochichava alguma coisa no ouvido de Tom, que a ignorava completamente, ou Georgia ficava beijando o pescoço do Danny, que tinha a mesma reação do amigo. Soph e Dougie se entreolhavam, sem graça, e Bela e Sam trocavam caras de ódio uma para outra por conta da situação. Thalia ficava olhado a multidão pra ver se achava alguma coisa... 
E quem procura acha, não é mesmo? Pois é. Ela o viu conversando animadamente com uma loirinha que, se respirasse, pagava calcinha pra todo mundo.
Galinha... Depois ainda quer que eu fique saçaricando com ele. Vê se pode? "
Ai, mas que merda. Ninguém fala bosta nenhuma. O Dougie não levanta pra ir fazer alguma coisa num cantinho [comigo, é claro], e todo mundo fica olhando pro nada com cara de bunda. Ótima, essa festa. "
PUTA QUE PARIU. O que essa cadela oxigenada está fazendo aqui?! Por que diabos o Danny trouxe esse poodle de chapinha pra essa merda de festa? Agora sou obrigada a ficar encarando essa melação de cueca. Mas pelo menos ele não tá nem olhando pra ela... E nem pra mim! Porra...  ESSA FESTA VAI SER UM CU. "
Picolé de uva. Sim, picolé de uva. Acho que picolé de uva mancha bastante. Seria uma boa jogar picolé de uva líquido e babado na roupa da Katy. Bem babado, porque, além de ser mais nojento, eu teria o prazer de saboreá-lo antes de desperdiçar essa beldade entornando-a num palmito humano. Quem me dera se eu tivesse um picolé de uva agora... "
" Cacete, a Lia tá olhando pra cá. Tá dando certo. Ela tá com ciúmes. Ele tem que estar com ciúmes. Pelo amor de Deus, esteja com ciúmes... "
" Acho que eu queria ter um sabre de luz bem agora pra enfiar no olho da Katy. Por que que ela tem que estar aqui, do meu lado, preenchendo o lugar que era pra ser da Bela? Que merda. "
" Acabei de lembrar que faz mais de uma semana que eu não alimento meu lagarto! Tenho que parar de ficar apenas brincando com ele, senão ele morre de fome e eu vou ter que brincar sozinho... E eu tô com muita vontade de levar a Soph pra um canto pra gente ter mais diversões como a de hoje a tarde, mas, merda, todo mundo vai reparar se a gente sair daqui juntos, então ela provavelmente não vai querer... "
" Isso é a coisa mais fascinante da terra. A comunicação entre macacos. Eles apenas soltam gritinhos. Como é que eles se entendem? COMO? Cara, eu queria muito poder falar a língua dos animais. Deve ser incrível. Eu iria fazer um livro com todas as frases que eles falassem. Com certeza ia. Aí sim eu seria um milionário e poderia finalmente comprar a África. "


Alguns minutos tediosos se passaram até que Bela não aguentou mais e tomou uma atitude.
- VEM MENINAS, VAMOS DANÇAR. - disse, se levantando decidida e suas amigas gostaram da ideia.
Foram pro meio da pista de dança e começaram a rebolar de forma ritmada e divertida. Não tão divertida assim pros meninos...
- Quem-a-Bela-pensa-que-é-pra-rebolar-assim-na-minha-frente-e-na-frente-de-outros-caras? - Tom cochichou, autoritário, pro Dougie que riu, sem tirar os olhos da sua garota.
- Olha só a cara do Danny... - ele comentou, rindo de leve. O menino estava hipnotizado pela bunda da Sam. Completamente e descaradamente louco por aqueles movimentos. 
- Acho melhor a gente parar de olhar senão vamos ter problemas entre as nossas pernas. - Tom comentou rindo, mas não estava brincando.
- Eu já estou tendo, cara...
- O que você tá cochichando aí, hein, amorzinho? - Katy se intrometeu, tentando abraçar um dos braços de Tom, mas ele não facilitou esse processo, deixando seu braço rente ao corpo.
- Nada não... Acho que vou lá pegar alguma coisa pra beber. - avisou antes de se levantar.
- Vou com você. - ela afirmou, se levantando junto. Tom apenas apenas bufou fazendo Dougie rir e continuou seu caminho sem dar muita confiança pra ela.
- TOM! - ouviu Bela gritar quando passou por ela, e se virou para olhá-la. - Pega alguma coisa pra eu beber?
- Pego. - ele sorriu e continuou a andar até a cozinha, onde tinha um barman que preparava drinks coloridos. - Er... Eu quero alguma coisa de morando e alguma coisa de limão.
- É pra já! - o homem de três metros de altura respondeu, bem-humorado. Era fato que esses caras só eram gentis e bem dispostos com garotas bonitas e pessoas famosas. - Forte ou fraco?
- O de morando pode ser fraco, o de limão, nem tanto. 
- Tom, por acaso o de morango é pra Bela? - ela perguntou com ironia e raiva.
- Sim, por acaso é pra ela mesma. - respondeu indiferente. Katy já estava enchendo o saco.
- Porra, Tom! Assim fica complicado, não acha?! É difícil ficar com você assim! É tudo ela! Sempre ela! Sempre ela interrompendo a gente, sempre ela fazendo você correr atrás feito um cachorrinho! Sempre ela te fazendo de babaca! Sempre ela! Que merda! Na vida você tem que fazer escolhas, sabia?! Não dá pra você ficar comigo enquanto fica pensando nela, então dá pra você fazer a merda do favor de esquecer essa garota de uma vez?! 
Ele respirou fundo.
- Katy, me desculpe, mas... Quem foi que disse que eu prefiro você à ela? Sinto muito, mas nós não temos nada, e nem vamos ter. Melhor você tirar isso da sua cabeça. Com certeza vai ter alguém que goste mais de você e tal... Agora dá licença. - ele pegou os drinks e saiu. 
Katy ficou boquiaberta, incrédula, olhando-o se afastar. Ela fermentou um ódio mortal dentro de si, e seu orgulho estava estraçalhado no chão. Como fazer isso melhorar? Fácil. Estraçalhando o orgulho de seu inimigo também. Então ela estava decidida. Não iria deixar isso barato. Não mesmo. Por uma questão de honra. Começando por hoje mesmo...


As meninas cansaram de dançar e voltaram pro sofá. Dessa vez, com dois lugares vagos. O de Tom e Katy, que não mais estavam lá. Soph e Lia se sentaram, e Sam sentou ao lado de Danny, no braço do sofá, onde, anteriormente, Lia estava.
No caminho de volta, Tom cruzou com Bela e eles pararam no meio da pista de dança. Ele entregou o copo pra ela, que sorriu agradecida.
- Alguém já te disse que está muito bonito hoje?
- Alguém já te disse que está muito bonita hoje? - ela riu.
- Na verdade, sim. Enquanto você estava lá pegando minha bebida, um garoto veio falar comigo. O nome dela era Liam, e ele disse que eu estava linda.
- Liam tem toda razão. - Não, ele não conseguiu parecer exatamente indiferente quanto a isso, até porque ele não estava nem um pouco indiferente.
- Sabe, até que ele era bem bonitinho. - ela provocou ao perceber o ciuminho do Tom. - pena que não fazia meu tipo...
- Hm, e quem faz seu tipo? - típica pergunta de quem espera ouvir um "você" como resposta.
- Não sei, mas não é o Liam... - "é você, êêêê! Agora vamos ali nos agarrar, uhul!"
Mas é claro que ela não iria responder "você".
Nunca na vida!
Bom, talvez um dia...
- Hummm! Isso aqui é gostoso! - ela exclamou ao provar do seu drink - Parece que você não esqueceu que eu amo bebidas de morango.
- É, eu não esqueci muita coisa.
- Eu não esqueci nada. - ela falou, sorrindo delicadamente.
"- eu te amo, quer casar comigo agora ou mais tarde? "
- V-vamos voltar pro sofá - Foi só o que saiu da boca dele, sem que ele tivesse tempo de raciocinar. " Que tipo de veado eu sou? "
- Aham. Vamos.


- Ai, amor, seu olhos são tão lindinhos... - Georgia comentou, passando a mão pelo rosto do namorado, que, por sinal, já estava de saco cheio. Bem cheio. Lotado, na verdade.
- Obrigado. - ele respondeu secamente.
Sam a olhava com tanto nojo, mas tanto nojo, que parecia estar prestes a vomitar dois litros de bolo alimentar semi-digerido, diluído em suco gástrico.
- Morzinho, to com cede... - ela miou.
- Hum... É, isso é o que muitas pessoas sentem às vezes...
- Cê não vai pegar nada?
- Não, tô bem assim.
- Pra mim, seu idiota! - ela esbravejou.
- Ah... Er, estou com um pouco de preguiça, amor... 
Ela, então, fez bico.
E a vontade de vomitar de Sam só aumentava.
Bela e Tom chegaram perto do sofá e se sentaram na mesinha de centro, de frente pra todo mundo que estava no sofá, a uma distância pequena o suficiente pra que todos pudessem se ouvir.
- Ué, cadê a Katy? - Dougie perguntou, assim que viu Tom chegando apenas com a Bela.
- A mandei pastar.  - ele respondeu indiferente fazendo com que Poynter risse.
" é agora que eu agarro e beijo ele loucamente? "
- E aí, qual é o papo? - Tom perguntou pra descontrair.
- Danny está desprezando a Georgia. Está divertido de assistir. - Lia respondeu.
- O melhor são as caras da Sam... - Soph disse, então todos começaram a prestar a atenção, disfarçadamente, na cena.
- Amor, eu comprei esse vestido semana passada, e aí a Tracy disse que ele é muito normalzinho. O que você achou?
- Normal.
- É O QUE?
- Quer dizer... - ele corrigiu desesperadamente rápido. - Maravilhoso, amor.
- Hum... Eu também amei essa sua blusa. - ela disse, sorrindo.
- Obrigado.
- Ficou linda em você.
- Obrigado.
- Combinou com seus olhos.
- Obrigado.
- DANNY!
- Obr... quer dizer... O que?
- O que tá acontecendo com você?
- Nada, amor. Estou ótimo.
- Hum, acho bom mesmo. Para de ficar sendo seco comigo, ... - e então ela finalmente desfez o bico que permaneceu lá o tempo todo -Te amo, sabia? - falou dengosa, esfregando a cabeça no pescoço dele.
- Obrigado. - ele responde entediado.
- Ai, amor... tá frio aqui, não acha?
- Não...
- Hmm, que bom... Me esquenta, então? - ela falou com um sorrisinho.
Aquilo já estava chato demais pro Danny. Demais mesmo. Ele já tinha aguentado por tanto tempo que agora passar meia hora com a Georgia parecia tortura nazista. Então não houve jeito. Escapuliu:
- Tenho cara de microondas? - Danny foi ríspido, o que fez Georgia abrir a boca totalmente incrédula.
E então todas as risadas, dos seis ao redor, até então contidas explodiram em gargalhadas insanas e exageradas.
- O que você pensa que está fazendo pra falar comigo desse jeito, Daniel?! - exclamou com a voz fina.
- Garota, por que você não volta pro inferno? Lá é quentinho! - Sam sugeriu, ainda rindo.
- EU VOU EMBORA AGORA DESSE LUGAR. E VOCÊS SÃO UNS BABACAS. TODOS BABACAS! - Georgia se levantou e foi marchando até a saída da casa.
- Eu não queria que ela ficasse tão brava, mas... Já deu né? - ele comentou parecendo exausto e todos riram mais.
- Com certeza já deu. Você não tem noção do quanto eu queria vomitar. - Sam escorregou pelo braço do sofá, caindo no colo de Danny abraçando seu pescoço, pra, em seguida, mordiscar sua orelha.
E então, assim o clima se estabeleceu por mais alguns minutos:
Lia, Soph e Doug, entediados. Bela, alegrinha. Tom, esperançoso. Sam, pegando o Danny. Danny, pegando a Sam. Harry, sumido.
- Ah, sabe o que eu lembrei? - Tom disse, do nada, mas sem a intenção de chamar a atenção de ninguém além da Bela.
- O que? - ela respondeu.
- Que você meio que me deve um abraço.
- Ah, sim. Claro. - então, ela o abraçou. Afundou a cabeça em seu pescoço, sentindo um cheiro extasiantes, entorpecedor. Um cheiro que fazia seu coração acelerar e suas pernas vacilarem. Um cheiro sensual, másculo, gostoso, confortante, muito confortante mesmo, e nostálgico. Sim, nostálgico...
- O seu cheiro... - ela comentou fungando profundamente seu pescoço e saboreando aquele aroma - continua o mesmo. Nunca me esqueci... - se desvencilhou do abraço para olhá-lo. O rubor natural de suas bochechas havia se intensificado. 
Isso porque ela falou aquilo um pouco alto demais e tava todo mundo olhando e prestando atenção nos dois com aquelas caras de "Meu. Deus. Não-acredito-que-estou-vendo-isso".
" Ok. Agora eu preciso de uma pá e de um jardim pra eu cavar um buraco fundo e enfiar minha cabeça nele. "
Ela pigarreou, se ajeitando onde estava sentada e ficou encarando o chão, envergonhada.
- Eu vou... Er... Vou ali no... Eu preciso... - pigarreou de novo - Eu v-vou no banheiro. - Bela se levantou e foi andando apressada até onde ela achava que era o banheiro quando sentiu alguém andando atrás de si. Virou pra ver quem era. - Lia!
- Que merda foi aquela?
- Nossa, você falou igualzinho a Sam agora. Acho tão engraçado quando falam igual a Sam, porque, cê sabe, ninguém é igual a ela. Fala sério, quem gosta de pipoca de Ketchup?! Falando em Ketchup, sabe o que eu fiz hoje? 
- Não tente mudar de assunto.
- É sério! Hoje eu me tranquei na cozinha, diluí Ketchup em água pra ficar parecendo sangue, joguei no meu braço e saí com uma faca na mão, aí eu dei o maior susto do século na Sam! Tinha que ver a cara dela! - nem tocou no nome do Tom, evitando lembrá-la de certas coisas...
- Que tipo de retardada você é? Quanto de ketchup você gastou?!
- Meio pote.
- Nossa, você deveria ganhar óscar pelas maluquices que você trama nessa sua cabeça.
- É! O Tom me disse que... - "merda."
- O Tom? Aquele mesmo que você nunca esqueceu do cheiro? - Lia provocou e Bela engoliu seco.
- Ah, não enche, Lia. Aquilo foi só um deslize, sabe? Eu, sem querer, falei uma merda que pegou muito mal e depois fiquei com vergonha de continuar lá. O que tem de errado nisso? Eu sempre falo merdas nas horas erradas. Não haja como se você não soubesse.
- Eu sei, eu sei... Mas... Tá rolando um clima desde que vocês chegaram na festa. Pensa que a gente não tá vendo?
- "Tá rolando um clima"? Acho que essa é a frase mais brega que eu conheço.
- PARA DE TENTAR MUDAR DE ASSUNTO, CARAMBA!
- Não tô tentando! Só comentei!
- Tanto faz, agora, olha, eu vim porque eu queria te dizer uma coisa.
- Diz.
- Eu super apoio você e Tom juntos. Combina muito. É sério. Vai ser a coisa mais linda do planeta, vocês dois saindo nas capas de revista de mãos dadas, andado pelas ruas com aquele copinho da starbucks, vocês dois se beijando na praça, vocês dois abraçados no shopping... E CARA, IMAGINA COMO VAI SER LEGAL FAZER SHOW COM SEU PRÓPRIO NAMORADO?! Deve ser a coisa mais divertida do mundo! - "ai, para de me iludir, Thalia..."
- OK, OK, SONHADORA, JÁ CHEGA. Acontece que o senhor Fletcher não sente nada disso por mim, e se sentir, não é algo que eu ainda possa confiar, entende? 
- Não. Isso foi bem babaca.
- Porra, eu to falando sério! Eu não to dizendo que ele não gosta de mim. Já superei esse pensamento... Só to dizendo que ele não gosta de mim desse jeito. Digo, ele disse que me amava, mas pude ver que era como irmã, sabe? - "mentira, não vi nada disso... Mas eu temo que seja..."
- Pera, pera, pera, pera... Ele disse o que!?
- Que me amava, ora. Várias vezes, até.
- SUA IDIOTA. POR QUE VOCÊS AINDA NÃO ESTÃO NAMORANDO?
- SUA IDIOTA, PORQUE ELE NÃO QUER!... E nem eu... - acrescentou mentirosamente.
- Sei. - Lia foi irônica. - Olha, Bela... Posso te dar um conselho, e você jura que vai me ouvir?
- Aham.
- Ok. Beija ele.
- É o que?
- Beija-ele. - repetiu pausadamente. - Vai lá e beija ele, mulher. Tô te dizendo. Tudo vai ficar bem mais... fácil.


- VÃO PRA UM QUARTO! - Dougie gritou e Danny parou de beijar Sam por causa do susto.
- VAI SE FODER, ANIMAL. - Sam devolveu o grito e Soph gargalhou.
- Erm... Tom? - Uma voz grossa invadiu a "conversa" e todos olharam na direção dela. Era um cara grande. Bem grande mesmo.
- Oi.
- Pode vir aqui um instante? 
- Claro. - ele se levantou e seguiu o rapaz. Eles foram até a porta dos fundos da casa, entrado num jardim onde poucas pessoas estavam. Uma dessas poucas pessoas era justamente Katy, que acenou assim que os viu. Tom ia dar meia volta para ir embora, mas o grandalhão segurou seu ombro com força e brutalidade.
- Você vem. - o homem disse com autoridade, levando Tom até Katy.
- Obrigada, Michell. - Katy agradeceu educadamente e piscou para ele que logo foi embora.
- Fala logo, Springs. - Tom disparou, impaciente.
- Calma, lindinho... A gente tem todo o tempo do mundo. Só quero colocar as coisas em seus lugares.
- Ok, então vamos logo com isso.
- Eu só tenho uma simples condição.
- Condição?
- É. Exatamente isso. Não é nada demais pra você. É uma coisa bem bobinha, até...
- Tá, diz.
- Eu quero um beijo. Um último beijo em troca do meu bom senso de te deixar em paz pra ficar com quem você quiser. Seja a idiota da Bela ou qualquer outra piranhazinha dessas. Caso contrário, não espere que eu seja uma pessoa controlada.
- Um beijo?
- É, Tom. Um beijo de despedida. O último de todos, e eu largo seu pé. - ela propôs e ele ponderou.
- Só um beijo, certo?
- Na verdade, não quero só um beijo. Quero um beijo digno de uma despedia de tudo que passamos. Não quero um beijo, quero o beijo.
- Tanto faz. - Ele disse, dando de ombros e levando seu rosto para frente de modo que suas bocas se encontrassem. Katy pegou as mãos de Tom e as colocou em sua cintura, abraçou, de forma terna, o pescoço do menino, e seus corpos ficaram mais grudados. 
Tom não relutou. Apenas deixou acontecer. Era só mais um daqueles, e pronto. Adeus Katy.
Pena que, as vezes, nem tudo acontece do jeito que a gente imagina. Na verdade, as vezes o mundo parece conspirar contra nós. 


Michell, assim que saiu do jardim, foi a procura de Bela, assim como Katy pediu. Ele mal sabia o que estava fazendo, mas nada como um bom prêmio em troca de um simples pedido: "chame o Tom, depois de alguns minutos, chame a Bela". 

- Bela, pode vir aqui um minuto? - ele perguntou.
- Er... Pode ser mais tarde? Estou procurando o Tom agora. O viu em algum lugar?
- É sério que está procurando por ele? - Michell se surpreendeu com a coincidência; ou não... Vai saber se aquilo era parte do plano da garota?  - Bom, ele está lá no jardim. Melhor você ir logo lá.
- Oh, obrigada! - ela se animou e foi correndo até ele.
Dava dó de ver a cara da menina ao se deparar com a cena deplorável. Mas nada se comparava ao que ela sentiu. Era como se ela tivesse engolido um pedra de dez quilos, e alguém simplesmente tivesse apagado as luzes da sua esperança. E esse alguém tinha nome e sobrenome. 
Esse alguém a havia machucado pela segunda vez.
"Você e eu vamos ser melhores amigos pra sempre, não vamos?"
"Tem coisas mais importantes que você, como a banda, e a Maddie..."
"Eu nem gosto da Katy."
"Eu amo você."
"A mandei pastar."
"Você meio que me deve um abraço." "
Quando deu por si, já estava soluçando, olhando para os dois que se beijavam com vontade, sem nem se importar com que estava ao redor.
Bela se virou correndo, se espantando com sua incrível forças nas pernas num momento como aquele, e cruzou a enorme sala de estar, se esquivando de tudo e de todos, mas sem conseguir evitar alguns esbarrões. Até machucou o braço num deles. Mas nada importava. Ela só queria sair dali.
Abriu a porta do carro e se jogou no banco de trás. Deitou, e chorou. Chorou muito.


- Meu Deus, olha quem apareceu! - Soph gritou assim que viu Harry se aproximar do sofá.
- Que cara é essa? - Dougie perguntou ao notar a estranha expressão de "tá tudo bem por aqui?" do amigo.
- Cadê o Tom? - Harry ignorou a pergunta anterior, fazendo outra. - E a Bela?
- Devem estar conversando, por quê? - Lia respondeu indiferente.
- Então acho que a conversa não foi nada boa. - ele disse, um tanto preocupado.
- O que aconteceu? - Lia também se preocupou. - E como assim não foi nada boa?
- A Bela estava chorando. Chorando muito. Ela parecia ter visto o demônio ou coisa pior. Aí ela passou correndo no meio de todo mundo e saiu da casa.
- SEU IDIOTA, POR QUE VOCÊ NÃO FOI ATRÁS DELA? - Lia disse, já se levantando e indo correndo na direção do jardim. - Alguém vai atrás da Isabela, por favor? - Ela gritou, antes de sumir de vista no meio da pista de dança.


Sam pulou do colo de Danny, puxando Soph pela mão e seguiu, correndo também, até a porta de saída da casa. Os meninos foram atrás. Eles todos foram pra rua. Pensaram que ela havia saído correndo, porque o carro ainda estava estacionado. Então os meninos foram para direita, e as meninas, pra esquerda. 


Eles correram até chegarem numa praça, cheia de garotas. Espera um pouco. Eles eram famosos. Eles estavam numa praça cheia de garotas. Ou seja. Deu zebra.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! - escutaram gritinhos finos das várias garotas que corriam em sua direção.
- MERDA. - Danny esbravejou.
E agora já era. Fotos, autógrafos, puxões de cabelo, declarações de amor... Tudo que eles não esperavam num condomínio de gente milionária.


- Ai, não... - Lia lamentou assim que viu o que Bela tinha visto há alguns minutos atrás. O beijo ainda estava acontecendo, mas já estava chegando em seu fim. 
Tom logo parou de beijá-la, e virou as costas, dando de cara com uma Thalia enfezada, de braços cruzados.
- Babaca. - ela murmurou com bastante raiva.
- Thalia, esse beijo não foi absolutamente nad...
- Não quero ouvir. Não é a mim que você tem que convencer. - Virou as costas e foi andando apressada, na direção contrária. Saiu da casa de Ivy e virou a direita, andando pelo condomínio.


- MERDA DE SALTO. OS ODEIO NESSAS HORAS. - Sam gritou quando elas já estavam voltando pra casa da aniversariante.
Nada de Bela. Elas foram até a saída do condomínio, e os seguranças falaram que a Bela não tinha passado por lá. Elas tentaram pedir pra ver as câmeras de segurança do condomínio, pra ver se eles viam uma louca correndo por algum lugar, chorando feito uma vaca menstruada, mas eles não quiseram deixar.
- E agora, onde ela pode estar? - Soph pensou alto.
- Ela pode estar na festa, ainda. Primeiro que eu sei que a Bela odeia correr quando está chorando e menstruada.
- Segundo que ela gosta de chorar deitada. - Soph completou.
- É.
- Ok, vamos pensar.
- Ela deve estar num dos quartos da casa. - Sam sugeriu.
- Ou no carro...
- Pois é, vamos olhar por lá.


- Alguém viu a Bela?... Viu a Bela em algum lugar? ... Ei, você viu a Bela? - Tom perguntava desesperadamente para todas as pessoas que passavam por sua frente. 
- Qual, a Johnson? - Uma garoto perguntou.
- Não, não, a Swam. - Ele foi irônico e continuou procurando. - Ei, viu a Bela?
- Na verdade, vi sim, cara. - Um outro garoto disse e Tom se encheu de esperanças. - Nos meus sonhos eróticos. - ele completou e todos a sua volta riram. 
- Vai. Se. Foder. - Tom disse entre dentes, voltando a perguntar pra Deus e o mundo onde Johnson estava.


- Meu Deus! ELA TÁ ALI, MORTA, NO BANCO DE TRÁS! - Sam quase gritou, e Soph abriu a porta entrando no carro, dando espaço pra que Sam fizesse o mesmo. - BELA, VOCÊ ESTÁ VIVA?
- Não sei. - ela respondeu, melancólica. - Eu acho que sim.
- Ai, Belinha... O que aconteceu? - Soph perguntou acariciando o cabelo dela.
- Acho que eu... Me frustrei. E agora estou sofrendo momentaneamente. - ela disse, limpando as lágrimas. - Nada que o tempo não sare. Já estou bem, na verdade. - mentiu. - Só quero ir pra casa e dormir.
- Bela... Foi o Tom? - Sam perguntou com delicadeza, a olhando nos olhos.
- De novo. - ela respondeu. - De novo, e pela última vez
Uma lágrima se desprendeu de seus olhos.
- Calma... Consegue contar o que aconteceu? - Soph perguntou, com aquele tom maternal.
- Acho que não...
- Tudo bem. Só... Fique calma. Estamos aqui com você e...
- BELA! - Tom gritou do lado de fora do carro, e ela deu um pulo, sentando-se, e olhando surpresa pela janela. - BELA, POSSO FALAR COM VOCÊ? - ele gritava pra que ela escutasse da parte de dentro.
Ela, então, abriu a porta do carro, já que o vidro era elétrico e não tinha como abrir enquanto o carro estivesse desligado. 
- Não acho que seja uma boa ideia agora, Fletcher. Não acho que seja uma boa ideia nos falarmos mais... Não precisa se preocupar. Estou bem. - e então ela fechou a porta, e deitou novamente, prendendo o choro.
Tom decidiu abrir a porta assim mesmo, e se enfiou dentro do carro. 
Sorte que o lugar onde os carros estavam estacionados estava vazio, e ninguém assistia àquela cena. Ou quase ninguém.
- Meninas, podem nos dar licença? - Tom pediu baixo, como se não fosse pra Bela escutar, mesmo ela estando a centímetros de distancia dele.
- Claro... - Soph resmungou, abrindo a porta do outro lado e saindo.
- Bela, vê se continua viva, pelo amor de Deus, hein. E vê se também não mata o Fletcher.
- Vou me esforçar. - Bela respondeu sorrindo falsamente.
Pronto. Agora eles estavam à sós. Hora da verdade.
- Fletcher, é sério, não sei se quero te ouvir.
- Você vai me ouvir. Escuta, eu só quero que você me explique uma coisa...
- QUE EU TE EXPLIQUE? - ela sentou no banco, virando-se de frente pra ele - EU? Eu não tenho NADA pra te explicar! VOCÊ FOI QUEM FICOU COM A PORRA DA KATY, MESMO SABENDO QUE EU NÃO GOSTAVA DESSA SITUAÇÃO, MESMO DIZENDO QUE NÃO GOSTAVA DELA, MESMO DIZENDO QUE TINHA DISPENSADO ELA. VOCÊ QUE ESTÁ ERRADO, FLETCHER. EU NÃO FIZ ABSOLUTAMENTE NADA!
- PARA DE GRITAR!
- NÃO!
- PELO MENOS ESCUTA O QUE EU TENHO A DIZER ANTES DE COMEÇAR COM SEUS SURTOS INFANTIS?
- Vai se foder, Fletcher!
- PORRA, DÁ PRA VOCÊ ME ESCUTAR, CACETE?
-  Fala. - cruzou os braços.
- Olha só. Por favor. Só me explica porquê você, do nada, passou a se importar tanto com  as garotas que eu fico a ponto de estragar a nossa amizade. Por favor, me explica isso. Eu só preciso saber o porquê.
- O QUE?! Você já parou pra pensar nas merdas que fala? Olha aqui, Tom, eu estou de saco cheio desse assunto. Está me assombrando há muitos anos. Eu não quero, nunca mais na minha vida, lembrar disso. Sabe o que mais eu quero? Eu quero você suma da minha frente agora e não volte tão cedo!
- BELA, PARA COM ISSO. EU NÃO VOU SUMIR MERDA NENHUMA. Quer saber, eu vou resolver isso agora.
" CHEGA DE SER VEADO. CHEGA DE MENTIR PRA ELA. EU NÃO TO NEM AÍ PRAS POSSÍVEIS CONSEQUÊNCIAS. EU SÓ SEI QUE EU NÃO POSSO ARRISCAR PERDÊ-LA DE NOVO. Não de novo..."
- Quer mesmo saber porquê eu fiquei com a Katy hoje? Porque eu... - engoliu seco. Era agora. Agora ou nunca... - Porque eu te amo.
- WOW, GRANDE COISA! QUE AMOR, HEIN!
- CALA A BOCA e deixa eu falar?! Eu não te amo desse jeito que você está pensando. Eu te amo de um outro jeito. Eu te amo desde que você entrou na escola e ficou com medo de falar em Inglês na minha frente. Aí a gente virou amigos, mas eu sempre gostei de você muito além do que amigos se gostam. Eu sempre fui apaixonado por você e as minhas maiores frustrações foram de não ter perdido a virgindade com você... Ou de nunca, na minha vida, ter te falado tudo que estou dizendo agora. Eu te amo tanto, Isabela, que eu nem sei se amor é uma palavra que pode definir exatamente tudo que eu sinto. E todas aquelas merdas de músicas que eu escrevi foram pensando em você. Eu te amo tanto que nunca fui capaz de beijar nenhuma outra mulher sem compará-la com você. E o melhor dia da minha vida foi o dia em que eu te beijei, e pude te abraçar e dormir abraçado com você, e...
- Tom...
- Deixa eu terminar. Hoje, quando eu fiquei com a Katy, foi só porque ela prometeu que se eu desse um último beijo nela, ela iria me deixar em paz pra eu poder ficar com você, e isso me pareceu uma coisa tão importante que eu não tive como negar. Pra mim, aquele beijo não fez a menor diferença, mas o fato de saber que poderia fica com você, em paz, depois, foi tão tentador, que eu simplesmente não pude deixar passar. Eu to pouco me fodendo pra Katy. Mas eu fiz isso por que eu te amo demais. Eu te amo tanto, Isabela, tanto...
- Tom...
- Eu já to terminando. Eu te amo tanto que eu fico parecendo um veado toda vez que você chega perto, porque eu tenho todas aquelas sensações estúpidas e o pior de tudo foi quando eu escolhi a minha casa pensando no quanto seria perfeito se você morasse lá comigo, por isso eu escolhi as coisas pensando se você gostaria ou não. Eu sei, completamente babaca, mas é só por que eu te a...
- Tom.
- Estou acabando, cacete. Eu te amo muito mais do que eu posso suportar, e as vezes eu acho que eu deveria me tratar por que eu sou obcecado por tudo que você faz, usa, fala... Eu sou um retardado, obcecado por você, e eu não acho que isso seja normal pra um garoto de dezoito anos, mas mesmo assim, eu não tô nem aí porque eu te...
- FLETCHER!
- EU JÁ DISSE QUE EU TÔ ACABANDO! Eu te...
E então, Bela pulou em cima dele e começou a beijá-lo. Muito, muito intensamente. Ela o beijou como se aquilo fosse a última coisa que pudesse fazer em vida. 


- Tá conseguindo ver alguma coisa? 
- SAM. PÁRA DE FUXICAR!
- Merda, a gente tá muito longe! Não dá pra ver o que está acontecendo! Vamos chegar mais perto!
- PARA COM ISSO, SAMMY! Você iria gostar se ficassem vendo você e Danny transando?
- BELA E TOM ESTÃO TRANSANDO? TEM UM BINÓCULOS?!
- PORRA, EU VOU TE DAR UM SOCO.
- CAI PRA MÃO, MANO. - Sam brincou e Soph bufou.
- É sério, sua maluca, para de ficar fuxicando. Vai procurar o Danny, que por sinal está demorando muito... Ondes eles se enfiaram?
- Ué, aqueles não são eles chegando?
- É, são! Nossa. A blusa do Harry tá rasgada mesmo ou é só impressão?
- CA-CE-TE. - Dougie suspirou assim que chegou perto.
- O que aconteceu com todos vocês? - Sam perguntou assustada.
- Uma garota canibal me mordeu! PUTA MERDA, O QUE DÁ NA CABEÇA DE UM SER HUMANO PRA MORDEU OUTRO SER HUMANO?! - Danny disse, estressado, mostrando uma marca vermelha em seu braço.
- Desde quando você se acha um ser humano? - Sam implicou e ele riu ironicamente.
- Eles foram atacados por algumas fãs quando chegaram numa pracinha no final dessa rua. As meninas ficaram enlouquecidas e começaram a atacá-los, aí quando eu cheguei lá, organizei-as em fila, pra elas os "utilizarem" - Lia fez aspas com os dedos - um pouquinho. Tipo agarrar, tirar foto, autógrafo e... morder. - concluiu e deu uma risadinha. 
- Nossa, Lia, como você conseguiu organizar tudo? - Sam perguntou, espantada.
- É só fazer aquela minha cara de mau, que todo mundo fica com medo. Aí eu falo com voz grossa, que nem minha avó me ensinou, e começo a falar alto.
- Ah, entendi.
- Assim que você consegue mandar na Bela às vezes? - Soph questionou.
- É exatamente assim. Ela fica com medo. - riram.
- FALANDO EM BELA... - Harry lembrou. - Acharam ela?
- ACHAMOS! - Sam gritou. - Ela está no carro, conversando com o Tom. Vamos espionar?
- NÃO. - Todos responderam em uníssono.
- Sam, por que você não dá meia volta, assim como todos nós, e enche a sua cara de pinga, assim como todos nós também? - Dougie sugeriu, e a ideia foi bem aceita. Todos entraram na casa, indo pegar bebida.


Os dois ficaram se beijando por um bom tempo, trocando suas deliciosas salivas, até que Tom sentiu um gosto salgado em sua boca, e interrompeu o beijo.
- Bela, você... você tá chorando?
- Não, não, tô cuspindo pelos olhos. - Ela ironizou limpando as lágrimas, e ele riu. Bela, então, pigarreou antes de continuar. - Me desculpe por isso, mas é que você não calava a boca com esse discurso todo, completamente desnecessário, e então achei que esse foi o melhor jeito de te calar.
E foi aí que Tom fez sua melhor cara de "WTF?!
- Ei, não faz essa cara... O que eu quero dizer é que, bom... Mesmo isso tudo sendo extremamente e tragicamente cômico, e também um pouco clichê, eu acho que eu deveria dizer que... Tom... Posso fazer um discurso idiota também?
- Pode, por favor... Não estou entendendo mais nada.
- Ok. Então... Desde pequena, eu sou uma dessas babacas que acha fofo se apaixonar pelo amiguinha da escola só porque ele é bonitinho e também porque ele tem bochechonas rosadinhas e aquela carinha muito apertável, e também, é claro, porque ele vira seu melhor amigo do mundo e vocês fazem tudo juntos e até se beijam numa casinha da árvore, e fica achando aquilo muito estranho, porque beijar era uma coisa nojenta, até você beijar o seu amiguinho e descobrir que ele é o garoto mais perfeito do mundo. Enfim, eu sempre fui dessas. Mas essa história estranhamente aconteceu comigo. Aí eu me apaixonei pelo meu amiguinho da escola que falava inglês muito charmosamente e tinha todas aquelas características absurdamente adoráveis, aí ele veio e me beijou quando eu era só uma menininha que achava beijar algo muito nojento, e a partir daí, eu continuei achando que beijar era algo horrível a menos que fosse como esse maldito amiguinho. E então eu fui crescendo e ficando idiotamente louca por ele, e justo quando eu ia contar, ele resolveu acabar com a minha vida, então eu passei a odiá-lo, mas mesmo assim, lá no fundo, eu sabia que eu ainda amava ele, e queria casar com ele e ter vários filhinhos fofinhos, iguaizinhos a ele... Aí eu perco a porcaria da memória justo no dia em que eu finalmente fiquei com ele por algum acaso desconhecido, e fico com muita raiva, mas ao mesmo tempo, morrendo de vontade de vontade de voltar no tempo e fazer aquilo tudo de novo, e de novo, e de novo... E então eu volto a ser amiga desse amiguinho, que, por algum acaso também é famosos e ficou absurdamente sensual, e gostoso, e comestível - ele gargalhou - e descubro que eu sou mais apaixonada ainda por ele, e aí a gente vai pra uma festa e eu fico puta da vida porque ele ficou com outra, e então ele se declara pra mim e diz que foi tudo por nós dois, e diz um bilhão de vezes que me ama, e eu fico derretida igual a uma manteiga em forno à lenha, e nos beijamos, e eu sinto que foi a melhor coisa que eu já fiz nessa vida depois de comer sorvete de chiclete em Arraial do Cabo... Mentira, foi melhor que comer sorvete de chiclete... Enfim, aí eu contei toda a minha vida bem resumidamente pra ele, e ele continuou me olhando como uma cara adoravelmente sensual de bunda, e não começou a me agarrar, o que me deixou enfurecida, e... - ela parou pra respirar - é, é isso, acho que já acabei.
- Você fala demais, Bela...
- Eu estou com uma raiva absurda de você, Fletcher... - ela disse, aproximando seus rostos até seus lábios se encostarem - Eu te amo mais que tudo... - ela sussurrou, e então os dois se beijaram. De novo.
E ficaram se beijando por longos minutos. 
Tom a abraçava pela cintura, e ela abraçava seus pescoço. Bela estava em seu colo, e os dois estavam tão próximos que parecia que eles estavam tentando, de algum jeito, contestar a teoria de Newton de que dois corpos não ocupam o mesmo lugar.
Ele, então, a impulsionou delicadamente para trás, pra que ela deitasse no banco, ficando por baixo dele. Massageou levemente a cintura dela, enquanto Bela embrenhava seus dedos no cabelo dele, movimentando-os minimamente pra que pudesse acariciar seu couro cabeludo. 
Tom levou seus lábios até o pescoço dela, depositando, na região, beijos languidos e apaixonados, sem se preocupar com possíveis marcas. Ela fechou seus olhos com mais força no intuito de guardar muito bem guardada, em seu coração, a sensação que era tê-lo com ela, juntos, unidos, se amando.
Depois de explorar bastante a região do pescoço, chegou perto da orelha lhe deu mais um beijo antes de dizer:
- Eu também te amo mais que tudo.
Ela sorriu e o abraçou com força. Ficaram ali, por mais um tempo, trocando amassos, e nem viram os minutos passarem.


- Gente, acho que as pessoas normais já estão começando a irem embora. - Lia avisou, se acomodando no sofá.
- É. Pois é... Acho que nós devíamos ir também. - Soph concordou. - Que horas são?
- Três e quarenta. - Dougie respondeu. - E eu já to ficando com sono. Acho que eu to bêbado.
- Ai, Danny... Eu queria tanto dormir com você hoje, mas meu irmão vai estar lá em casa, e sua mão vai estar na sua. Mas que merda, hein? - Sam se pronunciou do nada, ainda sem abrir os olhos. Ela estava com eles fechados desde que começara a ficar bêbada.
- A gente pode dormir na casa do Tom. - Danny sugeriu e Sammy deu uma risadinha. - Ou na casa da Bela...
- AI, GENTE, DÁ PRA VOCÊS FALAREM DISSO DEPOIS? ODEIO SEXOS QUE NÃO SEJAM OS QUE EU FAÇO - Soph resmungou num tom de voz alto, depois riu de si mesma.
- Ei, falando em Bela e Tom, até agora eles não deram sinal de vida. - Harry lembrou e Lia concordou freneticamente com a cabeça, pegando o celular na bolsa. Digitou o número de Bela [errando algumas - várias - vezes], e escutou a música de abertura de padrinhos mágicos [ Timmy é um garoto bom, mas tem que aturar...] começar a tocar em algum lugar perto dali, e então percebeu que a bolsa da Bela estava bem ao seu lado, no sofá, e dentro dela estava seu celular. - Ai, merda. Vou ligar pro Tom.


Assim que seu celular começou a tocar, Tom parou de beijar Bela, por pelo menos alguns segundos, pra atender ao telefone. Os dois desconfiavam que fossem um dos amigos, mas mesmo assim, Bela comentou:
- Se for a linda da Katy, avisa que eu vou dar um tiro nela. - ela disse rindo, o que fez Tom rir mais.
- Alô...
- TOM, CACETE, VOCÊS ESTÃO FAZENDO O QUE AÍ ATÉ AGORA?
- Er... - ele afastou o telefone do rosto e sussurrou: "conto ou não conto?". Ela negou com a cabeça e ele assentiu. - Bom, a Bela eu não sei, mas eu estou aqui escrevendo um e-mail pras lojas disney porque até hoje meu pedido não chegou e eu já tô ficando meio puto. - Bela gargalhou baixo.
 - Você é um pessoa problemática
- É, eu sei.
- Whatever. Fletcher, nós queremos ir embora agora. Estamos indo aí pro carro. Era só pra avisar. E se você encontrar a Bela, manda ela parar de chorar, se ela inda estiver chorando e avisa pra ela que a gente tá indo pra casa, tá? Tchau. - ela desligou e ele riu.
- Thalia está bêbada. E eles estão vindo pra cá.
- Pooooxa. - Bela resmungou e puxou Tom pelo colarinho, dando-lhe um selinho. - Tom...?
- Hm. - lhe deu outro beijo.
- Nós estamos juntos agora? - ela perguntou, meio confusa sobre seu status amoroso.
- Por mim, estamos.
- É, por mim também.
- Então a gente está meio que juntos.
- É. - ela sorriu e lhe deu um último beijo antes dele sair apressado e ir correndo pra seu carro.
- EI, MOCINHA. - Soph gritou.
- Fale. - Bela resmungou, passando para o banco da frente. Já sabia que teria que dirigir.
- Só pra avisar que eu vou mimir na sua tenda. 
- Mimir na minha tenda?
- Isso mesmo. - Soph confirmou e sorriu.
- Então, beleza. Vão todas mimir na minha tenda?
- SIM! - as outras duas assentiram bebadamente, e Bela riu, dando ré, e saindo com o carro. 
Que bom que suas amigas estavam bêbadas demais para notar o curioso detalhe de que ela não conseguia parar de sorrir. Ai, como a vida dá voltas... E que voltas rápidas, não? 


- Cara, bem acho que eu vou hibernar na tua caverna. - Dougie informou com aquela voz molenga, jogando a cabeça pra trás e tombando o corpo pro lado, de forma que caísse deitado no colo do Harry.
- Ô menino, pode parando. - Judd reclamou, obviamente.
- Já tô parado. - resmungou em resposta.
- Calma aí, então quem vai hibernar na minha caverna? -  Tom perguntou, enquanto ultrapassava o carro de Thalia, que não estava sendo dirigido por Thalia. E ele sabia muito bem disso. Por isso, cortou o carro da menina de uma forma bem... Arriscada. Sim, ele fez isso, aproveitando o fato das ruas estarem mais vazias.

- VEADO! - Bela gritou assim que foi cortada, buzinando abruptamente, depois começou a rir.
- Quem foi o babaca?! Filho da Puta! Ih! Olha! Ele tem o carro igual ao do Tom! - Sam gritou, apontando pro carro com um sorriso idiota.
- Sim, deve ser porque é o Tom!
- Cacete, que veado! - Sam berrou. De novo. Ela costumava gritar, quando bêbada. - Corta esse vadio também!
- Aposto que ele tá duvidando das minhas habilidades motorísticas!
- Habilidades motorísticas? - Lia se pronunciou, rindo daquela forma bem retardada.
- Vai que é a tua, gata! - Soph gritou quase na mesma hora que Bela jogava o carro pro lado, saindo de trás do carro do Tom (com direito a cantadazinha de pneu e tudo!) e acelerando até ficarem lado a lado. Então Bela afundou o pé no acelerador, ultrapassando-o, e cortando-o em seguida, assim como ele havia feito com ela.
- Toma essa, bundãão! - Sam gritou fazendo Bela rir escandalosamente. Ela fechou os olhos por uma fração de segundos, e quando abriu, teve que dar um voadora no freio, porque tinha algo como um Tom cortando-a e entrando na sua frente. De novo.
- Ai, mas que saco. - ela bufou desanimada. - Nem tô afim de brincar disso agora pra gente bater e morrer. Ô Sam, pega aí meu celular. - pediu, e a amiga lhe estendeu o próprio celular.


- Alô! - ele atendeu, com voz de riso, ao segundo toque.
- Quer parar com essa merda? Não quero brincar de Mario Kart agora, cacete. - ela reclamou também rindo.
- Oh, claro. Tô sabendo que você não gosta de perder, princesa Peach.
- Pra falar a verdade, eu não gosto de morrer e nem de matar minhas amiguinhas, então para de ficar me cortando, Yoshi.
- Tudo bem, então vou parar.
- Tá. Tchau. Até amanhã. Quer dizer, amanhã você vai lá pra casa, certo?
- Mesmo se eu não tivesse sido convidado.
- Ótimo. Tchau, Fletcher.
- Tchau, Johnson.
Desligaram.

- OUTCH, que merda é essa?!
- Sua cretina, seu celular tá tocando e essa merda de música dos padrinhos mágicos não me deixa dormir. - Sam tentou se comunicar mas a tentativa foi 70% falha. Só foi entendida porque, bem... São anos de convivência.
- Ai, quem é o corajoso que tá me ligando às... MEUDEUSDOCÉU, já são quatro e meia da tarde! E EU NEM BEBI ONTEM! - Bela gritou e ignorou a chamada de seu pai enquanto Sam bufou, espancando tudo que estava a seu alcance. Sim. Ela começou a bater na cama, no travesseiro, nas almofadas...
- Merda, merda, merda! Não posso nem dormir em paz!
- Então acorda logo, sua nojenta. - Bela "sugeriu", se levantando da cama apressada e correndo até o banheiro. De lá, gritou: - Cadê a Lia e a Soph?!
- Já acordaram há um século e devem estar lá na sala jogando bingo que nem duas velhas pelancudas com seus coleguinhas da terceira idade que também acordam de madrugada, tipo meio-dia.
- Foi exatamente o que eu pensei. - Bela respondeu, (sendo completamente sincera, vale informar) saindo do banheiro enquanto escovava os dentes.
Não demoraram pra que chegassem na sala devidamente higienizadas (mas indevidamente vestidas, isso porque Bela usava um daqueles pijamas que são uma blusa larga de abotoar e uma calça igualmente larga, com estampas iguais - fundo azul claro e vários cocozinhos brancos que mais pareciam sorvetes de baunilha salpicados por toda parte - e uma pantufa de ovelha, enquanto Sam usava uma blusa enormemente enorme do Kaio - ela levou essas roupas velhas e grandes do irmão, da época que ele usava roupas vinte e sete números maiores que o recomendado, pra casa da Bela pra que sempre que dormisse lá, usasse essas blusas dele - e uma calça de pijama da Bela, bem largona, com uma estampa-nada-a-ver, e, pra completar, uma meia no maior estilo mendiga-da-esquina. É. É por isso que elas não estavam devidamente vestidas. Quer dizer. Bela até estava fofinha naqueles trajes, mas Sam, definitivamente, não.) Mas, enfim, isso tudo foi falado porque os meninos - todos eles - estavam na sala, com Lia e Soph (que estavam vestidas com as roupas da festa do dia anterior), ingerindo biscoitos e suco de laranja.
- Ah, esses são os amiguinhos da terceira idade que você se referia, Sam? - Bela perguntou em voz alta, apontando pra todos ele que olharam sem entender.
- Sim. São eles mesmo. - respondeu cordialmente.
- Oh, então... Bom dia, seus velhos babões.
- Boa tarde, sua pirralha desorientada. - Soph retrucou como se tivesse perguntando a um menininho se ele queria bolinhos de chocolate.
Escutaram algumas risadas vindas do além - Mentira. Vindas do Danny. - e começaram a conversar sobre qualquer coisa.
Nem parecia que Bela e Tom estavam 'meio-que-se-pegando', ou Soph e Doug estavam 'ficando', ou que Sam e Danny tinham um 'affair-muito-louco', ou que Harry e Thalia tinham 'namorado-falsamente-e-quase-ficaram-um-dia-e-agora-Harry-está se-mordendo-de-ciumes-do-novo-casinho-da-Thalia'. Eles mais pareciam só um grupo de amigos normais mesmo...
- Mas então... - Bela foi puxando um assunto assim que o antigo morreu. - O que vocês ficaram fazendo enquanto eu dormia? Não! Espera! Não me diz que vocês jogaram bingo... Vocês não jogaram não, né?!
- Alguém lincha ela por favor? - Soph pediu encarando o teto, na sua melhor expressão de 'não, eu não posso ter ouvido isso.'
E aí começou uma competição idiota de quem era mais idiota, mas a competição acabou durando pouco porque foi só as pessoas olharem pro lado e lembrarem que o Danny estava ali para chegarem à conclusão óbvia de que, é, ele era o ganhador da competição.

A tarde foi boa. Quer dizer... Aparentemente boa. No final das contas todo mundo foi embora pra suas casa e dormiram infelizes por não terem tirado nem uma casquinha de seus... Sorvetes (?) - no segundo sentido da palavra (?²).

Dia seguinte. Segunda-feira. Escola. Faculdade. Estudar. Sono. Coisas desnecessárias - como professoras que caminham pela sala e não deixam você vegetar de olhos fechados enquanto ele falafalafalafalafalafalafal - Grande cocô.

Bela's POV

Acordei.
Tô eu lá, toda linda, levantado da cama e indo até o banheiro, até que eu entro no tal cômodo e vejo um bicho, sei lá, um monstro horrível! É sério! E minha situação de medo só piorou quando eu vi que o monstro era eu.
Poxa, frustrante.
Enfim. Demorei uma hora e meia pra me ajeitar decentemente e fui pra escola.

Aí eu sentei numa cadeira qualquer, e como as carteiras eram duplas - tipo, um mesa com dois lugares - ficou um assento vazio do meu lado.
Sam sentaria ali. Eu acho.
Ou não.
Eu tava lá, em paz com a minha cara-de-zumbi-diabético, olhando pro nada, quando sinto alguma coisa sentar do meu lado. E essa coisa tinha cheiro de Fletcher.
Oh, no...
- Bom dia. - ele sussurrou com o sorriso mais lindo face da terra. Brega, eu? Que nada.
- Fletcher! - exclamei alarmada, mas também sussurrando. - Sai daqui! Ninguém pode saber da gente!
- Ninguém pode saber que a gente está ficando, mas todo mundo sabe que somos amigos, então porque eu não poderia sentar aqui? - ele perguntou retoricamente (creio eu), e, como ele tinha toda razão, me dei por vencida.
O mais legal foi quando a Katy entrou na sala e olhou pra gente com aquela cara de ânus. Ai, eu queria que eu meus olhos fossem uma câmera com USB pra eu poder passar tudo isso pro computador e botar em todas as redes sociais da terra. Aposto que todo mundo iria curtir/retwittar/reblogar/e afins...

Bela's POV off


Sam's POV

Só vou dizer uma coisa. Quando entrei na sala de aula, atrasada pra variar, e vi que o único lugar que sobrava era ao lado da Katy - claro que eu nem cogitei a possibilidade de sentar com o Garry-caspa, a não ser que eu carregasse um aspirador de pó na mochila. - eu fiquei boladona. Quis voar na cabeça do imbecil (no caso, a Sra. Paskin) que a colocou junto com a gente.
E o cú do conde era que hoje, sengundinha-feira, eu não tinha nenhuma aula com o Danny. Não ia dar pra ficar trocando salivas, ou caricias, ou olhares... Ou trocando qualquer coisa... JUSTAMENTE PORQUE ELE NÃO ESTÁ AQUI, POMBAS.
Mas a mocréia da Katy está. E está toda-toda, achando que abala Bangu. E ela nem sabe onde é Bangu porque a Bela que me disse que lembra que Bangu é o lixão-à-céu-aberto do Brasil.
WHATEVER. Bem, me sentei perto dela mascando chiclete com a boca aperta no maior estilo cafetina, e ignorei a presença da mesma.

-... trabalho em dupla. - 

A aula estava rolando há um tempinho. Mas parecia que o professor tinha falado tudo em chechenês e só as últimas três palavras foram em Inglês. Porque foi só o que eu escutei.
- Como assim professor? - um nerd qualquer perguntou.
- Ah, nada demais. É só um questionário que eu preparei. Mas nada de trocar de lugar. - ele resmungou com aquela cara de banha de porco dele - podem fazer com as duplas que já estão formadas aí. Me entreguem no final da aula e nada de conversar alto, hein. - O Sr. (bola de gordura) Kenzie terminou de informar, sentando na mesa dos professores.
- Então... - ela começou com aquela voz de chiclete rosa dela.
- Bom, é só responder essas perguntas. Não pode ser tão difícil. O que é o manufacturing Belt? Cite e explique dois processos que ajudaram na formação dessa área. - Li a questão. Puta merda. Não faço a menor ideia do que seja isso.
- Legal. Não sei. Faz aí, e o que você não souber me avisa. - Ela falou, afundando sua cabeça loira-palha na mesa e começando a dormir. Que vadia. QUE VADIA! Quem ela pensa que é?!
- Professor? - o chamei educadamente, com toda classe existente em mim.
- Sim, senhorita Bradley.
- Minha parceira está dormindo. - avisei e Katy levantou a cabeça na hora. Queria tanto que ela tivesse uma babinha pra limpar... Mas ela não tinha.
- Senhorita Springs, melhor você não dormir ou posso tê dar algumas horas de detenção. - ele ameaçou - ou dias...
- Merda... - ela bufou baixo, e eu sorri vitoriosa.
E então, ela ficou olhando com aquele olhar de peixe morto pro papel, e fui eu quem fez tudo. E ela se fodeu legal porque eu sou um asno com síndrome de Down em geografia. Ha-ha.

Sam's POV off

E essa foi a segunda feira. Claro que, depois, no ensaio, Bela e Tom arranjaram alguns segundos sozinhos pelos cantos E trocaram beijos curtos que eram sempre interrompidos por barulhos de passos e vozes que se aproximavam... 

Mas, é, essa foi segunda-feira.
Soph e Doug não se viram mas trocaram mensagens fofinhas e mais doces que mel.
Danny e Sammy se pegavam toda hora. Danny não deu a mínima pra Georgia, que, por sinal, estava evitando-o.
Lia trocou telefonemas com O'Brian e seu próximo encontro seria mesmo na sexta.
Oh, então, pulemos pra sexta, porque, cá entre nós, a semana foi toda normal a não ser pelo ódio mortal e completamente crescente no coraçãzinho de Katy e pela repentina alegria suprema de Bela e Tom.
Então, pulemos para sexta, onde as coisas foram bem mais legais.


Todos tinham acabado de voltar da escola/faculdade e as meninas foram pra casa de Bela.
- Ai, AMO quando ganho folga. Delícia. Adoro. - Soph disse se esfregando no sofá.
- AMO quando minha vida está um tédio mortal e não tenho nada pra fazer. - Ai, que mentirosa essa Bela. Como se ela não estivesse toda firework da vida com a pseudo-relação entre ela e Tom.
- Ai, sua cri cri. - Sam vociferou enquanto tirava seu tênis. - Você que é a super rockstar aqui. Como você pode dizer que não tem nada pra fazer? Você está de férias do trabalho, esqueceu, biscate?
- Nhenhenhe.
- Ai, calem as bocas! - Lia reclamou. - Tô tentando ver Glee aqui, poxa!
- Depois eu que sou cri cri. - Bela disse na defensiva e Soph riu.
O almoço chegou (Você acha mesmo que Bela ou alguma das meninas ia fazer alguma coisa?) e elas comeram tudo. E quase se comeram também. Pareciam um bando de canibais famintas.
Sam comeu seu pratinho normal, Soph também... Já a Thalia deu uma de urso que acabou de hibernar e comeu três pratos. Mas a Bela tinha que ser a mal educada e comer feito uma anaconda recém-saída de um puta-jejum e comer quatro pratos. EU DISSE QUATRO PRATOS. E comeria um quinto prato se tivesse sobrado um farelo de arroz. 
Aí chegou a hora da soneca-pós-almoço. Todas dormiram feito bebê de creche, no tapete da sala.
Até que...
Timmy é um garoto bom, mas tem que aturar... O pai, a mãe e a Vicky nele querem só mandar (PRA CAMA!). Surge então um med...
- Alô. - Bela atendeu fazendo sua melhor de voz de "você me acordou, seu filho de uma égua.", depois de ver no visor que era número desconhecido.  Ou seja: não era o Tom.
- Te acordei, foi, bebê?!
Bela teria respondido um "não, não. Eu tô tendo um orgasmo, por isso que minha voz tá assim." se não fosse a...
- FLOR! - ela deu um berro que acordou todas as outras. Que também estariam irritdas se não fosse a
- FLOR! Ai, Cristo! Põe no viva-voz!! - Soph gritou e Bela o fez.
- Oi, suas coisas lindas! - a meninas sumida no Alasca gritou do outro lado da linha.
- Caraca, sua bitch, VOCÊ ESQUECEU DA GENTE, FOI?! - Sam gritou (quem não estava gritando ali, afinal?)
- Ai, gatuxas, nem te conto. Eu bem perdi meu celular no meio de um treco de gelo lá no Alasca.
- Ah! Tá explicado o porquê de você ter ignorado todas as nossas ligações... - Bela ia dizendo...
- E de nunca ter ligado! - e Lia completou.
- É, é por isso. Aí, como eu ia descobrir o número de vocês se na casa daquela tia esquisita NÃO TINHA INTERNET?! E pra piorar, perdi meu único meio de entrar na internet que era meu i-lindo-Phone. - ela se queixou num muxoxo e as meninas riram.
- Como você viveu esse tempo todo sem celular, sua bicha?! - Sam perguntou, bem naquele estilo "I'm shocked".
- Na verdade, minha mãe comprou um pedregulho que os outros insistem em chamar de celular. Mas ele só recebe e faz ligação, isso não é celular pra mim. Eu sou high-tech DEMAIS pra me contentar com aquele projeto de tecnologia. Fala sério, nem jogo da cobrinha tem!
- Cruz credo! - Lia gritou com uma cara de nojo. - Ai, odeio.
- Mas hein, deixa eu falar. Eu bem já cheguei em London town suas vagabas. Tô em casa, já!
- Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah, SUA BITCH SUPREMA! - gritaram. 
- A GENTE VAI PRA SUA CASA AGORA! - Bela decretou.
- Tá! Tô esperando vocês! Venham logo! comprei Starbucks!

Se despediram e desligaram. As quatro, então, foram correndo se "arrumar" (algo como escovar os dentes, calçar os sapatos e roubar casacos quentinhos da Bela) pra depois voarem até a casa da Flor.

Quando chegaram, levaram uns dezoito minutos só pra matar (quase literalmente, porque Flor foi quase assassinada) a saudade. Depois sentaram pra comer starbucks (incrível como essa palavra fazia a fome delas simplesmente desabrochar como uma linda e delicada planta carnívora) e colocar todos aqueles bilhares de quilos de papo em dia.

E colocaram. Meu Deus, as garotas falaram até a língua ficar dormente, e só pararam quando tudo foi revelado. Ou quase tudo. Ficaram faltando alguns detalhezinhos-omitíveis como... "Tô pegando o Fletcher", ou "Tô pegando o Poynter", ou "quase peguei e meio que tive a maior vontade de pegar o Judd", ou até aquele outro "Bem tô achando que eu gosto mais do que deveria do Jones..."
E obviamente, isso levou Flor a perguntar:
- E a vida amorosa de vocês, suas lindas? Como está?
- A minha está... Ah, esqueci de falar que eu tô ficando com o Jones, mesmo ele namorando com a Georgia, não esqueci?
- Esqueceu, sua mocreia! Como você se esquece de me falar uma coisa dessas?!
- Perdão. - ela fez uma carinha dramática. - Esqueci mesmo. Mas, é isso, eu to com o Danny. - concluiu e deu um sorrisinho meigo. Mentira. Sam não dava sorrisinhos meigos, PFFF! Mas a Flor dava. E foi o que ela fez. Sorriu docemente, emitindo um som fanho que se assemelhava com "oooown".
- E vocês três? Não tem nada pra falar não?
- Er... - Bela resmungou olhando para chão. Soph se mexeu desconfortável e pigarreou, e Lia arregalou os olhos se lembrando de uma coisa:
- Ai. Meu. Deus. Hoje eu tinha um encontro com o Henri! Fodeu.
- Que horas?! - Soph perguntou preocupada.
- Oito!
- Xiii, pois é. - Sam comentou - Fodeu mesmo, minha filha, porque já vai dar nove horas e você tá com essa cara de morsa, sem maquiagem nenhuma, com esse moletom parecendo uma dessas solteiras de trinta anos que ficam fazendo brigadeiro pra superar as frustrações da vida, e com esse cabelo à la porco espinho.
- Ai, cruz credo, Sam! - Bela desaprovou. - Lia, seu cabelo não parece porco espinho não, tá?
- Obrigada, Bela. - ela sorriu cordialmente depois lançou um olhar maligno pra Sam, que ria compulsivamente junto com Soph. A Flor só ficava lá, vegetando em alguns momentos no maior estilo "dorgas, manolo", como se estivesse noutro planeta. Sempre assim. Certas coisas não mudam.
Enfim, Thalia tinha acabado de dar o maior bolo da historia dos bolos ever. O pior é que ela não tinha nem telefonado pra inventar uma mentirinha explicando o porquê dela não poder comparecer ao encontro. Ela simplesmente deixou o cara esperando. Coitado.
Mas sabe, pra Lia, era bem mais importante a presença da amiga ali, que ela não via há séculos, do que um encontro com um cara gostoso que beijava razoavelmente bem.


Flor falava de um americano que ela conheceu lá no Alasca. Ele era muito gato, tinha olhos verdes e dread no canelo. Tinha aquela pele da-cor-do-pecado, umas sardinhas sensuais, e sabia usar muito bem seus dedinhos ágeis. Sim, eles já tinhas transado umas quinze vezes pelo menos. Mas aí ele teve que voltar pra Manhattan e ela, pra Londres. Eles ficariam se falando pela internet.
Bela contou da perda da memória, Soph contou das aventuras na starbucks, Sam contou do dia em que ela dormiu na prova de Inglês e acabou babando a prova toda, Lia contou como ela conheceu Henri e que ela achava que Harry estava com ciúmes... Nossa, elas colocaram muitos papos em dia. Quase tudo, a não ser aquelas coisinhas ocultas que vocês já sabem.
Mas bom, aquilo não estava certo. Flor já tinha perdido muita coisa pra que fosse escondido dela esses assuntos importantes.
Então todas elas decidiram que deveriam contar pelo menos pra Florence o que se passava na vida - mais especificamente no coração - delas.

- Er... Flor? - Soph chamou de repente. Vai lá na cozinha comigo? Eu quero que você me ajude a preparar um sanduíche. Tô com fome - ela mentiu.
- Oba! Também tô! Vou com vocês - Bela avisou, já se preparando para levantar do chão onde todas estavam sentadas.
- Não, não, Bela! - Soph deu um grito espontâneo. - D-deixa que eu faço um pra você...
- Ah, então tá, né. - Bela deu de ombros enquanto Sam e Lia trocavam olhares cúmplices ao perceberem que Soph queria conversar à sós com a Flor.
As duas foram pra cozinha e Flor começou a pegar tudo que era necessário pra fazer um sanduíche decente.


- Fale. - Flor se pronunciou ao perceber que a amiga não estava com coragem o suficiente para começar a conversa.
- Flor... - ela suspirou - Não sei se devia estar te falando isso... Porque eu não tenho muita certeza das coisas... Quer dizer, eu não tenho certeza da parte d-dele...
- Pera aí. Dele quem?
Soph engoliu seco e tomou coragem. Fechou os olhos, respirou fundo e olhou hesitante para Flor que a encarava curiosa, segurando uma faca lambuzada de geléia.
- O... D-Dougie. Pronto falei. Eu estou ficando com ele e tô caidinha feito jaca madura por aqueles olhinhos azuis. Eu sei que isso foi a coisa mais brega que você já ouviu, mas é verdade.
Flor ficou lá olhando pra cara dela com os olhos arregalados, bem naquele estilo "eu não acredito que estou ouvindo isso".
- Fala alguma coisa! - Soph pediu, já ficando nervosa.
- E-eu... Nossa. - Foi só o que ela conseguiu balbuciar.
"Soph e Dougie Poynter? desde quando eles andavam juntos? Desde quando eles eram amigos? Desde quando eles dois sentiam atração um pelo outro?! Não que isso fosse impossível! Longe disso! Mas o negócio é que eles dois nem se falavam direito... Quer dizer, eles nem se conheciam direito... Os meninos tinham mais contato com a Bela e com a Sam, mas Soph? Desde quando eles tinham algum tipo de relação?! Wow!"
- O que foi?! O que que tem?! Fala direito, Flor!
- Ok. Bom, estou chocada, mas... Até que vocês formam um casal fofinho! Er... Eu não sei o que dizer, sei lá... O que as outras disseram?
- Pois é, as... As outras não sabem.
- Como não sabem?! Por quê?!
- Exatamente porque eu não sei se esse rolo todo com o Dougie vai dar certo... Eu não quero me precipitar e depois ser chutada, sabe? Só to te contando porque eu precisava compartilhar com alguém... E você é sempre tão sincera e... Olha, Flor, por favor, não conte a ninguém.
- Sophia, não acho certo esconder isso das suas melhores amigas. Logo elas que te contam tudo...
- Eu sei, mas... Por favor, eu só preciso de um tempo pra saber se tudo isso vai dar certo...
- Você sabe que se cair na mídia antes delas saberem a coisa vai ficar preta, não sabe?
- Eu sei... Mas...
- Tudo bem. Você que sabe. Não se preocupe, não vou dizer nada. E... Boa sorte com o Doug. - sorriu.
- Obrigada, Florence. - elas se abraçaram. Nesse tempo todo, Flor ficou fazendo o sanduíche pra Bela, e tacou tudo que tinha na casa como recheio. A garota ficou radiante.

Enquanto isso, na casa dos meninos... (Quer dizer, na casa do Tom, mas dá no mesmo.)


- Ok, já chega de Xbox. Vamos sair? - Harry sugeriu e todos se olharam entre si.
- Pra? - Dougie perguntou erguendo a sobrancelha.
- Ué, pra beber, pegar mulher... O de sempre, cara! - Harry respondeu se levantando e deixando a latinha de cerveja sobre a mesa.
Os três, que ainda estavam sentados, se remexeram desconfortavelmente e desviaram seus olhares para pontos variados da sala de TV.
- Qual é? Cês não querem?
- Er... Sei lá... - Tom coçou a nuca, incomodado - Estou com uma vontade incrível de - "ligar pra Bela e me encontrar com ela pra gente passar o resto do fim de semana juntos na minha cama realizando todas as minhas fantasias sexuais" - jogar poker hoje.
- É, eu também! - Dougie concordou imediatamente.

Dois mentirosos.
- Pra mim, eu iria pra casa da Sam agora, mas nem rola. Ela me ligou falando que ia sair com as amigas. - Danny informou dando de ombros.
Opa, pera aí.
- Que amigas? - Tom perguntou, curioso.
- Ué? Que amigas? Depois eu que sou o burro. As de sempre, né, animal! Bela, Lia, Soph e a Flor, porque ela voltou do Alasca.
Ah, então elas podem sair?!
- E... Pra onde elas foram? - Tom manteve a curiosidade, agora um pouquinho mais indignado.
- Porra, Fletcher, estamos numa sexta à noite. Onde você acha que garotas vão nas sextas à noite?! - Harry se intrometeu no diálogo, todo convicto de que estava certo.
- Óbvio que elas foram pra alguma boate. - Danny sentenciou, folheando um gibi que estava sobre a mesa.
Então elas podem ir pra farra enquanto eles ficam em casa chupando o dedo?! Nem fodendo! (quer dizer... Fodendo, eles até ficariam... HAHAHAHA)
- VAMOS SAIR. - Tom se levantou, decidido, e quarenta minutos depois todos eles já estavam saindo de casa. Todos lindos e maravilhosos e cheirosos e sensuais e pintosos, estrondando geral, pura rataria.

Foram pra uma boate luxuosa, que, na verdade, era bem próxima a casa do Tom, então eles demoraram pouco mais de vinte minutos pra chegar lá. Estava cheio, e, nossa, tinham muitas garotas. E daquelas bem gostosas com roupas curtas e maquiagens coloridas. Vulgares, mas boas....

Bela's POV

Estranho... Já tá tarde e o Tom não ligou. Nem mensagem... Nem sinal de vida.
- Er... Meninas, com licença. Vou ao banheiro.
- Cocô ou xixi? - Sam perguntou com uma cara de nada. Bom, não sei quanto tempo vou demorar, então...
- Cocô. - disse, antes de sair correndo do quarto e me trancar no banheiro.
Disquei o número dele rapidamente e me sentei na privada, esperando chamar.

Tom's POV


Eu tava sentado num canto, com uma menina do meu lado, se esfregando em mim com uma cara de puta do cacete, e eu estava tentando ignorá-la, mas tava difícil porque ela ficava m enchendo o saco.
Não que eu estivesse virando gay, mas sabe, tem a Bela, e eu realmente amo ela. E somente ela. Mesmo estando meio irritado com o que ela fez.
Aí meu celular tocou. Não olhei pra ver quem era, simplesmente atendi.
- ALÔ. - disse alto por causa da barulheira.
- Tom?!

Bela's POV

Pera aí, que merda de barulho é esse?!
- Bela?!
- Tom, onde você tá?
- Onde você tá?
- Eu perguntei primeiro. Mas acho que você nem precisa responder, né? Acho que eu sei bem onde você está. - alfinetei com raiva.

Tom's POV


- É o que?! Ah, Johnson, me poupe, né. Você pode sair com suas amigas e eu não posso sair com os meus?!
- Ahn?! Tá louco? Uma coisa é sair com as amigas pra ir na casa uma da outra. Outra coisa é ir pra boate, né?!
- O que?
- Lerdo, eu to na casa da Flor!
- Na casa da Flor? Mas o Danny disse que...
- O Danny? Você vai mesmo na onda do Danny sem me ligar antes pra confirmar?
- Ai, merda...
- Que foi Tom? Quem é? - A voz fina e arrastada da menina que se esfregava em mim ecoou pelos meus ouvidos...

Bela's POV

- Que foi Tom? Quem é? - de quem é essa voz?!
- Tom, quem tá com você?
- Ninguém.
Olha. Tudo bem que eu possa estar sendo meio infantil, meio impulsiva, meio... Idiota... Mas eu comecei a chorar naquela hora mesmo. Acho que eu tinha um ciúme sobre-humano do Tom, por ainda não confiar 
completamente nele.
- Bela? Alô? - ele perguntou enquanto eu ignoráva-o tentando não fungar alto para ele não escutar. Em vão. - Você não está chorando, está?
- Tcahu, Fletcher! - achei melhor desligar antes que ficasse vergonhoso demais. Eu já estava patética ao quadrado chorando igual a uma cabra dando cria, e não queria que a vergonha piorasse. Deus, como eu conseguia ser infantil às vezes...

Bela's and Tom's POV off

Bela saiu do banheiro depois de lavar o rosto e se recompor do pequeno pranto, e voltou para o quarto fingindo ter um crise de espirros para explicar o motivo do nariz e olhos vermelhos. Espertinha, ela.
Acabou ficando tarde, e as amigas foram embora. Menos Bela. Assim que todas saíram e só restou ela e Flor, ela voltou a chorar como uma retardada.
- Meu Deus! O que foi?! - Flor se assustou, sentando de frente pra ela e segurando suas mãos.
- Ai, Flor... O que eu vou te contar agora, v-você não pode contar pra ninguém. - ela soluçava.
- Não vou contar, fica calma... Quer uma água? - ofereceu, e Bela negou com a cabeça, respirando fundo pra começar a explicar toda história entre ela e Tom.
- Wow. - foi só o que escapuliu da boca de Flor assim que ela ouviu tudo.
Aquilo era completamente inacreditável. Bela amava Tom? Tom amava Bela? Eles se pegavam escondidos?
Wow.
Wow.
Wow.
Wow.
Isso era uma coisa forte demais pra se descobrir assim.
- Tá legal. Acho que agora eu preciso de uma água. - Flor falou, piscando forte e sacudindo a cabeça



Florence estava pasma. Completamente pasma e surpresa. Demorou alguns segundos pra digerir tudo que tinha acabado de ouvir.
- Cara, é sério, eu não acredito nisso! Quer dizer... Vocês se odiavam! Mas se amavam! Isso é tão confuso! E lindo!
- É... - ela suspirou e voltou a chorar.
- Ah, calma Bela... Vai ver foi um mal entendido...
- Eu... Eu tenho um trauma que me faz sentir muito mal quando eu vejo o Tom com outra garota...
- Isso tem a ver com o motivo do seu ex-ódio por ele?
- Tem... Mas... Desculpe, Flor, não me sinto pronta pra falar disso.
- Tudo bem... Mas para de chorar, Bela... Você nem esperou ele se explicar.
- Mas ele nem tentou! - ela soluçou. Flor a puxou para um abraço, e então elas ouviram o interfone tocar.
- Alô? - Florence atendeu, estranhando a portaria ligar àquela hora.
- Senhorita Florence?
- Oi.
- Er... O Tom Fletcher está aqui na portaria. - o porteiro disse chocado com o fato de Thomas Fletcher, aquele do McFLY, estar parado com seu carro, tarde da noite, na portaria perguntando por Florence.
- S-sério?! Ai, meu Deus. Manda logo ele subir! Obrgada, Sr. Oliver! Tchau!
- Boa noite. - ele disse antes de desligar, e autorizou a entrada do Tom.


Flor olhou pra Bela com os olhos arregalados, e a amiga ficou sem entender.
- Tom Fletcher não morre cedo. - ela disse tensa, e Bela quase desmaiou ali mesmo. Mentira, isso foi um exagero. Ela só ficou nervosa pra cacete.
Pouco tempo depois a campainha tocou.
- Ai, meu Deus! O que eu faço?! - Bela sussurrou, desesperada, e Flor balançou negativamente a cabeça, alegando que não sabia. Foi em direção a porta e Bela se jogou no sofá, pegando o controle e fingiu uma cara de tédio, zapeando pelos canais.
Tom entrou. Ele tava nervoso.
Flor gelou.
Bela quase cagou nas calças.
- Precisamos conversar. - ele disse, olhando pra Bela que não retribuía o olhar, depois de ter cumprimentando a Flor. - Não vai falar nada?
- Não tenho nada pra falar. - ela mentiu.
- Er... Eu estou oficialmente me retirando estrategicamente da minha sala de estar e indo me trancar lá no quarto e prometo não ficar fuxicando a conversa de vocês, então sintam-se à vontade, e tchau. - Florence tagarelou e depois saiu correndo pro seu quarto, como prometera.
- Ok. Eu sei que você tem muitas coisas pra dizer, Bela, e... -Tom ia dizendo mas foi logo interrompido.
- Mas eu tenho certeza que você tem muito mais coisas pra me dizer, não é?
- É. - ele suspirou pesadamente - Primeira coisa. Me desculpe por não ter te ligado pra saber se o Danny tinha falado sério. Não sei o que deu em mim pra acreditar tão facilmente. Segunda coisa: não deu nem tempo de acontecer alguma coisa naquela boate. Eu cheguei, peguei uma bebida e sentei, aí veio uma menina com a maior cara de puta, sentou do meu lado, ficou se esfregando em mim, só que ela começou a ficar estressada porque eu nem olhava pra cara dela, e você pode perguntar isso pros caras, se você quiser. Aí, depois disso, você me ligou e eu tava irritado e aconteceu aquela merda toda que você já sabe.
Bela ouviu tudo com atenção. Obviamente, sabia que aquilo era verdade, e ele já estava praticamente perdoado. Era só isso que ela queria. Uma explicação dos fatos.
Tom a olhou e ela continuava com aquele bico enfezado, e com os braços cruzados. Sabia que ela havia chorado pelo nariz vermelho e olhos inchados. Ele achou aquilo tudo... Bonitinho, apesar de trágico.
- Bela, olha pra mim. - ele segurou o rosto dela, virando-o em sua direção pra que se encarassem. - Você me desculpa?
- Não sei. - ela resmungou desvencilhando seu rosto da mão do Tom. - Você é tão... Urgh! - ela esbravejou.
Tom bufou, irritado, sem saber o que mais fazer, e jogou  as costas pra trás, aconchegando-se com brutalidade no sofá. Ficou encarando a TV, que passava um jogo de cricket, emburrado.


Ok. Bela já tinha o desculpado. Não tinha nenhum motivo pra estar irritada com ele, e agora ele era quem estava irritado com ela. Duas criancinhas pentelhas birrentas.
Já havia se passando QUINZE minutos de silêncio. QUINZE! Era criancice demais... 

Bela estava começando a ficar com a consciência pesada. Por isso, como se ela fosse um gato felpudo foi se remexendo até se encostar em Tom, então começou a engalfinhar seu rosto no pescoço dele, respirando seu perfume e dando alguns beijinhos delicados. Passou uma das mãos pelo abdômen dele, deslizando até abraçá-lo de lado. Continuou o que estava fazendo, e Tom ficou olhando aquilo com o canto dos olhos, desconfiado.
- Tom...? - ela sussurrou ao pé de seu ouvido.
- Hm.
- Me desculpa também? - ela miou, dengosa, com a cabeça afagada na curva de seu pescoço.
- Você já me desculpou?
- Talvez.
- Talvez?
- Tudo bem. Eu já te desculpei.
- Então eu também te desculpo. Mas pelo que mesmo? - ele nem sabia do que se trava o pedido de desculpas dela.
- Me desculpa por eu não ter te desculpado. - ela pediu, e sua voz saiu abafada por sua boca estar contra a pele do pescoço dele. Tom sorriu e passou a mão pelos cabelos dela. Como podia ele deixar Bela chateada a ponto fazê-la chorar? Ela não podia ter pedido desculpas. Não tinha culpa nenhuma.
- Eu te desculpo. Vamos esquecer isso tudo.
Os dois se encararm, sorriram e se beijaram calmamente.

Sabado foi um dia tranquilo. Os nove se viram e foram ao boliche juntos. Foram atacados por paparazzis, mas não foi algo que pudesse abalar o dia deles.
Domingo já nã foi tão bom. Quer dizer. Não foi tão bom pra Thalia.
Ela acordou com um telefonema. Um telefonema de Henri.

Flashback on (11:45 da manhã)

- Alô? - ela respondeu com a voz rouca de sono e os olhos ainda fechados.
- Thalia? - gelou ao ouvir a voz de cabra macho dele.
- Oi! Er... Tudo bem?!
- Tudo. E com você?!
- T-tudo ótimo.
- Sério? Nossa, que bom. - Impressão dela ou ele tinha um pinguinho de ironia na voz?
- Ah, Henri, me desculpe por sexta... É que uma amiga minha, uma amiga muito especial, chegou de viagem e eu não a via há muito tempo, aí me senti na obrigaçã de falar com ela... - até aí, tudo verdade. - Mas aí meu celular pifou! - e então começaram as lorotas. - Não tive como falar vom você, me desculpa mesmo...
- Oh, sério? Pois é, mas eu odeio levar bolo.
- Ai, me desculpa, Henri...
- Thalia, vamos remarcar esse encontro pra sexta que vem. E se você me der um bolo... Olha, eu sou muito vingativo ouviu? Espero mesmo que você não falte dessa vez. - e então ele desligou.
A voz dele tinha sido tão malvada, que Lia tremeu na base. Sério mesmo, ela ficou com medo do cara. E também com um pouco de raiva pelo tom ameaçador, mas ela realmente achou melhor não faltar o encontro.

Flashback off

Bela havia acabado de tomar banho. Ela tinha hora marcada com seu amigo tatuador e colocador piercings. Ia aumentar seu mini alargador de 2mm para o de 4mm. Ela já tinha o de 2mm há um século e estava enjoando, então decidiu colocar um maior. Depois do alargador ela iria pra casa pois seu cabeleireiro estaria esperando-a, e depois do cabeleireiro, faria massagem e hidratação facial. Dia cheio.
- Alô.
- Oi, Sam.
- Oi, cabrita. Tudo bem? Já está com saudade?
- Não, eu só queria saber se você não quer ir comigo lá no Frank. Vou alargar pra 4mm hoje.
- Ah, quero! Que horas você vai?
- Vou comer e depois vou sair. Quer que eu passe aí?
- Quero. Beijo.
- Beijo.
As duas desligaram e Sam saiu correndo pra se arrumar. Ela não tinha muitos planos pra hoje, então qualquer coisa seria melhor do que o tédio de ficar em casa sozinha.


Soph, depois que acordou, foi ver TV e comer. Depois foi pro computador, onde conversou com o Dougie pelo Skype, depois foi cozinhar o almoço. Uma amiga da faculdade iria pra casa dela hoje pra que elas fizessem um trabalho juntas.


Tom's POV

Eu não tinha nada de bom pra fazer, então...
- Oi, Tom!
- Oi, Bela. Vai fazer o que hoje?
- Vou no Frank alargar pra 4mm.
- Sério?! Deixou de ser medrosa?
- Medrosa é o teu ânus.
Gargalhei.
- Enfim, queria te ver.
- Também queria te ver, mas hoje vai ser super complicado. - ela reclamou. - Tenho meio que um dia de beleza hoje.
- Dia de beleza?
- Aham... O Pablo, meu cabeleireiro, vai passar lá pra dar um jeito no meu cabelo, depois uma outra moça também vai lá pra fazer não sei o que no meu rosto. Enfim, hoje eu tenho um dia cheio e a culpa é toda da Lia que marcou isso tudo pra mim.
- Poxa... - Me lamentei com a voz mais manhosa possível, de um jeito mais homossexual que o Dougie. Não, não foi tão gay assim...
- Awn, não faz essa voz...
- Eu quero te ver. - reafirmei firmemente.
- Também quero.
- Então se olha no espelho, aí você vai se ver. - Fiz a piada, hehehehe.
- AAAAAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH! - ela soltou uma gargalhada alta. - Bom, se você quer mesmo me ver, aparece aqui em casa à noite.
- Pode crer que eu vou. - Wow, agora as coisas começaram a ficar interessantes.
- Ok, senhor animadinho. Apareça aqui depois das oito. Beijo.
- Beijo.
Desligamos. 

Ai, ai... como é bom viver. Quer dizer. Como é bom viver quando você ama e é correspondido. Acho que quando eu e Bela nos casarmos, eu vou chorar igual a uma gazela. Mas eu só acho.

Tom's POV off


Danny's POV

Meu dia estava bem normal até a Georgia me ligar e avisar que me desculpava pelo jeito que eu tinha falado com ela naquela festa. Ah qual é?! Por que ela não termina logo comigo, hein?

- Então, amor, acho que a gente já podia contar pra imprensa que nós estamos juntos!
- Não! Não podemos!
Claro que não podíamos! Vai que a imprensa me vê com  a Sam depois de eu dizer que eu estou com a Georgia?! É o fim da minha vida!
- Por que não, mozinho?
- Ah, Georgia, acho que essa coisa de imprensa é... É muito... Essa coisa de imprensa é... - eu estava sem ideia nenhuma pra inventar mentira...- é ultrapassada. Namoros do futuro não são divulgados na imprensa.
- De onde você tirou isso, Dan?
- Ué, eu tirei isso das revistas, ora.
- E que revistas?
- Ah, sei lá, Georgia. Não sei, não lembro. - balancei os ombros com descaso.
- Hum... Ok, então a gente continua em segredo. Mas pode apostar que eu vou comprar todas as revistas atuais pra saber se isso é verdade, e se não for, meu amor, eu conto pra todo mundo no mesmo dia que a gente voltou.
- Não!
- Não o que?
- Não compre revistas.
- Por quê?
- P-porque... Er... Porque... Ué, porque comprar revistas tá fora de moda! Dãã!
Ela me olhou desconfiada. Sorte que a Georgia não é aquele primor de inteligência.
- Danny, Danny... Você está na minha mira, hein... - ela avisou num tom desafiador, parecendo o jeito como a minha mãe fala comigo quando eu faço alguma merda.
- A, amor, relaxa. - Falei, começando a prestar atenção na TV.

Danny's POV off


Flor estava saindo de casa para encontrar Thalia no shopping, pois a mesma ligou alegando que queria conversar sobre algo importante.
Não demorou pra que as duas já estivessem lá, almoçando no Burger King.
- E então? O que era tão importante?
- Bom, acho que o assunto é tão secreto quanto importante, então, pelo amor de Deus, isso fica só entre a gente. - Lia pediu com uma cara séria.
- Wow, mais um assunto secreto. - Flor deixou escapulir fazendo com que Thalia olhasse com uma cara confusa.
- Ahn?
- Er... Nada. Fala logo o que você tem a dizer.
- Erm... Tudo bem. Ok. Eu consigo. - Disse a si mesma, mas em voz alta, e Flor riu. - É sobre mim e o... O H-Harry. Eu e ele... Nós... Sei lá. A gente já namorou falsamente por um tempo... E a gente quase se beijou, e, sabe, eu queria muito ter beijado ele. Mas ele é tão galinha e... Eu não queria prejudicar minha futura carreira, minha imagem...
- Pera aí. O que ficar com o Harry tem a ver com sua imagem?!
- Tem tudo a ver! Eu seria vista como babaca! Pelo mundo todo! E quando fosse me tornar uma super manager, todo mundo ia saber que eu fui idiota por ter dado corda pro Harry!
- O quê?! Você é doida ou o quê?! Isso não tem nada a ver, cara!
- ENFIM, eu não quis ficar com ele, mas ele dava super em cima de mim, se dizia a fim de mim, era fofo comigo e tal... Mas eu não quis. Só que, sei lá, no fundo eu queria sim, sabe? Aí eu deixei passar. Foi quando eu comecei a sair com o O'Brian e então ele teve um ataque de ciúmes. Agora a gente não se fala mais, e ele voltou a pegar geral... E quem tá ciúmes sou eu! Mas não conta isso pra ninguém! Nunca! Eu não quero que ninguém saiba disso! Nem eu queria sentir isso por ele... Mas, cê sabe, ninguém manda nos sentimentos. E isso é uma merda.
- Meu Deus. Eu tô chocada. Então... Você e Harry também...
- Também o que?
- N-nada, deixa pra lá. Mas... Céus, as coisas mudaram por aqui, não? - Flor se sentia sem fôlego. - Tá todo mundo se arranjando...
- Todo mundo quem?
"Shit! Eu tenho que aprender a calar a boca quando eu fico chocada!"
- Ah, você sabe, eu sou meio exagerada, é que eu e você estamos nos arranjando e...
- Eu não tô me arranjando! Eu tô é ferrada, isso sim. O Henri ficou injuriado com o bolo que eu dei e agora tá me impondo um encontro na sexta. Ele até me ameaçou!
- Sério?!
- Aham. Vai que aquele louco me mata?
- Ai, Lia, acho melhor você contar pra alguém desse encontro. Sei lá, né, vai que alguma coisa da errado?
- Não, eu sei me cuidar. Tá tudo bem, eu só tô com um pé meio atrás, né... Mas eu vou e vou acabar logo com essa história.
- E aí vai contar pro Harry que você tá caidinha por ele?
- Basicamente isso.
- Então você admite que está caidinha por ele?
- E por que eu não admitiria? Quer dizer... Só você pode saber.
- Olha... Eu acho que vocês não deviam ficar nessa de esconder coisas uma da outra...
- Ah, mas fica tranquila Flor. A gente não esconde coisas uma da outra. Eu só não quero contar isso pra elas por enquanto. A gente não fica guardando segredinhos uma da outra não...
- Acredite, vocês fazem isso. - Flor comentou vagamente, fitando a mesa, mas Thalia ficou sem entender e deu de ombros, abocanhando seu sanduíche.

Harry estava em casa, no computador, mais especificamente no twitter, respondendo algumas fãs, quando Dougie chegou na casa dele.
- Olá, Dougie! -  a mãe do Harry cumprimentou assim que ele entrou em casa. - Harry está lá no quarto. Não baguncem nada, ouviu bem?
- Sim senhora, Sra. Judd. - ele soltou uma risada e correu até a escada, subindo apressadamente. - Oi, Harry.
- E aí? - ele respondeu sem tirar o olho do computador.
- Nossa, hoje vai chover absorvente.
- Ahn? - Harry ficou sem entender.
- Pois é, vai chover absorvente hoje. Você tá no twitter.
- A-HA-HA. - riu sarcasticamente - Engraçado, você, hein? Fique sabendo que eu sempre dou uma olhada no meu twitter, o problema é que eu sou ocupado demais pra mexer efetivamente nele.
- Ah, sim. Tem sempre uma mulher na sua cama perguntando onde você jogou o sutiã dela.
- Talvez. No caso, hoje, a mulher na minha cama não está usando sutiã. - comentou segurando a risada, quando viu que Dougie estava esparramado na cama. 

- Piadista... E quem disse que eu não uso sutiã?
- Veio aqui pra quê? - Harry perguntou por curiosidade, ignorando a pergunta anterior. - Porque eu sei que quando você não tem nada pra fazer, você vai pra casa do Tom, e não pra minha, então você deve estar querendo alguma coisa.
- É. É que eu tava lá em casa pensando e...
- Pera aí. Você estava o quê?!
- Pensando... - Dougie repetiu sem entender.
- AGORA SIM VAI CHOVER ABSORVENTE! DOUGIE POYNTER PENSANDO!
- Vai à merda. - Ele bufou e soltou uma risadinha. - Enfim, eu estava pensando nas nossas férias de Natal, quer dizer, não sei onde a gente vai passar o Natal esse ano, mas, bom, as coisas mudaram muito. Nós passamos a falar com a Lia e com a Soph, e agora elas são nossas amigas, o Danny tá pegando a Sam, e o mais importante: Tom voltou a falar com a Bela finalmente, o que me levou a pensar na possibilidade de todos nós passarmos o Natal juntos. Não ia ser foda?
- Ia... É mesmo! Ia ser foda demais! - Harry se animou. - Lembra de antigamente, quando eu, você, Tom, Danny, Bela, Sam e as primas da Bela passamos o Natal juntos na casa dela? Foi o melhor Natal de todos.
- Foi mesmo, cara! Eu tava pensando nisso! Ia ser demais se a gente fizesse de novo, ainda mais com a Flor, a Lia e a Soph, dessa vez!
- E pra onde você pensou em ir?
- Ah, aí já é pensar demais, né?
- Pra você, com certeza. Enfim, que tal... Canadá?
- Canadá? Ah não. Aqui já é um frio do cacete, aí a gente vai pra lá pra pegar mais frio?
- Tem razão. Temos que ver um lugar quente.
- Califórnia!
- Não, imbecil. Estados Unidos é frio nessa época. Califórnia deve ser sem graça.
- Claro que não, seu burro. Califórnia é calor o ano todo.
- Você deve sofrer de algum tipo de retardo mental. Esquece a Califórnia. Nós vamos pra Barbados.
- Cara, acho que seria justo perguntar a opinião de todo mundo antes.
- É. É verdade. Marca com todo mundo amanhã, às duas, na casa do Tom.
- Beleza. Tem comida aí? Tô com fome.

Soph tirava seu suflê de queijo do forno quando a campainha tocou.
- Oi Zoey!
- Oi Soph! Tudo bem?
- Tudo sim! O suflê acabou de ficar pronto, chegou bem na hora!
- Eba! - Zoey comemorou sorridente, deixando sua bolsa no canto do sofá. - Seu apartamento é lindo!
- Jura? Obrigada!
- E... Aquela ali na foto é a Bela Johnson? - a menina perguntou apontando para uma foto sobre o móvel da sala, onde Bela e Soph estavam encardidas de várias cores de tinta, com uns treze anos, no jardim da antiga casa de Soph.
- É. - Soph respondeu indiferente, terminando de colocar a mesa.
- Wow, então vocês se conhecem desde novinhas, né?
- Aham. Desde novinhas. - Soph sorriu. - Vem comer!
As duas almoçaram conversando sobre diversos assuntos e depois começaram a fazer o trabalho da faculdade. Não era nada complicado então elas terminaram antes do esperado. Logo começaram a conversar de novo.
- Mas então, me conta alguma coisa legal sobre a Bela...
- Ah, sei lá. Ela não é legal. - Soph deu de ombros. - Brincadeira! Ela é um doce. Maluca, estabanada, engraçada... Sei lá.
- Ah, me conta alguma coisa empolgante, vai! Me conta uma coisa que ninguém sabe.
- Er... Tipo o que?
- Sei lá, tipo uma segredo esquisito dela.
- Segredo? Que tipo de amiga eu seria de contasse um segredo? - elas riram.
- Ah, Soph. Qual é, conta aí. Conta qual foi o primeiro cara que ela transou, e com quantos anos... Ou com quantos ela transa por semana.
- Ahn? Como assim? Você acha que ela é uma puta? - Soph perguntou rindo, mas ela estava intrigada.
- Ah, qual é. Olha as roupas que ela usa, as fotos dela e olha só o filme que ela fez.
- Você fala como se ela tivesse feito um filme pornô. Qual é, no Ordinary Fantasy só tem uns amassos intensos...
- Mas ela com certeza já dormiu com vários caras.
- Zoey, ela é virgem, só teve um meio namorado na vida toda e raramente fica com algum cara. Ela é a pessoa mais santa que eu conheço.
- Bela Johnson é virgem? Com dezessete anos na cara? - Zoey fez uma cara de "du-vi-do!".
- Mais virgem que Maria. - Soph confirmou e Zoey deu uma gargalhada. - Mas por que toda essa curiosidade sobre a vida dela, hein? Cê nunca foi disso...
- Ah, nada não. Mas como você pode ter tanta certeza que ela é virgem?
- Primeiro que ela usa uma correntinha de ouro branco que a vó dela deu a ela. Ela usa no tornozelo, representando a inocência dela, e a Bela disse que só tira aquela correntinha quando ela perder a virgindade. Bom, ela que me contou isso. Na verdade, eu não deveria ter te falado isso por que era meio que um segredo que só as amigas mais intimas dela sabiam. Então não conte a ninguém, ok? Enfim, isso é uma das coisas que me faz saber que ela virgem. Outra coisa é que ela nem tem com quem transar, porque ela nunca fica com ninguém em festas, não sai com ninguém, não tem namorado e o mais importante: não é do feitio dela.
- Hum... Então ela é mesmo virgem.
- É. Cara, essa coisa de foto não é ela quem decide, e as roupas que ela usa não tem nada a ver com a conduta dela. Sabe, acho que vocês andam fazendo um julgamento meio errado dela. Esse pessoal que não a conhece vive achando esse tipo de coisa.
- Que pessoal?
- Esses que não são fãs, ora.
- Er... Tudo bem, acho que já tenho o que preciso. Tenho que ir, Soph. Obrigada.
Zoey se levantou repentinamente e saiu, deixando Soph sem entender nada.
- Já tem o que precisa? Do que ela tava falando? - perguntou a si mesma, enquanto arrumava a bagunça do quarto.

- OUTCH, OUTCH! MEU DEUS, POR QUE VOCÊ NÃO ESTÁ BERRANDO?! - Sam perguntou gritando, como se fosse ela quem estivesse sentindo dor.
- Porque eu não sou maluca igual a você. - Bela respondeu indiferente, enquanto tentava esquecer a dor que latejava conforme Frank ia alargando seu buraco (que isso não seja interpretado de um jeito assanhado).
- MAS ISSO DEVE ESTAR DOENDO PRA CACETE! OOOUTCH!
- PARA DE GRITAR, CARAMBA! TÁ TIRANDO MINHA CONCENTRAÇÃO! - Bela reclamou e Frank riu.
- Já tô acabando, Bela. Só mais um pouquinho, e... Pronto. Acabei.
- Ai, tá doendo. - Bela resmungou abanando a orelha e levantando da maca.
- Legal, minha vez. - Sam disse aproximando-se de Frank. - Faz com jeitinho em mim, tá, Frank? - Fez um charminho, fazendo sua melhor cara de eu-sou-pura-sedução, que deixou Frank babando. Sim, ele tinha uma quedinha por Sam.
- Pode deixar, gracinha. Farei com todo carinho. - ele deu uma piscada e Sam, um sorrisinho. Ela deitou-se na maca, e então a gritaria começou.
Sam também tinha uma alargador de dois milímetros e também havia decidido aumentar pra quatro. Ela só não tinha o feito antes pois conhecia a dor que era, e ela sabia que não conseguia controlar os gritos.
Tudo bem que existem pomadas anestésicas e tal, mas quem disse que disse que tirava a dor? Não tirava merda nenhuma! Aquela pomada era quase que psicológica. Só ficava meio dormente, mas a dor não sumia. E era uma dor bem ruim.
Nem Sam e nem Bela  tinham coragem de colocar em casa depois que uma das primas da Sam colocou e a orelha da garota quase caiu de tão infeccionada. Mentira, exagerei, mas a orelha da garota ficou muito nojenta. Aí, elas só cogitaram alargar através de um profissional. Por isso, as duas estavam lá, gritando no Frank.


Bela's POV


Quando eu cheguei em casa, Lia estava lá, deitada no meu sofá com um creme verde no rosto. Eu ri. Ela parecia um cacto. Pablo deu um pulo super afeminado, e veio correndo até mim de um modo afeminado, me deu dois beijinhos afeminados e pegou no meu cabelo afeminadamente.
- O que você quer mudar aqui, honey? Teu cabelo tá um arraso!
- Pergunte a Thalia. Ela que disse que eu precisava fazer alguma coisa nesse meu cabelo.
- Primeiro que eu não vou tirar um dedo se quer do seu cabelo porque suas pontas estão ótimas e o comprimento está di-vi-no. Segundo que eu me recuso a pintar seu cabelo agora, nem mudou a estação, diva!
- Pablo... - Lia chamou tentando não mover muito seus músculos faciais enquanto uma mulher gorda com uma aparência rabugenta fazia uma leve massagem em suas têmporas. - Eu te chamei só pra você fazer uma manutenção. Faz uma hidratação pesada, joga uns produtos pro cabelo dela ficar bonito 24 horas... Sei lá, aquelas suas mágicas.
- Ah, sim... - Ele concordou, colocando a mão na cintura e avaliando meu cabelo. - Já sei o que vou fazer.
- AH, NÃO. NÃO COMEÇA A JOGAR AQUELAS QUÍMICAS NO MEU CABELO NÃO. - me defendi, dando passos pra trás aí esbarrei na minha própria bolsa que estava no chão e tomei um lindo tombo.
- Ai, coração, relaxa. Eu sei que sua mãe não gosta que fiquem colocando química no teu cabelo, e eu não vou colocar nada disso não. São só uns produtinhos novos que eu comprei. E são caros hein, vou logo avisando. Nem estão vendendo em salão ainda. É direto do laboratório. Exclusividade do Pablozinho aqui. - ele apontou pra si mesmo e fez cara de Drag Queen.
- Tá. - eu me levantei. 
Incrível como os mais íntimos nem se importam mais quando eu caio. Pablo sempre foi cabeleireiro desde que me tornei famosa, e se ele se preocupasse todas as vezes que eu caísse ou derrubasse alguma coisa, ele já estaria num manicômio.
Fui lavar o cabelo com os produtos que ele mandou, aí ele passou mais uns três cremes, depois fez um escova e uma chapinha pra fixar o produto no meu cabelo. Nesse meio tempo, fiz a tal drenagem e massagem facial, junto com um peeling de limpeza profunda e extra brilho de sei lá o que. Só sei que ardeu meu rosto todo, mas depois fiquei com pele de pêssego e sem olheiras. Valeu a pena tudo o que eu sofri.
Thalia também ficou toda bonitona, depois pagou aos dois excelentes profissionais que deixaram minha casa em seguida.
- Ai, dia cheio. - ela comentou, sentando-se no sofá.
- Pois é... Que horas são?
- Cinco pras oito.
- CINCO PRAS OITO
- Sim. Por que a surpresa?
- Er... Nada. Sabe, eu preciso que você dê o fora daqui. Tipo agora.
- Ahn?
- É, rala peito, peida na farofa, vaza.
- Por quê? Não to afim não...
- Eu tenho um compromisso. Um compromisso sozinha. - ou com a companhia de qualquer cara britânico que tenha uma banda, uma mono-covinha na bochecha esquerda, tenha belos olhos cor de mel, um sobrenome que comece com F e um nome que comece com T. Seria bom se ele tivesse uma tatuagem sensual de estrela no peito, e uma outra bem parecida no pé, músculos bem definidos por todo o corpo e um cabelo claro. Se for um cara com essas características, ele tem o direito de participar do compromisso que reservei para essa noite. 
- Que compromisso?
- É secreto, agora você pode ir embora de uma vez?
- Ai, sua chata. - Lia resmungou e se levantou do sofá. Lancei um sorrisinho sem mostrar os dentes pra ela, que retribuiu sarcasticamente.
- Não se esquece que eu te amo! - Gritei antes dela sair.
Algo como 7 minutos. Esse foi o tempo entre a saída da Thalia e o toque do interfone avisando que Tom estava subindo. Foi o tempo de eu ir ao banheiro e prender meu cabelo num rabo de cavalo alto (só porque eu odeio meu cabelo no período recém-chapinha, aí eu sempre faço um rabo de cavalo pra ficar menos odiável).

E... Bom, nossa noite foi, hm, maravilhosa.

Bela's POV off




A campainha da casa do Tom tocou. Ele estranhou, eram duas da tarde e ele havia acabado de chegar da escola. Quando abriu a porta, Soph, Flor, Lia, Sam e Bela entraram sorridentes.
- Ah, finalmente vocês chegaram. - Harry falou, se levantando do sofá. Dougie imitou seu ato e foi cumprimentar as meninas. Danny desceu as escadas afobado, perguntando se eram elas.
- Pera aí, só eu que não estou entendendo nada? - Tom perguntou meio confuso.
- Ih, cacete! Esqueci de avisar pro Tom da nossa reunião! - Dougie exclamou levando as mãos à cabeça.
- Vocês marcaram uma reunião na casa do Tom e não avisaram pro próprio Tom? - Soph perguntou boquiaberta e Bela soltou uma gargalhada, se jogando no sofá.
- Esquecemos, ora... Acontece nas melhores família. - Harry se explicou indiferente.
- Mas a reunião é sobre o que? - Tom perguntou, sentando ao lado de Bela.
- Eles dois não quiseram falar. Só falaram que era importante e que era pra gente não se atrasar. - Flor informou.
Então todos se sentaram: Bela na ponta do sofá, ao lado de Tom. Na outra extremidade do sofá, Soph sentou ao lado de Dougie. No outro sofá, Lia sentou ao lado de Harry, mantendo uma certa distancia (não não tão grande), e na outra ponta desse sofá, Sam sentou no colo de Danny. Flor, meio constrangida, optou por sentar na poltrona mesmo.
Harry pigarreou antes de começar a falar:
- Então... Estávamos pensando...
- EU QUE PENSEI. - Dougie se gabou.
- Tanto faz. Dougie deu a ideia de nós passarmos o Natal juntos esse ano, já que o Tom e a Bela voltaram a se falar, e nosso grupo está junto de novo, como nos velhos tempos, e agora tem a Lia e a Soph de brinde... Então seria legal se a gente viajasse juntos no Natal... - ele pode ver os olhinhos brilhando com a ideia.
- AMEI! - Bela gritou, batendo palma e quicando no sofá.
- VAI SER SUPER LINDO! - Flor também se empolgou. - A GENTE PODIA IR PRA TAILÂNDIA, VER UMAS COISAS MEIO ORIENT...
- NÃO! - Sam se apressou em interromper. - Não, a gente podia ir pra Eslováquia! Fala sério, lugar lindo do cacete.
- Pra onde? - Danny não entendeu. Nem lembrava da existência da Eslováquia.
- QUE ESLOVÁQUIA, O QUE! A GENTE TEM QUE IR PRA NEW YORK, BABE. Brodway... - Lia falou, sonhadora, mas foi cortada pela Soph:
- Não, não. Voto na França. Sei lá, to com saudade de ir pra França. Eu só fui três vezes e lá é cheio de...
- NÃO GENTE! - Bela interrompeu, completamente brava. 
Todos ficaram em silencio e olharam pra ela que estava de pé, com os braços cruzados. Eles já esperavam que viesse merda.
- Eu acho que devemos ir às Ilhas Maurício. 
- PORRA, A GENTE TÁ AQUI TENTANDO DECIDIR, QUER CALAR A BOCA? - Sam protestou e Tom começou a gargalhar, junto com Danny. 
- Mas é sério, eu gostaria de visitar a Chechênia. Só pra poder dizer: "Cara, eu já fui na Chechênia". - Bela comentou vagamente, olhando para um ponto fixo no chão.
- O que deve ter na Chechênia? - Tom se perguntou, enquanto a discussão rolava solta entre os outros. 
- CALEM AS BOCAAAS! - Harry gritou, e todos fizeram silêncio de novo. - Eu e Dougie pensamos em Barbados. Lá faz calor, tem praias, mulheres...
- Homens... - Thalia acrescentou e Harry rolou os olhos.
- Enfim, lá é muito legal e os hotéis são bons. Eu andei pesquisando e seria muito legal se a gente passasse o Natal lá.
- Ai, super topo! - Flor concordou com um leve sorriso no rosto.
- Estou dentro.
- Também.
- Adorei.
Soph, Sam e Lia também concordaram.
- Por mim, está ótimo. - Danny deu de ombros.
- É, por mim também. - Tom disse reprimindo a vontade de passar o braço pela cintura de Bela e puxá-la até ela ficar em seu colo.
- Bela? - Harry perguntou ao ver que a menina ainda não havia respondido, e encarava, distraída, um ponto perdido no chão.
- Que? 
- Você concorda?
- Ah, desculpe, não prestei atenção.
Algumas risadas e umas bufadas foram escutadas e Bela deu de ombros. Harry rolou os olhos e repetiu:
- Sugerimos Barbados, aceita?
- Claro! Barbados! Adoro Barbados! - Ela vibrou e todos sorriram. Harry voltou a se sentar, então um silêncio estranho se instaurou.
Ninguém encarava ninguém, e Flor encarava o chão, meio desesperada. Clima tenso. 
Sam e Danny começaram a se pegar ali mesmo, aí o clima ficou pior.
Bela pigarreou.
- E-eu vou ao banheiro. Flor, vem comigo?
- Claro. - ela respondeu e as duas se levantaram e caminharam até o lavabo.
- Cara, manda a Sam e o Danny pararem com aquela merda de pegação na minha frente? Eu sou um ser humano e tenho vontades, ok? É injusto! Só porque ela pode e eu não posso!
- Não pode porque não quer! Se você contasse logo pra todo mundo, você poderia!
- Não é tão fácil assim!
- É SIM!
- Caraca, dá pra você me entender? Eu só quero que você me ajude nessa, vai... Por favor!
- Ai, tá bom... - ela bufou. - O que quer que eu faça?
- Ah, cê sabe... Me ajuda a arranjar um jeito de eu poder ficar em paz com o Tom sem os outros suspeitarem, ou MANDA A SAM PARAR COM AQUILO.
- Tá, tá... Vamos lá.
As duas saíram do banheiro, e Bela se sentou em seu lugar inicial.
- Ei, Flor, tá com sede? Eu também tô! Vamos à cozinha! - Soph falou, já se levantando e puxando a amiga pela mão e a arrastou até a cozinha. - AI, EU NÃO AGUENTO MAIS OLHAR PRA SAM SE APROVEITANDO DO DANNY ALI NA NOSSA CARA E NÃO PODER APROVEITAR MEU DOUGIE!
Flor rolou os olhos.
- Ai, vocês são todas a mesma coisa... - ela comentou num suspiro.
- Ahn?
- Nada não. Quer que eu faça o que?
- Ah, sei lá... Me ajuda a arranjar um jeito de eu poder ficar em paz com o Doug sem os outros suspeitarem, ou MANDA A SAM PARAR COM AQUILO.
Flor deu uma risada irônica, então as duas voltaram para a sala.
- FLORENCE! - Lia chamou. "ai, não..."- Posso falar com você em particular? - Lia pediu mais diretamente e Flor apenas assentiu, suspirando pesado. As duas caminharam até a escada onde os outros não podiam ouvir.
- Já sei, já sei: você não aguenta mais ficar olhando Sam pegando o Danny e tá com inveja porque não pode pegar o Harry.
- EXATAMENTE! COMO VOCÊ SABE?
- Ah, acredite, isso é uma coisa bem comum hoje em dia.
Lia não entendeu muito bem, mas deixou pra lá.
- Enfim quero que faça uma coisa por mim.
- Que coisa? 
Me ajuda a arranjar um jeito de eu poder ficar em paz com o Harry sem os outros suspeitarem, ou MANDA A SAM PARAR COM AQUILO.
"Ai, só me resta rir. Essa três, hein... Vou te contar."
- Ué, mas pra que você quer ficar sozinha com o Harry?
- PORQUE EU GOSTO DELE, CACETE. 
- Ah, sim... Sei lá, pensei que quisesse conversar com ele logo. 
- Não... Não por enquanto. Eu ainda tenho que falar com o Henri.
- Ah, tudo bem. Já sei o que eu vou fazer. - Flor disse, voltando pra sua poltrona. - ENTÃO, GENTE... - ela disse alto, chamando a atenção de todos. - Vamos brincar de um jogo que eu aprendi lá no Alasca. É assim: tem uma mestre, que no caso vai ser eu. Aí eu escolho quatro duplas que se isolarão em lugares diferentes, pode ser cada uma em um cômodo, aí quem ficar mais tempo nesse cômodo ganha. É uma prova de resistência. Todos vão brincar? Que bom. - ela não esperou que ninguém respondesse, só pra deixar claro. - Ok, valendo. As duplas escolhidas são: Bela e Fletcher, Sam e Jones, Soph e Poynter, Lia e Judd. Quero cada um num cômodo a partir de...
- PERA AÍ. - Tom interrompeu. - Mas o que você fica fazendo esse tempo todo?
- Ah, me dá um computador e internet que eu me resolvo.
- Então, tudo bem, você pode ficar no escritório.
- Obrigada. Agora já podem ir pra seus cantos! - ela sentenciou e depois riu de si mesma. Aquela era a brincadeira mais esfarrapada que já havia inventado em toda sua vida. Mas pelo menos serviria pra ela ter um tempinho com... Samuel Larsen. 


- Que brincadeira idiota. - Harry falou, sentando numa das camas do quarto 'deles'.
- Também acho. - Lies, lies lies...
- Então por que estamos brincando? Qual é, vamos perder toda nossa tarde aqui? Voto em sair da brincadeira, que tal?
- NÃO, TÁ MALUCO? - Lia, sem querer querendo, soltou um grito quase masculino. É que sua voz saiu grossa. Ela costumava fazer isso quanto queria impor sua autoridade ou brincar de Hitler. Mentira, ela não brincava de Hitler. Tá, só uma vez. - Agora que a gente tá aqui, a gente tem que ganhar. Eu gosto de ganhar. Gosto muito.
- Lia... Posso te dizer uma coisa? - ele disse num tom manso e ela assentiu com a cabeça.
- Às vezes, mas só às vezes, você me dá um pouco de medo.
- Isso é bom.
- Não é não...
- É sim, Judd. Pelo menos me sinto capaz de te colocar nas rédias.
- Me colocar nas rédias? Você quer dizer... me controlar?
- Talvez.
- AHAHAHAHAHA. - ele riu depois ficou com a cara séria. - Tá pra nascer mulher que vai me controlar. "Tá nada! Minha mãe já faz isso desde que eu me entendo por gente e vai fazer até eu morrer. "
Lia deu de ombros e rolou os olhos de um jeito sedutoramente superior, passando a encarar um ponto fixo na paisagem exuberante vista pela grande janela.
- E o que vamos fazer aqui? Olhar um pra cara do outro? - Harry voltou a falar depois de poucos minutos.
- Você tem muitas outras coisas pra olhar se não quiser olhar para a minha cara. 
- Você é chata.
- Eu sei disso.


- Dougie, preciso te contar uma coisa. - Soph disse, assim que os dois entraram no quarto de hóspedes. Ela se sentou na cama e ele parou de frente pra ela, encarando-a. - A Flor sabe sobre a gente. Mas ela.
- E o que ela achou?
- Ela falou que a gente deveria contar para os outros...
- Por mim, tanto faz...
- Sabe, eu acho que a gente deveria esperar mais um pouco. Quero dizer... Nem somos oficialmente um casal, mas seríamos os únicos juntos dali, e eu não sei como eles iriam reagir.
- Tem o Danny e a Sam.
- Ah, a Sam não conta. Ela tá sempre com alguém. 
Ele soltou uma risada nasalada.
- Pior que é mesmo. Acho que ela deve ter milhares de calcinhas.
- Ahn? Não acompanhei o raciocínio.
- Ah, Soph, não tem raciocínio... Eu só acho que ela deve ter milhares de calcinhas. Sempre imaginei a Sam abrindo a porta do armário dela e sendo afogada por uma avalanche de calcinhas. Deve ser uma cena no mínimo excitante...
- DOUGIE!
- Desculpa... Mas eu pensei nisso...
- Você é esquisito.
- Vamos transar?
- Vamos! - ela riu, achando aquela pergunta bem animadora e, obviamente, engraçada também.
Os dois começaram a se agarrar e se despir de uma forma rápida. Aí, né, nem precisa descrever o resto. Precisa? 


Flashback on (aguns poucos minutos atrás)


Flor havia acabado de dizer pra todos irem pra algum cômodo, e então Danny, achando a brincadeira super divertida, saiu correndo arrastando Sam pela mão.
"VOU PEGAR O QUARTO DO TOM, MUAHAHAHAHAH"
Os dois foram os únicos que correram. Os outros casais foram andando lentamente com descaso pra qualquer canto da casa.
Assim que entraram no quarto do Tom, Danny começou a comemorar.


Flashback off


- Chupa essa, Fletcher, tô com seu quartoooo!  - ela fazia uma dança esquisita, tipo aquela da lacraia, em que você fica fazendo ondulações com seu corpo.
- Legal, e daí? - Sam perguntou indiferente, não entendendo o motivo da comemoração dele.
- Ah, esse é o quarto do Tom! Ele não pôde ficar no quarto dele! Se fodeu legal!
- Danny, você deve ter algum retardo. Vou ligar pra tia Cacal.
- Tia Cacal?
- Ela é psicóloga, vai resolver seus probleminhas.
- Engraçadinha. - ele falou ironicamente, largando-se na cama grande e macia de Tom.
- Ai, tô com um sono do demônio, vou dormir. - Sam deitou-se ao lado dele, e se aconchegou na cama. 
- Sabe, gostei dessa brincadeira nova do Alasca. Ela é bem diferente.
- Aposto que essa brincadeira toda que a Flor inventou foi por que ela queria uma desculpa pra falar com o Sam. - ela comentou, ignorando o último comentário de Danny, tentando ter alguma esperança de que ele estivesse só brincando.
- Qual Sam? Sam é você, não é não?
- Sam é um cara gostoso que ficava fazendo sexo selvagem com ela pra esquentar o Alasca.
- O parceiro sexual dela se chama Sammy? Pensei que Sammy fosse nome de garota.
- Ai, Danny... Sam de Samuel. Você é tão burro, mas tão burro, que as vezes sinto vontade de enfiar a mão no meio da tua cara.
- Você pode enfiar a mão em outros lugares. - ele sorriu malicioso e ela nem fez questão de olhar pra cara dele.
- Desculpe, amorzinho, eu até poderia, mas eu to com um sono da porra e meu olho já tá fechando. Então, G'night.
- Ainda não está de noite.
- Mas pode crer que quando eu acordar, já vai estar. - ela deu-lhe um selinho e foi dormir.


- A brincadeirinha da Flor veio em boa hora. - Tom comentou, agarrando a cintura de Bela por trás, assim que eles fecharam a porta do estúdio, a fazendo arfar.
- Eu que o diga. - ela se virou de frente pra ele e beijou sua boca de uma forma carinhosa...
Mas carinhosa não quer dizer terna, ou com algum pudor. Carinhosa só quer dizer que, além de todos os outros sentimentos grotescos, o carinho estava saliente.
- Tom... - Ela chamou interrompendo o beijo. - Acho que tem alguma coisa vibrando entre nós. 
- É, tem. Puta que pariu, bando de empata foda, hein... - ele reclamou, tirando seu celular do bolso da frente para atendê-lo.  
- Empata foda nada, a gente só tava se beijando! Não tinha foda nenhuma pra empatar.
- Hun... - ele deu uma risadinha - Você que acha... - comentou e ela abriu a boca indignada, mas logo depois começou a rir. - Alô?
- Tom?
- Eu mesmo... Rebecca? - ele arriscou sem ter muita certeza.
- OI! Eu mesma! Tudo bem?!
- Tudo! E você? Como vão as coisas com o Josh?
- Ah, ótimas! Estou tão animada com o casamento... Bom, estou ligando só pra confirmar sua presença no casamento. 
- Ah, ok!
- Escuta, Fletcher, você anda tendo algum contato com a Bela? Ultimamente está tão difícil de falar com ela...
- Pois é... É mesmo difícil de conseguir se comunicar direito com a Bela... Mas eu tenho conseguido sim, por quê? - Bela o olhou com uma cara engraçada. Curiosa.
- É que... Bom, avisa a ela que o vestido que vai ter o ensaio de padrinhos e madrinhas semana que vem, às quatro, aqui mesmo. Vai ser no Sábado. Diz a ela que o Cooper estará aqui e...
- Jason Cooper?
- Isso, o par dela.
- Bela vai fazer par com o Cooper?
- Ué, você não sabia?
- Não...
- Enfim... Avise a ela e vê se aparece, hein. Obrigada, Tom.
- Nada... Até semana que vem, Becky.
- Até.
E ele desligou. Se ele tinha um puta-ciúmes do Jason Cooper por ele ter agarrado a Bela durante todo o Ordinary fantasy e ainda ter se declarado pra ela depois das gravações do filme? Pois é, ele tinha. 
- O que que tem o Cooper?
- Você sabia que ele vai ser seu par no casamento da Rebecca?
- Não... Mas qual é o problema? Tá com ciúmes? - ela falou num tom provocativo e ele bufou.
- Não.
- Own, tá sim...
- Eu já disse que não tô, eu só não gosto dele.
- Ok, então você não tá com ciúmes. - ele deu de ombros. Se ela acreditava? PFFF, não. Óbvio que não. - Mas se eu fosse você, eu teria ciúmes.
- Você é ciumenta... Você tinha ciúmes de mim quando eu brincava com seu cachorro, eu lembro que você falava que o Huffous me roubava de você...
- Pelo menos eu admito, não fico de criancice dizendo que eu não sinto ciúmes e nhenhenhe.
- Tá bom, tá bom. Eu tenho ciúmes. Mas isso vai mudar alguma coisa? Não, não vai, então pronto.
- Oooooown, que lindinho ele com ciúmes!
- Tá vendo porquê eu não queria dizer?
- Deixa de ser cri cri, Thomas. - Bela reclamou ainda em tom brincalhão, e virou-se de costas, mas assim que o fez... DOU UMA GIRAFA DE PELÚCIA PRA QUEM ACERTAR.
Ela tropeçou num treco onde o violão ficava apoiado, e foi se segurar no pedestal do microfone, mas é claro que o negócio não aguentou e foi pro chão, junto com ela e com o violão, só que, antes de seu corpo se estabacar completamente no assoalho, ela bateu o braço no lugar onde todas as folhas com as partituras e cifras estavam, derrubando tudo e, enfim, o estúdio ficou um caos.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHHAHAHHAHA! - Tom começou a rir escandalosamente, com direito a se jogar no sofá e sentir dores abdominais.
- Aaaai... - Bela resmungou num muxoxo quase choroso. - Acho que desloquei minha bacia... 
- Acho que desloquei algum órgão! - ele se esforçou pra dizer, enquanto tentava se recuperar das risadas pra ajudá-la.
- Aaai, é sério, essa doeu.
- Calma aí... - ele respirou fundo umas seis vezes pra parar de rir. Se levantou do sofá, mas assim que a viu atirada no chão, com todos aqueles papeis espalhados e tudo derrubado, ele voltou a rir. Mas conseguiu estender a mão pra ajudá-la a levantar.
- Eu vou te socar se não parar de rir. - Bela falou, mas ela mesmo ria, o que anulou sua ameaça. Pôs-se de pé, ajeitou sua roupa e quando foi andar, acabou pisando no violão derrubado, quebrando-o.
- Nossa, Bela, quando você quiser parar de quebrar as coisas, me avisa tá?
- Tudo bem, só falta quebrar sua cara, aí eu paro. - ele riu.
- Eu gostava desse violão...
- Se fodeu, então. - ela deu uma risada prepotente.
- Desde quando você ficou tão má? - perguntou, e Bela deu de ombros, voltando a rir. Os dois começaram a arrumar o cômodo que ficou parecendo um lixão a céu aberto, inclusive pelo fedor, que estava vindo de algum lugar. Algum tempo depois eles constataram que o fedor provinha de um tênis do Harry que estava jogado atrás da bateria. 
Quando o cômodo estava finalmente arrumado, eles começaram a se pegar com vigor em cima do sofá. E ficaram assim até a Flor aparecer avisando que a brincadeira já tinha acabado.
Mas não foi tipo "Ei, gente, abram a porta. A brincadeira já acabou". Foi tipo:
- AI, MEU DEUS, A BRINCADEIRA ACABOU, ABRE A PORTA, BELA, É SÉRIO! CORRE AQUI!
Bela e Tom se olharam meio preocupados e pularam do sofá, destrancando a porta do estúdio e encontrando Flor com uma cara desesperada segurando o notebook.
- O que houve?!
- O-olha isso! - Flor virou o computador pra Bela que pôde ler o título da matéria, num blog muito popular de fofocas. Um dos mais acessados.

"BELA JOHNSON: DE SAFADA À SANTA"
- Que merda é essa? - ela tomou o notebook da mão de Flor e foi caminhando até a sala. Sentou-se no sofá e engoliu seco antes de começar a ler o artigo.
" Muitos achavam que ela era a maior das safadas, a que ficava com vários homens ao mesmo tempo, a promíscua, a vulgar, a devassa. Segundo nossa fonte, essas pessoas são as que não a conhecem de verdade, as que não são fãs. 
Mas acontece que fomos às ruas perguntar a alguns fãs o que eles achavam da Bela, e metade dos entrevistados responderam que a achavam bem safadinha. Pois é. Pelo que parece, essas pessoas se enganaram. 
Bela Johnson só faz pose de menina má. Na verdade, ela é uma daquelas santinhas que se guardam para o amor de suas vidas. A menina é virgem e quase BV, se vocês querem saber. E quando eu digo quase BV é porque ela não pega ninguém. O termo usado por suas amigas é 'A virgem Maria'! Dá pra acreditar?!
Inclusive, nossa fonte descobriu que Bela usa uma correntinha de ouro branco no tornozelo que simboliza sua pureza. A correntinha foi dada por sua avó e, segundo Bela, ela só tirará quando perder a virgindade, o que não acontecerá tão cedo, convenhamos. 
Conhecem o ditado do 'wolf in sheep's clothing'? Então! Com Bela é ao contrário! Ela é a ovelhinha nas roupas de lobo mau! 
Fiquem atentos ao tornozelo dela e ao próximo post!
Até mais!
Beijnhos, Z. "
- Bela, como ficaram sabendo disso? - Flor perguntou, preocupada.
- E-eu não sei... Só vocês quatro sabiam... Eu nunca falei disso com ninguém... - Bela tentava encontrar alguma explicação em sua mente, mas a única era que uma de suas amigas teria contado...
- Isso é verdade? - Tom perguntou - Da correntinha?
- É...
- Eu não sabia... 
- Ninguém sabia! - ela se alterou. Estava um pouco assustada com o artigo. - Eu vou pra casa. - Levantou-se decidida, pegou sua bolsa e abriu a porta da casa do Tom.
Má ideia.
As luzes dos flashes das câmeras dispararam e os repórteres ouriçados começaram a perguntar o que ela tinha a dizer sobre a nova informação divulgada.
E ela ficou lá, com cara de merda, meio chocada com tudo aquilo.
Segundos depois, Tom apareceu do lado dela e foi guiando-a até o carro, ignorando todo aquele assédio da imprensa.
Assim que bateram a porta do carro, Tom deu partida e eles saíram daquele alarde.
- Tom... - ela sussurrou, encarando a paisagem.
- Oi.
- E tô com vontade de chorar.
- Calma, vai ficar tudo bem... Olha, encara pelo lado bom. Pelo menos acabaram com os boatos de que você era uma puta sem noção.
- Eu odeio quando falam de mim na imprensa. Nunca sei o que fazer. Eu ainda me sinto tão despreparada quando tudo isso acontece... E o pior é que foi uma das minhas amigas quem contou a eles... Acho que eu tô chateada.
- Eu tenho certeza que foi sem querer. Quer dizer, elas não iam chegar lá e falar: Olha, a Bela tem uma correntinha que significa que ela nunca deu pra ninguém.
- Eu sei... Tem razão... Mas, sei lá... Aposto que tudo vai ficar pior. Vão voltar com aqueles rumores de que a gente tá namorando por aí, sendo que a gente nem sai na rua juntos. É muita apelação. Eles sempre apelam. Sempre querem ferrar com a nossa vida. Ganhar dinheiro às custas da nossa desgraça.
- Eles não vão inventar nada... Bom, assim eu espero. Até porque eles sabem que nós dois somos amigos e tal... - "é claro que nós dois não somos só amigos, que ideia."
- Não somos só amigos... Amigos não se pegam pelos cantos... - ela comentou e os dois riram. - Quer dizer... Acho que nosso status deve ser 'enrolados'. Sabe? Juntos, mas sem compromisso? 
Ela disse, mas, na real, aquilo incomodou demais aos dois. Ela falou aquilo, torcendo pra ele a olhar e dizer "não! Nós temos compromisso sim! Você é minha namorada, eu te amo!" e ela iria sorrir, ele também, aí os dois iriam parar no acostamento, se agarrar e no dia seguinte ela teria que tirar e guardar sua correntinha da pureza, own, lindo.
E quando ele escutou aquilo, ficou pensando: " Porra, pra mim, ela já tinha um compromisso comigo. Que papo é esse de enrolados? De qualquer forma, é melhor eu deixá-la com seu espaço, por enquanto. Eu devo parecer algum tipo de maluco... Então seria mais sensato eu dar um tempo pra ela se acostumar com a minha obsessão doentia, né."
O silêncio reinou até chegarem no prédio de Bela, que, pra variar, também estava rodeado pela imprensa.


- O que tá acontecendo lá fora? Por que a imprensa tá aí?! - Lia perguntou nervosa, descendo as escadas com Harry em seu encalço. Todos os outros desceram em seguida e encontraram Flor desesperada, andando de um lado pro outro.
- O que aconteceu? Aconteceu que uma de vocês, bocudas, contou pra imprensa várias coisas sobre a Bela! Como o segredo que ela usa aquela tornozeleira da virgindade!
E quando ela disse isso, Soph quase caiu no chão. Tudo girou ao seu redor e ela lembrou do encontro com Zoey, quando ela disse "já tenho o que preciso"... 
" Não acredito que a Zoey fez isso... Não acredito."
- Soph, tudo bem? Você parece pálida... - Danny comentou a olhando.
- FOI VOCÊ, SOPH? - Lia berrou, irritada. - VOCÊ QUE FEZ ISSO COM A BELA?
- E-eu... Eu não sabia que isso iria acontecer, eu só... Eu tava em casa com a Zoey e... - O ar lhe faltava - Ela começou a perguntar da Bela, e eu acabei comentando sem querer, não foi por mal, eu só...
- SUA IDIOTA! - Sam berrou descontrolada. - NÃO FOI POR MAL, MAS A SUA ATITUDE ACABOU COM A VIDA DA GAROTA, TÁ FELIZ? FILHA DA...
- SAM! - Dougie gritou, a impedindo. - Para com isso, também não é pra tanto, né?!
- NÃO É PRA TANTO? OLHA O QUE ESSA GAROTA FEZ! - Bradley, sempre exagerada...
- É sério, Sam, pára. Não precisa se descontrolar. - Lia tentou manter a calma. - Deixa eu terminar de ler.
- O que está dizendo aí? - Harry perguntou.
- Não é tão ruim quanto eu esperava. Só tá dizendo que ela não é puta. Quer saber? Foi até bom divulgarem isso. É claro que não foi certo e não foi o melhor jeito de saberem que ela não é tudo aquilo que os outros pensam, mas também, pelo menos agora sabem como ela realmente é... Só tô com medo de que ela fique muito abalada. Ela nunca sabe lidar muito bem com escândalos.
- Lia, me desculpa, eu não sabia mesmo... 
- Não é a mim que você tem que pedir desculpas, Soph. Depois você fala com a Bela.
- Falando em Bela, cadê ela? - Danny perguntou.
- Foi embora. Tom a levou pra casa. - Flor informou e Lia torceu o nariz.
- Não foi a melhor ideia. A casa dela deve estar pior do que essa confusão aí fora.
- Deve mesmo. - Dougie concordou com Lia.
- Vou ligar pra ela. - Soph decidiu.
- Não, Soph, fala com ela amanhã, ela vai estar mais calma. - Lia aconselhou e todos concordaram. Decidiram esperar a poeira baixar para irem pras suas casas, o que demorou algumas horas.


- Ai, não. Que merda. - Bela estremeceu ao ver todo aquele alvoroço no prédio onde ela morava.
- O que quer fazer?
- Eu vou lá falar com eles. Vai comigo?
- Tem certeza? 
- Tenho. Melhor acabar com tudo logo.
Ela respirou fundo e saiu do carro, junto com Tom.
- BELA, BELA! O QUE VOCÊ TEM A DIZER A RESPEITO DO ARTIGO NA COLUNA SAIBA MAIS, DO BLOG MOREGOSSIP? - entre as milhares de perguntas de todos os repórteres de lá, essa se sobressaiu. 
- Bom, o que eu tenho a dizer é bem simples: aquilo tudo é verdade. Nem sei exatamente porque pensavam coisas tão devassas sobre mim, mas, pois é, aquela é a verdade. 
- BELA, VOCÊ REALMENTE TEM UMA CORRENTINHA QUE REPRESENTA A SUA PUREZA?
- Sim, tenho. - ela sorriu. - Não tenho nada mais a declarar. Boa noite. - Foi educada e bem humorada. Acenou antes de virar as costas, mas uma outra pergunta lhe chamou atenção:
- VOCÊ E TOM ESTÃO JUNTOS? - "Só Deus sabe como eu quero responder que sim."
"Só Deus sabe como eu quero que ela responda que sim."
- Não. - ela respondeu ainda sorrindo e deu de ombros antes de entrar de volta no carro. Tom acelerou e eles entraram na garagem do prédio.
- E aí, tudo bem? - ele quis se certificar.
- Tudo certo. Foi mais fácil do que eu pensei... Tomara que isso tenha resolvido um pouco as coisas, né...
- É.
- Tom?
- Oi.
- Passa a noite aqui? Vai que algum repórter maligno escala o prédio e vem aqui me torturar? Preciso de um macho pra me defender.
Ele gargalhou.
- Tudo bem, eu fico aqui pra te proteger. - eles riram.


Dia seguinte, escola. Tudo certo. A não ser pelo fato de que as pessoas olhavam pra Bela como se ela fosse algum tipo de alien, só pra checar como ela estava reagindo a tudo aquilo. E ela estava reagindo muito bem. Na verdade, sentia como se aquilo fosse um assunto resolvido. 
Sam estava se mordendo de raiva de Soph, mas as duas se resolveram à tarde. No dia seguinte, Bela teve que encorporar o buda pra não dar trinta socos na cara de Katy, que ficava provocando-a. 
A semana de Flor havia sido bem irritante com toda aquela coisa de guardar o segredo de todo mundo. Era difícil, ok? ERA DIFÍCIL PRA CACETE. Já tava dando nos nervos... Ela estava a ponto de se descontrolar.
Enfim, a semana foi, dentro de seus limites, tranquila. Hoje era sexta. e Lia estava uma pilha, pois era dia de se encontrar com o lindo e maravilhoso Henri O'Brian. Já estava devidamente vestida com seu scarpin vermelho (#) e seu vestidinho casual (#), já que o encontro seria num quarto de hotel que havia alugado, de frente para um enorme lagoa. Segundo ele, sem formalidades. Sua maquiagem fora quase nula, mas estava linda, mesmo assim.
Pouco tempo depois os dois já estavam no hotel, tomando champanhe. 
- Então, Henri... Vim hoje só porque quero te dizer uma coisa.
- Hum... Então diga.
- Eu quero dizer que... Bom, esse lance de nós dois juntos não vai dar certo. Desde de o início eu sabia, só não queria admitir. Me desculpe mas... é que eu gosto de outro cara.
- Que cara? - ele não esboçou nenhum sentimento a não ser indiferença.
- Ah... Não sei se você conhece... - "PFFF, ÓBVIO QUE CONHECE."
- Tente, quem sabe eu não conheça? Conheço muita gente.
- A verdade é que eu prefiro não falar por enquanto. 
- Olha, Lia. É uma pena. Eu gostava mesmo de você. E... me desculpe pelas ameaças e tal. É que eu fiquei irritado. Desculpe.
- Tudo bem. Então é isso. 
- Não. Não é isso. 
Lia o olhou com uma cara de quem não entendeu bulhufas, e ele deu uma risada.
- Thalia, eu não sei se você entendeu quando eu disse que não gosto de ser dispensado.
- Olha, Henri, me desculpa se você não gosta de ser dispensado, mas nem sempre tudo que acontece com a gente, a gente gosta, não acha? Essa é a vida e, é, eu tô te dispensando. Foi mal, mas não dá mais. Agora eu tenho que ir, foi ótimo ficar com você.
- Você não vai fazer isso comigo, vai?
- Vou. - ela suspirou - Henri, por favor, não me leve a mal e não torne as coisas mais difíceis do que já são... Eu... Eu só não posso mais, sabe? Não deu certo. É só isso. Apenas aceite.
- Da pra parar de falar comigo como se eu fosse um desolado com dor de cotovelo?
- Mas é isso que você tá parecendo.
Ele deu uma risada e respirou fundo, colocando uma mão no bolso enquanto a outra segurava sua taça de champanhe.
- Thalia, você não tem noção do que eu tô com vontade de fazer com você. Sua sorte é que eu sou uma cara controlado, e não quero, além de tudo, perder a oportunidade de ter a Bela no Kids and Choices desse ano. 
- É. É bom mesmo você pensar desse jeito. Agora, com licença. Preciso mesmo ir. Tenho assuntos importantes - "Harry" - a tratar.
Ela pigarreou, pegando sua bolsa e dando as costas. 
- Até o Kids and Choices, Henri. Foi bom te conhecer. - ela disse antes de deixar o lindo quarto.
- Essa vadia ainda vai se ver comigo. - O'Brian esbravejou, arremessando sua taça no chão.


Lia dirigiu apressada até a casa de Harry. Queria conversar com ele naquele mesmo dia. Ainda não era tarde. Harry deveria estar em casa. Ele tinha que estar em casa.


Harry's POV


Christina. Uma mulher muito bonita. Muito mesmo. Belo par de seios, belo traseiro, belas coxas, belos cabelos ruivos, belos olhos verdes, belo lábio carnudo, belo pescoço, bela cintura... Muito boa.
Com certeza, minha noite seria quente. Sabia que com ela, a noite também seria longa porque assim que coloquei o pé no PUB, ela veio falar comigo e cinco minutos depois estava levando-a pra minha casa. 
Chris tirou sua própria roupa e se deitou na minha cama, me chamando com o indicador. Como se fosse um cordeirinho indefeso provocando um leão faminto.
Não demorou pra que só faltasse minha boxer entre nós dois, mas a campainha tocou bem nessa hora. 
Damn.
Minha mãe não estava em casa. Ela sempre sai sexta feira com o meu pai. Pro baile. Vergonhoso, mas é. Então eu estava sozinho. Desci correndo pra atender a porta e quando eu abri...
- Thalia?
- Oi, H-harry... Posso falar com você? É importante.
- Falar comigo?
PORRA, E AGORA? ELA NÃO PODIA DECIDIR FALAR COMIGO HÁ UMA HORA ATRÁS, OU AMANHÃ? PUTA QUE ME PARIU.
- Er... Harry, você estava dormindo ou...? - ela buscava palavras, questionada a respeito de eu estar de boxer. Ela apontava para minha peça de roupa, meio constrangida e, estranhamente, nessa hora também fiquei muito constrangido.
- Eu e-estava... Estava...
- HARRY? -  a voz da Christina ecoou pela sala, e eu quis morrer.
- Quem está aí? - Lia perguntou.
merdamerdamerdamerdamerdamerda!
Abri a boca varias vezes buscando palavras, mas nada quis sair. É nessas horas que eu queria ser o Tom e estar tricotando um casaquinho com seus gatinhos, vendo um filme educativo na TV aberta e sonhando em comer a Bela.
Alguns segundos depois da Lia ter perguntado sobre quem estava aqui, Christina desceu as escadas, enrolada no lençol, só pra piorar minha situação, e me abraçou pelas costas. Lia não esboçou reação.
- Tchau. - Ela disse, simplesmente, e virou as costas me deixando com cara de taxo.
- Lia, a gente pode conversar outra hora? - perguntei antes dela entrar de volta em seu carro e ela resmungou um 'não' bem indiferente, batendo a porta com toda força em seguida. Arrancou com o carro e sumiu pelas ruas.
Ô, merda.


Harry's POV off


Bela's POV 


- AAAAAAAAAAANDA SAM.
- Ai, chata, já to indo, deixa eu só pegar minha câmera. - ela resmungou e eu escutei o barulho de seu salto batendo no chão.
Eu já estava na sala, pronta, há uns vinte minutos. Hoje era sábado e já eram três e meia. Eu tinha que estar no hotel onde seria o casamento da Becky as quatro e Sam estava molengando.
Sim, ela ia. Queria me fotografar. Segundo ela, ela não fazia isso há muito tempo.
- BELEZA, TÔ PRONTA, CADE O TOM?
- Tá no banheiro. - informei.
- Não mais. - escutei sua voz máscula, linda, sensual, aveludada... ecoar pelos corredores e seu corpo escultural coberto por uma calça meio skinny preta, uma blusa branca do star wars e, no pé, um belo all star de couro branco. Ai, babei. - Vamos. - ele disse, pegando sua carteira, celular e chave em cima da mesa.
Cerca de quarenta minutos depois já estávamos lá no hotel. Dez minutos de atraso. Ok, não é tão mal.
- BELA! - escutei a voz de Rebecca vindo de algum canto daquele saguão enorme. - Ai, Bela, que saudades! - ela me agarrou e me apertou com força. Retribuí o abraço, afinal, eu tava com saudades da Becky. Sério mesmo, tava com muita saudade dela.
- Nossa, você tá ruiva!
- Sim, estou!
- Tá linda!
- Você que está! Nossa, você tá muito linda! E olha só pra você, Fletcher! Que lindo! Você veio mesmo! - ela abraçou Tom, que riu.
- Vim, você pediu. - deu de ombros.


Tom's POV

Mentira, foi só pra tomar conta da Bela enquanto ela está com aquele idiota do Cooper. 


Tom's POV off


- Ok, quando tocar essa música, vocês entram. - Becky avisou no microfone. Eu já estava vestida à caráter, estava de braços dados ao lindo do Jason Cooper e nós seríamos os últimos a entrar. Tom não era padrinho. E nem madrinha (HAHAHAH), então ele só ficou lá, sentado com a Sam, jogando papo fora. Ai, ai. Tá sendo chato isso aqui. Quero mais emoção. Bem que alguma coisa legal podia acontecer né?


Entramos, fizemos tudo certinho, tudo bonitinho, repetimos umas quinhentas vezes, até que Becky fez uma pausa.
- Ótimo, eu precisava mesmo de um break. - Jason vociferou em meu ouvidinho. Ui, delícia. - Vamos ali beber um suco? - ele me convidou e eu aceitei involuntariamente. Fomos andando juntos até o barzinho que tinha naquela área e pedi um suco de maracujá. Eu s2 suquinho maracujá.


Bela's POV off


- Sam, vou ao banheiro. - Tom disse, assim que viu Bela e Jason Cooper se afastando do salão.  Ele se levantou e, para sua sorte, o banheiro ficava na mesma direção do bar onde Cooper e Bela estavam.
Os viu conversando, e Bela ria animadamente. Ele a olhava de um modo carinhoso, e isso estava, de certa forma, agredindo a Tom.
Ele não aguentava mais. Não aguentava a sensação de que podia perde-la. Quer dizer, ela havia dito que não queria compromisso. Tom sacudiu a cabeça do maior estilo 'WTF should I do?'.
E então ele teve uma linda e brilhante ideia. Se aproximou dos dois, bem a ponto de escutar Cooper dizer:
- ... E essas festas acontecem todo domingo. Quer dizer, eu sei que você tem escola mas... adoraria se pudéssemos ir juntos. Iria ser incrível. Você iria adorar.
- É, eu gosto de festas assim, mas...
- Então! Nós temos que ir juntos! Eu prometo te deixar cedo em casa. - ele fez uma cara galanteadora para convencê-la.
- Ela não quer ir. - Tom disse sorrindo, a abraçando pela cintura e beijando sua bochecha. ALI, BEM NA FRENTE DE TODO MUNDO. Sorte que não tinha ninguém olhando. Além do Cooper, claro.
- Ah, vocês dois estão...
- Pois é. - Tom disse ainda sorrindo. 
Bela não sabia onde enfiar sua cara. Não sabia se um ser humano seria capaz de ficar mais vermelho. Não sabia se morria de amores ou morria de ódio.
- Ah... - Jason sorriu sem graça. - Eu vou ali falar com a Becky, depois a gente se fala, Bels.
- Bels? - Tom perguntou erguendo a sobrancelha assim que ele saiu.
- Tom, o que você pensa que está fazendo? - Bela perguntou, meio nervosa, se desvencilhando dos braços dele. - Quer que descubram nosso segredo?
- Bela, sabe a palavra 'corno'? - ela assentiu com a cabeça - Então, ela não existe entre as minhas características.
- Tom, sabe essa mesma palavra, 'corno'? - ela deu um sorrisinho e ele ergueu as sobrancelhas. - Então, ela não existe sem que a palavra 'compromisso' esteja envolvida. - concluiu e deu um gole longo em seu suco. 
Tom riu. Deu uma risada meio sarcástica, meio prepotente... Mas na verdade, ele estava nervoso. Era essa a deixa perfeita pra finalizar seu plano brilhante com êxito.
- Não seja por isso. - deu de ombros, dando um sorriso de lado. A olhou nos olhos e... "Agora é a hora, Tom. A segunda pergunta mais importante da sua vida. Não seja um baitola. Apenas pergunte...". - Quer namorar comigo?
Ela ficou simplesmente sem reação. Foi como se o mundo tivesse parado completamente. Mas não daquele jeito romântico, tipo 'oh, somos só nós dois e ninguém mais'. Foi de um jeito estranho como se tudo ficado esquisto, paralisado.. Inclusive seu coração que parecia ter parado de bater. Ou batia tão rápido que ela não sentia.
Bela mal conseguia falar ou respirar. O ar parecia rarefeito. Escasso. 
É, pois é, ela estava mesmo passando mal. Uma onda de calor subiu por seu corpo e quando ela se deu conta de que ele ainda estava ali, quase tão nervoso quanto ela e esperava por uma resposta que pra ela parecia a coisa mais óbvia do mundo, uma mão quente a puxou para o meio do salão e uma música começou a tocar.
Essa mão pertencia a Jason Cooper e a música era a música de entrada dos padrinhos e madrinhas.
Tudo estava meio que em câmera lenta, sabe? Como se ela tivesse cheirado orégano. Muito estranho. Talvez ela estivesse em choque. É, ela estava em choque. Os minutos passaram rápido. Ela fez tudo meio que mecanicamente, sem pensar no que estava fazendo, e assim que o ensaio se deu por terminado, correu pro banheiro.
Sam, percebendo que havia alguma coisa errada com ela, foi atrás.
- Tá tudo bem, Bela? Cê tá meio pálida...
- E-eu tô legal! Tô ótima! Só preciso de uma água. Pega pra mim por favor? E-eu acho que eu vou... - Opa, corre pra privada, lá vem suco gástrico!
- Tem certeza que você tá bem...? Tá enjoada?
- Eu to be... - mais uma vomitada. - Bem. Só pega um pouquinho de água...? - um muxoxo saiu de sua garganta fraca.
- Tá... - Sam assentiu preocupada e foi correndo buscar a água.
No caminho, cruzou com quem?
- SAM! 
- Tom!
- Cadê a Bela?
- Ela tá morrendo lá no banheiro.
- Ahn?
- Tá passando mal, vomitando as tripas no vaso.
"Legal, e agora?"


Assim que terminou de vomitar, Bela se sentou no chão e começou a chorar. Foi uma cena estranha. Era como se ela estivesse sofrendo por alguma coisa. Ou como se ela tivesse ao menos triste. 
Mas não. 
Ela tava chorando porque era uma bosta, uma fraca, cagona, ridícula que passou mal e deixou o amor de sua vida plantado no barzinho, e não disse um simples 'sim'. Somente por isso.
- Bela? Cê tá chorando? Que houve, Belinha? - Sam resmungou como se tivesse falando com um bebê. 
- E-eu... - ela soluçou - Eu sou tão bobinha, Sam...
- Ah, não diz isso... Toma sua água. Bebe, respira, depois lava a boca e come essa bala que eu trouxe pra sair esse gosto de vômito.
- Brigada, Sam. - ela miou, e fez tudo o que a amiga recomendou.
- Tá mais calma?
- Aham. Mas eu ainda tô com vontade de chorar... - ela se lamentou e voltou a chorar como uma bebezinha chorona. Tão patética...
- Argh, dá pra me falar o que houve, Bela?
Ela não respondeu, apenas continuou soluçando...
- Ai, pera aí. - Sam se levantou do chão e saiu do banheiro. Segundos depois, Bela escutou passos e achou que fosse a Sam. Mas só achou.
- Quer mesmo saber? Eu sou tão burra... - Bela, mais uma vez, se lamentou, mas, é, não era a Sam ali, né.
Tom se sentou do lado dela, a vendo desenterrar a cabeça do joelho pra olhá-lo. Ela já sabia que era ele...
Eles ficaram um tempo em silêncio até Tom decidir falar.
- O que houve?
- Nada de mais, eu só... Tive uma crise de retardo mental.
- Hm... Sabe, Bela, tudo bem se você não...
- Não. Por favor, não diz nada. - Ela sorriu e o olhou no fundo dos olhos. - Eu é quem devo dizer. Me desculpa por ter sido tão idiota, não queria que você se sentisse mal por minha causa. Eu amo você. 
- Eu te amo muito, Bela. - ela sorriu mais uma vez e lhe deu um selinho. Depois os dois se encararam sem muita expressão e ele passou o polegar por seu rosto, limpando as lágrimas, o que a fez sorrir de novo. E isso era uma coisa que ele simplesmente amava.
- E, Tom... - ela pigarreou - É óbvio que eu aceito namorar com você. É mais que óbvio.
A única reação, quase involuntária, dele foi beijá-la. Isso sim era óbvio. E era simplesmente e completamente inexplicável o que os dois estavam sentindo naquele momento. Por isso nem vou me dar ao trabalho de tentar explicar. 


Depois de um tempo se beijando, é claro que os dois começaram a se animar mais do que o devido, e Tom, todo empolgadinho, começou a apertar de uma forma desesperada a bunda da Bela por debaixo do vestido. 
Sim, porque a mão dele já estava naquela posição ha muito tempo, mas ele só dava leves caricias, só que a animação foi chegando, então os apertões começaram a ficar frequentes.
- Tom... - Bela interrompeu o beijo contra sua vontade, graças ao fio de consciência que lhe restava. - Ainda estamos no banheiro feminino do salão do hotel...
- Porra... - ele resmungou e ela soltou uma risadinha. Bela lhe deu mais um selinho e levantou, pra não cair na tentação.
- Vamos, eu ainda tenho que tirar e devolver esse vestido e depois, eu tenho que passar na Island records pra pegar o contrato.
- Hm, eu não... Cê sabe, eu não posso me mexer muito agora. - ele disse, e Bela gargalhou.
- Homens e seus problemas... - Ela filosofou dando ombros e sentou na privada, ficando de frente pra ele que ainda estava sentado no chão. Sorte era que o chão daquele banheiro era mais limpo que seu próprio quarto. - Vou ter que ficar aqui esperando você broxar?
- Vai.
- Espero que isso demore, não quero um namorado broxa.
- Não costuma demorar muito...
- Com que frequência isso acontece, hein, Fletcher? - Bela perguntou com a sobrancelha erguida, cruzando os braços na altura do busto.
- Ah, cê sabe... Tipo, todo dia.
- O que?! Quem te anima tanto? E nem adianta dizer que sou eu porque essa desculpa não vai rolar. Você anda me traindo, Thomas?
- Traindo? Sou seu namorado há alguns minutos!
- Então quer dizer que você ficava com outras enquanto a gente ficava?! - Não que Bela acreditasse, ela sabia que ele não fazia isso, só tava brincando. Como sempre.
- Não, não ficava. - ele deu de ombros. Sim, ele também sabia que era tudo meio que brincadeira. - Internet está aí pra isso.
Ela gargalhou.
- Ai, que nojo! Você fica vendo pornografia na internet!
- Não disse isso. Pra sua informação, eu ficava vendo suas fotos no Google, aí isso me excitava. - ele disse com uma cara maliciosa e ela gargalhou de novo.
Ele se levantou e deu as mãos a ela pra que ela se levantasse também. Os dois seguiram de mãos dadas até a porta do banheiro e quando saíram, se depararam com Cooper segurando uma rosa.
- Fletcher, não sabia que você usava o banheiro feminino. - ele disse ao ver Bela e Tom saindo do banheiro juntos.
- Pois é, eu uso as vezes. Pra tirar alguns atrasos... - Disse ele com um sorriso gaiato, então Bela deu um tapa estalado em seu braço.
- Ele está brincando. - Bela sorriu desconsertada. - Er... Com licença, Jay, eu tenho que tirar essa roupa. Vou até o quarto da Becky.
- Opa, quer ajuda? - Cooper se ofereceu com um sorriso ainda mais malicioso, e Bela e Tom começaram a rir. De verdade.
- AHAHAHAHAHA, é sério, preciso ir agora. Até mais. Tom, me espera no carro?
- Espero, amor. - ele sorriu e ela semicerrou os olhos, lançando-lhe um olhar de exterminador do futuro.

- Bels, eu também tenho que devolver esse fraque. Vou subir junto com você. - Jason informou.
- Tudo bem então. - ela deu de ombros, virou as costas e foi caminhando até o elevador.
- BELA! - Escutou Sam gritar de algum canto e se virou pra olhar. - SORRIA COM O COOPER!
Sam apontou as lentes da câmera para os dois que entravam no elevador juntos, e eles sorriram, mas Jason decidiu abraçar sua cintura e beijar sua bochecha.
Ai ai... Pura provocação.
- Jay, sério, não faz isso... - Bela pediu delicadamente em seu ouvido e ele bufou.
- Bela, - Sam se aproximou com uma cara de peixe (sabe aquele olhar sem expressão?) - Lia está te ligando loucamente, dizendo pra você não se atrasar, porque vocês têm que estar na Island Records daqui a pouco e blábláblá. E vou logo avisando que ela está com a macaca.
- Ué, mas como ela pode estar com a macaca lá, se a macaca está aqui bem na minha frente? AAAAAHAHAHAHHAHAHA - Bela riu da própria piada.
- Pega esse telefone antes que eu quebre sua cara, sua vadia de quinta. - entregou o celular pra Bela que ainda ria. Então, Bela e Cooper finalmente entraram no elevador.
- Então Bels...
- Então, Jay...
Ele riu.
- Você tá mesmo com o Tom?
"Puta merda. Conto ou não conto? Ai, Jesus."
- E-eu... Er...  Por que você quer saber?
- Você sabe muito bem o que eu sinto por você. Não nos falamos desde que você me pediu um tempo pra pensar em tudo que eu tinha lhe dito, e eu te dei. Agora eu quero saber o que você tem a me dizer.
- Olha Jay, você sabe que eu gosto muito de você, não sabe?
- Sei.
- Mas... Ai, Jason, é só amizade. Eu não... Eu não sinto o mesmo que você... Me desculpe.
- Você não sentiu nada com os beijos durante o filme? Nada?
- Eu... - a porta do elevador se abriu e Becky os esperava.
- ATÉ QUE ENFIM, VOCÊS DOIS HEIN! Só faltava guardar a roupa de vocês. Todo mundo já devolveu. Tem dois quartos no fim do corredor, podem se trocar lá. - Rebeca apontou e eles foram na direção indicada.
Bela fez menção de entrar no quarto à direita, mas sentiu uma mão lhe puxar com força, e ela acabou sendo forçada a entrar no quarto à esquerda. Foi tudo bem rápido: sentiu suas costas se chocando contra a parede, duas mãos em seus ombros, um corpo grande colado ao seu e uma língua invadindo sua boca. Sua reação foi de virara o rosto impedindo que ele a beijasse, mas Cooper beijava qualquer área exposta de seu rosto.
- O QUE VOCÊ TÁ FAZ... - Jason usou sua mão para impedir Bela de gritar.
- Shhh... Fica quietinha. Vou fazer você gostar de mim, tá bom?
- Me solta, Jason, está me machucando. - ela ordenou e ele apenas riu, começando a tirar o vestido dela. - PARA, JASON!
- CALA A BOCA.
- SE VOCÊ NÃO PARAR EU VOU GRITAR.
Na mesma hora, Cooper a soltou e correu até porta, trancando-a. Bela sabia muito bem que as paredes ali tinham um bom isolamento acústico. Ela estava ferrada. Correu instintivamente para um canto do quarto, mas isso só fez Jason rir. Foi tirando sua roupa enquanto caminhava em sua direção, e Bela se sentia encurralada. Ela estava morrendo de medo.
- Meu Deus, Jason... O que aconteceu com você? - vociferou assutada - Esse não é o Jason que eu conheço!
- É sim, Bela. Sou eu mesmo. Estou apenas cansado desse joguinho de gato e rato.
- Não chega perto de mim, eu não quero nada com voc... - sentiu os lábios dele pressionados contra o seu. Ela tentou se debater, fugir, agredi-lo, mas ele a machucava e tirava sua roupa sem pudor ou respeito algum.
- Fica quieta, Johnson. Só vai doer mais se você ficar se remexendo, minha virgenzinha...
- SAI DE PERTO DE MIM, JASON, POR FAVOR! POR FAVOR!
- CALA A BOCA, GAROTA, PORRA.
"Isabela, não é hora de pirar. Apenas use a cabeça. Calma."
- Ok, Jason, você quer que eu goste de você, não quer? Fazendo isso você só vai ganhar mais ódio de mim. Você vai ganhar meu sentimento de repulsa, de nojo. Além disso, daqui a pouco, Becky vem verificar nossa demora, e quando eu sair, contarei pra ela o que você fez comigo, e você sabe pra onde você vai? Cadeia. Sua cara vai pra imprensa como mau caráter e você vai apodrecer na cadeia. - ele a olhava atento e os olhos dela lacrimejavam. 
Bela estava apavorada. Usava apenas calcinha e sutiã, mas em suas pernas haviam marcas, assim como em seu pescoço, braços, barriga e em sua bunda. Os cabelos estavam desgrenhados, e seu corpo tremia. 
Cooper afrouxou as mãos do pulso dela, que imediatamente pulou da cama e foi correndo até a porta.
- Bela, eu nunca mais vou ter coragem de olhar pra você. Me perdoe por isso. E, por favor, não conte a ninguém.
- Você agiu como um doente, Cooper. - ela disse, antes de deixar o quarto. Correu para o outro quarto, vestiu sua roupa na velocidade da luz e saiu correndo para o elevador. Nem se deu ao trabalho de falar com Rebecca. Ela faria isso depois.
Assim que a porta do elevador se abriu, já no térreo, Bela voltou a correr e só parou quando seu corpo se chocou contra o de Tom, que estava encostado no carro, num abraço desesperado. Então ela desabou em lágrimas.
- Bela, o que aconteceu? - ele perguntou preocupado.
- Me tira daqui, por favor? - ela resmungou entre soluços.
- O que é isso no seu braço, Bela?...E no pescoço... Isabela, o que aconteceu? - Tom estava realmente preocupado.
- C-cadê a Sam?
- Ela pegou um táxi e disse que ia passar na casa do Danny, por quê?
Bela, então respirou fundo, tentando se controlar e limpou as lágrimas. Se desvencilhou dos braços de Tom e abriu a porta do carona, entrando no carro. Tom deu a volta e entrou no carro também, então os dois se olharam.
- Tom. - ela disse, limpando as lágrimas que continuavam caindo. - Promete que não vai pirar com que aconteceu? Porque já está tudo bem. Está resolvido. Eu só tô um pouco assustada.
- Você tá me deixando preocupado.
- Tom... - ela engoliu seco e contou-lhe tudo.
Vamos dizer que a reação dele não foi das melhores. Não mesmo. Na verdade, foi das piores. Tom não era um cara que costumava perder o controle. Mas ele quase fez isso. Sorte que Bela sabia acalmá-lo e fez isso rapidamente para evitar que ele voltasse pro hotel e arrebentasse a cara do Cooper. Ele tentou convencê-la de denunciar o incidente à polícia, mas ela disse que daria muita confusão e poderia acabar com o casamento da Becky, então Tom acabou concordando. 
Pouco tempo depois, os dois estavam estacionando no jardim da Island Records, bem mais calmos. Caminharam lado a lado sem o sorriso costumeiro em ambos os rostos. O grande óculos escuros de Bela cobria sua cara de choro, e o de Tom cobria seu olhar enfurecido. Os dois pareciam ter brigado. E foi o que Thalia pensou ao ver Bela entrando com ele na sala.
- O que aconteceu?
- Nada... - ela fungou, mas não estava chorando apesar do nariz ainda estar vermelho.
- Você não parece bem.
- Eu tô bem, só me sinto um pouco indisposta. Deve ser gripe.
- Tenho vontade de rir quando você tenta me enganar. Só não to rindo porque eu to puta.
- Com o que?
- Nada interessante, não acordei de bom humor. - ela deu de ombros, depois de contar a lorota.
- Também tenho vontade de rir quando você tenta me enganar, Liazinha, só não rio porque eu também não estou num bom dia. Mas vamos fazer assim: eu não falo o que aconteceu comigo e você não fala o que aconteceu com você. 
- Me parece justo. - ela sorriu sem vontade e observou Tom. Ele estava com as mãos nos bolsos da calça, do outro lado da sala olhando um painel de fotos de bandas e cantores, completamente alheio a tudo. Ele parecia transtornado. "Hum, é óbvio que eles brigaram..." - Bela, como estão você e Tom? Desde a festa da Ivy você não me fala nada dos dois... Quer dizer, eu tinha dito pra você ficar com ele, mas vocês brigaram feio depois voltaram a ser melhores amiguinhos de novo... Não adianta fugir, eu sei que você gosta dele, mas... Como vocês estão?
- Estamos bem. - Bela respondeu sem encará-la.
- Bem como? Ficando? Só amigos...?
- Ah, cê sabe. Só estamos bem. - ela deu de ombros e Lia franziu o cenho. Ela era esperta e sabia que ali tinha coisa, principalmente no desconforto de Bela quando ouviu a pergunta. 
- Odeio quando você começa com isso de não me dizer as coisas. Porra, você não sabe como isso me irrita...
- Olha Lia, me desculpe mas eu não lhe devo satisfação de nada... - Bela comentou tentando não parecer grosseira.
- Não me deve satisfações? Ah, sim, muito agradecia, você, hein? - ela foi sarcástica. - É isso que eu ganho por ter te ajudado na festa, por te ajudar desde que você ficou famosa... É isso. Você realmente não me deve satisfação nenhuma. - Lia levantou-se emburrada e deu passadas largas até o bebedouro.
Minutos depois Tom foi até Bela e sentou-se ao lado dela. Ela o abraçou de lado, se controlando pra não chorar. Havia acabado de brigar com Lia, o que não acontecia frequentemente. Na verdade, não acontecia quase nunca.
- Ei, não fica assim...
- Mas eu não estou assim por causa do...
- Eu sei, eu escutei. - acariciou o cabelo dela.- Por que você insiste em manter tudo em segredo? Eu não consigo entender.
- Por favor, seja paciente... - ela pediu com a voz chorosa. - Por favor...
Ele suspirou. Lia olhou pra trás e achou estranho a cena que viu. Os dois abraçados. "mas eles não tinham brigado?... Se não foi por isso, por que os dois estão estranhos?"
- Bela Johnson! - Um voz grossa e bem rouca chamou e os três que estavam na sala olharam na direção da porta. Era o diretor de lá.
- Olá, Marchall!
- Olha só pra você, mais bonita do que nunca!
- Obrigada! - Ela respondeu sorrindo, levantando-se para cumprimentá-lo. Ele era um senhor muito educado e agradável. Sempre bem humorado e perspicaz. Devia ter uns setenta anos e continuava lá, firme e forte em seu majestoso cargo.
- Como está?
- Bem. - ela respondeu com um leve sorriso. 
- Está menos animada que o normal...
- Pois é, acho que estou um pouco doente hoje. 
- Hum... - Machall olhou brevemente pra trás e encontrou Thalia o olhando com um leve sorriso. - Olá, Thalia! Como vai? - ele soltou a mão de Bela e caminhou até Lia, cumprimentando-a.
- Muito bem, e o senhor?
- Também. E você Fletcher? Vai ficar aí calado? - ele disse e Tom soltou uma risada, levantando-se para um aperto de mão e um abraço informal.
Trocaram poucas palavras e Thalia deu uma olhada nos poucos papéis, assim como Bela que assinou sem pestanejar. Se levantaram e todos foram se encaminhando para seus carros. 


Segunda feira foi um dia tranquilo, assim como o resto da semana que se passou. Era uma quinta feira quando Thalia recebeu uma visitinha inesperada.
- O que você faz aqui?
- Eu preciso falar com você Lia.
- Harry, olha, é sério, a gente não tem nada pra conversar.
- Eu acabei de dizer que eu preciso falar com você e isso significa que eu tenho sim o que conversar, então dá pra você me escutar?
- Ok. Mas seja rápido e objetivo, porque eu tenho muito o que fazer hoje.
- Tudo bem, vou ser bem objetivo. - ele tomou folegou e a olhou no olhos. - Eu acho que eu to apaixonado por você. 
"WAIT. WHAT?"
- Você o que?
- Eu acho que eu tô apaixonado por você. - ele repetiu - É sério. E o que me levou a pensar nisso foi: primeiro que eu fiquei com ódio mortal do O'Brian porque você me largou, mesmo que a gente não tivesse nada de verdade, pra ficar com ele. Segundo que, pra superar a frustração, eu comecei a ficar com qualquer garota que passasse na minha frente, mas nenhuma delas conseguia me satisfazer. Pra você ter uma noção, Lia... Ok, eu sei que isso vai ser humilhante, mas eu já to aqui me humilhando mesmo, então foda-se. Continuando. Pra você ter uma noção, eu comecei a demorar mais pra ter orgasmos. - ele disse baixo, como se tivesse contando um segredo, e Thalia arregalou os olhos. - Pois é. E eu fazia isso tudo pra ver se você ficava com ciúmes e tal... Mas quem tava com ciúmes era eu! Eu sei da minha fama de mulherengo, e sei que eu consigo ótimas mulheres se eu quiser... Mas a verdade é que eu trocaria todas elas por você, porque eu acabei de admitir a mim mesmo que eu estou gostando seriamente de você. - ele terminou e olhou pra ela sem muita expressão. - É isso. - concluiu, relaxando os ombros.
Tudo bem, aquilo parecia estar sendo fácil pro Harry, mas definitivamente não estava. Não mesmo. Parecia que tinha um touro de rodeio pulado no estômago dele.
Lia não estava muito diferente. Demorou um tempo para assimilar tudo que Harry havia acabado de dizer. Ela quase soltou um 'me belisca? Não sei se isso é real', mas estava paralisada demais pra dizer qualquer coisa.
- Ah, eu quase me esqueci... - continuou - Para provar o quão sério é o que eu estou dizendo, eu... Eu gostaria de te pedir em namoro. E de verdade, dessa vez.
- Harry... - Lia soltou um grunhido e depois pulou em seus braços, envolvendo o pescoço dele, que retribuiu o abraço apertando sua cintura.
Harry soltou um suspiro aliviado e fechou os olhos com força, depositando um beijinho na curva do pescoço dela, que sorriu bobamente.
- Eu não sei se consigo acreditar... - ela comentou e os dois afrouxaram o abraço para que se olhassem. - Porque eu me sinto da mesma forma... - ela sorriu. - E... eu aceito namorar com você, Harry Judd.
Ele inclinou sua cabeça rapidamente pra frente, pressionando seus lábios contra os dela. Logo, Lia deu passagem a língua dele, e os dois se beijaram intensamente ali, no meio da sala de estar do apartamento dela.



- MEU DEUS. VOCÊS DOIS. NAMORANDO. EU NÃO CONSIGO ACREDITAR. - Flor falava alto, tão animada quanto Soph. 
- AI, EU SEI. O DOUGIE É MESMO A COISA MAIS FOFA DO UNIVERSO. E foi tão lindo...


Flashback on (dois dias atrás)


" me encontra em frente ao Big Ben, naquela barraquinha de cachorro quente, assim que você sair da starbucks. xx Doug."
Soph havia acabado de receber a mensagem do Dougie. Ela já estava saindo do trabalho pra falar a verdade. Pensou em passar em casa para trocar de roupa, mas estava curiosa demais, então, pegou um táxi e foi direto para lá.
- Oi, sr. Misterioso. - ela disse, o cumprimentando com um selinho.
- Oi! - ele sorriu.
- E então, o que viemos fazer aqui?
- Viemos fazer uma coisa... Muito legal.
- Que coisa? - perguntou ela, rindo.
Ele pigarreou antes de falar.
- Uma vez você tinha me dito que seu sonho era fazer uma maluquice bem na frente do Big Ben. - ela riu. Era verdade, esse era um dos sonhos estranhos dela. Ela sempre quis, mas nunca teve coragem. - Uma outra vez, você também me disse que namorar um famoso era maluquice. - ela engoliu seco ao ouvir tais palavras e então, seu coração começou a disparar. Ele sorriu e parecia tranquilo. - Aí eu liguei as duas coisas e pensei... que tal realizar seu sonho hoje? - ele sorriu mais uma vez, enquanto a observava a respiração dela ficar descompassada. - Sabe, fazer uma maluquice bem aqui, na frente do Big Ben. Então... Sophia, você quer namorar comigo?
- Se eu q-quero namorar com v-você? - Soph tremia. 
- Aham. - ele confirmou e levou seu cachorro quente à boca, mas quando ia comer, ela o impediu, segurando suas mãos.
- Poynter, não coma isso agora.
- Por quê? - Doug estranhou a reação dela.
- Porque vai ser nojento se nosso primeiro beijo como namorados contiver compartilhamento de pedaços mastigados de cachorro quente. Eu não sou a Bela pra achar isso engraçado ou delicioso, e também não vai ser legal se eu tiver que esperar você terminar de engolir pra poder te beijar, então melhor a gente fazer isso antes de você comer esse cachorro quente.
- Concordo plenamente. - eles sorriam antes de começarem a se beijar na mesinha do cantinho da barraquinha de cachorro quente. 


Flashback off


- Foi mesmo! Ai que inveja. Inveja boa, tá?
- Cara, acho que estou nas nuvens. Aí, depois que a gente chegou em casa, a gente...
- VOCÊ TRANSARAM LOUCAMENTE!
- Tirou as palavras da minha boca. - Soph disse, se gabando.
- Sério? Vocês transaram loucamente no meio da semana?
- Sim. - ela deu de ombros. - Ele faltou no dia seguinte.
- Hum... Wow, que lindo, Soph! E quando vocês vão contar pras meninas?
- Er... contar pras meninas...?
- É, Soph. - Flor bufou impaciente. - Exatamente. Contar pra elas. Não me diga que você vai continuar com essa história de segredo.
- É por pouco tempo, Flor, eu juro.
- Cara, isso, pra mim, não faz o menor sentido, Sophia. Sério, elas são suas melhores amigas! Vocês todas deveriam ter uma conversa muito séria. A Bela já brigou com a Lia por causa dessa besteira de manter segredos idi... Ops. - Flor levou a mão a boca quando percebeu que tinha falado um pouco além do que poderia.
- Ahn?
- Nada, nada. Esquece. Tô aqui falando merda...
- Não, pera aí. Como assim a Bela e Lia brigaram por segredos? Elas também tem segredos?
- Segredos? Que segredos? - Flor tentava contornar a situação de qualquer jeito, até que seu celular tocou. Salva pelo Gongo. - ALÔ?
- FLOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOR! - Lia gritou do outro lado da linha.
- OI!
- Você não sabe da maior das maiores.
- Diga.
- HOJE MAIS CEDO ADIVINHA QUEM ME PEDIU EM NAMORO? 
- Ai, não.
- O HARRYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYY!
- MENTIRA! NÃO ACREDITO! VOCÊS TÃO NAMORANDO! AI, COMO FOI?
- FOI TÃO LINDO, ELE DISSE QUE ESTAVA APAIXONADO POR MIM!
- SÉRIO?! OOOOOOOWN! AI, QUE FOFOS!
- CARA, JURO QUE SE ELE PEDISSE PRA CASAR EU CASAVA. - Florence riu - AI, FLORZINHA, TO TÃO FELIZ! PRECISAMOS SAIR PRA COMEMORAR!
- É que hoje não dá. Sabe, eu to aqui com a Soph e...
- Com a Soph? Cara, sabe que eu estou com saudade dela? Ela tá toda sumida e sempre que eu a chamo pra sair, ela inventa um desculpa dizendo que tem que fazer alguma coisa... Outro dia ela dispensou minha companhia pra ir pro shopping com ela, cara... Juro que eu já to ficando chateada.
- Er... É assim mesmo, ela anda muito ocupada. Olha, amiga, tenho que desligar. Depois a gente se fala, tudo bem?
- Tá... Mas não conta pra ninguém que eu to com Harry não, tá? Quero manter em segredo por enquanto. - Flor riu sem humor. - Que foi?
- Nada não. Vou desligar, tudo bem? Beijo.
- Beijooooos!
- Quem está namorando? - Soph perguntou toda curiosa assim que ela desligou o telefone.
- N-ninguém.
- Ninguém?
- Ah, uma amiga minha da escola. Katy. - "Katy? Puta merda, olha o nome que eu fui falar."
- Katy? A peguete do Tom?
- EX-peguete. Tom agora está em outra, subiu de nível. Tomou jeito, finalmente. - "AI, CACETE. TENHO QUE CALAR A BOCA."
- Outra? Que outra? Não fiquei sabendo! 
- Ah, é uma outra lá do colégio... - dei de ombros - Daqui a pouco você vai descobrir quem é... - "pelo menos não menti, certo?"
- Hum... Mas, enfim, a Katy-ex-peguete-do-Tom tá namorando com quem?
- Ah, não é essa Katy, é outra Katy. Katy Springs. - "MERDAAAAAAAAAAAAAAAA"
- Ué, mas a ex-peguete do Tom é Katy Springs também.
- É, TEM DUAS KATYS SPRINGS, NÃO É ENGRAÇADO?
- É estranho... Whatever, tenho que ir pra casa, Florzinha. Obrigada pela atenção.
- De nada, linducha. - Soph deu uma gargalhada com o apelido, e se levantou da cadeira da sorveteria. - Toma. Paga meu sorvete. - deixou uma nota de vinte libras sobre a mesa, deu um beijinho na bochecha da Flor e saiu saltitante. Mentira, não saltitou, mas tava toda serelepe.
- Ai, Senhor... Me ilumina aqui, porque tá foda. - Flor resmungou apoiando a testa nas mãos e bufando alto.


- Bom dia, queridos. - a diretora entrou na sala com toda aquela pose de fodona. - Vim aqui dar dois aviso, e me desculpe por interromper a aula, Sr. Scott.
- Tudo bem. - ele disse, simpático.
- Bom, então, eu queria informar que as aulas serão suspensas na próxima segunda até sexta e apenas o comitê de festas terá que comparecer nesses dias. Os outros estão liberados. 
Murmurinhos tomaram conta da sala. Provavelmente eram os alunos comemorando. Bela e Sam se olharam e fizeram um high five.
- O segundo aviso, pessoal, é que terá um trabalho interdisciplinar durante essa próxima semana e as duplas serão escolhidas hoje. Eu sei que tem as duplas do início do ano, mas como esse trabalho é diferente as duplas serão outras. - Bela bufou. Sua dupla seria o Tom, se esse trabalho fosse de acordo com os outros. - Mas nós vamos fazer um agrado a vocês, e caso todos os envolvidos concordem, poderão trocar de duplas se houver algum problema. É só avisar aos professores. Poynter e Fletcher, não quero chamar a atenção dos dois, se puderem parar de conversar, eu agradeceria.
- Desculpa, senhora Paskin. - Tom e Dougie falaram ao mesmo tempo o que fez Bela e Sam rirem.
- Enfim, vou falar rapidamente as novas duplas e vocês já vão trocando de lugar, tudo bem? Ok, então primeira dupla: - sente só o pulo da onça. O grito da macaca. O ataque da naja. - Thomas Fletcher e Katy Springs. Sammy Bradley e Isabela Johnson. Gregory Albert e Michelle Hilston. Dougie Poynter e Sarah McGueen... - A diretora falou o nome de todas as duplas e depois e respirou fundo. - Agora, educadamente, todo mundo que quiser mudar de duplas, levante o braço por favor, o professor vai a mesa de cada um.
Tom foi o primeiro a levantar o braço e Katy riu. 
- Se você não se esqueceu, só pode mudar as duplas com o consentimento de todos os envolvidos. - ela sussurrou no ouvido dele, já que estava sentada na carteira de trás.
- Se você não se esqueceu - ele falou, virando-se para trás - Você prometeu me deixar em paz.
- Posso fazer um trabalho com você civilizadamente, sabia?
- Sério, Katy, melhor você não se aproximar de mim, por favor.
- Sr. Fletcher? - o professor cainhou até ele com sua prancheta em mãos. - Quem é sua dupla?
- Katy Springs. 
- Vão querer trocar? 
- Não senhor. - Katy informou e Tom fechou a cara.
- Vamos sim. Bom, eu quero.
- Com quem você quer fazer o trabalho, Tom?
- Qualquer outra pessoa. De preferencia o Dougie, a Sam ou a Bela. 
- Nenhum deles pediu pra trocar as duplas.
- Se eu falar com eles, eles aceitam - Tom disse firme.
Bem nessa hora o sinal tocou. A aula estava encerrada e agora seria um curto intervalo para que os alunos trocassem de salas, mas o professor pediu pra que Bela, Sam, Dougie, Tom, Sarah e Katy ficassem na sala, a fim de resolver o problema de troca de grupos.
Antes, deixa eu dizer como Bela estava se sentindo: com um puta ciúmes.
- Ok, vamos resolver isso logo. - O professor disse. - Tom quer mudar a dupla e disse que quer fazer com algum de vocês. - Tom sorriu sem mostrar os dentes. - Alguém quer trocar?
- Eu quero. Acho a Sam fedida. - Bela disse e tomou uma porrada (da mesma) no braço. Dougie começou a rir.
- Sua ordinária. - Sam resmungou e o professor pigarreou.
- Sam, você está de acordo com a troca? 
- Estou, a Bela também fede um pouco e ela tem umas perebas nojentas. - Bela começou a rir e Dougie gargalhou mais. Tom tentava prender o riso, mas estava ficando complicado. Katy estava com cara de ânus. - Ei, pera aí. - Sam falou. - Como vai ser essa troca? Eu vou trocar com o Tom e vou ter que ficar com a Katy?
- Sim. - o professor falou.
- AH, AÍ NÃO. Vamos fazer o seguinte. Eu fico com o Doug, Bela fica com o Tom, Sarah e Katy ficam juntas, fechou, galera?
- Por mim tanto faz. - Sarah deu de ombros.
- Por mim, assim está ótimo. - Dougie disse, apoiando do se em uma das carteiras.
- É, pelo menos o Tom não fede tanto, só um pouquinho... - Bela falou tentando não rir, coisa que Tom já não fazia mais. 
- Olha, desculpem, mas... - Katy começou, atraindo todas as atenções pra ela, já que ela tava quieta no canto dela, sem dizer uma palavra sequer. - A diretora deixou bem claro que todos os envolvidos deveriam estar de acordo. E eu não estou. Não sou a favor de troca alguma. 
- Vou bater nessa garota. - Sam falou no ouvido de Bela que impediu que uma gargalhada saísse de sua boca. Tudo bem que ela tinha muito ciúme do Tom, mas ela também não era aquele tipo de namorada chata que fica de nhenhenhe e, além disso, ninguém sabia que os dois estavam namorando.
- É verdade. Está dando muita confusão. Não vou autorizar a troca. É só uma trabalho, gente. Não vai matara ninguém. Fica tudo do jeito que tá.
Katy deu um sorriso vitorioso e segurou no braço de Tom. 
- Vem, Fletcher, temos um trabalho a fazer. Vamos à biblioteca.
- Não, agora tenho tempo livre e vou comer. Depois a gente vê isso. - Ele deu de ombros.  - Vem, Bela. - Chamou, já que sabia que ela também tinha tempo livre agora.


- Sabe, preciso confessar uma coisa. - Ela disse, e deu um selinho nele.
- Fala.
- Eu tenho muita vontade de dar uma porrada na Katy. Muita mesmo. - Tom gargalhou.
- Normal, é ciúme. Só porque você me ama muito. - Ele se gabou e recebeu um beliscão na costela. - OUTCH! Você anda muito agressiva ultimamente.
- Você vai ver minha agressão na sua cara...
Eles riram e começaram a se pegar. Os dois estavam escondidos atrás do campo de futebol. Um lugar consideravelmente seguro. Ninguém os veria ali. Ou não... A não ser que chamemos Danny Jones de ninguém a partir de agora.
Sim.
Veja só o que aconteceu:
Danny estava procurando sua camisa do time da escola que Harry escondeu no último treino de futebol. Ele teria que usar pois sua próxima aula era a de educação física, mas Harry não quis contar onde tinha enfiado a porcaria da blusa. 
Ele, então, decidiu procurar pela escola toda, e um dos primeiros lugares foi o campo de futebol, o vestuário feminino, o masculino... Já estava prestes a sair quando teve a ideia de procurar atrás da quadra. Foi quando ele viu.
- PUTA. QUE. PARIU. - Danny soltou, chocado.
Bela e Tom se separaram bem na hora e olharam assustados para o lado, encontrando um Danny boquiaberto.
Ela estava no colo dele, que estava sentado no chão, encostado numa árvore, abraçando a cintura dela, e ela abraçava seu pescoço. Uma cena bem fofinha, até. Danny poderia ter suspirado e saído de fininho para não atrapalhar, mas não. CARA, ERA A BELA E O TOM. BELA-E-TOM. COMO ASSIM?
- V-vocês dois...- Danny apontou para os dois a fim de falar alguma coisa, mas perdeu as palavras.
- Danny, não é nada do que você está pensando! Isso é só um sonho e daqui a pouco você vai acordar! - Bela disse mas depois começou a rir. - Brinks, foi só pra descontrair mesmo... Mas... Pois é, Jones. Estamos juntos.
Tom gargalhou. Não esperava que essa fosse ser a reação dela.
- Tudo bem, alguém me explica o que está acontecendo. - Danny disse meio desnorteado.
- Ué, estou beijando a minha namorada. Não posso? - Tom disse indiferente, como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo.
- PORRA, CARA NÃO ACREDITO. - Danny quase gritou, todo orgulhoso. - VOCÊ CONSEGUIU, CARA! - ele dizia, emocionado (não a ponto de chorar, mas ele tava bem feliz). Caminhou até Tom, sentou-se ao seu lado e lhe deu um abraço apertado. - Que bom que você deixou de ser veado e contou tudo pra ela, cara, estou tão orgulhoso! Por isso que você andava todo felizinho, né? Cara, sério, que bom que você resolveu isso. Não aguentava mais ouvir você falando dela como se ela fosse alguma deusa, você babando nas fotos dela, vendo os vídeos dela na internet, e agarrando sua fronha escrita 'I love Bela'. Porra, é isso desde os seus nove anos. E só agora, com dezoito anos na cara você foi resolver. Parabéns, cara, estou tão feliz! Já mostrou pra ela sua coleção de...
- DANNY. - Tom o interrompeu e afastou o abraço. - Eu já entendi. Você está feliz por mim, obrigado. Mas também não precisa me deixar constrangido.
- Desculpa, cara, mas eu tô tão feliz! 
- Eu sei, eu sei, Danny.
- AAAAAH, VEM AQUI, BELINHA! - Ele agarrou a Bela. - Sempre soube que você não resistiria aos músculos do Fletcher. Acredita que ele malhava pensando em você? Ele falava "Onde tem um peso mais pesado? Tenho que ficar gostoso pra Bela!" - Ela gargalhou alto - Que bom que você finalmente deu a ele a chance de ficar contigo, ai, como estou feliz.
- TUDO BEM, DANNY, SERÁ QUE VOCÊ PODE PARAR? Isso já tá ficando gay até pra você - Tom reclamou, separando-o da Bela.
- Ciúmes, já cara? - Danny zoou.
- Obrigada, Danny, que bom que você abençoa nosso namoro. - Bela disse rindo. - Eu também abençoo seu namoro com a Sam.
- Que namoro? - ele perguntou. - Ela está toda me ignorando.
- Ela está toda te ignorando? - Bela repetiu, achando graça. - Mas por quê?
- Sei lá o porquê. Primeiro ela não queria que eu terminasse com a Georgia. Depois ela ficava com ciúmes da Georgia, depois ela termina comigo e diz pra eu terminar com a Georgia também. O QUE ELA QUER?
- A Sam sempre foi uma pessoa estranha, relaxa. - Tom comentou.
Danny se acomodou ao lado de Tom, e ficou quieto por alguns segundos. (Poucos segundos, diga-se passagem)
- Posso falar uma coisa? - Danny pediu, fazendo dengo.
- Pode. - Bela concordou.
- Está tão bonitinho ver você fazer cafunezinho na nuca dele, e ele abraçando sua cinturinha desse jeito, você no colinho dele, como dois namoradinhos felizes, aí que fofo.
- Você não tem noção do quando isso foi homossexual, Danny. Sério mesmo. - Tom comentou rindo.
- Eu pude ver a Flor falando isso, só que de um jeito mais másculo - Bela acrescentou e os três riram. Aí o sinal do intervalo tocou e eles se levantaram do chão. Tom e Bela deram as mãos e foram caminhando juntos até onde ainda não havia pessoas.
- Danny! - Bela chamou antes que ele fosse fazer alguma outra coisa. - Isso ainda é segredo, então por favor, não conta pra ninguém.
- Ninguém? Nem pra Sam? Quer dizer... Ela já sabe, né?
- Não. Ninguém, Danny. Só quem sabe é a Flor e espero que só ela continue sabendo.
- Tudo bem. Não comento nada. Mas acho que vocês deveriam contar pro pessoal. Todo mundo ia gostar de saber.
- De saber o queeeee? - Sam chegou com Flor.
- Que o Tom e a Bela estão...
- COM FOME. - Bela o cortou nervosamente e Flor logo entendeu.
- WOW, GRANDE NOVIDADE. - Sam disse rindo. - Vamos logo pra cantina. - ela puxou Bela pela mão.
- Sam, porque você tá fugindo do Danny, hein? Posso saber?
- Eu não estou fugindo nada, estou só... Dando um tempo. Cansei dele, sabe? Já transei com ele umas trocentas vezes. Ele é até bom, mas já tá batido. - E O PRÊMIO DE  MELHOR MENTIRA DA SEMANA VAI PARA... SAMMY BRADLEY! Palmas, palmas.
- Credo, Sam... Você parece uma puta falando desse jeito. Ele é o Danny, ok? Seu melhor amigo.
- Danny nunca foi meu melhor amigo. Eu nunca tive melhor amigo. Quer dizer, o mais amigo meu era o Tom, mas aí você começou a ignorá-lo do nada, aí, né, perdemos um pouquinho do contato... Mas o Danny? O Danny nunca foi meu best não. 
- Eu lembro que toda vez que eu roubava seu diário pra ler você escrevia que o Jones era seu melhor amigo entre os homens.
- Ô sua vadia, pra sua informação, na época que eu escrevi a merda do diário, eu era carente de um amigo macho porque a senhorita não me deixava chegar perto do Fletcher, então eu coloquei o Danny ali naquele cargo só pra me iludir, ok? Não era sério.
- Ok, tanto faz. Voltando ao assunto principal, eu não acho certo você tratar o Danny desse jeito. Fala sério, cara, é o Danny! Você perdeu seu BV com ele!
- Eu perdi meu BV com o Tom.
- Perdeu nada, eu sei que você já tinha beijado o Danny quando você beijou o Tom.
- Mas com o Danny nem foi de língua, com o Tom foi. E beijo sem língua não é beijo. 
- É SIM.
- Ok, foda-se. O meu primeiro beijo de língua foi com o Tom. E sabia que o Fletcher beijava muito bem? E agora deve beijar até melhor. Nossa, que língua era aquela... Eu era pequenininha e já fiquei excitada. A língua dele é bem rápida, sabia? É rápida, mas consegue fazer movimentos lentos muito bons. Ele até fez um...
- JÁ ENTENDI, SAM. Ele beija bem, eu já entendi.
- Bem não. MUITO BEM.
Bela não ficou com ciúmes... Só um pouco incomodada. O fato é que esse beijo nem mesmo existiu... Sam só falou pra ver qual seria a reação da Bela, e pra esfregar na cara dela que ela sentia ciúmes do Tom, como ela fez a seguir:
- TÁ COM CIUMINHO DO FLETCHEEEER!
- Não tô. - Bela disse dando de ombros.
- Tá sim, você tá vermelha e me mandou para de falar do beijo do Tom, isso porque você sempre quis provar mas ainda não deu, né? - Sam provocou. "Ha! Você que acha!"
- Para, Sam, que saco.
- Tá apaixonadinha pelo Toooooom!
- Ih! Ela já sabe?! - Flor chegou, toda serelepe.
- Sei de que?
"AI, MERDA."
- É, sabe de que? - Bela se fez de desentendida e torceu pra Flor entender.
"AI, MERDA."
- Nada não, peguei o bonde andando aqui. Então, vamos comer?


A tarde chegou e eles tinham acabado de terminar de ensaiar. Dulce, a empregada/espiã-enviada-pela-mãe-do-Tom, estava lá e fez um lanche pros cinco que devoraram tudo.
- Er... acho que eu esqueci meu celular lá no estúdio. - Bela informou, levantando-se.
- Te ajudar a procurar. - Tom levantou também.
- Obrigada. - ela sorriu. - Tom não é um amorzinho? - Bela disse controlando a vontade de gargalhar.
- Claro, o Tom é um amorzinho. - Harry zoou com uma voz homossexual e Bela gargalhou, dando um tapa na cabeça dele. 
Os dois caminharam até o estúdio e assim que chegaram lá, Tom empurrou Bela na primeira parede, num movimento ninja, e começou a beijá-la sem pudor. Ela riu, mas retribuiu os beijos. Um das mãos de Tom direcionou-se a coxa dela, e subiu numa carícia maliciosa até a bunda, por baixo da saia do uniforme e ela puxou o cabelo da nuca dele em reação. 
Os dois já estavam se animando por demais quando Bela lembrou-se de uma coisa. Puxou o lábio inferior dele com os dentes no intuito de para o beijo. Depois deu mais um selinho, e outro, e outro, aí ele começou a querer aprofundar o beijo mas ela o impediu.
- Acalme-se Fletcher. - disse rindo.
- Que foi? - ele perguntou, também rindo.
- Olha onde sua mão está. - ela falou percebendo que a mão dele estava estacionada em sua bunda, por baixo da saia, então ele tirou de lá e posou sobre a cintura dela.
- É só isso? - ele foi aproximando o rosto.
- Não! Acha mesmo que eu ia parar só por causa disso? - ela riu.
- Diz logo!
- É que eu tava aqui pensando... Tenho umas coisas pra te perguntar.
- Pergunte.
- Tudo bem. É verdade aquele negocio que o Danny disse que você tem uma fronha escrita 'I love Bela'? - perguntou e ele riu.
- É... 
- Sério, Tom?! - ela começou a gargalhar. - Ai, que fofo! - ele ficou vermelho. - Tudo que o Danny disse era verdade? 
- Aham. - ele concordou meio envergonhado. - Eu já te disse que eu desenvolvi uma obsessão, não já? 
- Já, mas...
- Então pronto! Isso explica tudo o que eu fazia.
- Aham, era tão obcecado que pegava geral e nem dava bola pra mim.
- Ah, não, você não pode dizer isso. 
- Mas é verdade, ué.
- Eu não dava bola pra você? Você que me odiava! E eu tava apaixonado mas não tava morto, né. - ela abriu a boca indignada. - Mas, se quer saber, eu sempre comparava todas elas a você, e todas elas perdiam. - ele sorriu de lado.
- Até a Katy?
- Principalmente a Katy.
- Você é um galinha, isso sim. Dormia com uma mulher pensando em outra. - Bela riu e ele riu junto. - Mas... Hm, e o que você achou quando beijou a Sam?
- Ahn?
- É, Tom, eu sei que vocês eram crianças mas ela falou que foi muito bom e que você beijava muito bem...
- HAHAHHAHAHHAHAH - Tom soltou uma gargalhada e depois olhou pra Bela tentando prender o riso. - Esse beijo não aconteceu... - declarou. - Tinha caído 'beijo de língua' na salada mista e aí fomos pro quarto da sua mãe pra supostamente ficarmos, mas nós achamos que não tinha nada a ver a gente se beijar, então combinamos que contaríamos a vocês essa mentira e esse seria um segredo nosso. 
- VACA! Ela ainda falou detalhes pra mim!
- Ciumenta...
- Não sou ciumenta, sou só curiosa...
- Sei bem...
- Não vou discutir sobre isso. - Bela deu língua pra ele, abraçando um pouco mais apertado seu pescoço - E... Também é verdade que você malhava pra me impressionar? - Tom soltou uma risada nasalada.
- É, Bela, é verdade.
Bela puxou o rosto do garoto contra o seu até sua boca ficar colada do lóbulo da orelha dele, e então ela sussurrou:
- Deu muito certo.
Ele sorriu maliciosamente antes de começar a beijá-la de novo. Os dois ficaram lá na maior agarração digna de um bordel (brinks, mas quase isso) até que escutaram umas vozes do lado de fora:
- Vocês têm certeza que querem entrar no estúdio agora?! - reconheceram como sendo a voz de Danny.
- Porque você tá estranho Danny? - Voz do Harry.
- Danny quer deixar a gente passar? - Voz do Dougie.
- Então tá bom... ESTAMOS NOS APROXIMANDO DO ESTÚDIO... ESTAMOS A CINCO PASSOS DO ESTÚDIO...
- Danny, você está bem? - Dougie perguntou, estranhando comportamento neandertal.
- ESTOU ÓTIMO, AGORA ESTAMOS TOCANDO NA MAÇANETA DA PORTA DO ESTÚDIO E... Oi, Tom, oi, Bela! - Danny sorriu, aparecendo na porta. Bela estava de um lado do cômodo e Tom do outro.
- Acho que o Danny está com sérios problemas. - Dougie comentou.
- Tá mesmo, ele veio narrando a gente, quase se esgoelando, pelo corredor. Deu pra escutar daqui?
- Deu, a porta acústica não tava fechada, se você não percebeu. - Tom disse apontando para a porta acústica (que era uma porta enormemente grossa) e Harry concordou com a cabeça.
- Então... Viemos aqui avisar que as meninas ligaram. Elas falaram que queriam dar uma festinha privada aqui na sua casa aí a gente deixou. Elas estão vindo pra cá. Vão dormir aqui. Todas elas.
- Ah, tudo bem. - Tom deu de ombros.
- Galerinha do mau, tô indo pra casa. Vou passar lá pra tomar um banho, alimentar meu hamster, regar as plantas, pegar um pijama e uma outra roupa pra dormir aqui, pegar meu travesseiro especial, pegar meu ursinho de pelúcia, e colocar uma roupa bem sensual, provocante, curta e indecente pra vir pra cá seduzir vocês, já é? AH, E EU TAMBÉM VOU TRAZER UM FILME PRA OBRIGAR VOCÊS A ASSISTIREM! Tchau, meu lindinhos. - Bela tagarelou, indo até Dougie e lhe dando um beijinho na bochecha, depois em Tom, depois em Harry e depois em Danny. Aí ela saiu saltitante pelo corredor e, alguns segundos mais tarde, escutaram barulho de porta da sala sendo fechado.
- Cara, que bom que a antiga Bela está de volta... - Harry comentou se jogando no sofá. - Eu ficava morrendo de saudade de tê-la assim, com a gente.
- Eu também. - Dougie disse.
- Pois é. Tô feliz pra carilhas com isso tudo. - Danny falou, se jogando do lado de Harry.
- Se nós estamos assim, imagina o Tom! - Harry zoou. - Ele deve ter tido orgasmos quando a Bela falou que ele era um amorzinho.
- Ah, claro que tive. - Tom disse rindo.
- Vai falar que você não está até gozando de tanto prazer com essa "nova-velha" Bela? - Dougie perguntou, provocando.
- Aposto que ele está. - Danny disse com um sorriso malicioso. - Bem mais que vocês imaginam.
Tom apenas sorriu. 
- Quando você vai tomar coragem pra falar logo com ela, hein? - Harry questionou, agora mais sério. - Já tá passando da hora, Tom.
- Já chega de se intrometer na minha vida, né?
- Depois não diz que eu não avisei. - Harry deu de ombros.
- Pode ficar tranquilo que eu não vou dizer. - Tom sorriu fracamente, e Danny riu. Os outros dois ficaram sem entender, mas nem ligaram.


- Aí, né, eu disse: "Ai, meu Deus, eu vou conhecer o Ashton Kutcher!", só que eu escutei uma voz máscula e sensual atrás de mim dizendo "ai, meu Deus, eu vou conhecer a Bela Johnson!", e quando eu virei pra trás, tava o Ashton lá, zoando com a minha cara! 
- Eu lembro desse dia! - Lia gritou. - Foi o mesmo dia que a Sam tacou papel em todas as privadas da mansão dos caras lá, pra entupir! 
- Eu tava revoltada, ok? - Sam se defendeu.
- Gente, vocês lembram do dia em que a Bela escutou Not Alone pela primeira vez, e quis matar a Flor? - Soph perguntou com uma cara sofrida, isso porque ela tava com vontade de rir. Ela era meio que igual ao Tom e a Lia. Quando estavam com vontade de rir, faziam a maior cara de sofrimento.
- CARACA! EU LEMBRO! EU FIQUEI COM MEDO DA BELA! AAAHAHAHAHAH - Flor disse gargalhando.
- CONTA! - Dougie pediu super homossexualmente e todos riram.
- Foi assim. - Lia começou. - Estávamos todas no quarto da Bela, num pós-festa-do-pijama. A gente tava fazendo não sei o que...
- Eu sei o que a gente tava fazendo. - Flor interrompeu. - Sam tava cutucando o nariz e vendo TV, a Bela tava no computador respondendo fãs, Lia e Soph estavam fazendo as unhas umas das outras e eu tava mexendo no rádio.
- É, isso mesmo. - Lia continuou - A gente tava lá, aí a Flor ligou o rádio. Tava terminando de tocar alguma música e então o locutor anunciou algo do tipo: "e agora, o novo single do McFLY... Not alone!"... Aí... Cara, foi muito engraçado. A Bela olhou lentamente pro lado, tipo filme, sabe? E a Flor se encolheu toda e arregalou os olhos. Todas nós olhamos juntas, sério, juntas mesmo, ao mesmo tempo, pra nossa tatuagem no pulso, e então a gente ouviu um grito saindo da boca da Bela: "QUE MERDA É ESSA?!". Cara, a Bela pulou igual a um tigre selvagem da cadeira e foi correndo até a Flor, que saiu correndo pela casa, e a gente só escutava gritos tipo "DESCULPA, DESCULPA", e "EU VOU TE MATAR, OLHA A MERDA QUE VOCÊ ME FEZ FAZER!"
Todos gargalhavam exacerbadamente.
- E o que aconteceu? - Harry perguntou com uma voz fina, porque ele tava rindo. E muito. 
- Depois a Bela se acalmou, né, aí a gente foi pro quarto conversar. Eu me lembro que foi tipo assim: A Bela: " Legal, agora me explica porque você não avisou que Not Alone era uma música do McFLY, que a porra do Tom canta?!" ; Aí a Flor respondeu: "Primeiro que eu achei que você já soubesse. Segundo que eu achei esse nome bonitinho e a música é toda linda... E eles também são! Fala sério, Bela, o Tom é mó gostosinho!"
- QUE MENTIRA, EU NÃO FALEI ISSO! - Flor se defendeu.
- FALOU SIM QUE EU LEMBRO! - Bela disse rindo! - Você sabe que você falou! Inclusive foi você quem começou com essa história de implantar na cabeça dos outros que eu e Tom combinávamos. Só pra me irritar.
- FOI NADA! - Flor disse indignada. - SUA MÃE QUE DISSE QUE SONHAVA QUE VOCÊS DOIS SE CASASSEM! Ela disse isso pra nós quatro aí a gente ficou com isso na cabeça, e a Sam sempre disse que vocês dois tinham que namorar, então nem vem jogar a culpa pra mim!
- Me lembra de matar a minha mãe depois. - Bela comentou e todo mundo riu.
- E eu não falava nada sobre o Tom com você, só com elas! Eu sabia muito bem que Thomas Fletcher era assunto proibido e que não podia brincar com isso... - Flor falou sem pensar muito.
- ENFIM... - Lia disse, tentando não deixar o desconforto invadir o momento. - Onde eu estava? AH! - ela se lembrou sozinha - A Flor falou que o Tom era muito gostosinho e a Bela quis voar no pescoço dela, aí começou a bateção de boca. Bela ficou xingando o coitado do Tom que nem tava lá pra se defender, Flor ficou xingando a Bela de maluca e descontrolada, Sam ficou xingando todo mundo porque ninguém calava a boca pra ela assistir TV, eu e Soph ficamos rindo e gritando "Briga, Briga, Briga".
- Caraca, Lia, a gente era escrota pra cacete, né? - Soph comentou gargalhando.
- É mesmo. E aquilo só acabou quando a mãe da Bela entrou no quarto perguntando o que estava acontecendo, aí a Bela começou a chorar. Ela falou igual uma criança birrenta: "Mããããe, a Flor me fez tatuar o nome de uma música que o idiota do Fletcher canta, nhenhenhenhe!" - Lia zoou - Aí a mãe da Bela falou algo do tipo: "Filha, não fale assim do Tom!"... Ai ai, foi a maior confusão. 
- Sério que você fez esse escândalo todo? - Tom perguntou olhando pra Bela.
- Sério... Eu fiquei realmente bolada. Acho que eu fiquei uma semana sem falar com a Flor. 
- Foi mesmo... - Flor concordou. - Eu fiquei toda triste... Nem tinha dado a ideia por mal.
- Enfim, o que importa é que hoje eu estou feliz com a minha tatuagem e Not Alone está na minha lista de reprodução das músicas que tocam enquanto eu tomo banho.
- Pior que isso é sério. Um dia cheguei na casa da Bela e ela tava tomando banho, escutando Not Alone.  - Sam falou tomando um gole de Smirnoff.
- Vamos brincar de alguma coisa legal? - Danny sugeriu.
- Tipo? - Harry perguntou tomando a garrafa da mão de Sam e dando uma golada.
- Tipo... Ah! Vamos brincar de eu nunca! 
- EU TOPO MAIS QUE TOPADO. - Precisa dizer que Flor amou a ideia? Ela podia arranjar um jeito de se desfazer da pressão que era guardar segredos daquele tamanho. Eram quatro segredos enormes! SIM! QUATRO! Isso porque a Sam tinha contado, mais cedo, pra ela que achava que estava gostando do Danny de verdade, por isso se afastou dele. - Eu começo. Eu nunca beijei ninguém dessa roda.
UUUUUUUUUUUUUUUUUUH....
Todos beberam menos ela. 
- CARAMBA, QUEM VOCÊS BEIJARAM? - Flor perguntou cinicamente. 
- Querida, você não explicou, então vale beijo na bochecha, e eu já beijei todo mundo dessa roda se for beijo na bochecha, então, você também deveria beber! - Sam disse, salvando a vida de todo mundo ali.
- Eu nunca transei. - Bela disse, e foi a unica que não bebeu. - Seus safadinhos.
- Eu nunca peguei mais de quinze em uma noite. - Dougie disse, e Danny, Harry e Tom beberam. - CAFETÕES!
- Posso saber quando foi isso, Thomas? - Bela perguntou indignada.
- Tem muito tempo.
- Iiiiiih... - Sam zoou - Qual é a do interesse, hein? Rolou um clima, aí, nééééé?!
- Enfim, é a vez de quem agora? - Bela perguntou e Lia levantou o dedo.
- Eu nunca fiz sexo anal. - ela disse e Dougie foi pegando seu copo e levou até boca... Todo mundo olhou incrédulo.
- TO BRINCAAAAANDO! - ele voltou com o copo bem na hora H. Todos respiraram aliviados e Bela, Tom e Danny começaram a gargalhar. - Eu nunca quis ser uma árvore. - Ele disse, e logo depois foi único a beber. Todo mundo olhou com aquela famosa cara de "WTF?" - Ué, eu já quis ser uma árvore, ora...
Bela riu mais.
- Eu nunca dormi pelada sem ter feito sexo. - Sam disse, Bela e Dougie beberam. 
- Tava calor ué, não me olhem com essas caras! - Bela reclamou e eles voltaram a rir.
- Eu nunca... Eu nunca me apaixonei por um rockstar. - Flor disse maliciosa, e todas as meninas, Tom,  Dougie e Harry beberam.
- HUUUUUUUUUM, TOM E BELA BEBERAAAAAM! - Sam zoou.
- HUUUUUUUUUM, SAM BEBEEEEEEU! - Bela zoou de volta.
- Qual é, quem nunca se apaixonou por um rockstar? - Soph disse como se fosse a coisa óbvia do mundo. Flor bufou de novo. 
- Eu nunca vi minha avó de biquíni. - Harry disse. Tom, Sam, Bela e Lia beberam.
- QUE NOJO, A AVÓ DA LIA DE BIQUÍNI, AI, QUE NOJO! - Sam gritou.
- Coitada da vovó!
- Eu nunca comi sorvete de queijo!  - Soph gritou do nada. Ninguém bebeu.
- Eu nunca fiquei com uma garota no cinema. - Tom falou filosofando. Bela, Lia, Sam, Soph, Doug e Flor beberam.
- Dougie, quando você ficou com uma garota no cinema? - Harry perguntou.
- Uma vez aí.
- Que garota?
- Não, lembro só sei que eu já fiz isso uma vez.
- Eu nunca pensei que... - Bela foi começando a dizer, mas começou a gargalhar. - E-eu nunca... - Ela ria muito, então bebeu um pouco pra tentar parar. Deu mais ou menos certo, considerando o fato que ela conseguiu terminar de dizer, mesmo que com uma voz de cabrita no cio. - Eu nunca pensei que sexo oral fosse descrever uma cena de sexo oralmente! - Ela disse, começando a gargalhar em seguida, assim como todo mundo, quando viram Danny bebendo. - CARA, EU NUNCA VOU ME ESQUECER DISSO.
- EU ERA NOVO, OK? NÃO TINHA MALDADE NA MENTE!
- Eu nunca achei que o Danny fosse um macaco dentro do corpo de um humano! - Tom disse e bebeu logo em seguida, assim como todos, inclusive o próprio Danny. Vai entender...
- Eu nunca precisei dizer não a um pedido de namoro. -  Lia disse. Bela, Sam, e todos os meninos beberam. 
- Eu já tive que dizer não umas oitocentas e setenta e nove vezes. - Harry falou e os meninos concordaram.
- Eu nunca peidei na frente de uma namorada. - Danny disse, e ele mesmo bebeu, assim como todos os meninos. 
- Ai, seus nojentos. Que horror! - Soph reclamou.
- Eca, eu odiaria namorar um de vocês. Sorte que todos já tem donas. - Flor disse. sem pensar [novidade].
Opa, momento tenso.
- Como assim 'todos'? - Sam perguntou sem entender. 
- Eu nunca fiz xixi nas calças. - Soph tentou descontrair. Todos beberam.
- Eu quero mudar de brincadeira, já tô ficando bêbada. - Bela disse e todos concordaram.
- Vamos brincar de strip poker?
 Vou resumir bem rápido o que aconteceu: todos concordara com a maravilhosa ideia de Danny e se dividiram em duplas (Flor não brincou, ficou só de juíza). 
Lia e Bela formaram a primeira dupla e ambas ainda estavam de roupa. Elas não perderam nenhuma. A segunda dupla foi Tom e Danny que estavam de boxer e meia (se dependesse do Danny, estavam pelados há muito tempo). Dougie Harry eram a terceira dupla e estavam sem camisa, e descalços. Sam e Soph... Elas estavam sem blusa. 
Já estavam na quarta rodada. Tom e Danny perderam de novo e tiveram que tirar as boxers e ficar apenas de meia... E eles o fizeram. Não ficaram peladões pelos cantos, eles usaram almofadinhas para se tapar, mas mesmo assim, ninguém daquela sala conseguia parar de rir. 
Na sexta rodada, Sam e Soph já estavam de calcinha e sutiã. Na nona, Dougie e Harry estavam (apenas) de boxer. Bela e Lia continuavam invictas. 
- EI! - Tom gritou do nada. - POR QUE A BELA E A LIA AINDA ESTÃO DE ROUPA?
- Porque a gente não perdeu, idiota! - Lia respondeu rindo.
- ENTÃO VOCÊS TEM QUE FAZER UM STRIP TEASE!
- Haha, vai sonhando. - Bela disse, mexendo o pescoço igual a Queen Latifah.
- Por favoooor! - Tom insistiu.
- EU CONCORDO! - Dessa vez, Harry gritou.
- EU TAMBÉM CONCORDO! - Sam exclamou, toda bêbada. - VOU FILMAR ESSA CENA.
- No way, gente. Não vou fazer.
- Ah, Bela! Vamo! - Lia insistiu. É, ela tava bêbada.
- Lia quer dar. - Soph filosofou.
- Quer mesmo. - Flor concordou rindo.
- Quem não quer? Dar é muito bom. - Sam falou.
Sim, estavam todos bem bêbados.
- Não vou fazer e ponto final! Não sou puta!
- Qual é! Cê tá entre friends aqui. - Lia tentou convencer e Bela cruzou os braços.
- Mas acontece que eu sinto vergonha, oras.
- AH, ISABELA, VOCÊ APARECEU COM MUITO MENOS ROUPA NA TV. - Sam gritou.
- APARECI NADA!
- APARECEU SIM! - Dessa vez, Flor gritou.
- O FATO É QUE EU NÃO VOU FAZER STRIP PRA TODO MUNDO E PONTO FINAL!
- Poxa Bela, você acabou com todas as minhas fantasias sexuais. - Tom comentou com cara de cachorrinho abandonado.
- É o que eu sempre digo, cara. - Harry comentou em voz alta, mas olhando pro Dougie. - A bebida entra, e a verdade sai.
- É mesmo. - Dougie concordou e todo mundo começou a rir. VIVA A BEBIDA!
- Huuuuuuum, Fletcher e Johnsoooon! - Sam zoou, entornando mais um copo.
- Para, gente! - Bela disse e depois começou a chorar. Ela passou da fase de riri de tudo pra fase de virar emo. Sabe, todo bêbado tem suas fases. E Bela não era nenhuma experiente em ficar bêbada. - Eu não gosto que vocês fiquem me zoando, minha vida já é uma pressão só, e ainda tenho que ser zoada pelos meus amigos? Eu não mereço isso! - ela solução e não tinha uma alma que não estivesse rindo.
- ELA... E-ELA... - Soph tentava falar, mas não conseguia de tanto que ria. - ELA DISSE "PELOS", ELA DISSE "PELOS"! AAAAAAAAHAHAHHAHHHAHA
- AHAHAHAHAHAHAH, ELA TÁ COMPLETAMENTE BÊBADA! - Flor comentou.
- Jura? Nem tinha percebido! - Danny falou e se levantou da sua cadeira para dar uma abraço em Bela, que chorou mais em seu ombro. - Calma, Bela, vai ficar tudo bem.
- E-eu tô com calor... - ela disse em meio aos soluços. - Acho que vou tirar a roupa.
Se separou do abraçou e começou a despir-se, mas não de uma maneira sexy. Ela apenas tirou a roupa normalmente, o que foi o suficiente pra deixar Tom excitado.
- Cara, ela é muito linda. - Tom disse baixo, apenas para Harry ouvir.
- É mesmo, vai lá pegar ela, cara.
- Eu já tô pegando ela, animal.
- Ah, sei. - Harry disse irônico. 
- Já sim, ela é minha namorada. - Tom sorriu.
- Galera, arruma um remédio pro Tom, ele tá delirando aqui! - Harry gritou mas ninguém entendeu nada, e todos continuaram bem entretidos em suas próprias coisas alheias.
Bela saiu correndo e foi até a piscina, sendo seguida por Sam.


- Mas então, por que você ficou me ignorando? - Lia perguntou pra Soph
- Ahn? 
- Não se faça de desentendida, Soph, essa semana você ficou me ignorando e eu fiquei tão trsite! - dramatizou.
- Ah, é que eu tive uns problemas.
- Sexuais?
- Também.
As duas gargalharam.
- Não vai me contar?
- Ai, Lia, não posso...
- Como não pode? Eu sou sua melhor amiga!
- Não posso e pronto, dá pra você me respeitar, cacete?! - Soph esbravejou, do nada, e todo mundo olhou.
- Então vê se você vai ali na esquina se foder com seus problemas sexuais e NUNCA MAIS OLHA NA MINHA CARA. - Lia levantou-se, puta da vida, e subiu as escadas marchando, no maior estilo 'tô-boladona-com-todo-mundo'.
- NÃO FALA COMO SE VOCÊ NÃO ME ESCONDESSE AS COISAS TAMBÉM! - Soph gritou mesmo sabendo que a Thalia nem tava mais lá. 

Todo mundo ficou meio em silêncio depois dessa cena, até que Danny começou a dançar pela sala trazendo a alegria de volta. Minutos depois, todos (menos Lia) estavam dançando pela sala numa cena digna de hospício, aí a Bela teve a brilhante ideia de colocar o filme que ela trouxe. Era um filme de drama qualquer, e antes de começar, Bela já estava chorando pois conhecia a história do filme.
Enfim, no meio do filme, tava todo mundo dormindo um em cima do outro.

Bela's POV


Acordei porque senti que dois dos meus órgãos iriam explodir. Minha cabeça, de dor e minha bexiga, de tão cheia que estava. Foi aí que eu senti que tinha um pé fedido sobre a minha testa, então olhei ao redor, e não consegui não rir.
Meu corpo estava metade sobe o Tom, metade sobre o Danny, que tava enroscado no Dougie, que deitava sobre a Sam, que estava com as pernas sobre a Soph que estava sendo agarrada pela Flor, que estava atirada sobre o Harry que tinha um de seus pés apoiado na minha testa. Não tente imaginar, você não vai conseguir.
Empurrei o pé do Harry e me levantei. Na mesma hora, senti uma tontura horrível, aí corri pro banheiro, vomitei todas as minhas tripas, fiz o xixi mais longo da história, depois fui até a cozinha, bebi quinhentos e setenta e três litros de água (mentira, só três copos), e tentei me lembrar do que fizemos ontem, porque, não sei se eu esqueci de comentar, mas... Estavam todos semi-nus. Menos o Danny que tava peladão mesmo. Sorte que tinha uma almofada tapando seus países baixos.
Não me lembrei de merda nenhuma, então decidi subir pra tomar um remédio pra dor de cabeça. 
Eu estava lá, vasculhando o banheiro do Tom atrás de alguma coisa que fizesse minha cabeça parar de latejar, quando escutei um barulho atrás de mim e virei-me, encontrando uma Lia toda descabelada com uma cara de bosta misturada com sono.
- AAAH! UM MONSTRO! - Zoei.
- Idiota. - ela bufou meio impaciente, mas riu, depois sentou na pia - Nunca tinha reparado em como o banheiro do Tom é enorme...
- Pois é. Olha aquela banheira! Eu passaria dois dias tomando banho ali.
- Como se você não tivesse uma banheira em casa...
- Como se você também não tivesse.
- Ok, todos temos, mas o Fletcher exagerou. - Ela disse e eu concordei, finalmente achando o remédio. Peguei dois, já sabendo que ela também iria querer. - Obrigada. - Agradeceu enquanto pegava o comprimido da minha mão. 
- Pode pegar água ali no frigobar, please?
- Ok. - ela se levantou e caminhou até o frigobar no canto do quarto, pegou uma garrafinha d'água e tomou o comprimido, depois me entregou a garrafa e eu fiz o mesmo.
- Lia, você sabe porque todos estão lá em baixo na maior suruba da história? - ela arregalou os olhos. - Digo... Estão todos semi-nus. Não entendi nada...
- Ah, é que a gente brincou de strip poker. Foi legal. E aposto que o Danny e o Tom estão pelados.
- Na verdade, só o Danny. Acho que o Tom deve ter se vestido, né... 
- É, cê sabe... O Danny já é sem noção sóbrio, imagina bêbado.
- Engraçado que eu acho ele mais inteligente quando tá bêbado.
- É, também acho. Mas ele fica altamente sem noção.
- É mesmo. E você? Por que não tava lá com todo mundo? Madrugou?
- Não. - ela deu de ombros. - Dormi aqui em cima. Eu tava meio bolada com a Soph.
- Sério? Por quê?
- A gente brigou... De um forma bêbada, mas brigamos... E o motivo foi o mesmo da nossa briga no dia da Island Records. Sobre todos esses segredos que ninguém pode contar pra ninguém...
Ok, agora eu fiquei sem graça. Eu sei que a Lia não quer me pressionar a contar nada pra ela, mas eu fico me sentindo um lixo por não compartilhar isso com as minhas melhores amigas... Mas é que... Não é por elas, nem por mim...
É que eu ainda me sinto... Sei lá, por mais que eu confie no Tom, eu ainda sou traumatizada com as coisas do passado, e eu fico morrendo de medo dele me trocar por qualquer outro rabo-de-saia que passar na frente dele. Tudo bem que ele me ama, e eu acredito... MAS EU SOU INSEGURA, OK? 
Então eu prefiro, por enquanto, não espalhar pra ninguém esse nosso namoro.
Ela sorriu antes de continuar:
- Mas eu não culpo nenhuma de vocês, afinal, eu também tenho meus segredos. - Seria bobo dizer que isso me incomodou? Seria, né.
...
Dane-se. Isso me incomodou, e eu vou te falar o porque: PORQUE NÃO-ERA-ASSIM.
Sabe, a gente não era desse tipo de ficar guardando segredinhos. Tudo bem que a gente já cresceu e tal, mas...
 Cara... Nunca foi assim.
- P-pois é.. - eu tava sem graça - Eu... Eu vou descer. - disse, toda sem jeito, caminhando até a porta do quarto quando eu vejo um Tom só de boxer(maldade-comigo mode on) entrando e me agarrando. Ui, tentação.
- Fletcher, me solta! - Sussurrei, estapeando seu ombro. Eu tava meio desesperada, a Lia podia estar vendo e...
- Que? - ele perguntou confuso, mas depois me soltou abruptamente, do nada. - Ah, oi, Lia...


NOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO(...)


- Oi, Tom... - ela tinha um tom meio desconfiado, e eu não sabia se ela tinha visto ou não, porque a gente tava na porta do quarto, e ela ainda estava dentro do banheiro, então eu não sei o que ela viu, e, ai meu Deus, eu tô surtando. - Madrugou também? Eu e Bela acordamos agora e estávamos invadindo seu quarto. A propósito, desculpa por isso. E está muito constrangedor ficar pelada, ou semi pelada, tanto faz, na sua frente, então com licença. 
- Ah, tudo bem, eu nem tinha reparado - ele coçou a nuca, desconcertado. Own, que lindinho.
- É, e-eu vou com ela. Vista-se, Fletcher. - eu disse com um sorriso medroso no rosto, e saí correndo do quarto. Meu medo era tanto, que na minha humilde cavidade anal não entrava nem um grão de farofa, mas isso a gente oculta.


Assim que eu e Lia chegamos na sala, catamos nossa roupa no chão e nos vestimos.
Nós olhamos pra Sam com uma cara de bode dormindo, toda feia e torta aí os pensamentos ruins invadiram nossa mente, MUA-HA-HA-HA...
- Tem chantili na geladeira... - Sussurrei no ouvido da Lia que me lançou um sorriso cúmplice e maligno.
Fomos na pontinha do pé, abrimos a geladeira e...
- Posso saber o que vocês duas estão fazendo? - A voz de Tom nos assustou e quase que demos um mortal carpado pra trás. Coisa de quem tem culpa no cartório.
- Estamos procurando o chantili. - Lia respondeu sussurrando.
- Sam que nos aguarde... - eu completei com um sorriso malvado e ele riu.
- Vocês são ruins... E o chantili tá na segunda prateleira. - ele esticou o braço apontando pra onde estava, e nós pegamos.
Caminhamos silenciosamente até a Sam. Lia pegou um papelzinho, enrolou de forma que ficasse um tubinho bem fininho, e eu coloquei cuidadosamente uma boa quantidade de chantili na mão da Sam. Tom filmava tudo no celular.
Lia cutucou o nariz da Feia-adormecida (ai, tadinha) com o papelzinho enquanto eu me cagava de rir e lutava pra não fazer barulho. Tom também ria igual a uma hiena com tuberculose, o que dificultava minha luta contra os barulhos. Até então, Sam nem tinha se mexido com as caricias de Lia no nariz dela, mas Lia persistiu. Ficou cutucando a bochecha da garota até ela finalmente se incomodar e bater na sua própria cara com a mão toda suja de chantili.
Aaaaah, eu não aguentei. Me taquei no chão de tanto rir enquanto a Sam levantava bebadamente seu tronco, sem entender o que tava acontecendo. Então, ela me olhou, rindo no chão; olhou pro Tom filmando, já roxo, coitado; pra Lia segurando um papelzinho e rindo igual a uma maritaca; olhou sua mão suja de chantili, e por fim, o produto na minha mão e foi aí que a ficha caiu.
- SEUS FILHOS DE UMA ¨#?$*%*! %#¨%  *@@%@&#  !@$ %*$!@ % ?$* &% *&% &#, VÃO ENFIAR ESSE CHANTILI DO MEIO DO &%!@%@%!#$$@#&!%@& !!!!!!!!
E começou ela a inventar as palavras absurdas dela, que eu não devo nem relatar.
Ela correu atrás da gente com uma cara muito má e eu até fiquei com medo, mas nenhum de nós três conseguiu para de rir.
Aí, né, todo mundo acordou... 

Flor deu um grito porque viu Danny peladão, já que ele levantou com tudo, esquecendo que não vestia nem meia, deixou a almofada cair... aí, Jones Júnior foi exposto pra todo mundo que estava acordado na sala.
Ele ficou todo envergonhado e se tapou como pôde, foi até onde sua boxer estava e a vestiu às pressas. Sorte que eu não prestei muita atenção em nada, porque eu acho super trash (como diria minha adorável manager, Thalia) ver as partes dos homens a não ser que  o dito cujo seja o Tom. Ai, que tarada... Melhor eu parar com isso. Vou até encerrar meu point of view depois dessa.


Bela's POV off


- QUE ÓDIO, SEUS VAGABUNDOS. PORRA, VAI BRINCAR COM A MÃE.
- Aaaaain, que estressadinha... - Lia implicou e ela mandou o dedo.
- THOMAS MICHAEL FILHO DE UMA ÉGUA FLETCHER, VOCÊ VAI APAGAR ESSE VÍDEO AGORA. - Sam ordenou e ele riu sarcasticamente.
- Vou sim, pode ficar esperando, anjo. - Ele respondeu com um sorriso bem fofo, mas irônico.
- Seu idiota. Vai ter troco, podem esperar. Vadios.
- Ai, eu quero ver esse vídeo. - Soph disse, toda alegrinha.
- Por que todo mundo não se veste antes? - Flor sugeriu. - Eu odeio essa pouca vergonha.
Dougie, Soph, Harry, Danny e Sam começaram a se vestir conforme a amiga pediu (e conforme suas consciências alertavam).
- Tom, acho bom você ter um estoque de aspirina aí. Tô com muita dor de cabeça. - Soph resmungou com as mãos nas têmporas.
- Tem lá no meu banheiro. - ele disse.
- Segunda gaveta debaixo da pia, numa caixinha branca. - Bela completou e Sam olhou para ela com aquela famosa cara de 'vou-implicar-contigo-agora-honey'.
- Nooooooooooossa, já tá tão íntima que até sabe onde ele guarda os remédios. ÃÃÃÃÃÃN!
E todos entraram no embalo: ÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃN.
- Ai, que bobões. - ela revirou os olhos, apoiando uma mão na cintura. - Eu já fui lá caçar o remédio e descobri onde estava, idiotas. Eu só tava querendo ajudar e facilitar o trabalho de vocês.
- Own, tadinha. - Flor foi abraçá-la.
- Obrigada, amiga, você é a única que presta.
- FALANDO EM BELA E TOM - Harry se intrometeu. - CARA, o Tom tava muito mamado ontem. Sério, ele tava muito doido. Posso contar o que você me disse, Tom? - Harry pediu com uma cara de riso.
- Não.
- AAAAAAAAH, TOM! Você tava bêbado, ninguém vai ligar! - Soph tentou convencer. - Anda, conta! Fiquei curiosa!
- É que, sobre esses assuntos, eu tenho que pedir permissão... - Harry se justificou.
- Já falei que não é pra falar. - Tom disse com uma cara meio séria.
- AH, TOM! PARA DE SER BOBÃO! - Thalia deu um tapa no ombro dele. - Deixa ele falar, vai.
- DEIXA, DEIXA, DEIXA! - Todos começaram a gritar e Bela já estava começando a ficar com medo. Eles trocaram olhares e então, Bela disse:
- É, Tom, se você tava bêbado, não deve ter sido nada sério. Não tem problema falar, a gente vai saber que não era verdade, você só estava louco.
- Tá, pode falar... - Ele deu de ombros.
- MEU DEUS, É MUITO AMOR. - Sam zoou. - SÓ PORQUE A BELA DISSE PRA ELE CONTAR. 
- Muito amor mesmo! - Harry enfatizou. - Escuta essa. Tava lá a Bela tirando a roupa, né... Aí, me vira o Tom, com a maior cara de morsa, e diz 'cara, ela é muito linda' - imitou a voz do Tom muito mal imitadamente, como se fosse algum retardado chorão falando. - Aí eu disse: 'cara, pega ela', E ADIVINHA O QUE ELE VEIO ME DIZER... - Harry se empolgou, prendendo o riso - 'Eu já tô pegando, ela é minha namorada'! HAHAHAHAH! Muito doido! É muito amor mesmo...
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH! - Bela soltou a risada mais forçada e exagerada da história e todo mundo olhou pra ela. - Coitado do Tom, tava alucinado! Até inventando que gostava de mim, AAAAHAHAHAHA.
- É... Inventando... - Dougie comentou escrotamente, prendendo o riso.
Danny e Flor ficaram meio constrangidos, mas riram moderadamente, Sam riu alto, querendo zoar o Tom, e Lia e Soph riram normalmente, achando engraçado o fato do Tom ter tirado isso do nada.
- Nossa, como eu estava maluco, não? - Tom riu forçadamente. 
- Ai, Fletcher, essa foi boa. - Bela deu dois tapinhas nas costas dele. - Quem quer comer? - ela sorriu, achando mesmo que ia conseguir mudar de assunto.
- O Tom deve querer comer a Bela. - Sam brincou e todo mundo riu.
- Sam, você quer ter que pagar uma fortuna pra reconstruir sua bela arcada dentária? 
- Não, não, valeu. Dispenso essa. Mas no próximo encontro da crew, o que a gente vai fazer é o 'pick up lines' game, pro Tom poder te ganhar.
- A-HA-HA-HA. Até parece que o Tom me ganharia com uma cantada barata.
- Tá querendo dizer que eu não tenho boas cantadas? Pois fique sabendo que eu tenho as melhores cantadas de Londres. - Tom retrucou enfezado.
- Ninguém barra o Harry, ele é o rei das cantadas. - Dougie disse, acariciando os músculos do Judd. 
- Sou mesmo. - ele sorriu orgulhoso. - Já ouviu a do alfabeto?
- MAS EU QUE TE CONTEI A DO ALFABETO! - Tom e sua mania de direitos autorais...
- MAS TU NÃO CONSEGUIU NENHUMA COM ESSA, EU CONSEGUI.
- Não consegui porque eu nem usei. - Tom deu de ombros.
- Sei... Só porque você queria outra coisa... ou outra pessoa...
- AI, CHEGA, MENINOS. - Soph se estressou.
- Deixa eles, eles estavam prestes a falar que o Tom queria a Bela. - Sam provocou mais uma vez.
- ARRRGH! - Bela rosnou e saiu bufando em direção ao estúdio.
- Aposto que o Tom quer ir atrás dela. - Assim que Sam soltou mais essa, Lia a puxou pelo braço e as quatro meninas foram pra um canto.
- Sam, dá pra parar? Já ta ficando chato. - Lia falou com a voz firme e o sorrisinho na boca da Sam sumiu.
- Que merda, não se pode mais brincar... - Ela esbravejou e rolou os olhos. 
- Claro que se pode brincar, mas brincadeiras tem seus limites. - Dessa vez, foi Soph quem falou.
- Tudo bem fazer uma piadinha ou outra, mas tooooda hora, já fica chato, bebê. - Flor falou docemente.
- Qual é? Vai ficar todo mundo contra mim agora? Eu já parei, tá legal? Não preciso que fique todo mundo me dando bronca. Eu já entendi que é pra parar.
- Ou, ou, ou! - Dougie chamou. - Vão ficar de fofoquinha? 
- Não é fofoquinha, é reunião de amigas. - Soph explicou. - E eu sei muito bem que vocês fazem isso também.
- Aham, fazemos sim... - Dougie foi irônico e as meninas riram. Menos a Sam, que tava meio emburrada.
Eles ficaram mais um tempo de papo furado, quando o telefone de trabalho da Lia começou a vibrar.
- Ops. Um minuto galera. - ela olhou e viu que era um aviso "apresentação da Bela, hoje 8:30, na MTV, ao vivo". - PUTA QUE PARIU, NÃO ACREDITO QUE EU ESQUECI DESSA MERDA! ISABELAAAAAAAAAAAAAA! ISABELA! ISABELAAAA! - Lia saiu correndo pela sala, catando suas coisas (bolsa, sapato e outros acessórios) e todos ficaram olhando meio assustados - Cacete, que horas são?!
- Meio-dia... Lia, aconteceu alguma coisa? - Harry respondeu/perguntou meio assustado.
- ACONTECEU QUE HOJE A BELA SE APRESENTA NA MTV, ÀS OITO E MEIA, AO VIVO, E EU ESQUECI DE COLOCAR ISSO NA PORRA DA AGENDA E SÓ LEMBREI AGORA, POR CAUSA DO LEMBRETE DO MEU CELULAR! QUE INFERNO! EU SOU UMA INCOMPETENTE! NUNCA, NA MINHA PRÉ-CARREIRA INTEIRA, EU COMETI ESSE ERRO. NUN-CA! E AGORA EU TO AQUI, DE RESSACA, E O PIOR, A ISABELA ESTÁ DE RESSACA, NÃO TEVE UMA BOA NOITE, NÃO ENSAIOU PORRA DE REPERTÓRIO NENHUM, NÃO DESCANSOU A GARGANTA, NÃO TÁ COM PREPARAÇÃO NENHUMA, E ELA VAI SE APRESENTAR AO-VIVO! TEM NOÇÃO? E A CULPA É TODA MINHA! EU TÔ FODIDA, MINHA MÃE VAI QUERER ME TACAR NO POÇO E MINHA ÚNICA COMPANHIA VAI SER A SAMARA! QUE MERDA! E A CADÊ A ISABELA?! I-SA-BE-LAAAAAAA!
- Eita, calma, Lia! Respira! - Soph foi a única que conseguiu se pronunciar depois do surto.
- Me chamaram? - Bela apareceu na sala, toda tranquila. Quase foi atacada por um urso selvagem faminto (Thalia). 
- LÊ ESSA MERDA. - Lia tacou o celular nela, que o pegou habilidosamente no ar. Mentira, ela teve que se jogar pro lado e esquivar do aparelho, já que tinha amor à vida. Aí o negócio caiu no chão e ela pegou pra ler (com um pouco de medo) - NÃO TÁ LEMBRANDO DE NADA NÃO?
- JESUS! - Bela gritou. - AI MEU DEUS, EU ACHO QUE EU VOU DESMAIAR! - Bela anunciou e se segurou nas paredes, assustando mais os demais. - Brincadeira, galera! - Ela riu. - Ok, no stress. Vamos pra casa e eu vejo o que eu vou cantar. Não vai ser longo, são só oito músicas. Tiro de letra.
- AH, TIRA DE LETRA, NÉ? - O bicho, digo, Thalia, ironizou - Você nunca se apresentou despreparada, Isabela, NUNCA!
- Primeiro. Acalme-se. Você não confia em mim? Eu tô te dizendo que vai ser tranquilo! Eu tô tranquila então se acalma também... Eu hein, não precisa ficar tão nervosa. E segundo, pára de me chamar de Isabela, cacete. Eu fico achando que tem alguma coisa séria acontecendo...
- Ah, claro. Nada pra você é sério, né. Tudo pra você é tranquilo, numa boa. Tudo você dá conta... Mas - Lia suspirou profundamente - Ok. Tudo bem. Vou me acalmar. Tudo vai dar certo. 
- Isso. - Bela disse. - Tudo bem, agora eu vou lá em cima trocar de roupa, e a gente vai pra casa. Que horas eu tenho que chegar lá?
- Três e meia.
- Tudo bem. Eu vou ser rápida.
- Bela, quer que eu peça o almoço logo? - Tom falou.
- Aham, é melhor eu ficar pro almoço mesmo... Vai pedindo que eu vou tomar um banho na sua super banheira que está me seduzindo muito. - ele riu. - Brincadeira. Não vou demorar.
- Vou com vocês, beleza? Quero fotos. - Sam disse.
- Tá. - Lia deu de ombros. - Ai, que estresse.
- Calma, Lia, vai dar tudo certo. - Harry segurou a mão dela carinhosamente. - O Fletch já fez isso umas duas vezes. Nem é motivo pra tanto. 
- É que a Bela tá meio que de férias, aí eu acabei me acostumando com esse período sem shows e tal... Mas eu não podia ter esquecido, não deixo nada passar. Eu tô me sentindo irresponsável.
- Não, cara, isso é normal, todo mundo erra alguma vez. - Ele falou com a voz doce, e colocou uma mecha do cabelo dela cabelo atrás da orelha.
- Own, que fofinhos os dois... - Soph zoou e eles logo se separaram.
- ARGH! Eu ainda tenho que ligar pros caras da banda dela. - Lia bufou alto. Já digitando o número dos caras que compunham a banda da Bela. Eles todos já sabiam do compromisso e já estavam se preparando para ir pra lá. Minutos depois o pessoal da MTV ligou e confirmou tudo com Lia... Pelo menos tudo estava se encaminhando dentro do padrão.


- Ok, então vai todo mundo mesmo? - Bela riu quando todos assentiram com a cabeça como se fossem criancinhas. - Legal, vai ter festa no meu camarim, mas tudo bem... Vamos.
Minutos depois, já que o lugar onde seria a apresentação não era longe, todos já estavam lá, no camarim, enquanto o Pablo, fiel cabeleireiro e Abbie, fiel maquiadora já começavam seu trabalho.
- E aí, chuchu?! - Abbie, com seu corriqueiro bom humor, falou toda serelepe. - Vamos de que hoje? Romântica e fatal, Natural e Sexy, Poderosa e Diva, Rebelde e Selvagem ou Brilhante e Singela? 
- Hmmm... O que vocês acham? - Bela perguntou, virando pra trás.
- Eu acho que tem que ser selvagem. - Dougie respondeu dando de ombros e o Harry concordou. 
- Eu gosto da selva. - Danny comentou indiferente e depois sorriu. - Selvagem.
- Ah, não. Tem que ser diva. - Sam palpitou e Bela riu.
- Eu também voto no look diva. - Soph disse, ajeitando o cabelo.
- Três votos para diva. - Lia disse, concordando com as meninas.
- Também acho que tem que ser diva, tipo aquele batom vermelho e os cílios enormes com um delineador grossão... - Flor foi sonhando e Bela riu mais.
- O que você acha, Tom? - Ela perguntou, sem perceber, já que Tom parecia meio alheio...
- Natural e Sexy. - Ele respondeu com leve sorriso. Um sorriso bem encantador, por sinal.
- Ok, Natural e Sexy. - Bela decidiu e todo mundo se entreolhou antes do coro de "ÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃN!" começar. 
- Ãn o que? Não posso concordar com ele? - Bela perguntou meio sem graça, vendo que até Abbie e Pablo riam.
- Não... É só que você perguntou a opinião de todo mundo e só foi ele falar como ele queria que você estivesse que você nem pensou duas vezes antes de escolher. - Lia explicou com um sorrisinho vitorioso.
- AHAM, SENHORA TROCA DE CARÍCIAS COM HARRY JUDD. - Bela retrucou e Lia corou.
- AHAM, SENHORA TROCA DE CARÍCIAS COM THOMAS FLETCHER. - Soph provocou.
- Quando que eu troquei carícias com o Tom na sua frente? - Bela perguntou com as sobrancelhas erguidas.
- Vocês ouviram essa? Ela acabou de admitir que troca carícias com o Tom quando não está na nossa frente. - Sam falou e todo mundo começou a rir.
- Olha, tá vendo aquele banheiro ali? - Bela apontou. - Tem uma privada. Por que vocês não se afogam de uma vez?
- Ai, honey, perdón... Mas eles estão com razão. - Pablo disse, tentando conter um sorrisinho que insistia em escapar.
- Até você Pablo? Vou te demitir. - Bela brincou, mas estava realmente sem graça.
- Quer parar de ficar coradinha, garota?! Vai atrapalhar minha maquiagem! - Abbie reclamou e todo mundo voltou a rir.
- Isso, me deixem estressada mesmo. Quando eu estiver lá no palco e desafinar até o tímpano de vocês explodirem, se culpem e depois não se esqueçam de se matarem.
- Como se isso fosse possível. - Tom resmungou pra si mesmo, mas acontece que todo mundo ouviu.
- OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOWN! - Todos, em coro. De novo...
- Que foi agora? - Bela perguntou impaciente (ela não tinha escutado o que o Tom disse).
- Você falou que ia desafinar igual a uma maritaca doente e o Tom disse: 'Como se isso fosse possível'. OOOWN, que meigo.- Sam explicou e Bela revirou os olhos. 
- Porra, cês são chatos, hein? - Tom reclamou.
- Por que quando eu e Tom eramos amigos antigamente, vocês não ficavam com essas chatices? Que eu saiba, eu era muito mais agarrada com ele do que agora, e não tinha essas merdas de zoações.
- Porque agora todo mundo já descobriu que vocês se gostam! - Sam respondeu com um sorriso vencedor e Bela deixou seu queixo cair. Flor levantou os braços como quem diz 'eu não tenho nada a ver com isso', o que fez Bela olhar raivosamente para Danny.
- PORRA, DANNY, EU E TOM CONFIAMOS EM VOCÊ! MAS QUE MERDA! - Bela reclamou e todos ficaram estupefactos.
- AHÁ! - Sam deu um pulo, ficando em pé sobre o sofá e apontou pra Bela, como se a condenasse. - ENTÃO QUER DIZER QUE TEM ALGUMA COISA! - Ela falava com uma cara de maníaca. - E QUE O DANNY SABE O QUE É!
"Ai, não..."
- Sam, porque você não vai se foder... - Bela resmungou, um pouco (lê-se: MUITO) desconfortável.
- CHEGA, TODOS VOCÊS! - Flor se levantou e todos a olharam meio embasbacados. - É LEGAL ISSO QUE VOCÊS ESTÃO FAZENDO? É LEGAL, MENINAS? Ã? NÃO, NÃO É! Caramba! Vocês são um grupo de amigas que não deveriam ter segredos como esses, segredos tão idiotas, segredos que qualquer melhor amiga já saberia de cor! NÃO TEM NENHUM SENTIDO EM NÃO CONTAR DOS PRÓPRIOS NAMORADOS PRAS PORRAS DAS MELHORES AMIGAS! Principalmente quando TODO MUNDO É AMIGO! Eu não aguento mais ter que passar por cada situação que... Meu Deus do céu, estressante é apelido... pra esconder o segredo de vocês, por motivos idiotas... Vocês deveriam confiar mais umas nas outras, se são realmente amigas. E não acho justo eu saber e as outras não. ESCUTOU, SOPHIA? ESCUTOU, SAMMY? ESCUTOU, THALIA? E ESCUTOU, ISABELA? Então, AGORA, acabem de vez com essas merdas de segredos e contem logo TUDO umas pras outras, ANTES QUE EU MESMA O FAÇA DA PIOR FORMA POSSÍVEL! ANDA! AGORA! - Flor surtou.
Quantos surtos, hoje, não?
Pois é.
Mas acontece que agora fodeu.
- Ui, eu-to-pas-mo. - Pablo sibilou com a mão na boca. - Todos os cabelos do meu corpo estão de pé, olha! - ele mostrou o braço ligeiramente arrepiado para Abbie que também estava meio chocada.
- ANDA. Começando por você, dona Thalia. - Flor apontou com uma cara de Hitler.
- E-eu... Eu... POR QUE COMEÇANDO POR MIM?
- NÃO VAI FALAR NÃO?
- MAS...
- ENTÃO EU FALO: A LIA E O HAR ...
- Nós estamos namorando. - Lia completou olhando pra baixo, meio tímida.
- Nós quem? - Soph perguntou boquiaberta (quase deixando seu chiclete cair)
- Ela e o Papai Noel, Soph. - Bela foi sarcástica.
- É que... desculpe, é que ainda não caiu a ficha. Meu Deus... Como isso aconteceu? - Soph vociferou, incrédula.
- Então... 
- Aproveita que você está aí falando, e fala logo do seu namorado.
- Ah, sim... Eu e Dougie estamos namorando.
- WHAT?! - Bela quase pulou da cadeira. Os meninos só se olhavam meio assustados e surpresos. Nada saia da boca deles, a não ser o gás carbônico. - Lia e Harry, Soph e Dougie... Meu Deus, como vocês me esconderam isso?!
- Não vem não, Bela! - Flor já veio toda mandona. - Como se você não tivesse escondido nada delas!
- Mas eu tive motivos pra esconder!
- O QUE? VOCÊ ACHAVA QUE A GENTE IA CONTAR PRA IMPRENSA QUE ISABELA E TOM FLETCHER ESTÃO FICANDO? - Sam esbravejou, indignada.
- Namorando. - Ela corrigiu. - Eu e o Tom estamos namorando.
- CRISTO VAI VOLTAR! - Pablo gritou. - Meu Deus, parece que foi ontem que a Bela ficava falando dos defeitos do Thomas Fletcher de dois em dois minutos! Bem que eu devia desconfiar que era amor! Nunca vi ter tanta criatividade pra inventar defeito em um ser humano, ainda mais em um ser humano tão divino, com todo respeito, é claro. - Ele passou a mão na cabeça como se tivesse algum cabelo pra ajeitar (ele é careca). (E gay).
- ENTÃO ERA VERDADE! - Harry saltou de seu assento. - O Tom não tava maluco não! Era verdade! Ele e Bela estavam mesmo namorando! CARACA, CARA! - Harry parecia bem feliz. É, ele estava bem feliz pelo amigo. - CARACA, CARA, NÃO ACREDITO! VEM AQUI! - abriu os braços indicando que queria uma abraço, e Tom soltou uma risadinha, até que Dougie se jogou em seu colo, e Danny também, aí o Harry acabou fazendo o mesmo.
- TOM! TOM! TOM! TOM! TOM! TOM! - Os garotos ficaram gritando e vibrando, fazendo uma espécie de montinho sobre o Tom.
- ME DÁ UM T! - Dougie gritou se sentindo a própria cheerleader - ME DÁ UM O, ME DÁ UM M, TOM! TOM! TOM! - Todo mundo começou a gargalhar da cena.
- GENTE, PRA QUE ISSO TUDO? - Soph, tão confusa quanto as outras (menos a Bela, que já sabia, claro), perguntou.
- É o seguinte. - Harry saiu de cima do Tom, se sentou corretamente no sofá e cruzou as pernas homossexualmente. - O nosso querido e fofuxo amigo, Tom Fletcher, teve seu pequeno coração roubado por uma garotinha que tinha acabado de chegar do Brasil com uns nove anos de idade E ESTÁ ATÉ HOJE PRA CONTAR ISSO PRA ELA. 
- Até hoje nada, porque eu já contei pra ela há muito tempo. - Tom o corrigiu, meio envergonhado.
- Ah, é, é que eu não me acostumei. ENFIM, o Tom é apaixonado pela Bela desde que eu o  conheço, e ele fica, digo, ficava sofrendo pelos cantos, que nem uma gazela transexual, porque não tinha coragem de contar pra garota que era obcecado por ela, e esse drama se estendeu por todos esse anos, E AGORA ESTÁ FINALMENTE TERMINADO, VIVA O TOM!
- VIVAAAA! - Danny gritou. - Eu quase chorei quando vi.
- Então... O Tom gosta da Bela? - Sam se perguntou encarando o nada, como se estivesse filosofando.
- Gostar não é nem apelido... - Dougie informou e os meninos riram.
- NÃO DISSE, BELA? - Ela olhou pra amiga com uma cara vitoriosa. - NÃO DISSE QUE ERA PARANOIA DA TUA CABEÇA QUANDO VOCÊ FICAVA DIZENDO QUE O TOM TE ODIAVA?! AÍ, Ó! ELE TE AMAVA!
- Tá, Sam, eu já sei disso. Eu sou paranoica com o Tom, me deixem. - ela deu de ombros.
- Cara, é muita informação pra minha cabeça... - Lia dizia, com a mão nas temporas.
- AAAH, IMAGINA O QUE EU SOFRIA! - Flor falou alto para enfatizar seu drama.
- Ok, meninas, vamos todas dormir na casa da Bela hoje. - Soph disse. - Temos certos assuntos a conversar.
- Tá vendo isso, cara? - Harry cutucou Dougie. - Mal começamos a namorar e elas já nos excluem das noites legais. Logo agora que a gente pode ficar com elas na frente de todo mundo...
- Elas que nos aguardem... - Dougie profetizou e todos riram.
- GENTE, que escândalo. - Abbie se pronunciou - Johnson e Fletcher JUNTOS!
- Abbie, PELO AMOR DE DEUS, você vai guardar isso a SETECENTAS chaves, ok? NINGUÉM pode nem desconfiar disso. 
- Eu já imaginava, gatinha. Pode deixar. De mim, nada sai.
- Nem de moi. - Pablo e seu francês...
- Ótimo.
- Amor... - Todas olharam quando Dougie chamou a Soph pelo tão conhecido apelido carinhoso e sorriram. - Nossa que constrangedor, todo mundo me olhando... Nunca mais vou te chamar de amor, amor.
- Tudo bem, amor, não liga pra eles. - Soph deu de ombros. 


Dougie ficou falando com Soph, Lia foi sentar no colo de Harry e eles ficaram trocando beijinhos enquanto Danny e Sam brincavam de fazer cara de nojo. Flor e Tom conversavam animadamente sobre alguma coisa, enquanto Bela intercalava entre conversar com Abbie e Pablo ou fazer caretas e poses para as fotos de Sam.
Não muito tempo depois, Bela estava pronta. Totalmente Natural e sexy. A maquiagem era básica. Um blush em tom bronzeado, um leve degrade de sombras variando entre um tom abaixo e um tom acima da pela dela, e um fino delineador, o que deixou que seus olhos ficassem levemente marcados, mas com um aspecto muito natural. Os cílios estavam bem cumpridos, e o cabelo estava jogado de lado, suavemente ondulado com uns poucos cachos grossos na ponta. Os lábios estava com um batom um pouco mais rosado que o tom da boca dela, de uma forma discreta. 
Ou seja: estava completamente natural. E sexy.
Ela se vestiu (#) no banheiro e quando saiu, todos sorriram.
- FIU FIUUUU! - Sam brincou. 
- Pode falar, sou muita gata.
- Modéstia passou longe... - Tom comentou olhando para o além e ela garalhou indo até ele, pulando em seu colo e agarrando seu pescoço.
- Ooonw, deixa eu tirar uma fotinho? - Sam pediu já sacando a câmera e tirando várias fotos.
Bateram na porta e todas as meninas se desagarraram de seus namorados antes da Bela ir abrir a porta.
- Oi, Bela! - uma moça segurando um microfone, seguida por um cara que segurava uma câmera, sorriu. - A gente veio aqui fazer um entrevista rapidinha antes de você subir no palco, pode ser?
- Pode! - Bela respondeu sorridente, dando espaço pra moça entrar.  
- Ih! Olha quem tá aqui! O McFLY! - ela falou e os meninos deram tchauzinho.
- Viemos como acompanhantes da Bela hoje. - Harry informou e a repórter sorriu. 
- Ok. É uma entrevista rápida, só vou perguntar umas boberinhas. Se importa do McFLY aparecer?
- Não, claro que não!
- Ok, então, vamos começar. - A luzinha da câmera ligou e a mulher sorridente começou a falar. - E aí, pessoal! Estamos aqui com a Bela Johnson que vai cantar ao vivo hoje, aqui na MTV, daqui a pouco! Ela tá no camarim e a gente veio perturbar um pouquinho, mas eu acho que ela não tava quietinha não, afinal, olha a galera que está aqui com ela! - A mulher apontou pro McFLY e pras meninas que fizeram barulho e acenaram. - Quanta gente, hein, Bela!
- Pois é... - Ela respondeu sorridente.
- E aí, como é esse processo de esperar até a hora do show? Você fica nervosa?
- Na verdade, a gente sempre fica um pouquinho nervosa. Mas dá pra esquecer toda essa tensão. Acho que estou acostumada, e quando meus amigos estão, aí que eu esqueço mesmo.
- Tô vendo! E o que você faz? Porque tem alguns cantores e bandas que antes de entrarem no palco, fazem rituais, ou tem alguns hábitos...
- Eu costumo fazer uma oração com os meninos que vão tocar, cumprimentar todo mundo que passa por mim e beber energéticos. - Ela respondeu. - Aí eu fico elétrica e me sinto preparada. Ah, e a Thalia - Bela apontou pra Lia que sorriu - costuma me mandar gritar bem agudo pra ela, o que ajuda a me aquecer, de alguma forma.
- E o que você espera do público essa noite?
- Bem, como é um show menor, eu posso ter mais proximidade com eles, o que deixa tudo bem animado e interativo, então eu sempre tenho expectativas altas.
- E qual o motivo do McFLY aqui? - ela perguntou com uma cara de safadinha.
- São meus fieis amiguinhos companheiros. - Bela fez uma cara fofinha. - Vieram me assistir e tomar conta de mim. 
A repórter riu e ficou falando com a câmera alguma coisa sobre a tour e sobre a Bela para terminar a entrevista que foi realmente rápida.
Minutos depois, o assistente da produção bateu na porta e avisou que ela entrava em meia hora. Bela se levantou e se olhou no espelho uma última vez. Tudo estava ok.
- Você tá preparada, não tá? - Lia perguntou, segurando-a pelos ombros.
- Lia, relaxa. Eu tô preparada como sempre estou. 
- Tudo bem. Eu confio em você. Só não estrague tudo. A banda já está indo pro palco. 
- Ok. - Bela riu. - Cadê meu Red Bull? 
- Tá ali no frigobar. EI, DOUG, SOLTA ISSO, É DA BELA!
- Mas tem um monte aqui dentro! - ele se defendeu e Lia revirou os olhos, pegando uma latinha. - Toma, Bela.
- Ok, vamos indo. Me deseja sorte.
- Não. BRINCADEIRA, BOA SORTE! - Lia a abraçou. - Agora grita bem agudo pra mim!
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! - Bela o fez e todo mundo riu.
- Essa é a minha garota.
- UHUL! - (os efeitos do red bull são bem rápidos na Bela). 
Em seguida, Bela foi até Sam que a agarrou e tirou mais duas fotos. 
- Boa sorte, sua gostosa. - Sam sorriu apertando a bunda da menina. Doeu.
- Boa sorte, gatinha! - Flor gritou quando foi agarrada por Bela, que, em seguida foi puxada por Soph, que a abraçou com força. É, esses jovens de hoje curtem um agarra-agarra.
- Dedica uma música pra mim? Qualquer uma. Menos aquela que você fica falando mal da garota. 
- Tá bom. - Bela riu. - Eu dedico uma.
- Ok. AH! E fala o meu nome! Pra todo mundo saber que sou eu! 
- Tá bom, Soph. Pode deixar.
- Boa sorte, nenenzinha. Frature o fêmur!
- Soph, quebre a perna é pra teatro.
- Não é nada! É pra quem vai subir no palco. Então, estraçalhe o fêmur, amiga!
- Ok, obrigada... - Bela agradeceu com um pouco de medo, e caminhou até os meninos. - Então... Vou falar uma coisa pra vocês. - Ela disse olhando para todos eles. - Duas coisas. Um: o Tom é muito lindo. - Ela falou e os meninos riram quando Tom a agarrou e tascou um beijo misturado com gargalhadas nela. - Ok, número dois: É a primeira vez que vocês estão no meu backstage. E não vou mentir. Isso me deixa um pouco nervosa. Não de uma forma ruim... De uma forma boa. Sabe, feliz. Então, obrigada pela força, vocês são lindos e não sei como perdi tanto tempo não chamando vocês pra ficarem comigo enquanto eu me esgoelo no palco!
- Ooown, você ainda vai ter muitos shows aturando a gente no backstage. - Harry disse abraçando-a de lado. 
- E uma tour inteira aturando a gente no palco! - Tom adicionou e Bela sorriu.
- Vocês que vão me aturar no palco, porque sou eu quem vai estar invadindo a tour de vocês.
- Mas sua invasão é bem vinda! - Dougie disse sorrindo.
- E você é uma jujubinha que adoça nosso bolo.
- Own, Danny, isso não fez o menor sentido mas eu amei! Abraço grupal, êêê!
- OLHA, ELA TÁ ROUBANDO NOSSOS HOMENS! - Soph gritou e todo mundo riu.
- Bela, cinco minutos! - O mesmo cara apareceu pra avisar, e ela se soltou dos meninos. Foi pulando pelo corredor, cumprimentando qualquer ser que passasse por ela. Ela encontrou os caras da banda na entrada de acesso ao palco, agarrou todos eles e fez uma oração rápida, e então os caras entraram. 
Ela ficou parada na entradinha do palco e banda começou a tocar. Todo mundo gritou e ela entrou só na hora que era pra ela começar a cantar. 
Bela é do tipo que passa o show inteiro dançando, pulando, as vezes ela toca violão, as vezes guitarra, as vezes ela toca piano, mas não nessas apresentações pequenas. Nessas ela gosta mais de correr, pular e dançar. E falar. Ela adora falar com o povo.
Como prometido, ela dedicou uma música que fala sobre o quão gostosa e sexy uma mulher pode ser ('hot as it can be'), à Soph, que riu muito, assistindo pela TV do backstage.
Bela estava terminando a penúltima música do show quando virou discretamente para a banda e cochichou alguma coisa com eles.
Então, depois que acabou a música, ela começou a cantar, pela primeira vez na vida, uma música do McFLY num show dela:
- I think yesterday... - Quando ela começou a cantar o público ficou doido. Todo mundo começou a gritar loucamente e cantar junto com ela. Os músicos acompanharam e ela continuou cantando com um sorriso nos lábios. Mentira, com um sorriso nas narinas. Brincadeira, era nos lábios mesmo. - 
And all the times I spent being lonely
I watched the young be young

While all the singers sung

About the way I felt...
(...)

Equanto Bela cantava, todo mundo ficou cutucando o Tom no camarim, coitado. Ele não parava de sorrir, porque, cara... Era uma cena realmente incrível. Enfim, todo mundo ficou implicando com o Tom que deu uma de Buda e nem ligou até ela terminar a música e começar a cantar uma outra música que encerraria o show. 
Minutos depois Bela estava entrando, toda suada e grudenta, no camarim de novo.
- Duas palavras: - ela falou ao abrir a porta. - O show foi foda. E EU SEI QUE FORAM QUATRO PALAVRAS, mas é que eu mudei de ideia antes de falar. Eu ia dizer 'quero banho', mas achei que o outro comentário foi mais importante.
- Nossa, ela já chega tagarelando. - Soph reclamou. - Não deixa nem a gente parabenizar, agarrar, apertar, paparicar... AGRADECER PELA MÚSICA... AÍ, FOI DEMAIS!
- Sabia que você ia gostar. - Bela sorriu maliciosa e nem deu tempo dela respirar: Já foi logo agarrada pelo namorado lindo-marivilhoso-Deus-Grego-sensual-perfeito dela, e eles começaram um pré-sexo ali, bem na frente de todo mundo (todo mundo resume-se aos amigos).
- AI, QUE NOJO, ELA TÁ SUADA, CREDO. - Sam desdenhou e Bela, sem parar o beijo, mandou o dedo feio pra ela.

Bela calçou seu vans depois de ter tomado banho, trocado de roupa e tudo mais. Eles ainda estavam no camarim, porque o esquema era '8 ou 80': ou ela saia correndo assim que acabava o show e ia pra casa, ou ela demorava um século e ia embora depois que o segurança falasse que tava free.
Demoraram mais algum tempo para finalmente irem para suas casas e então. As meninas foram todas para a casa da Bela e os meninos, como sempre, foram pra casa do Tom.
E no final tudo se ajeita, correto? 


Correto.
Pena que ainda não é o final.






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